terça-feira, 21 de maio de 2013

Iarochinski apresenta seu novo documentário


O documentário "José Penalva - O Mestre da Música” será exibido nesta quinta-feira (23), às 20h, no Auditório Brasilio Itiberê (Secretaria da Cultura). 
Com direção de Ulisses Iarochinski, o filme conta a trajetória musical e pastoral do padre, compositor e professor. A entrada é gratuita. 
Sacerdote, musicólogo, regente e escritor brasileiro dos mais importantes da segunda metade do século XX, Penalva se destacou na composição de músicas contemporâneas de vanguarda, explorando as linguagens sacra e secular. 
Sua obra apresenta um compositor preocupado com o viés reflexivo e filosófico da criação e, ao mesmo tempo, um músico de humor refinado e de profunda humanidade.
Penalva nasceu em Campinas, em 15 de maio de 1924, e faleceu em Curitiba, em 20 de outubro de 2002.
O diretor Ulisses Iarochinski, que vai apresentar a sessão, é responsável também pela pesquisa, texto, narração, câmera e montagem do filme, que tem depoimentos de Márcio Fernandes, Edgar Serrato, Elisabeth Prosser, Maurício Dottori, Jaime Sanchez, Bruno Spadoni, Paulo da Costa, Carmen Fregonese e Norton Morozowicz.
Após a sessão, o coro Madrigal Vocale fará um recital, sob a regência de Bruno Spadoni, com músicas compostas por padre Penalva, seu fundador.
O grupo é considerado um dos coros a cappella mais importantes do Brasil. 

Serviço
Exibição do documentário "José Penalva - O Mestre da Música"
Data: 23 de maio de 2013
Horário: 20 horas
Duração: 54 minutos
Local: Auditório Brasilio Itiberê (Rua Cruz Machado, 138, Centro - Curitiba. Anexo à Secretaria de Estado da Cultura)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Massa de Ferrari em Varsóvia

Foto: EFE
O piloto brasileiro Felipe Massa esteve neste sábado, em Varsóvia, para uma exibição com a Ferrari nas ruas da capital polaca. A demonstração reuniu 15 mil pessoas. O piloto acelerou o modelo de 2009 da equipe italiana, além de participar de um desfile de carros de rua da montadora.
"Foi um grande dia, porque é sempre divertido dirigir um carro de F1 pelas ruas da cidade", comentou Massa. O brasileiro encarou isso como uma maneira de treinar para o Grande Prêmio de Mônaco, próxima etapa do Mundial de Pilotos, onde a pista estreita é uma das principais características.
"Para mim, era quase como uma sessão de treino para Mônaco, onde também as barreiras estarão muito perto do carro", considerou. Massa fez a primeira viagem para a Polônia e conferiu de perto a paixão da torcida pela Formula 1. 

Clique no link para iniciar o vídeo.
Assista a volta de Felipe Massa no circuito de rua na Polônia

A Fórmula 1 teve como principal representante do país recentemente Robert Kubica, que se afastou em virtude de um grave acidente, quando participava de uma prova de rali, na Itália. "Esta é a primeira vez que venho para a Polônia e foi fantástico ver tantas pessoas ao longo da rota. Há muito entusiasmo aqui e acho que é em parte por causa do que Robert Kubica mostrou que podia fazer. A Fórmula 1 perde muito sem ele e espero que ele possa voltar a correr com a gente em breve", acrescentou.
Outro piloto, que a Polônia considera como polaco a brilhar na Fórmula 1, além de Kubica (pronuncia-se cuBitssa - sílaba forte é a penúltima, pois é paroxitona) é o brasileiro Emerson Fitipaldi, que embora leve sobrenome do bisavô italiano é filho da polaca, Jusy Wojciechowska (filha de Jan), nascida em Pulin, Polônia. "Apesar das dificuldades, alguns da minha família conseguiram voltar à Polônia, onde meu bisavô possuía algumas terras.”, diz Emerson.

sábado, 18 de maio de 2013

Polaca dá a luz a um bebê embriagado.

Após uma noite regada a álcool, uma polaca de 24 anos deu a luz a uma criança com embriaguez. O parto aconteceu nesta quinta-feira, na Polônia.
De acordo com reportagem do jornal sensacionalista inglês "Daily Morrior", o bebê nasceu prematuro e está em recuperação na incubadora.
Os cirurgiões foram obrigados a realizar uma cesariana de emergência após a mãe cair em um loja de bebidas na cidade de Tomaszów, na Polônia, quando tentava comprar mais bebida alcoólica.
A criança nasceu agarrada à vida, com envenenamento grave de álcool devido aos níveis excessivos de bebida alcoólica na corrente sanguínea da mãe.
Segundo porta-voz do hospital, Wojciech Zawalskia criança nasceu com os batimentos cardíacos muito lentos, além de ter 4,5g de álcool na corrente sanguínea.
O bebê prematura de duas semanas está se recuperando em uma incubadora no setor de cuidados intensivos, onde ele está sendo desintoxicado do álcool.
Para ser enquadrado na "lei seca" da Polônia, basta o cidadão estar com 0,2g de álcool no sangue. Ou seja, o bebê nasceu com um número 23 vezes maior do que o permitido para dirigir no país.
A polícia e os promotores estão agora interrogando a mãe sobre a acusação de pôr em perigo a vida de um feto. "O assunto está sob investigação", disse um porta-voz da polícia.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Polônia 6 X 2 Alemanha, no jogo dos descendentes

Fotos: Daio Hofmann
O Consulado Geral da Polônia, em Curitiba, com o apoio de outras instituições tem promovido um congraçamento de etnias desde o ano passado, sempre no mês de maio. Em 2012, o motivo principal foi a EuroCopa de Seleções de Futebol, que se realizou conjuntamente na Polônia e na Ucrânia.
Também como parte das comemorações do Dia da Constituição da Polônia, o evento contou com uma partida de futebol entre descendentes de polacos e de ucranianos e apresentações de grupos folclóricos e almoço típico, no Estádio do Triste Futebol Clube, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba.
O resultado daquela partida foi surpreendente: 18 gols a zero para a equipe dos descendentes de polacos.
O evento teve tanto sucesso, que o Cônsul Geral Marek Makowski quis repetir a dose que este ano, no último sábado, dia 11 de maio, no estádio do Triste F.C. foi realizada outra festividade com o apoio, desta vez, do Consulado Geral da Alemanha em São Paulo.
A equipe polaca desta vez jogou com uniforme trazido especialmente da Polônia e que é o mesmo usado pela seleção nacional de futebol. O motivo este ano foi a Semana Europeia, evento organizado por várias instituições étnicas e representações dos países que ajudaram na formação cultural de Curitiba.

No meio da torcida, Ulisses Iarochinski
Na semana, entre outros eventos, aconteceu uma série de exibições de filmes. "Mój Rower" do cineasta Piotr Trzaskalski, foi o filme que representou a Polônia. E a abertura da exposição "Um intrépido polaco em céu brasileiro", no Museu Paranaense, sobre a façanha do aviador polaco, Stanisław Skarżyński.
A festividade no estádio do Trieste começou com a apresentação das bandeiras do Brasil, Polônia, Alemanha e União Europeia e os hinos nacionais com os corais João Paulo II e Harmonia.
Depois da partida e do almoço com um seleção de pierogi da banca do Mirek, aconteceram as apresentações dos grupos folclóricos. Brilhantes as apresentações do Grupo Folclórico Alemão da Sociedade Concórdia, Grupo Folclórico Polaco Wisła e Grupo Folclórico Junak.

A PARTIDA 
Mas no campo de jogo, as coisas não foram tão fáceis como aqueles 18 a zero contra os ucranianos. A representação alemã foi mais aguerrida. Os descendentes de alemães, em sua maioria, jovens da Colônia Wittmarsum, da cidade vizinha de Palmeira, assustaram a equipe dos polacos do Bairro de Santa Cândida de Curitiba saindo na frente com um gol logo no início da partida.
Mas logo, a Polônia curitibana passou a frente com três gols. Os alemães de Wittmarsum não se entregaram e foram a frente marcando seu segundo gol. O primeiro tempo terminou com o placar assinalando Polônia 3 X 1 Alemanha.
No segundo, tempo, com o sol forte do meio dia, as equipes diminuíram o ritmo. Mesmo assim, os polacos da Colônia Santa Cândida marcaram mais três gols e o resultado final foi 6 gols para a Polônia e 2 gols para a Alemanha.
Destaque para Jean Carlos Alberti, camiseta 5, volante, o melhor da partida.  Pelo lado alemão, Marineu da Luz se sobressaiu.
Ainda como destaque a presença de jogadores pertencentes, principalmente, a duas famílias que colonizaram Santa Cândida, os Kulik e os Cebola (Cebula).
As equipes jogaram assim:

POLÔNIA 

Fábio Spichla (1) - goleiro
Ernani Kulik Silva (4) - zagueiro
Jean Carlos Alberti (5) - volante
Carlos R Bonfim (6) - lateral esquerdo
João A. Baudy Junior (7) - lateral direito
Ernany Kowalsky (8) - meia esquerda
Rafael José Cebola (9) - centroavante
Felipe Choinski (10) - meia direita
Renan Luiz Kulik (11) - atacante

Cleyton Manicka (12) - goleiro
Carlos Eduardo Cionek (13) - meia direita
Robson Otto (14) - atacante
Adrean de Oliveira Cebola (15) - lateral direita
Rodrigo Luiz Kulik (16) - zagueiro
Marcos Vinicius Cebola (17) - atacante
Lucas Daniel Kulik (18) - volante

Carlito R. Lourenço - técnico
Antonio Carlos Alberti - comissão técnica
Edson Kulik - auxiliar comissão técnica

ALEMANHA

Ralf Friesen (1) - goleiro
Teo Friesen (2) - lateral direito
Eugen Schartner (3) - zagueiro
Reni Stempniak (4) - zagueiro
Matheus Enns (5) - volante
Reinhold Kliewer (6) - lateral esquerdo
Tiago Domingos (7) - meia
Artur Heinrichs (8) - volante
Silas Enns Ferreira (9) - atacante
Marineu da Luz (10) - meia
William Dyck (11) - atacante

Jonathan Harder (12) - goleiro
Berthold Warkentin (13) - meia
Jeferson Warkentin (14) - meia
Elvis Dyck (15) - lateral direito
Tomas Dück (16) - lateral esquerdo
Berny Heinrichs (17) - zagueiro

Wagner Hoelzer - Técnico
Ferdenand Dück - Auxiliar técnico

A partida foi apitada por:
Arbitro: Felipe J. Jarek
Auxiliar 1: Sandro Marmitt
Auxiliar 2: Bruno Wirgues
Mesário: Jeferson Souza

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Banda polaca DagaDana na virada cultural SP


A banda polaca DagaDana será atração na Virada Cultural 2013 de São Paulo.
 A banda é da Voivodia (estado) da Wielkopolska (Grande Polônia). O contrato de parceria já foi assinado ano passado entre a Voivodia polaca e a cidade de São Paulo. 
O grupo é composto por Dagmara Gregorowicz, Dana Vynnytska, Nicholas Pospieszalski além de Jacek Jaroszewski. 
A apresentação acontece no dia 19 de maio entre às 10:00 às 12:00, no Pátio do Colégio Palco Vanzolini. 
Os músicos permanecem em São Paulo de 16 a 20 de maio, depois irão para o Rio de Janeiro, onde fazem outro show. 

O TRIO
Dagadana ou ДаґаДана é trio polaco-ucraniano que combina diferentes estilos musicais. Entrelaçando jazz, folk e música eletrônica o grupo possui uma linguagem única.
Shows cheios de humor e irreverência, mostram que este é o tipo de música que agrada tanto o público quanto a crítica. Vocais quentes, processamento de voz ao vivo, som ousado, baixo em transe e ao uso de instrumentos musicais para crianças.
O Dagadana tem a receita de sons para encantar os ouvinte. Com um Projeto Intercultural apela aos ouvintes para se abrir a alma eslava.
Em dezembro de 2008, o trio lançou o disco EP "Wygadana", com cinco músicas. Já o álbum de estreia, "Maleńka", pela Offside Records saiu em 2010. O álbum foi muito apreciado pelos críticos. O disco foi patrocinado pela Rádio estatal "Troika" e a Academia de Música da Polônia concedeu o Prêmio Frederick 2011, na categoria Álbum do Ano Folk / World Music.
Ainda em 2011, Dagadana fez uma participação numa das faixas dos disco "20 anos" da banda Raz Dwa Trzy e lançou seu segundo álbum, "Dlaczego nie - Por que não" pela gravadora Agora SA.
Em 2012, o disco ficou em oitavo lugar, na Grã-Bretanha, no ranking dos 20 melhores álbuns de World Music 2011.
O Dagadana desde sua formação já realizou mais de 300 shows por vários países, compo China, Indonésia, França, Malásia, Marrocos, Alemanha, Polônia, Romênia, Cingapura, Ucrânia e Hungria.
O trio tocou em festivais como: Flugery Lwowa (em Lwów), Pod Wulkanem, Za Jazz Fest, L2, Ukraińska Wiosna, Song of Songs, Fortmissia, Heineken Open’er, Olympus Jazz Nights, Kino letnie w Fabryce sztuki, Folki, Festiwal filmów kultowych, Jarmark sztuki- wiosna ludów, Poezja na murach, Festiwal Wyobraźni, Festiwal ludów pustyni (Marrocos), Przystanek Woodstock (18 horas e meia de shows), Express Qulturalny, Maltańska scena muzyczna (Malta), Jazz na kanapie, Festiwal Europieskich Stolic Kultury, FORTE piano, Jazz Travel, Ethno Jazz Festival.
Adam Nowak, líder da banda Raz Dwa Trzy descreve o trabalho do DagaDana como "Buscando seu espaço próprio na esmagadora inundação de sons O DagaDana tem que ser cumprimentado pela coragem, calma, maturidade e vontade de explorar o senso de humor jovem, talentoso. O DagaDana tem um futuro que é só deles".
Dagadana começou em 2007 sua existência com Dagmara Gregorowicz (de Poznań), Dana Vynnytska (de Lwów - Ucrânia) e Miko Pospieszalski (de Częstochowa) se conheceram em Oficinas de jazz em Cracóvia, como no "International Summer Jazz Academy".
Daga Gregorowicz, graduada no Studium Piosenkarskiego im. Czesława Niemena de Poznań, é fascinada pelo processamento de sua voz, incorporando-a na música eletrônica. Ela já trabalhou no disco com Grabki e com Tomasz Gwinciński no projeto "Meu Deus" e R.U.T.A com Wojtek Grabki no dueto Degradazia.
Dana Vynnytska, é pós-graduada pelo Departamento de Composição do Conservatório de Lwów, e a vencedora do programa de bolsas do Ministério da Cultura da Polônia, "Gaude Polonia", para jovens artistas da Europa Central e Oriental. Seis meses na Polônia permitiu a Dana conhecer Daga e pela primeira vez fazer um dueto com outra cantora. Ela já participou de gravações de bandas como Shokolad, Babooshki e Afro Kolektyw. Faz parte também da banda Babooshki como cantora.
Em maio de 2008, as duas convidaram Miko Pospieszalski, estudante de Jazz na Academia de Música de Cracóvia, que toca contrabaixo e violino.
Miko, por sua vez, já participou de grandes projetos de música da Família Pospieszalski. Colaborou também com o grupo Arką Noego, com o 2Tm2,3. E também faz parte, atualmente, da banda Bester Quartet.

Veja os vídeos com apresentações do trio:

Transatlantyk- Poznan International Film & Music Festival 2011
http://www.youtube.com/watch?v=MSym_crAbsA
Concert in a club
http://www.youtube.com/watch?v=SH0T6mbPU-k
Czasem
http://www.youtube.com/watch?v=YiRfbn5V4Uc&list=UUZHdmQaNEHsZ6x-Nxg4M5bQ&index=1&feature=plcp
Tango
http://www.youtube.com/watch?v=WkzCZ44xcGE&feature=related
Akademia
http://www.youtube.com/watch?v=2AfpIpuVeT0
Wszystkie mają po chłopoku
http://www.youtube.com/watch?v=VQS2dtJjxVw
Kiribati
http://www.youtube.com/watch?v=y1UrU737M4o
Dagadana
www.dagadana.pl


Mais detalhes e informações:
Daga Gregorowicz
management@dagadana.pl
www.dagadana.pl
www.facebook.com/dagadana
tel. +48 667 660 243

terça-feira, 14 de maio de 2013

O livro Saga dos Polacos continua vendendo


Prefácio do livro "Saga dos Polacos - A história da Polônia e seus emigrantes no Brasil".

Conheci Ulisses lá pelos idos de 1976, tão logo havia eu chegado a Curitiba na condição de imigrante argentino. Leitor de Érico Veríssimo, interessado pelo Brasil e seu futuro, não nos surpreende que venha a se preocupar por aqueles que deixaram a vida e o sangue para fazê-lo arvorar, por aqueles que estão na origem deste Ulisses Iarochinski.
O resultado é uma conseqüência lógica, se quiser necessária: Saga dos Polacos. Pretender que seja um livro de história é uma exigência a que a obra não se propõe, exigir que seja uma exaltação polonesa dos polacos é contrária à visão do autor.
Entretanto é um livro de notável pesquisa e ricas informações, feito com a paixão de um descendente que rende homenagem a uma etnia da qual nosso Estado não pode deixar de sentir orgulho. Quem pode falar do Paraná sem falar dessa força, desse espírito que os polacos imprimiram? Paraná é tão polaca que quando casei com Jandyra (em tupy: "doce como mel") eu disse, casei com uma autêntica paranaense (na realidade ela não é tupy e sim filha e neta de polacos.)
O livro faz um percurso pela história da Polônia, tão sofrida e castigada ao longo dos séculos, e também pela história da imigração, não menos sofrida e castigada. Vida dura como pedra, mas não é em pedra dura onde melhor se lavra?
Ulisses nos conta como eles mesmos lavraram em pedra dura, desafiaram a intempérie com suas butkas e domy, atravessaram as falsas promessas com suas wielki wosy, aqueceram suas noites com Kapusniaki e adoçaram seus silêncios e suas broncas com sernik.
 Deparando-nos com a riqueza da etimologia das palavras, podemos notar que sendo o polaco eslavo, e o termo słowianie em polaco significa "verbo", "palavra", que é a arma da criação do mundo, e sua raiz sław significa "glória", deparamo-nos também que slavo em latim significa "escravo". Que relação poderia haver entre palavra, glória e escravo? Conforme nos ensinou Hegel, é o escravo quem faz a história - apesar de que seja o senhor quem leva a glória. Mas enquanto que o senhor precisa do escravo para se reconhecer, o escravo se reconhece através do seu próprio trabalho.
Noutras palavras, ninguém escapa de ser escravo, mas parece que o senhor é o pior deles, já que precisa do outro para se reconhecer. Um ,escravo do reconhecimento, o outro do trabalho.
Não é que estes eslavos tinham como farol a frase da Bíblia: o trabalho dignifica? Se o verbum divino - palavra em latim - criou o mundo o trabalho humano deu a continuidade, essa é a glória neste povo de palavra. E não devemos em grande parte a esta gente o fato de sermos reconhecidos no Brasil como um povo trabalhador?
Os primeiros plantaram batatas para fazerem crescer médicos, artistas, e poetas. Ulisses preocupa-se em recuperar o termo polaco ao invés de polonês, pois que este surge do preconceito com os "polacos", do preconceito do sofrimento desta gente.
Assim como os jovens da aristocracia paranaense usurpavam o corpo de uma polaquinha, também usurpavam a indígena, a negra, a italiana, a ucraniana, etc.. Preconceitos à parte, dos encantos femininos, quem é o verdadeiro escravo?
Disse Golias a Sanuel: Escolham um de vocês para lutar contra mim. Se ele for suficientemente forte para me vencer, nós seremos seus escravos.(Livro de Samuel 17). Davi não era suficientemente forte, mas astuto o suficiente.
A condição da mulher é outorgar na sua alteridade, um lugar ao homem. A força está no Dom e não no surrupiar, este livro nos mostra muito bem isso. Por quê negar aquilo que nos faz raiz, seja por seus aspectos positivos ou negativos? Ou por acaso todos os imigrantes de qualquer etnia foram fora de série, ninguém roubou, matou ou traiu?
A história, não só na Polônia, nos fala disso, mas, por exemplo, nem por isso todos os italianos são carcamani. O termo "polonês" de alguma maneira surrupia o que de mais sacrificado, doloroso e glorioso este povo encerra. O grande poeta falou : Meu coração polaco voltou, e voltará sempre enquanto hajam Leminskis, Iarochinskis, Morozowiczs, Osinskis, etc. Voltarão através desta mistura "viralata" que tanto dignifica esta terra.
E será mesmo que existe alguma raça pura, ou a história já se encarregou de "viralatá-la"? O povo polaco é fundamentalmente sua língua e se ele existe hoje como nação foi porque existiram Kosciuszkos e Piłsudskis que falavam polaco, porque existiu uma religião, a católica, que os manteve unido diante da invasão protestante e ortodoxa, e porque eram slavos, eram verbo, palavra, escravos.
Senão como poderiam ser tão facilmente enganados com as promessas feitas pela elite brasileira se eles não fossem gentes de palavra? Como bons eslavos sonhavam com a liberdade, não foi por acaso nas senzalas que surgiram os Quilombos?
Ulisses Iarochinski nos toca fundo quando fala de Cruz Machado e de todo o drama que representa este nome para a coletividade polaca, mas ao mesmo tempo que caboclos tiravam vantagem de um povo de figura e língua estranha, tinha outros como o farmacêutico Antiocho Pereira que entregou-se por inteiro, como um "Bom Samaritano", para salvar a este povo da epidemia.
Passarão os anos e o Brasil haverá de integrar as etnias que o engrandeceram e enalteceram, assim como a selva Amazônica tomou conta da Transamazônica. Mas marcas de sua passagem continuarão sto lat sto lat , "cem anos cem anos" nos hábitos, nos costumes e na origem gravada nos sobrenomes Leminski, Wachowicz, Nadolny, Saporski, Morozowicz, Iarochinski, Bodziak, etc..
Niech żyje żyje nam, que viva que viva para nós, paranaenses e brasileiros. 

Hugo Mengarelli - Professor de Teatro e Cinema da UFPR. Diretor da Companhia de Teatro PalavrAção da UFPR e dramaturgo.

Exumação de vítimas do comunismo na Polônia

Fotos: Wojtek Radwanski / AFP
Depois de mais de um ano, chegou ao fim nesta segunda-feira, o processo de exumação de um túmulo coletivo da era stalinista no cemitério militar de Varsóvia, Polônia.
Acredita-se que o túmulo tenha restos mortais de cerca de 200 pessoas, vítimas do regime comunista polaco durante o regime pós-Segunda Guerra Mundial. "Durante a primeira etapa de trabalho no último verão, conseguimos exumar os restos de mais de cem vítimas", disse Krzysztof Szwagrzyk, oficial do Instituto da Memória Nacional que acompanhou o projeto.


No ano passado, o instituto exumou restos mortais de 117 supostas vítimas de uma era de terror stalinista que durou de 1948 a 1956 e caçou partidários antinazistas e antisoviéticos polacos.
Os restos foram removidos para o teste de DNA do Cemitério Militar de Powazki, na região central de Varsóvia. O objetivo do projeto é encontrar os restos mortais do general Emil Fieldorf, chefe da resistência armada antinazista da Polônia, e de Witold Pilecki, herói polaco que se infiltrou voluntariamente no campo de concentração de Auschwitz com a intenção de divulgar o que viu. 
Depois da guerra, os dois heróis da resistência foram acusados de traição e sentenciados à morte pelas autoridades comunistas na Polônia, fiéis ao ditador soviético Jozef Stalin.



Fonte: AFP

Força Aérea americana treina na Polônia


A Força Aérea dos Estados Unidos começa uma série de exercícios de duas semanas de duração na Polônia.
Cerca de 150 pilotos norte-americanos e seis caças-bombardeiros F-16 chegaram ao país para participarem das manobras e estão agora estacionados na base da aviação tática na cidade de Lask.
Os demais militares norte-americanos continuarão a chegar na Polônia até 26 de maio. Segundo o chefe da Força Aérea polaca, general Lech Majewski, o principal objetivo dos exercícios é o treino dos pilotos polacos.
"As lições aprendidas com a colaboração diária com os americanos, serão utilizadas na preparação de nossas unidades para as tarefas decorrentes das obrigações polacas perante a OTAN", disse ele.
Durante a invasão do Iraque a Polônia adquiriu alguns aviões F-16 no valor de mais de seis bilhões de dólares.

Fonte: Rádio Voz da Rússia

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O polaco que cruzou o Atlântico numa avioneta


No ano em que a passagem de Skarżyński pelo Brasil completa 80 anos, a exposição: “Um intrépido polaco em céu brasileiro: o feito extraordinário do aviador Stanisław Skarżyński (1933)” com curadoria de Dulce Osinski e Everly Giller, traz a história dessa viagem através de reproduções fotográficas documentos e recortes de jornais da época, além disso, uma maquete confeccionada por Axel Giller, réplica da aeronave RWD-5bis utilizada pelo piloto e um selo postal comemorativo e cartaz, criados pela artista plástica Everly Giller, foram especialmente criados para a data e poderão ser apreciados pelos visitantes.
Relembrar a proeza de Skarżyński é uma maneira de celebrar a história do povo polaco e a vinda desses imigrantes para o Brasil (fluxos migratórios ocorridos a a partir do século 19 até meados do século 20).
Ao cruzar o Atlântico num avião, o piloto polaco relembra o trajeto que muitos polacos fizeram a caminho das Américas. A exposição Skarżyński celebra esse momento, valorizando a memória e resgatando a história da etnia polaca no Paraná.
A exposição é uma realização do Consulado Geral da República da Polônia em Curitiba e da Casa de Cultura Polônia Brasil e conta com o apoio da Sociedade Polono-Brasileira Tadeusz Kosciuszko, Museu Paranaense, Secretaria da Cultura do Paraná e Nexo Design.
Serviço: Exposição: Um intrépido polaco em céu brasileiro: o feito extraordinário do aviador Stanisław Skarżyński (1933).
Local: Museu Paranaense Rua Kellers, 289, São Francisco, Curitiba - PR Período: De 03 de Maio a 02 de Junho de 2013
ENTRADA FRANCA: Terça a sexta das 9 às 18h Sábado e Domingo das 10 às 16h