quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Doda no Reveillon de Wrocław

A revista semanal Angora saiu esta semana com Doda na capa. Na reportagem diz que ela recebeu 80 mil złotych para cantar uma música. Esta: Nie daj się.

Impossível acertar a temperatura

Foto: Ulisses Iarochinski

O saudoso prof. Iwamato da UFPR, de Curitiba, parece que tem seguidores aqui na Polônia. Mesmo contando com poderosos satélites e computadores, os técnicos em prognósticos do tempo, invariavelmente acertam muito, mas também erram feio.... No sábado a previsão deles era de que a temperatura nesta quarta-feira deveria estar em quase 30 negativos. Na manhã de hoje, a TVP, mostrou no mapa metereológico que em Zielona Góra, no extremo Oeste do país faria 28 negativos. Fez na verdade 6 negativos... Em compensação ,em Varsóvia, onde estive hoje, em busca de certidão de nascimento, estava muito frio, nevando muito, temperatura de 6 negativos, mas a sensação era terrível. Andando naquelas extensas e largas avenidas (Lúcio Costa para projetar o eixão de Brasília deve ter se inspirado na Aleia Jerozolime de Varsóvia e outras) o queixo congelou.
Os especialistas da "pogoda" na Polônia, agora à noite, já reviam suas previsões e diziam que vai esquentar no fim de semana....a temperatura vai variar entre 8 negativos a 3 negativos, mas que vai continuar a nevar. Semana que vem volta a esfriar...aí sim... é perigoso chegar a 30 negativos. Enquanto isto, polacos e estrangeiros dos trópicos (está aumentando) estão com o nariz escorrendo e o peito chiando. Em Cracóvia disseram que ficaria nos 16 negativos, fez 23 negativos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A verdadeira história de Bielski

Daniel Craig como Tewje Bielski no filme "Defiance" (Opór). Foto: Karen Ballard

O ator britânico, Daniel Graig deixa a pele do agente 007 para viver um guerrilheiro polaco-judeu.  A mega-produção hollywoodiana dirigida por Edward Zwick estréia nos Estados Unidos no próximo dia 16 de janeiro e uma semana depois na Polônia e resto da Europa.  O jornal "New Iork Times" publicou reportagem, após um de seus jornalistas ter assistido a pré-estréia logo após o reveillon.  Para o jornal, o personagem do ator Daniel Craig é "nobre, corajoso,atirador certeiro e beija muito bem." Seu Tewje Bielski é representado com autenticidade, segundo o jornalista.
O herói judeu, assim como Oskar Schindler, é para a direita polaca, um assassino. Para o jornal polaco "Nasz Dziennik", Bielski é um jagunço e um açougueiro de polacos. O filme é baseado no livro de Jan Tomasz Gross e já levantou polêmica quando de sua publicação.
 
Quem foi Tewje Bielski?
Nasceu em 1906, em uma pequena vila rural próximo a Mickiewiczowski Nowogródki, numa família judia proprietária de um moinho.  Tinha cidadania e passaporte polaco, e serviu por curto período as Forças Armadas da Polônia. Dominava os idiomas polaco e iddysh. Provavelmente se ocupou de contrabando na fronteira soviética, quando chegava a caminhar 50 km desde sua família Stankiewicz. Independente do juízo que se possa fazer dele nesse mister era reconhecido como um bom negociante na cidadezinha de Sobotniki. Após a invasão soviética em 17 de setembro de 1939, começou uma nova atividade, agora como funcionário público. Dois anos após, quando Hitler atacou Stalin, Tewje escapou do gueto através do Bosque. Depois de se casar se tornou o guerrilheiro de Bielski, que sobreviveu a guerra junto com outros mil judeus.
Tewje e seus irmãos Zus, Asael e o adolescente Aaron, entre o inverno de 1942 e 1943  lutaram lado a lado com a Armia Krajowa (Legião Nacional Polaca). Depois de Katyn, em 1943, explodiu em Nowogródki a guerra polaco-soviética. Neste período, os judeus de Bielski lutaram ao lado dos russos, mas sozinho Tewje ficou com a Legião Polaca, lutando contra os alemães e os soviéticos. O pior momento de suas ações aconteceu em Nowogródki, quando foram assassinados 128 moradores nos campos de Naliboki.
Alguns protestos da direita já aconteceram na Polônia, contra a figura de herói que se pretende dar a Tewje. Para o historiador polaco Jerzy Robert Nowak, "Nós polacos estamos furiosos. Isto é um escândalo, que ninguém poderia pensar. Transformar num filme, um assassino que massacrou polacos em um vilarejo distante, num herói. Os irmãos de Bielski não foram heróis, eles foram assassinos e bandidos." Nowak é mais um destes pesquisadores a serviço do Instituto da Memória Nacional, que desde a ascensão de Lech Kaczyński, não tem feito outra coisa a não ser uma caça as bruxas do período comunista... Todos os que são ou foram de esquerda, para eles são apenas bandidos.
P.S. Todos tem o direito de pensar como querem, mas que parece equívoco condenar todos a fogueira isto parece... Querem fugir do diabo para se abraçarem a outro diabo muito pior... Se é que existem diabos piores ou melhores.  Quanto a resposta se Tewje era herói ou bandido... só o filme ou o livro, quie não vi e não li podem dizer algumas coisa... Mas o Instituto da Memória Nacional, mesmo ainda fazendo investigações sobre o assunto... já tem seu veredito: bandido!!! Sendo assim...Tewje Bielski deve ter sido mesmo herói... um dos tantos desconhecidos na luta desigual da segunda guerra mundial. A Polônia ainda tem muitos heróis, que ela propria desconhece e que o mundo dividido entre israelenses e palestinos, iraquianos e Norte-americanos desconhece.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mais neve e mais frio na Polônia

Às 16 horas desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2009, são estas as condições do tempo. A temperatura mais mais é em Białystok, onde faz 15 graus negativos. Durante esta madrugada, em Olsztyn chegou a fazer 27 graus negativos, como acaba de infomar a TVPInfo, e não 23 negativos como informado pela manhã. Em Szczecin, no Noroeste do país a canalização de fornecimento de gaz para aquecimento das casas estourou.. e as pessoas vão ter problemas para enfrentar o frio que promete baixar nas próximas horas para 10 negativos, naquela cidade. 

Menos saudade do comunismo


O gráfico mostra a evolução da preferência dos polacos sobre os melhores períodos do país durante o século 20.  Mostra o que pensavam os polacos em 2001 e na mais recente pesquisa da empresa IMAS International para o jornal Rzeczpospolita, em 2008. A década de 1990 é considerada a melhor época da Polônia. O comunismo, que na pesquisa de 2001, tinha a preferência de 42% dos entrevistados, diminui e agora tem 27%. Em compensação, os criticados anos de Lech Wałęsa e Aleksander Kwaśniewski como presidentes, ultrapassam a saudade do comunismo e chega a 56%.
Está claro, que os polacos cada vez mais se dão conta de que a liberdade é algo insuperável. Para o sociólogo Andrzej Rychard, "as transformações radicais precisam de tempo para serem absorvidas e entendidas." O resultado das duas pesquisas, segundo ele, podem ser entendidas também de que, no período da redemocratização a economia e o emprego eram situações muito difíceis para a população, quando comparado com a tranquilidade do período comunista. "Mas distanciados daqueles períodos, as pessoas passam a entender melhor".
A pesquisa ainda apontou que aqueles que mais sentem saudades do período comunista são os mais idodos (pessoas com mais de 50 anos). O que também é compreensível, pois os jovens não viveram naquele período e não poderiam fazer comparações. Assim o que eles podem é ter uma ideia do que foram os anos 90 e os primeiros 8 anos do século 21. 

Palavras e expressões do gráfico:
- sondaż = sondagem /pesquisa
- przed I wojną Światową = antes da primeira guerra mundial
- w okresie międzi-wojennym = no periodo entreguerras
- w latach = nos anos
- po roku = depois dos anos
- brak odpowiedzi = falta resposta

Hoje: Noite mais fria do inverno

A Baszta no Przegorzały. Foto: Ulisses Iarochinski

Foi a noite mais fria, na Polônia, neste inverno. Na região Norte, em Olsztyń, chegou a 23 negativos. Nas demais regiões variou entre 4 a 9 negativos. Em Cracóvia durante a noite fez 5 negativos, em compensação agora de manhã desceu a 8 negativos, enquanto em Suwałki subiu de 17 negativos para 5 negativos.
Os alertas à população aumentam nestes dias. A polícia pede para redobrar os cuidados ao dirigir e não só nas estradas, mas também nas cidades. O perigo de colisões por engavetamento (um carro bater no da frente e na sequência ser atingido por outros) e deslizes para fora da pista são os maiores. Os bezdomny (os sem teto) também existem por aqui. Instituições abrem suas portas para os receber e nas estações de trens e ônibus, a polícia recolhe aqueles que não conseguem encontrar abrigo. O número de mortes entre estas pessoas aumenta em noites muito frias. Na Polônia, nem tanto, mas na Rússia, em Moscou, são dezenas os mortos por queda da temperatura.
Sim... é bonito levantar, abrir as cortinas do quarto e ver tudo lá fora branco... mas é frio... muito frio. Só mesmo no aquecimento das casas é possível sobreviver.

As previsões são de que as temperaturas vão cair ainda mais.... Nesta semana deve chegar a 28 negativos.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Polônia não tem problema com gás

Waldemar Pawlak. Foto: AG

O vice-primeiro ministro e ministro da econômia da Polônia, Waldemar Pawlak, deu entrevista coletiva, neste sábado, para acalmar a população sobre a crise do gás envolvendo Rússia, Ucrânia e União Europeia. Segundo Pawlak, o anúncio de Bohdan Sokołowski, conselheiro energético do presidente ucraniano Viktor Juszczenko, de que se a Rússia não chegar a um acordo sobre o preço do gás e se não aumentar a vazão pelos gasodutos, em dez dias, países como Alemanha e França que importam o gás russo vão ter sérios problemas técnicos. O sistema de transmissão de gás estará comprometido. As consequências disso serão custos não previstos para readequar o sistema para que volte a funcionar perfeitamente.
Contundo, a Polônia está livre deste problema, quem garante é justamente o homem forte do governo do primeiro-ministro Donald Tusk. Na opinião dele, o problema não existe, pois os 6 por cento que vinham da Ucrânia foram trocados pelo gás que vem da Bielorrússia. "O trânsito do gás trocado da seção ucraniana para a bielorrussa compensa o sistema polaco". afirma Pawlak.
Reforçando as palavras de Pawlak, o diretor da companhia polaca Gaz-Systemu, Tadeusz Abramowski, que passaram a ser transitados pelo sistema 5 milhões de metros cúbicos por dia, vindos da Bielorrússia. 
Ainda no sábado, em Praga, na República Tcheca, o porta-voz russo Aleksander Miedwiediew afirmou que a Ucrânia rouba diariamente 35 milhões de metros cúbicos do gás russo que passa pelo território daquele país em direção aos demais países da União Europeia.  E o porta-voz da empresa russa Gaz-promo disse que também Hungria, Eslovaquia, Romênia e Polônia roubam o gás russo nos gasodutos. 
O engraçado é que pela Polônia não trafega o gasoduto... Os russos constroém com a parceria da Alemanha um gasoduto atravessando o mar báltico justamente para excluir a Polônia.  O gás que vem da Ucrânia e Bielorrúsia podem até ser russo, mas é comprado destes dois países que certamente o revendem.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Trabalho duro em dias de neve

Foto: Ulisses Iarochinski

Com a neve caindo ininterruptamente, as entradas, ou ruas particulares, que não contam com o serviço da prefeitura ou do departamento de estradas, tem que fazer a limpeza da neve no "muque". É o caso da subida da montanha do Przegorzały. O simpático funcionário, munido de pá, carrinho de mão e sal, levanta muito cedo para jogar sal na rua. Sem o trabalho dele, carro, ônibus, e entregador de pizzas consegue chegar até em cima. Ele está jogando sal para deixar a rua transitável....e com uma temperatura de 8 negativos.

Os mais simpáticos para os polacos


Simpatias e antipatias são determinadas por lozalização geográfica. Pelo menos é o que se deduz do estudo apresentado pela empresa CBOS sobre a preferência dos polacos. Eslovacos e britânicos estão entre oss nacionais mais simpatizados pelos polacos. Cada um destes contam com mais de 50% da preferência dos entrevistados.
Na sequência estão os norte-americanos, franceses, irlandeses e escandinavos (suecos, noruegueses e finlandeses).
Não contam com a simpatia dos polacos, pessoas da Rússia, ciganos, árabes e alemães. Os pesquisadores da CBOS acreditam que os gostares são ditados por razões geográficas. Fica claro  para eles, que as simpatias estão dirigidas mais para o Ocidente, enquanto as antipatias para o Leste e Sudeste.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A reforma ortográfica em Portugal

Três dos maiores jornais de Portugal ignoram a entrada em vigor do acordo sobre regras ortográficas na língua portuguesa. 
O jornal Público, de Lisboa,  presta um deserviço a unificação da língua portuguesa ao publicar notícia sobre a adoção das novas regras ortográficas na língua portuguesa, mas na grafia de sempre. Como não adotou ainda as novas regras, o Público, continua a ignorar o acordo em discussão há 19 anos e aprovado e sancionado entre outros pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Anibal Cavaco Silva... e grafa as palavras como "dantes na terra de Abrantes".
Abaixo trecho da reportagem do jornal Público, que reproduz material da Agência de Notícias Lusa. Logo mais abaixo repercussões tímidas nos jornais Diário de Notícias e Correio da Manhã. Nota-se que vai ser difícil o orgulho português entender que não se trata de render-se ao brasileiro, ou aos demais falares de 6 países, mas de ser coerente com os tempos, ser progressita e não um rancoroso conservador:

Jornais brasileiros adoptam a partir de hoje novas regras ortográficas 
01.01.2009 - 15h30 Lusa
Os jornais "Folha de São Paulo" e "O Estado de São Paulo", dois dos principais diários brasileiros, adoptam a partir de hoje as novas regras da reforma ortográfica da língua portuguesa.

"Acordo ortográfico entra em vigor hoje" é um dos destaques da primeira página da "Folha de São Paulo", ao salientar que as novas regras serão adoptadas de forma gradual até 2012, no Brasil. 

O diário destaca que "ainda há dúvidas sobre a grafia de algumas palavras" e dedica três páginas da sua edição para explicar as principais mudanças na versão brasileira da língua portuguesa. 

No editorial "A fôrma e suas ideias", o diário afirma que as mudanças "por ora são ignoradas pela maioria da população brasileira e terão impacto reduzido no cotidiano: a cada mil palavras utilizadas, cinco serão alteradas". 
Por sua vez o Diário de Notícias, aproveitou o editorial onde fala sobre o presidente Cavaco Silva, em seu pronunciamento de primeiro de ano, para criticar a reforma e o Brasil, nos três parágrafos finais:

entrada em vigor do Acordo Ortográfico pode estar condenada à partida pelo País que mais o deseja, o Brasil, pela sua própria atitude perante a nossa língua comum. Quando, dentro de seis anos, Portugal assumir na prática as regras com que agora se comprometeu, irá confrontar-se com uma realidade evolutiva do português falado no Brasil muito diferente da que existe hoje. Como todos os que vêem novelas sabem, por cá cultiva-se as palavras existentes. Lá criam-se novas formas de as escrever e adoptam-se vocábulos novos. 

Nessa altura, já o Acordo Ortográfico estará a necessitar de uma nova reforma. Do que Portugal precisa, por isso, é menos de um Acordo Ortográfico e mais de uma verdadeira política diplomática baseada na sua língua - como faz, por exemplo, Espanha. O português cresceu 800% na Internet, e isso não aconteceu por causa destes dez milhões de falantes do rectângulo onde nasceu. 

Para o Brasil, o desejo de afirmação da Língua Portuguesa no mundo justifica-se principalmente por uma necessidade geopolítica de poder por parte de uma nação que pretende afirmar-se como potência emergente e não como uma pátria de poetas. Para Portugal, esse pode e deve ser o ponto de partida para outras relações bem mais produtivas e interessantes tanto económica como diplomaticamente. |



Bruno Colaço Isabel Pires de Lima (na foto) e Teresa Portugal foram as únicas a ouvir os argumentos dos opositores do AcordoIsabel Pires de Lima (na foto) e Teresa Portugal foram as únicas a ouvir os argumentos dos opositores do Acordo
26 Setembro 2008 - 00h30

Língua - mais de 95 mil assinaturas contra o acordo ortográfico

Parlamentares ignoram petição

Dos 38 deputados convidados apenas uma deputada compareceu na audição parlamentar da petição contra o Acordo Ortográfico, ontem realizada na Assembleia da República. Além de Teresa Portugal, deputada do PS, a colega de bancada Isabel Pires de Lima – que não pertence à Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura – também marcou presença, tendo a ex-ministra da Cultura dito que o fez "por razões de interesse pessoal ".

'Acredito que, por razões de agenda, os deputados foram impedidos de comparecer. Mas a documentação foi distribuída aos membros da Comissão e estamos convencidos de que a ausência pode ser suprida pelo facto de todos os elementos estarem à disposição', comentou Vasco Graça Moura, primeiro subscritor da petição, relativamente à ausência dos convidados. O manifesto, que conta já com cerca de 96 mil subscritores, pretende que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 seja suspenso e revisto, uma vez que, 'além de apresentar uma série de vícios e erros, foi feito à socapa, sem ninguém dar por isso e sem um único parecer científico e académico', acrescentou o escritor e eurodeputado durante a audição.

A delegação de peticionários, liderada por Vasco Graça Moura, aguarda agora, nos termos da lei, pelo agendamento para apreciação do manifesto em plenário na Assembleia da República.

VASCO GRAÇA MOURA, SUBSCRITOR DO MANIFESTO: 'O ACORDO ESTÁ CHEIO DE ERROS'

Correio da Manhã – Os portugueses entendem o Acordo?

Vasco Graça Moura – Eu espero que tomem consciência das implicações de aceitar este acordo, mas, com quase cem mil assinaturas, parece que muitos estão esclarecidos do que está em causa.

– Levarão a cabo outras formas de protesto?

– Para já esperamos que haja uma possibilidade de reanálise desta questão. Depois, logo veremos.

– Não concorda, de todo, com um acordo ortográfico?

– Concordo. Aliás, há pormenores que se pode aplicar. Mas este acordo, especificamente, está cheio de erros e apenas pretendo que seja revisto. Só isso.

P.S. retirado da página do jornal Correio da Manhã, de Lisboa.




Realmente Portugal, onde um homem comum do povo historicamente diz, "vou trabalhar na Europa" - como se o país não ficasse no velho continente - (embora tenha melhorado bastante esta arcaica visão com a entrada na União Européia), com esta rejeição ao acordo ortográfico tende a se manter isolado do mundo. Os séculos passam, as décadas passam, mas os portugueses continuam a acreditar que são um grande império presente nos cinco continentes e que a língua que espalharam pelo mundo pertence só a eles, ledo engano. E que editorial, hein meu caro jornalista português?

Ainda sobre a reforma

A língua portuguesa está presente oficialmente nos cinco continentes.

O jornal O Estado de São Paulo disponibiliza em seu site um manual de redação que passa a ser adotado em função das novas regras de ortografia entradas em vigor, neste primeiro de janeiro de 2009, nos oito países de língua portuguesa. Evidentemente que em função da diferença de mudanças entre o Brasil, o,5% e demais países de 1,6%, o manual do Estadão vale mais para o Brasil.  Nele há um pequeno trecho escrito de várias formas ao longo do tempo. Vale a pena conferir:


Museu do carro em Bielsko Biała

Bielsko Biała, cidade a cerca de 100 km, ao Sul de Cracóvia é a sede da Fiat Automóveis. na Polônia. Ali desde a década de 70 foram produzidos os "Maluch" - Fiat 126 de 500 celindradas. Ali também existe um museu de carros antigos polacos bastante interessante. Assista ao vídeo e conheça algumas preciosidades do período comunista e anterior.

Nossa família na Polônia


Dia destes fui apresentado ao site nasza-klasa... Uma versão polaca do orkut e facebook. Bastante interessante apesar de ser apenas no idioma polaco. Talvez seja um instrumento muito bom para encontrar familiares na Polônia. Eu mesmo já me fiz amigo (tal como no orkut e facebook) de 25 pessoas com meu sobrenome, entre centenas que estão cadastrados. 
Enviei recados a eles, que prontamente responderam ao convite de amizade. Agora envio recados aos demais me apresentando e dizendo que busco as origens do sobrenome e minha família. Espero ter algum sucesso.  O endereço é http://nasza-klasa.pl. 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Eslováquia começa a usar Euro

O euro produzido na Eslováquia

Desde hoje, primeiro de janeiro de 2009, a vizinha Eslováquia faz parte dos 16 países da zona Euro. A Eslováquia é o primeiro país da Europa do Leste a adotar a moeda única européia. Sai na frente das vizinhas República Tcheca, Polônia e Hungria.
O câmbio está em 30,1260 coroas para cada 1 Euro. Nos dezesseis primeiros dias de janeiro deverão ainda conviver as duas moedas, coroa e euro. Porém no comércio, lojas, farmácias, supermercados só são aceitas moedas e notas de Euro. Até o final de 2009, a coroa poderá ser trocada nos bancos comerciais, depois disso só no Banco Central da Eslováquia.
Entre 19 de agosto e 15 de dezembro de 2008, O banco central produziu 500 milhões de moedas ou 2.405 toneladas em EURO de 2 €, 1 €, 50 centavos, 20 centavos, 10 centavos, 5 centavos, 2 centavos e 1 centavo de. A cada mês a produção é de 150 milhões destas moedas.
Na Polônia, seguem as discussões entre o Presidente Lech Kaczyński e o primeiro-ministro sobre a adoção do Euro. Tudo leva a crer, entretanto, que a Polônia só estará na zona Euro em 2012. Até lá o złoty (ouro) seguirá sendo a moeda polaca.

Decidido: Hanna Lis volta ao "Wiadomości"

Hanna Lis

Os novos diretores gerais da TVP - Telewizja Polska, Piotr Farfał e Tomasz Rudomino, respectivamente presidente e vice, deram entrevista ao vivo, ontem, na própria emissora estatal, pelo canal TVPinfo. Eles substituem a polêmica administração de Andrzej Urbański, Sławomir Siwki e Marcin Bochenki (os três eram indicados pelo partido PiS do presidente da República). Embora os três susbtituídos aleguem ilegalidade na posse de Farfał, a verdade é que a presidência dos novos diretores foi confirmada pelo Tribunal Nacional.
Além de oito diretores de setores que serão demitidos, ou transferidos para outras funções, a primeira decisão do novo presidente é de que a jornalista Hanna Lis voltará a conduzir o principal telejornal da emissora, o "Wiadomości", já nesta segunda-feira dia 5 de janeiro.
Ainda não se sabe, contudo, qual jornalista será o editor chefe, já que Krzysztof Rak,  que retirou Hanna do ar duas semanas atrás, entrou em férias. A dúvida se ele continua, ou não, se deve aos boatos dos corredores da emissora de que a ordem para tirar a bela Hanna do vídeo partiu do presidente substituído Urbański. Este por sua vez, teria sido forçado pelo partido PiS que não admitia a presença do casal Hanna e Tomasz Lis na condução do telejornal e no "talk-show" político do marido Tomasz.
A verdade é que do ponto de vista jornalístico, a mudança de poderes na principal emissora de televisão do país, pouco acrescentará a liberdade de expressão, pois os novos presidente e vice foram indicados pelos partidos LPR (Partido da Liga da Família Polaca) e Samoobrona (Partido da Autodefesa), dois partidos ainda mais à direita do que o conservador partido de extrema-direita do presidente Lech Kaczyński. Assim, ao que tudo indica a liberdade de expressão e jornalismo sem censura continuará com mordaças, apesar da independência de Hanna Lis em seus comentários.  A jornalista vinha aproveitando as "enrascadas" e gafes do presidente da República para destilar algumas verdades que o partido não gostou. Por isto teria sido afastada do vídeo.

QUEM É HANNA


Hanna Lis, cujo sobrenome de solteira é Kedaj, é filha de dois jornalistas Aleksandr e Waldemara e nasceu em 13 de maio de 1970, em Augustów. Por sua vez, a mãe dela é filha de Stanisław Stampf'l, também jornalista e escritor.
Hanna morou alguns anos na Itália, já que seu pai era correspondente do jornal Życia Warszawy, em Roma. Ela começou sua carreira na TVP, onde entre outros programas apresentou o telejornal "Teleexpress". Em 2002, transferiu-se com um bom salário para a televisão privada TV4 (do grupo Polsat), onde apresentou outro telejornal, o "Dziennik".
Em 2004, ela foi transferida para o canal principal do grupo a TV Polsat. Ali foi âncora do telejornal "Wydarzenia". Fez algumas aparições como correspondente da CNN norte-americana, neste período. 
No tempo que viveu na Itália, chegou a representar a Polônia no 20º Festival da Canção Infantil "Zecchino d'Oro", de 1977. No ano seguinte, ela se apresentou com Piccolo Coro dell' Antoniano no Vaticano e cantou algumas canções para o Papa João Paulo II.
Casou-se com Tomasz Lis, um popular jornalista, que faz dublê de galã em suas aparições televisivas. Em 2002, ela fez uma aparição como atriz no filme "Rób swoje ryzyko jest twoje". É formada pela Universidade de Varsóvia, em Filologia Italiana e conquistou o prêmio jornalístico  "Wiktor 1996", na categoria "Descoberta do Ano". 

Houve gueto em Cracóvia?

Portões de entrada do gueto de Płaszów, em Cracóvia

Cracóvia antes de 1918 estava sob jugo do Império Austríaco por 123 anos. Neste período fez parte da província austríaca da Galícia. Muitos eram os judeus residindo na cidade, especialmente no bairro do Kazimierz. Em 1939, estes judeus alcançavam o número de 68.482, quase um quarto de uma população total de aproximadamente 250.000 habitantes. Em 6 de  setembro de 1939, Cracóvia foi capturada pelas tropas alemãs.  
A perseguição aos judeus começou imediatamente e se intensificou logo depois dos alemães terem declarado Cracóvia capital do Generalgouvernement, a área da Polônia que a Alemanha não anexou diretamente a suas províncias orientais. Os alemães ordenaram o fechamento das sinagogas e do "Judenrat". O primeiro presidente da "Judenrat" era Marek Biberstein, conhecido professor judeu ativista social.  O SS-Oberscharführer Paul Siebert, apontado como membro da "Judenrat", disse que todas as ordens alemãs deveriam ser cumpridas com absoluta obediência e com precisão. Uma das primeiras ordens da SS foi recolher utensilhos e peças de valor das sinagogas e entregar-las todas aos alemães. Em 1940, foi organizada pelos alemães um polícia judaica, e foi designado como chefe Symche Spira, o qual antes da guerra tinha sido carpinteiro e judeu ortodoxo. Embora não falasse fluentemente polaco ou alemão, ele se tornou o melhor colaborador da SS e da Gestapo.  Em novembro de 1939, todos os judeus de 12 anos e acima desta idade tiveram que usar uniformes e a estrela de David. Segundo dados da "Judenrat" foram vendidas 53.828 "Estrelas de David" para serem usadas pelos judeus com mais de 12 anos de idade. 
Na cidade, o castelo de Wawel se transformou na residência do advogado nazista Hans Frank, que tinha sido indicado como governador geral da Polônia. Montelupich se transformou em uma prisão das polícias de segurança alemãs. Em 1942, o campo de Płaszów (ou Plachóvia) foi estabelecido no sul da cidade como um campo de trabalhos forçados para os judeus de Cracóvia. Em 1944, Plachóvia se transformou também num campo de concentração. O gueto cobria uma área de 20 hectares, e incluía 15 ruas e 320 edificações com 3.167 cômodos. Em maio 1940, os alemães iniciaram a desocupação do Kazimierz e a transferência dos judeus de Cracóvia para o campo vizinho, do outro lado do rio Vístula.  


Judeus sendo transferidos através da ponte de ferro sobre o rio Vistula, na rua Starowiślna.

Em 15 de agosto, quase todos já haviam sido retirados de Cracóvia, bem como das localidades ao redor da cidade. Membros da "Judenrat" tentaram impedir as transferências forçadas. Marek Biberstein, e diversos outros membros da "Judenrat" e até alguns oficiais alemães que não concordavam com as medidas foram presos. Biberstein foi aprisionado em Cracóvia e depois em Tarnów até 1942. Um advogado de Cracóvia, Dr. Artur Rosenzweig, tentou se tornar o novo líder da da "Judenrat". Rosenzweig era uma pessoa modesta e recusou-se a colaborar com a SS. Marek Biberstein foi morto em Placchóvia em 1944.
Em março de 1941, quase todos os judeus já estavam em Plachóvia. Apenas 15.000 permaneceram em Cracóvia. Ainda no começo de março de 1941, os alemães resolveram fazer um gueto, ali perto no bairro do Podgórze. Os alemães concentraram assim os judeus que haviam permanecido em Cracóvia neste gueto criado na outra margem do Vístula. Ao redor de 20.000 judeus foram confinados neste gueto do Podgórze. Apesar de cercado por cercas de arame, barricadas e muro, os bondes elétricos continuaram atravessando o bairro, porém ser fazer nenhuma parada dentro da área do gueto. Os alemães criaram fábricas dentro do gueto, entre elas a Optima e Madritsch, onde judeus eram usados como mão-de-obra escrava. Centenas de judeus também foram empregados em fábricas e outros serviços fora do gueto, mas sempre tinham que retornam para dormir amontoados.
Em março de 1942, os alemães prenderam aproximadamente 50 intelectuais no gueto e os enviou para o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, distante 64 km. Na segundo semestre de 1942, os alemães retiraram cerca de 13.000 pessoas do gueto. Durante estas transferências, a Plac Zgody e a fábrica Optima foram os pontos principais de retirada.
A maioria dos transferidos foram enviados pra o campo de extermínio de Belzec, no sudeste da Polônia, a algumas dezenas de quilômetros de Rzeszów (ou Jechóvia em português). Outros tantos foram enviados para Auschwitz. Centenas de pessoas foram executadas durante estas transferências pelos motivos mais torpes.
Em março de 1943, os alemães destruíram o gueto de Cracóvia. Mais de 2.000 pessoas foram transladadas para Auschwitz-Birkenau e imediatamente assassinadas. O resto da população do gueto foi transferida para bem mais perto, ali mesmo no campo de Plachóvia. Uma unidade especiais, conhecidas como Unidades 10051 desenterrou corpos putrefatos para queimá-los e dispersar as cinzas. O trabalho das unidades 10051 durou quase dois anos e envolveu a exumação de mais de dois milhões de corpos. Em Plachóvia, em janeiro de 1945, uma Unidade 10051 exumou 9.000 corpos de 11 sepulturas coletivas.
Existiu um movimento de resistência judeu dentro de Plachóvia, já a partir do momento em que o gueto foi estabelecido.

O campo de Płaszów (Plachóvia)

Operações clandestinas tentaram dar suporte para a educação e o bem-estar das crianças. Em outubro de 1942, entretanto, a Organização Judaica de Luta (Zydowska Organizacja Bojowa - ZOB), organização clandestina independente da ZOB de Varsóvia, preparou-se para lutar contra os alemães. A ZOB, contudo, decidiu não lutar nos confins limitados do gueto, mas usar o gueto como base para atacar alvos na cidade de Cracóvia. O mais importante ataque da ZOB ocorreu no centro de Cracóvia, no Café Cyganeria, que era frequentado por oficiais alemães. Os rebeldes do gueto também tentaram reunir grupos ativos de rebeldes da região de Cracóvia. Em confrontos sucessivos com os alemães, os rebeldes do gueto sofreram muitas perdas. No outono de 1944, os remanescentes da resistência fugiram da Polônia, atravessando a Eslováquia e indo para a Hungria, aonde se juntaram aos grupos de resistência judaica em Budapeste. Cracóvia permaneceu como sede administrativa do Generalgouvernement até os alemães evacuarem a cidade em janeiro de 1945.
As condições de vida neste campo foram terríveis. O comandante da SS no acampamento Amon Goeth fazia de tudo para tornar a vida dos prisioneiros um inferno. Um prisioneiro de Plachóvia podia se considerar uma pessoa de sorte se sobrevivesse ali mais de quatro semanas. Sim, pois apesar de difícil sempre existia uma mínima possibilidade de escapar com vida do campo, sonho este alimentado por todos. Após a liberação, o comandante Amon Goeth foi preso por oficiais polacos, sentenciado à morte e enforcado. Em 18 de janeiro de 1945 as Forças Armadas Soviéticas libertaram Cracóvia, pondo fim ao terror que dominou corações e mentes por cinco anos. 

P.S. Respondendo a pergunta do título. Sim, houve!. Pois se antes, Plachóvia, Podgórze e Cracóvia fossem cidades diferentes, a verdade é que hoje as duas primeiras são bairros de Cracóvia. E de certa forma já o eram antes, apenas é que ficavam no outro lado do rio Vístula. E outra coisa é que o texto aqui, foi baseado em alguns outros, inclusive de publicações do United States Holocaust Memorial Museum.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ortografia: agora é pra valer!!!!

O brasileiro Assis e o português Queiroz teriam dificuldade para seguir as novas regras.

Este blog desde seu início, em 23 de julho de 2007, defende a reforma ortográfica e mais do que reforma, defende a unificação da língua portuguesa nos 8 países que a adotam como idioma oficial.
Está nos arquivos deste blog, toda a reforma, item por item... Basta pesquisar no arquivo ao lado (A partir do dia 15 de agosto de 2007). E por que esta defesa? Porque já não é mais possível continuar discutindo aqui na Polônia, com estudantes polacos, ou portugueses eventuais destas paragens, se "kielbasa", perdão - linguiça tem trema no U, ou não. Se é correto falar assim ou assado. Se é preferível usar o sotaque de Lisboa, ou o de Curitiba.
Creio, que os portugueses serão os mais resistentes as mudanças, pelo menos aqui em Cracóvia, polacos com sotaque português e estudantes e professores vindos de Portugal, torcem o nariz para o nosso modo brasileiro de escrever e falar.
É claro que ainda deixarei escapar erros aqui e ali. Mas a promessa de seguir as novas regras está feita e aprovada.
Como resumo desta nova forma de escrever o português repito aqui, neste espaço, o que já está nos arquivos.
As mudanças mais significativas alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso do trema e sistematiza a utilização do hífen. No Brasil, as alterações atingem aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, o percentual é de 1,6%. Entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, já ratificaram o acordo Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. O Presidente Lula fez isto meses atrás.
Começando pelo uso do trema, já mencionado acima, ele desaparece de vez no Brasil. Palavras como "lingüiça" e "tranqüilo" passarão a ser grafadas sem o sinal gráfico sobre a letra "u". A exceção fica por conta de nomes estrangeiros, como "Müller". Seguindo o exemplo de Portugal, paroxítonas com ditongos abertos "ei" e "oi" —como "idéia", "heróico" e "assembléia"— deixam de levar o acento agudo. O mesmo ocorre com o "i" e o "u" precedidos de ditongos abertos, como em "feiúra". Deixa de existir o acento circunflexo em paroxítonas com duplos "e" ou "o", em formas verbais como "vôo", "dêem" e "vêem". Os portugueses não tiveram mudanças na forma como acentuam as palavras, mas na forma que escrevem algumas delas. As chamadas consoantes mudas, que não são pronunciadas na fala, serão abolidas da escrita. É o exemplo de palavras como "objecto" e "adopção", nas quais as letras "c" e "p" não são pronunciadas. (Até que enfim! Difícil será os portugueses escreverem apenas fato e não facto para diferenciar de fato - sabe que não sei mais o que é paletó e o que é notícia?)
O alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de "k", "y" e "w". A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como "kafka" e "kafkiano".
Infelizmente a unificação ainda não será total. Como privilegiou mais critérios fonéticos (pronúncia) em lugar de etimológicos (origem), para algumas palavras será permitida a dupla grafia. Isso ocorre principalmente em paroxítonas cuja entonação entre brasileiros e portugueses é diferente, com inflexão mais aberta ou fechada. Enquanto no Brasil, as palavras são acentuadas com o acento circunflexo, em Portugal, utiliza-se o acento agudo. Ambas as grafias serão aceitas, como em "fenômeno" ou "fenómeno", "tênis" e "ténis".  Polônia no Brasil continuará com "chapeuzinho", enquanto os portugueses continuarão falando o O aberto e colocando um "grampinho" no segundo O. A regra valerá ainda para algumas oxítonas. Palavras como "caratê" e "crochê" também poderão ser escritas "caraté" e "croché". O hífen também ganha nova utilização. O objetivo (e não objectivo) das mudanças é simplificar a utilização do sinal gráfico, cujas regras estão entre as mais complexas da norma ortográfica. O sinal será abolido em palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento também começa com outra vogal, como em aeroespacial (aero + espacial) e extraescolar (extra + escolar). Já quando o primeiro elemento finalizar com uma vogal igual à do segundo elemento, o hífen deverá ser utilizado, como nas palavras "micro-ondas" e "anti-inflamatório". Essa regra acaba modificando a grafia dessas palavras no Brasil, onde essas palavras eram escritas unidas, pois a regra de utilização do hífen era determinada pelo prefixo. A partir da reforma, nos casos em que a primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar por "r" ou "s", essas letras deverão ser duplicadas, como na conjunção "anti" + "semita": "antissemita". A exceção é quando o primeiro elemento terminar e "r" e o segundo elemento começar com a mesma letra. Nesse casso, a palavra deverá ser grafada com hífen, como em "hiper-requintado" e "inter-racial".
Bem, nos demais países as alterações serão maiores, esperemos que eles mudem também.

2009: continuidade das amizades

O jornal Rzeczpospolita, um dos mais tradicionais da Polônia, encerra o ano com desejos a seus leitores de um próximo ano novo de 2009 com: 365 dias de amor, 4 estações do ano com bondade, 12 meses de paz, 52 semanas de trabalho, e continuidade da amizade com os redatores do jornal"

2009: Tamanho tem significado

Na última edição do ano de 2008, o jornal Gazeta Wyborcza traz em sua primeira página a sua principal manchete com "Ano novo, mais altos salários".
E faz seus maiores desejos de "Amor em vez de casos, artes maiores em vez de baratas artimanhas, vida em paz - não quartinhos, políticas maiores em vez de pequenos politiqueiros,  jornais em vez de jornalzinhos. Tamanho tem significado." 

Polônia pede cessar fogo


A Polônia pediu o imediato cessar-fogo e o retorno do processo de paz na Faixa de Gaza.
O ministro das relações exteriores da Polônia, Radosław Sikorski participa de uma reunião de emergência em Paris, com outros ministros de relações exteriores da União Européia. O único assunto da reunião é o conflito entre o governo de Israel e o Hamas - grupo radical Palestino. Enquanto estes não param de disparar foguetes, tendo matado 4 cidadãos isralenses, os indefesos palestinos já contabilizam 360 vítimas. Elas estão entre as cerca de 1,5 milhão de palestinos que vivem no enclave de pouco mais de 360 quilômetros quadrados.
A Polônia tem sempre o maior cuidado nas relações com Israel. Grande parte do grupo que governou a história recente deste país, são judeus que nasceram na Polônia. Por outro lado, cresce o número de judeus no mundo querendo a cidadania polaca, pois seus antepassados nasceram na Polônia.
A posição do governo polaco é de não está alinhamento com as políticas de Israel sobre o assunto Palestina, pois assim como os demais países do mundo, deseja uma Palestina independente e com auto-determinação.