
A Eurodeputada alemã do Partido FDP Silvana Koch-Mehrin sugeriu, que se a Polônia não quiser ratificar o Tratado de Lisboa, deverá ser afastada da União Européia. "Chegou a hora dos populistas: o presidente polaco novamente causa stress nos assuntos europeus", afirmou a eurodeputada liberal na entrevista com o jornal "Passauer Neue Presse".
"Alerto, que a UE não deve permitir, ou se assegurar para deter, mas dizer claramente: Ou o país é membro da UE, na questão Tratado de Lisboa, ou não", acrescentou Koch-Mehrin. Segundo a alemã, se a Polônia decide ir por outro caminho, pode buscar outra forma de cooperação com a União Européia. O presidente Lech Kaczyński, em entrevista ao jornal "Dziennik" ontem, afirmou que sua assinatura no Tratado de Lisboa, após o fiasco do referendo na Irlanda, seria infundada.
P.S. Curiosamente, a indignação não parece ter alcançado a Irlanda, que disse “não” de forma bastante concreta. Talvez, na União Europeia, algumas negativas sejam mais aceitáveis do que outras. Mais curioso ainda é o ritual já conhecido: aponta-se uma incoerência, e logo surgem acusações de “preconceito”, “ufanismo” e, para não perder o hábito, até “fascismo”. Método eficiente — dispensa argumentação e resolve tudo com um rótulo bem escolhido. Este blog se propõe a analisar fatos e contextos sob uma perspectiva clara e assumida, o que não significa — e nem deve significar — a adoção de generalizações ou rótulos simplistas. Ao contrário, é justamente a recusa à falsa neutralidade que permite explicitar nuances, contradições e, sobretudo, estimular o debate informado. Convém lembrar o básico: criticar posições políticas não é o mesmo que atacar povos inteiros. Mas, se essa distinção anda difícil, talvez o problema não esteja exatamente no texto.
"Alerto, que a UE não deve permitir, ou se assegurar para deter, mas dizer claramente: Ou o país é membro da UE, na questão Tratado de Lisboa, ou não", acrescentou Koch-Mehrin. Segundo a alemã, se a Polônia decide ir por outro caminho, pode buscar outra forma de cooperação com a União Européia. O presidente Lech Kaczyński, em entrevista ao jornal "Dziennik" ontem, afirmou que sua assinatura no Tratado de Lisboa, após o fiasco do referendo na Irlanda, seria infundada.
P.S. Curiosamente, a indignação não parece ter alcançado a Irlanda, que disse “não” de forma bastante concreta. Talvez, na União Europeia, algumas negativas sejam mais aceitáveis do que outras. Mais curioso ainda é o ritual já conhecido: aponta-se uma incoerência, e logo surgem acusações de “preconceito”, “ufanismo” e, para não perder o hábito, até “fascismo”. Método eficiente — dispensa argumentação e resolve tudo com um rótulo bem escolhido. Este blog se propõe a analisar fatos e contextos sob uma perspectiva clara e assumida, o que não significa — e nem deve significar — a adoção de generalizações ou rótulos simplistas. Ao contrário, é justamente a recusa à falsa neutralidade que permite explicitar nuances, contradições e, sobretudo, estimular o debate informado. Convém lembrar o básico: criticar posições políticas não é o mesmo que atacar povos inteiros. Mas, se essa distinção anda difícil, talvez o problema não esteja exatamente no texto.


