segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Negócios Polônia-Paraná

O volume de exportação do Paraná para a Polônia cresceu 80% em 2007. Em contrapartida a Polônia também quer ampliar este comércio bilateral com o Estado mais polaco do Brasil. Segundo Piotr Maj, conselheiro econômico da embaixada polaca no Brasil, o isolamento provocado pelo regime comunista está entre as causas que prejudicaram a relação entre a Polônia e os milhares de descendentes espalhados pelo mundo. E talvez isso explique o incremento no comércio entre os polacos de lá com os polacos daqui. Os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram o incremento das trocas comerciais. Entre janeiro e outubro deste ano, o volume exportado pelo Paraná passou de 2,3 mil toneladas para 11,1 mil toneladas, aumento de 80%.
Segundo dados do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos da Embaixada da República da Polônia, as exportações do país para o Paraná também aumentaram 50% neste ano. Se depender dos polacos, o volume crescerá em ritmo ainda mais acelerado nos próximos meses. Três anos depois de ingressar na União Européia, a Polônia agora visa parceiros comerciais em outros continentes. De acordo com o Maj, a Polônia possui atualmente 14 zonas especiais de investimento, que contam com isenção fiscal, que pode corresponder a 50% do valor dos investimentos. Além disso, o baixo custo da mão-de-obra polaca em relação aos demais países da União Européia tem favorecido a chegada de novas empresas estrangeiras na Polônia. O que sem dúvida é um atrativo a mais para empresas brasileiras que desejam se estabelecer na Europa Central. Além de importante produtor de televisores e geladeiras, a Polônia é um importante produtor de fertilizantes e tenta conquistar uma fatia maior do mercado brasileiro. A indústria química CIECH, a maior da Europa Central, está abrindo um escritório em São Paulo e o Porto de Paranaguá, principal canal de entrada de fertilizantes no Brasil, em breve deverá sentir o aumento das importações desta empresa. A CIECH também fornece outros insumos importantes para lavoura de cana-de-açúcar e por isso a empresa deverá ter grandes parceiros no Paraná. Por outro lado, o Paraná pode se beneficiar com as exportações do setor agroindustrial para a Polônia, pois o país tem um potencial agrícola bastante forte.
Foto: Sede da Ciech em Varsóvia

Tréplica ao xenófobo brasileiro de Londres

Há mais de um mês publiquei aqui neste blog minhas reações a um comentário "infeliz" enviado para mim pelo amigo Solda, cartunista dos mais expressivos do Brasil, que mantém o blog mais lido do Estado do Paraná. Provocador por excelência, Solda havia recolhido o comentário de um xenófobo brasileiro publicado na Revista Playboy de outubro e quis saber minha reação. Confesso que, quando li o comentário daquele brasileiro de Londres, achei que estivesse assinado com um pseudônimo. Assim foi que andei ironizando o sobrenome do dito cujo.

Mas não é que finalmente o autor daquele infeliz comentário da Revista Playboy encontrou meu blog. E claro, começou por agredir uma de minhas leitoras.

Finalmente me enviou um e-mail com suas últimas considerações sobre os polacos, que concorrem com ele no mercado de trabalho inglês e mais uma vez, reafirmando sua posição equivocada, xenófoba, preconceituosa.

E pior é o ignorante que não têm ciência de sua própria ignorância.

O texto que segue é parte da resposta que enviei a aquele cidadão brasileiro ilegal - segundo as normas britânicas - que vive e trabalha naquele país. Para não causar uma série de intermináveis comentários e e-mails preferi apagar o nome deste preconceituoso das publicações anteriores e também desta. Primeiro para não causar constrangimento a centenas de brasileiros e italianos que possuem o mesmo sobrenome e segundo a ele próprio, porque é apenas mais um que na santa ignorância dos ingênuos agridem culturas, etnias e raças. E por isto mesmo não são importantes enquanto indivíduos. Mas que fazem parte de um grupo muito grande de pessoas que se acreditam melhores que os outros seres humanos. Por este modo de pensar e agir cometem os crimes da discriminação, do racismo e da exterminação de seus iguais.

Caro senhor

Pensei que seu nome fosse pseudônimo. Mas vejo que não! O senhor existe. O que é bom, pois significa que assume o que diz. Mas longe de prosseguir com uma discussão que tende a se pautar pela agressão gratuita, prefiro esclarecer fatos da história que talvez lhe sejam desconhecidos e que mesmo após três “post” onde busquei apontar a injustiça de seu infeliz comentário naquela revista de entretenimento masculino, parecem não ter sido compreendidos pelo senhor. Ou, o senhor não leu atentamente cada um deles, ou realmente além de suas posições equivocadas é também um analfabeto funcional. Mesmo desmentido pelo governo britânico, o senhor insiste em manter sua agressão gratuita aos polacos. As informações que busquei estão publicadas em revistas inglesas, que por sua vez refletem a posição do governo britânico a respeito da imigração polaca. Fiz isto justamente para contrapor seu “achômetro cientifíco”.

Devo dizer que só me decidi a contestar suas frases, por justamente, ofenderem grande parcela da população brasileira do Sul do Brasil, que descende da etnia polaca. As besteiras que o senhor diz eu ter escrito a seu respeito, partiram justamente de sua parte. Quero crer que por sua ignorância congênita.

Sinto pelo tom de seu e-mail, que não deves ser uma pessoa má, ao contrário, parece ser simpática. E é justamente por ter identificado esta simpatia é que estou “ganhando” o meu tempo em lhe replicar.

Sim, o senhor ofendeu não só os polacos nascidos na Polônia e que estão trabalhando na Inglaterra, mas a mim e a muitos dos brasileiros do Sul do Brasil que trazem no sangue esta marca étnica.

Conhecesse o senhor, um pouco da história da Polônia e da imigração polaca no Brasil, jamais teria dito: "e certifico que os poloneses são a raça mais preguiçosa que já vi! Muitas agências de empre­go te perguntam por telefone se você é polonês - se for, "no chance".Eles são arruaceiros, urinam em qualquer lugar, fumam e bebem feito loucos e vivem brigando com a polícia!”.

Isto porque, com um espaço de pelo menos 136 anos, o senhor repetiu as mesmas palavras que imigrantes alemães já assentados em Curitiba, na Colônia Pilarzinho, de 1871, gritavam contra as recém chegadas 32 famílias de polacos.

Sabe do que estavam fugindo estas famílias de polacos que chegaram a Curitiba?
De outros alemães que estavam assentados em Brusque, Santa Catarina. Imigrantes saxões, que com comentários preconceituosos indispuseram os recém-chegados com a população local. Por sua vez estes polacos chegaram a Brusque, em 1869, fugidos de uma opressão secular causada por outros alemães nas próprias terras da Polônia.

Vou lhe contar um pouco de história para o senhor entender que quando se fala de uma outra etnia é preciso ter cuidado.
Em 1795, russos, austríacos e prussos (os atuais alemães) invadiram ao mesmo tempo o Reino da Polônia. Ali permaneceram 127 anos tentando de todas as formas destruir a etnia polaca. O mais agressivo dos invasores foi o fundador do Estado alemão, o prusso Otto Von Bismarck com sua "Kulturkamp. Para o protestante Bismarck, o catolicismo era um elemento estranho que ameaçava a unidade do novo Imperio alemão (criado em 18 de janeiro de 1871). Os polacos católicos deveriam ser germanizados e obrigatoriamente convertidos ao protestantismo alemão. Os pangermanistas falavam com indignação dos «Daicz katolicki», polacos convertidos em cidadãos alemães, que ocupavam as terras a leste do rio Odra. Até o final do século 19, Tannenberg, representava o pangermanismo populista. Seus comentários racistas (para não dizer idiotas) eram de que "as moças polacas que chegavam a Alemanha para trabalhar arrumam logo um namorado alemão. Em seguida as núpcias são abençoadas por um padre católico e os filhos vão ser educados pela polaca. Assim o avô alemão é Schroeter, o neto se chama Szreda e é um agitador polaco de primera!"

Sabe o porquê desta discriminação?
Porque a monarquia polaca era a única há mais de 200 anos que possuía um Congresso Democrático (a primeira democracia do mundo após o renascimento). Os reis não eram absolutistas e tampouco coroados por hereditariedade. Não! Eles eram eleitos pelo Congresso, formado naqueles tempos por senhores feudais. Sim, porque era feudalismo o sistema existente na época. Os absolutistas russos, prussos (alemães) e austríacos durante 127 anos tentaram de todas as formas aniquilar a etnia polaca. Este sentimento alemão era compartilhado pelos russos e austríacos. Assim, os motivos principais da emigração de milhares de polacos foram causadas numa ação conjunta pelas três potências invasoras. Entre estas causas estavam:
De parte dos ALEMÃES
- Proibição da língua polaca nas escolas primárias, normais e secundárias. (Repetindo o que tinham feito no passado)
- Campanha sistemática para a “despolonização” dos nomes de acidentes geográficos, ruas, praças e até nomes e sobrenomes de pessoas. (Gdańsk virou Dantzig).
- Proibição para padres católicos proferirem sermões na língua polaca.
- Forte censura da imprensa polaca.
- Venda obrigatória das terras agrícolas dos polacos aos ocupantes.
De parte dos RUSSOS
- Proibição do idioma polaco nos atos oficiais.
- Perseguição da igreja católica e imposição da igreja ortodoxa.
- Proibição do idioma polaco nas escolas.
- Proibição aos polacos de ocuparem cargos na administração.
De parte dos AUSTRÍACOS
O Império austro-húngaro foi obrigado a fazer concessões para as nacionalidades que viviam em terras polacas. Viena renomeou a região dando-lhe o nome de Galícia e a transformou numas das regiões mais pobres e de maior atraso e estagnação do Império. Por volta de 1888, cerca de 50 mil galicianos morriam de inanição. A Galícia austríaca estava dividida em duas, uma na parte Ocidental com Cracóvia como centro e na parte Oriental, o centro com Lwów (hoje na Ucrânia).
Essa política de repressão comandada em conjunto pelos invasores causou enorme sentimento de revolta. Os polacos não ficaram de braços cruzados. Tentaram de todas as formas vencer os inimigos. Violentas revoluções em solo polaco contra o domínio invasor ocorreram nos anos de 1830, 1863, 1905 e 1920. Como resultado, milhares de polacos emigraram para as Américas (Estados Unidos, Brasil, Argentina e Uruguai). Bismarck criou uma Comissão Colonizadora para afastar os polacos de suas terras. A proletarização agrária do aldeão, nas regiões de domínio alemão se tornou assustadora, 41% da população rural, por volta de 1880, ficou sem terras. Com tamanhas atrocidades nada mais natural que os polacos tentassem escapar do flagelo, e a saída para milhões de polacos foi emigrar para as Américas, França e Austrália. Não lhes restava outra alternativa!

E o que aconteceu?
Ao chegarem a Santa Catarina e Paraná foram recebidos com pedras e comentários como aquele que senhor repetiu para a revista brasileira. Comentários mentirosos tanto antes como agora.

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a derrota de alemães e austríacos, finalmente a Polônia pode voltar ao mapa da Europa como Estado independente. Mas infelizmente, mais uma vez, por pouco tempo. Os comunistas que haviam derrubado a monarquia na Rússia voltaram a atacar a Polônia. Desta vez sem sucesso. A Polônia com seu presidente e marechal Józef Pilsudski derrotou os russos. Aliás, na história da humanidade apenas uma nação ao entrar em guerra contra os russos passou pelos portões de Moscou vitoriosa, ou seja, a polaca. Nem mesmo Hitler, nem mesmo Ghengis Khan, nem o imnperador japonês, nem mesmo os americanos conseguiram algum dia tal feito. O Japão foi outra nação a vencer os russos em 1905, mas não entrou em Moscou. Os polacos venceram os russos e em 1612 e 1920 adentraram os muros da capital russa.

Mas quem disse que a vitória sobre Moscou daria tranqüilidade aos polacos?
Bastaram menos de 20 anos e lá vieram novamente alemães e russos para destruir a Polônia por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Mais uma vez quase conseguiram. No final de tudo, a Polônia perdeu mais que qualquer outro país envolvido na Guerra. Mais de 25% de sua população foi completamente dizimada, sua capital foi transformada em ruínas, sua população anteriormente multirracial tornou-se 100% polaca e seu futuro político foi determinado por potências estrangeiras sem a sua participação. Ao terminar mais uma guerra mundial, a hipocrisia dos aliados vencedores entregou a Polônia para o domínio comunista russo por mais de 40 anos. Cabe lembrar que os italianos de Mussolini estavam do lado de Hitler na tentativa de dizimar o povo polaco.

De um contingente inicial de cerca de um milhão de soldados, as perdas alcançaram 240 mil soldados mortos, 220 mil feridos (sendo que 75 mil morreram devido aos graves ferimentos) e foram feitos 620 mil prisioneiros polacos. Entre a população civil, as perdas, no período das ações bélicas, somaram 100 mil assassinados e outros tantos milhares de feridos. Os alemães ocuparam uma superfície de 188.000 km², habitada por 22 milhões de pessoas (18,5 milhões de polacos, 2,5 milhões de polacos de credo judaico e menos de um milhão de alemães. Cerca de 1,8 milhões de crianças foram mortas). Em toda a Europa viviam 8.861.800 judeus. Destes, os nazistas mataram 5.933.900, ou 67%. Na Polônia, que tinha decididamente o maior número, quase 4 milhões, mais de 90% foram mortos. O total de vítimas na Polônia chegou a 6 milhões de seus habitantes. Some-se a isto, mais de meio milhão de polacos católicos mortos na União Soviética. Da população que sobreviveu, cerca de 530 mil pessoas ficaram inválidas, 40.179 resultantes de experimentos médicos nos campos de concentração, 60 mil com debilidade mental e mais de um milhão de mortos após a guerra, de enfermidades contraídas no período. As perdas econômicas alcançaram 38% dos bens nacionais; 35% dos recursos da agricultura, 32% da indústria, mineração e energia; 30% das moradias e edifícios administrativos; 43% dos bens culturais e 60% dos bens de ensino. Os alemães obedeciam a um plano de exterminação biológica, econômica e devastação cultural que visava criar garantias para que essas forças não renascessem no futuro. Documento de 25/11/1939, de “estudiosos” alemães, registra a decisão de exterminação cultural: A intelectualidade tem que ser completa e urgentemente desalojada; como membros devem ser considerados: religiosos, professores, dentistas, veterinários, funcionários públicos superiores, escritores, jornalistas e todas as pessoas possuidoras de educação superior e média. As camadas inferiores, como trabalhadores urbanos e rurais devem permanecer no nível mais inferior possível. As crianças devem ser educadas no máximo até o décimo ano de vida. As universidades, escolas profissionais e médias foram fechadas. Foram destruídas 14 escolas superiores, 46 instituições científicas e 61 sociedades populares de ciência. Em 6/11/1939, 183 professores da Universidade de Cracóvia e da Academia Mineira de Katowice foram levados para os campos de concentração. No outono de 1940, foram assassinados 3.500 diretores. Em julho de 1941, foram fuzilados 25 professores da Universidade de Lwów junto a 26 familiares e 100 estudantes e mais 400 músicos, 343 atores, 413 escritores, além de 162 que acabaram morrendo por problemas mentais. Foram destruídos 15.000.000 livros, 27.000 bibliotecas, 75.000 manuscritos, 20.000 impressos antigos, 25.000 mapas, 300.000 itens gráficos, 30.000 fotografias de patrimônios históricos, obras de arte, retratos e 5.000 manuscritos musicais."

Contudo, apesar de todo o poderio germânico, os polacos destruíram mil tanques e veículos brindados, 350 canhões e morteiros, 350 aviões, 11.600 diferentes veículos mecanizados e 50 mil soldados nazistas.

Evidentemente não estou querendo dar lição de história ao senhor, estou apenas recordando o que foi a maior das tragédias da história da humanidade e que justamente foram os polacos as maiores vítimas dela. E em relação às suas palavras do porquê eu estaria me preocupando com os polacos: "Outra coisa que acho estranho,e o fato de vc ter nascido no Brasil,mas comprar briga que nao e sua!!!!!!Horas,meus avos paternos sao todos italianos,e eu nao dou a minima qdo alguem diz a respeito de italiano,pois sou brasileiro!!."

Quero lembrar aqui algumas palavras de um dos pais da psicologia moderna, Carl Jung: "Pensar que o homem nasceu sem uma história dentro de si próprio é uma doença. É absolutamente anormal, porque o homem não nasceu da noite para o dia. Nasceu num contexto histórico específico, com qualidades históricas específicas e, portanto, só é completo quando tem relações com essas coisas. Se um indivíduo cresce sem ligação com o passado, é como se tivesse nascido sem olhos nem ouvidos e tentasse perceber o mundo exterior com exatidão. É o mesmo que mutilá-lo."
E mais uma frase que está na bíblia: "...recordai-vos dos feitos que vossos antepassados realizaram em seu tempo e merecereis uma grande glória e um nome eterno" (1 Mac.2:51).

Com estas duas citações quero dizer o porquê me considero polaqueiro, antes que brasileiro. Nas minhas origens eu sou polaco por parte de pai e mineiro (descendente de portugueses) por parte de mãe. Não! Polaqueiro não é uma etnia nova não! Pois creio que, nem mesmo o Brasil e os brasileiros ainda são uma etnia. Como também, os brasileiros não são uma raça, palavra que equivocadamente o senhor usou para se referir aos polacos, na verdade apenas, seus concorrentes no mercado de trabalho britânico. Sim, porque pelo que entendi seu descontentamento com os polacos tem mais a ver com o mercado de trabalho (escasso para os ilegais desde a chegada dos legalizados polacos) do que realmente com o fato deles serem segundo o senhor "preguiçosos e desordeiros". Palavras suas e não dos governos inglês e irlandês.
Os dados que coloquei no meu blog, para contestar sua desavença em relação ao valor das horas trabalhadas pelo senhor, são procedentes de fonte oficial e não baseadas em “chutômetria brasileira”. Sim, sua questão é puramente salarial, senão vejamos suas frase: “Falar o que se pensa ai do outro lado do mundo e facil,dificil e estar aqui,e saber que um profissonal cobra em torno de £12 por hora de trabalho,mas os nossos amigos polacos podem cobrar ate £5,pelo mesmo trabalho!!Sentiu a diferenca!!!.

Para finalizar, gostaria de sugerir que o senhor voltasse a ler meus "posts” dos dias 25 e 27 de outubro... Lendo, compreendendo e aceitando as informações do governo inglês, o senhor verá como foi injusto com um povo, com uma etnia, que sofreu horrores na história e que transformou o Sul do Brasil numa das regiões mais ricas e trabalhadoras do mundo. Conhecesse um pouco da história dos três estados do Sul e a contribuição que a etnia polaca deu para o desenvolvimento do Brasil, creio que jamais o senhor teria feito comentário tão desairoso aos polacos de Londres. Saberia por exemplo, que alguns dos municípios do Sul do Brasil possuem em média 95% de suas populações como sendo de origem polaca. Saberia que Curitiba - a cidade modelo, a capital européia do Brasil - é considerada a terceira cidade polaca em todo o mundo. Perdendo apenas para Chicago e Varsóvia. Saberia que dois terços dos curitibanos têm sangue polaco correndo em suas veias. Saberia que por causa dos polacos do Sul do Paraná, dois governadores cravaram uma chancela para o "Estado do Paraná: Aqui se Trabalha."

Para que esta comunicação não suscite mais polêmicas entre nós e tampouco ofensas, seu nome não está sendo publicado aqui. Creio que os dados que acrescentei nesta tréplica vão ser úteis também aos meus leitores.

P.S. Passe muito bem no seu retorno ao Brasil. Espero que possas encontrar um trabalho onde lhe paguem o que o senhor merece.

Varsóvia estaria mais conservadora?

Estátua em homenagem a Varsóvia, próximo ao Rynek da cidade velha
Pela primeira vez Varsóvia registra diminuição no nascimento de crianças nascidas fora do casamento. Segundo um estudo publicado pela publicação "Życie Warszawy" (jitchie varchavi - vida em Varsóvia) nasceram 18,5% de crianças filhas de pais solteiros, enquanto a média nacional é de 18,9%. Comparando com outras cidades, os varsovianos estão tendo filhos dentro do casamento. A cidade onde nascem mais crianças fora do casamento é Gorzów Wielkopolski (gojuf vielcopolsqui) com 36% em relação a todos os nascimentos da cidade. Em seguida estão: Szczecin (chtchetchin) com 33,2%; Łódź (uudji) com 27,6%; Gdańsk (gdanhsk) com 25,1%; e Katowice (catovitsse) com 25%. Há quase 100 anos, os varsovianos sempre estiveram entre aqueles que romperam tabus e regras morais na Polônia. Ter filhos fora do casamento, num país fervorosamente católico, sempre foi visto com sinal de desajuste social. Desde 1970, os índices de nascimentos fora do casamento foram aumentando ano a ano. Naquele ano, de todos os nascimentos ocorridos na Polônia, 5% tinham ocorrido fora do casamento. Trinta anos após o índice chegou a 12%. Seis anos depois o índice já beira os 19%. Para a Prof. Hanna Świda-Ziemba, socióloga e pedagoga da Universidade Varsóvia, sublinha que o concubinato é cada vez mais normal na Polônia. Os jovens por sua vez, dizem que ter filhos sem casar, depende do parceiro e do grau de confiança e não de papéis e documentos sociais.

domingo, 9 de dezembro de 2007

"Rafting" no Dunajec

Foto: Ulisses Iarochinski
As fotos são uma recordação do verão nestes dias de frio e neve. Quando o tempo está bonito e as árvores cheias de folhas verdes, um belo passeio a fazer nestas bandas é descer o rio Dunajec nestas canoas de montanheses na fronteira com a Eslováquia. De tão bom que é, já fiz este "rafting" cinco vezes. Apesar de que rafting é entendido como a prática de descida em corredeiras de rios, sempre em equipe e utilizando botes infláveis e equipamentos de segurança, aqui no Parque Pieniński é feito em canoas de madeira. Nesta foto acima, do lado esquerdo é Polônia, do lado direito, a poucos metros, o país vizinho. A descida em águas muito calmas e rasas dura duas horas em média. No fim da linha está Krościenko nad Dunajcem - cidade onde se pode saborear as melhores trutas da Polônia.
As canoas (na verdade são cinco delas juntas) são conduzidas pelos canoeiros montanheses em trajes típicos da região dos Tatras. O preço do passeio varia conforme a duração e atracadouro final. O ponto de embarque fica no Parque Pieniński, em Sromowce Wyżne, que por sua vez fica a duas horas de ônibus de Cracóvia.
Preços para a temporada 2008 -
Atracando em Szczawnica - percurso de 18 km e 2:15 horas de duração: 39 zl (27,30 reais)
Atracando em Krościenko - percurso de 23 km e 2:45 horas: 48 zl (33,60 reais).

Foto: Associação dos Canoeiros

Nome de carro da Fiat

Por esta eu não esperava... não é que a fábrica de Turim tem um carro com meu nome? Pois estava circulando pela ulica Szpitalna (rua hospital) quando de repente um furgão azul com Ulysse.

Karambol perto de Lublin

Foto: PAP
Karambol pod Lublinem - colisão violenta próximo a Lublin - a causa? Pista fria, ou melhor uma escorregadinha devido aos graus negativos na estrada. Felizmente nenhuma vítima.

sábado, 8 de dezembro de 2007

A feirinha de natal de Cracóvia

Foto: Ulisses Iarochinski
As barracas da quermesse de Natal no Rynek Główny (Praça do Mercado Central) em Cracóvia vende de tudo, desde presentes até enfeites para presépios, árvores de natal e decoração para a vígilia de 24 de dezembro.

Foto: Ulisses Iarochinski

A feirinha de Natal este ano abriu dia 28 de novembro e vai até 26 de dezembro. Nela se pode encontrar o delicioso Grzaniec Galicyjski (gjaniétss galitssisqui))- o vinho galiciano - ou popular quentăo brasileiro.Năo é igual, mas é parecido. Também com o frio que faz nesta época só mesmo um grzaniec para ajudar nas compras. Para acompanhar lingüiças de todos os tipos e o famoso queijo Oscypek - queijo defumado de leite de ovelha dos montanheses da região dos Tatras.
Entre as barraquinhas é possível encontrar todo o tipo de pantuflas - chinelo típico de Wadowice (cidade natal de Karol Wojtyła) e jóias com o ambar do mar Báltico. Outra tradição cracoviana encontrada aqui é o famoso Szopki, ou presépios de Natal. São feitos com cartolina colorida e lembram castelos de contos de fada eslavos.

Polaco de Contenda lança CD

Celso Dranka Taborda está lançando seu quarto CD com músicas tradicionais da Polônia. Neste seu "Tradição polonesa", ele aprofunda seu amor pelas músicas da época das emigrações, iniciado no CD anterior, "Na trilha dos Imigrantes".
Celso Taborda é paranaense de Contenda. Descendente de polaco buscou sempre continuar a arte musical, herdada de seu pai que durante a infância de Celso passava quase todos os fins de semana animando festas, bailes e casamentos típicos polacos. Como músico, Celso fez parte de vários conjuntos musicais. Em 1985, resolveu junto com seus irmãos fundar o conjunto “Irmãos Taborda”, (sobrenome da mãe), já que sua paixão eram as músicas gaúchas. Mas ao incluir duas canções típicas polacas descobriu um filão inexplorado: músicas polacas tradicionais. Em 1989, Celso decidiu fazer carreira solo, até pensou em adotar o sobrenome do pai Dranka, mas já era conhecido por Taborda. Depois de pesquisar as raízes culturais da etnia polaca em solo brasileiro e amparado nas duas músicas polacas que se destacaram no CD com seus irmãos, gravou o primeiro disco solo: “Polskie Wesele”, ou “Casamento Polaco”. O trabalho reuniu as músicas tocadas e cantadas durante a semana que dura o ritual de um casamento polaco. Dois anos depois lançou o “Polskie Wesele Vol II”, já que suas excursões pelo Sul do Brasil comprovaram o acerto na escolha da temática. O sucesso continuou e acabou fazendo shows até na Argentina, onde a colônia polaca está presente principalmente na província de Missiones. Veio em seguida o terceiro CD “Na Trilha dos Imigrantes”, onde contou com a participação de Bruno Neher do grupo "Os Três Xirus”, de Porto Alegre.O novo CD "Tradição Polonesa" promete músicas inéditas, inclusive para a comunidade polaca do interior do Sul do Brasil, já acostumada aos sucessos do paranaense. Os CDs de Celso podem ser pedidos através do seu sítio: http://www.musicapolonesa.com.br .P.S. Celso! uma vez te sugeri: -"Adote o sobrenome polaco... é mais forte e mais identificado com tuas raízes, pois Taborda, pode ser muito bom para músicas gaúchas, mas polacas...Dranka é mais forte e sonoro... um verdadeiro nome de artista...."

Sopas polacas II

Kapuśniaki, ou Sopa de repolho azedo

2 kg
de repolho azedo (chucrute)
2 joelhos de porco
2 kg de batatas
250 gr de margarina
4 colheres de sopa de farinha de trigo
500 gr de tomates
louro, sal, pimenta do reino e da Jamaica

Modo de fazer

Cozinhar o joelho de porco aproximadamente uma hora. Após, colocar o chucrute, tomate cortado (sem pele), sal, pimenta, louro e cozinhar até ficar mole. Neste meio tempo, cozinhar as batatas com sal em panela separada. Misturar tudo. Adicionar a farinha de trigo com a margarina e colocar na sopa, dando uma fervida. (porção para 10 pessoas)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

E lá se foi minha tia para "Allures do Sul"

Peço licença aos leitores e amigos para comunicar o falecimento de minha tia Azélia Iarochinski Valentin, ocorrida ontem, quinta-feira, 6 de dezembro, às 21:00 horas, em hospital de Curitiba, onde estava internada desde a última segunda-feira, com problemas de diabetes e coração. Tia Azélia era única de meus tios paternos que ainda estava viva. Era viúva e deixa minhas primas Magda, Eunice e Leocádio, e netas. Tia Azélia tinha nascido em Matos Costa, Estado de Santa Catarina e passou a maior parte de sua vida entre Harmonia, Castro, Guarapuava, Telêmaco Borba e Curitiba. Aqui na distante Polônia tinha apenas esta imagem dela ainda menina ao lado de meu pai e irmão dela Cassemiro. Sinto um vazio, neste momento, e gostaria muito que um Continente e um Oceano não estivessem me separando de Curitiba para lhe dar o último adeus. Como vou contar agora todas as coisas e sensações que tenho vivido aqui na terra do pai dela? A sua benção Tia Azélia, que seus país e irmãos estejam agora lhe recebendo aonde vão todos aqueles que são bons entre os bons e maus aqui na terra. Beijos infinitos....

As crianças Cassemiro e Azélia Iarochinski

Kaczyński visita Ucrânia


O Presidente Lech Kaczyński está em visita oficial de dois dias na Ucrânia. Em Kiev, ele se encontra com o Presidente Victor Yushchenko e também com o primeiro-ministro Viktor Janukovych. Em seguida, ele se encontrará com Arsenij Jaceniuk, eleito o novo porta-voz do Parlamento ucraniano. Ao chegar ontem a Kiev, o Presidente Kaczyński disse que a Polônia está muito interessada em ver como se sairá o novo governo da Ucrânia. Hoje, o presidente polaco também tem encontro com Julia Tymoshenko, a candidata oficial ao cargo de Primeiro-Ministro do país vizinho. O retorno a Varsóvia está previsto para o fim da tarde.

Posters polacos II


Mais um cartaz de Rafał Olbiński. Desta vez para o filme o poster do filme "Człowiek z żelaza", criado em 1981. O filme ganhou o título no Brasil de "Homem de Ferro". Tinha direção de Andrzej Wajda e com os atores Jerzy Radziwilowicz, Krystyna Janda, Marian Opania. Já escrevemos sobre Olbiński aqui neste blog... Favor consultar nosso arquivo na coluna ao lado.

Polônia vai liberar vistos


A imprensa polaca informou, que um milhão ou mais polacos que vivem na Bielorrúsia, Lituânia, Ucrânia, Rússia, e outras repúblicas da antiga União soviética, estão esperando impacientemente pela Certidão Polaca.
De acordo com a lei aprovada pelo Parlamento polaco, durante o governo do ex primeiro-ministro Jarosław Kaczyński, a certidão entrará em vigor em 28 de março de 2008. Mas desde já milhares de pessoas tem buscado informações nos consulados da Polônia nestes países, sobrecarregando o trabalho dos poucos funcionários existentes. Com a certidão que ateste sua ascendência polaca, estas pessoas, não necessitaram pagar visto de entrada em suas viagens ao país de seus ancestrais, bem como terão permissão para trabalhar, morar e inclusive estabelecer empresas em território polaco, ganhando inclusive os mesmos direitos quanto ao serviço social e médico.
Ao mesmo tempo, a partir de primeiro de janeiro de 2008 passa a vigorar o Tratado de Schengen na União Européia. Se por um lado acabam os controles de passaporte internos, nas fronterias dos países membros da UE, aumentam drasticamente os controles nas fronterias da Polônia com os países do Leste, notadamente entre Bielorrússia e Ucrânia. Como o controle será apenas para aqueles que não possuem nenhum vínculo de origem com a Polônia, (estes estrangeiros terão que pagar bem caro pelos vistos de entrada e não terão as regalias oferecidas aos descendentes polacos), os governos daqueles países já começar a ver com desconfiança esta nova lei, pois criará uma situação de desigualdade entre seus cidadãos. Já se está esperando protestos dos governos de Minsk, Moscou, e principalmente de Kiev. O caso da Ucrânia é particularmente sensível. Por várias razões políticas a Polônia e Ucrânia tentam manter as relações tão amigáveis quanto possível. A história comum das duas nações, é marcada por acontecimentos trágicos e uma não confia na outra.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

É hoje o dia dos presentes

Święt Mikołaj, ou São Nicolau é cultuado como o Papai Noel nos países da Europa. E como dia 6 de dezembro é seu dia, é hoje que é feita a entrega dos presentes de Natal na Holanda, Noruega, Rússia e Polônia. Especialmente aqui, onde as cores nacionais combinam com a das vestes do Papai Noel, todos se vestem de vermelho e branco e presenteiam familiares e amigos. Na Holanda, por exemplo, são presentes barras de chocolate quadradas com letras dos nomes dos presenteados. É o dia também de fazer a tradicional festa do "amigo secreto". São Nicolau de Mira é o santo padroeiro da Rússia, Grécia e Noruega. É também o patrono dos guardas noturnos na Armênia e dos coroinhas da cidade de Bari, na Itália, onde o santo foi sepultado. Nicolau foi bispo de Mira e é de Petara (atualmente Demre, na Túrquia), onde nasceu no século III. Nicolau faleceu justamente no dia 6 de dezembro de 342. Daí o porque de seu dia ser comemorado hoje. Na Europa inteira, ele, depois de vários milagres foi considerado o amigo das crianças. O fato de ter se tornado popular e ícone do Natal se deve às suas constantes ajudas aos pobres e principalmente às crianças carentes. Foi o primeiro santo da igreja a se preocupar realmente com a educação e a moral das crianças e suas mães. A mais famosa das lendas envolvendo o nome de São Nicolau é aquela em que uma família muito pobre não tendo como custear o "dote" de casamento de suas filhas, ganhou de repente um saco cheio de moedas de ouro e prata. O saco foi presente do bispo Nicolau, que à noite sorrateiramente jogou o saco cheio de ouro e prata para ajudar no "dote". Outras lendas, dizem que ele ressussitou uma criança em Mira e que no Natal de 1583, na Espanha, ele apareceu para atender as orações de senhoras, que pediam para que nenhum pobre ficasse sem o pão bento. Os pobres, ao serem perguntados sobre quem as teria dado o alimento, respondiam que tinham sido socorridos por "um senhor de feições muito serenas, mãos firmes, barba e cabelos brancos bastante longos ".

A volta do grande ator

Foto: Kapif
Andrzej Łapicki ficou com muita saudade dos palcos e por isso está voltando. Quem garante é o diretor Jan Englert que tem um papel para Andrzej, que está atualmente com 83 anos de idade, na peça que estréia no próximo dia 5 de abril no Teatro Nacional, a „Iwanowie” de Tchecov.
Respondendo ao jornal "Rzeczpospolita", Englert disse que o grande ator dos palcos polacos volta após uma ausência de 13 anos, porque há pelo menos 4 razões para isso: "Decidi, primeiro, porque trabalhamos muitos anos juntos; segundo, porque acredito nele; terceiro, pelo texto da peça; e em quarto, mudei a crença e igualmente o lugar. Penso que o sr. Andrzej tinha saudade da cena e eu intuitivamente descobri isso."
A última atuação de Łapicki foi na auto-direção de „Ślubach panieńskich” de Aleksandr Fredra, em 6 de fevereiro de 1995, no Teatro Powszech em Varsóvia. Sua estréia tinha se dado meio século antes, na peça „Wesele” de Stanisław Wyspiański, no Teatro Juliusz Słowacki em Cracóvia.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Posters polacos 1

Autor do poster: Jerzy Czerniawski nasceu em 1947. Fez seus estudos na Escola de Artes Plásticas de Wrocław (vrotssuaf). Sua estréia artística ocorreu durante a onda de contracultura polaca dos anos 70. Czerniawski já trabalhopu com ilustração, artes gráficas, desingn e pintura. Já conquistou vários prêmios por seus trabalhos como: Bienal Internacional do Poster de 1974, em Varsóvia, Bienal do Poster em Lahti 1977; International Film Festiwal, Chicago 1981.

O melhor está de fora

No último mundial da Alemanha ele foi um dos destaques da seleção. Pelo menos foi o que mais mostrou disposição, luta e vontade de vencer. Mas desde que o holandês assumiu o comando da seleção polaca, o atacante Ireneusz Jeleń praticamente não foi mais convocado. Está certo que Smolarek desencantou nos últimos jogos, mas o sempre presente Żurawski não fez para justificar tanto cartaz.
Não por outra razão, o atacante da equipe do Auxerre da França está muito triste. "Estou mal, quando ouço, que a representação polaca não tem atacante. Isto frustra minha ambição, isto porque eu nasci atacante e quero jogar nesta equipe", declarou Jeleń ao jornal "Przegląd Sportowy".
Nesta temporada jogando na divisão principal da França, Jeleń fez 15 partidas e 4 gols. Mas, apesar disto não há lugar para ele na seleção polaca. O treinador Leo Beenhakker abertamente diz que Jeleń não se enquadra em sua concepção de jogo para a seleção polaca. Ou seja, não importa que o único polaco a fazer gols em primeiras divisões européias faça gol.

Bancos do Planty

Foto: Ulisses Iarochinski
Estes bancos do Planty - parque ao redor do centro de Cracóvia - têm muita história para contar, mas nestes dias de inverno é praticamente impossível sentar-se neles. Nem bêbados sentam aqui agora, o que dirá dos eternos namorados....Quem um dia já não sentou aqui e ficou contando suas histórias? Se não sentou, não é Cracoviano, ou está aqui só de passagem.

Quermesse no Rynek

Foto: Ulisses Iarochinski
O Rynek Główny - praça central - de Cracóvia recebe neste mês de dezembro a tradicional quermesse. São presentes e obejtos para enfeite e decorações das festas de São Nicolau (O papai noel) Natal e Festa de Reis. Aliás, neste 6 de dezembro é dia de dar presentes por aqui - nesta quinta-feira é comemorado o dia de São Nicolau - verdadeiro Papai Noel - por isto é neste dia que acontece a troca de presentes - e não no dia 25 de dezembro. Natal é só dia de Jesus Cristo e não de dar e receber presentes materiais.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Incendiado carro de ministra

Foto: K. Zelazowski

O automóvel da secretária de Estado Julia Pitera, chefe do gabinete do primeiro-ministro, Donald Tusk, incendiou-se na noite do último domingo. Peritos da polícia, depois de analisarem o veículo, apontaram duas causas para o sinistro: tanque de gasolina, ou parte elétrica. O comandante da polícia Marcin Szyndler já ouviu várias testemunhas tentando saber se foi atentado, ou simples acidente. Já a ministra Pitera, apesar de não querer afirmar de que se trata de um atentado, não descartou a possibilidade de que o incidente possa ter sido causado por "Hoolligans" (grupo de neonazistas). Disse que deixa nas mãos da polícia desvendar o que possa ter causado o incêndio de seu carro de 2,5 anos de uso e que passou recentemente por uma revisão. Seja como for, Julia Pitera é a encarregada pela administração do gabinete do primeiro ministro e do Escritório Central Anticorrupção do Governo.