terça-feira, 3 de agosto de 2010

Morte no Rio Dunajec


Uma mulher morta e um homem em estado crítico no hospital. Este foi o resultado da virada de um caiaque montanhês, nas corredeiras do rio Dunajec na fronteira com a Polônia e a Eslováquia, no último domingo.
O casal fazia parte de um grupo com 10 turistas húngaros que passavam férias em Nowy Targ. Quatro deles, após as 18 horas de domingo resolveram navegar no rio, apesar do alerta, de que o nível da água estava muito acima do normal. O volume de água tinha aumentado, na semana que passou, devido as fortes chuvas e tempestades que atingiram a região Podhale. Na altura da Pousada Różą, a canoa virou rapidamente. Os quatro ocupantes sumiram em meio às espumas que se formaram ao redor da canoa virada.
Ainda, no domingo, bombeiros de Nowy Targ receberam comunicado sobre o acidente do caiaque no rio Dunajec, perto de uma escola primária. Depois de chegarem ao local, os 18 socorristas conseguiram ainda retirar das águas duas pessoas: um homem de 42 anos e uma mulher de 56 anos de idade. Apesar da reanimação, uma das mulheres morreu e um outro homem, já em estado crítico, foi levado para o hospital mais próximo.
O "raffting" nas calmas águas do rio Dunajec é um dos passeios turísticos mais famosos do Sul da Polônia. Num trajeto de duas horas, conjuntos de cinco canoas amarradas entre si e guiadas por típico remadores montanheses, transportam grupos de 20 pessoas pelas lentas e rasas corredeiras do rio. É quase impossível o conjunto de toscas canoas virar. Mas não foi o caso agora, pois o rio volumoso aumenta sua velocidade entre as belas montanhas do Parque Pienniny.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Rússia se sente imune a Smolenski

O jornal Gazeta Wyborcza desta segunda-feira, traz em sua primeira página a manchete:
Rússia refratária

A reportagem diz que as investigações sobre a tragédia de Smoleński chegou a um beco sem saída. O jornal ainda faz a pergunta: o que queremos dos russos?
Os funcionários russos têm atrasado informações ao Ministério Público polaco sobre a investigação do acidente com o avião presidencial polaco, no último mês de abril. A tragédia tem ocupado quatro instituições distintas: os ministérios públicos russo e polaco; um técnico da comissão russa encarregada das investigações e a comissão de investigação de acidentes, orientada pelo ministro polaco Jerzy Miller.
Nas primeiras semanas após o desastre de cooperação entre essas instituições funcionaram corretamente, mas não perfeitamente. No momento, a comissão e os procuradores polacos estão contra a parede. Sem testemunhas, documentos e audiências na Rússia, eles não são capazes de ir mais longe no assunto.
Funcionários do ministério polaco foram enviados à Rússia com cinco pedidos de apoio do judiciário daquele país. Mas nada é plenamente realizado. Assim, o procurador polaco está preparando a sexta petição.
Em maio passado, o ministro Miller recebeu uma cópia dos registros das três "caixas pretas" com as gravações de bordo do avião presidencial TU-154 M, dois com dados técnicos, a transcrição das conversas dos pilotos na cabine de comando. Estas informações escondem as respostas a perguntas importantes sobre as causas do desastre, ou seja, se houve ou não um acidente com o avião e devido a isso, o porquê do piloto ter decidido pousar.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O díluvio polaco


Embora a Polônia e Lituânia tenham escapado da devastação da Guerra dos Trinta Anos, que terminou em 1648, as duas décadas seguintes foram terríveis para a República das Duas Nações. Esse período ficou conhecido na história da Polônia como Potop (traduzindo: Dilúvio).
Época revelada séculos mais tarde em livros marcados por lendas, romances populares e históricos. O escritor polaco Henryk Sienkiewicz (1846-1916), perpetuou aquele momento em seu livro Potop, escrevendo magistralmente a magnitude dos desastres. O resultado de seu trabalho e de sua trilogia, Sienkiewicz foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura.
Os incidentes começaram com uma revolta dos cossacos - povo de origem eslava e genéticamente originário das tribos antigas de Turan, dos Escitas (Kos-Saka ó Ka-Saka) e dos eslavos maeotae-jázaros de Azov, possuindo ainda alguma mistura com os asos-alanos, tanaisos e que a partir do século X possuiam em sua comunidade russos, rutenos (atuais ucranianos), cazaquis e até polacos - que viviam no extremo Oriente do território da República Polaca-Lituana e que persistiram, apesar dos esforços de Varsóvia para dominar os revoltosos pelo uso da força. Após os rebeldes serem vencidos por Moscou, o Tzar Aleksei conquistou a maior parte da metade oriental da República, em 1655. Aproveitando-se da preocupação da Polônia, Carlos X, da Suécia invadiu rapidamente a maior parte do restante território das Duas Nações. Empurradas à completa dissolução, Polônia e Lituânia, reuniram-se para recuperar a maior parte de suas perdas para os suecos.
A brutalidade sueca levantou o povo de forma generalizada contra Carlos X, a quem os magnatas polacos tinham reconhecido como governante. Entretanto. com Sztefan Czarniecki, os polacos e lituanos expulsaram os suecos do seu território por volta de 1657. Envolvida em situações ainda mais complicadas pelo divisão entre magnatas, a guerra contra os turcos otomanos, que iriam sitiar Viena e a Guerra dos Teze Anos, a República perderia o controle da região mais ao Leste de seu território, onde viviam os cossacos e os rutenos. Em que pese, Moscou ter sido derrotado por uma nova aliança polaco-rutena em 1662, os moscovitas e a futura Rússia ganharam aquele território oriental através de um tratado de paz.
Apesar de improvável, a sobrevivência daquela que é a primeira República pós-idade média, um dos casos mais dramáticos dos polacos com esse "dom para prevalecer na adversidade", e que causou danos irreparáveis, o Dilúvio contribuiu fortemente para o fim do Estado Polaco-Lituano. Quando Jan Kaziemierz II abdicou em 1668, a população da comunidade binacional tinha sido reduzida quase pela metade devido às guerras e doenças. As guerras destruiram a base econômica das cidades e levantou um fervor religioso que terminou com política de tolerância religiosa da Polônia.
Desde então, a República esteve sempre na defensiva estratégica frente a seus vizinhos hostis. Nunca mais a Polônia conseguiria competir com a Rússia em igualdade militar.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A águia branca polaca

A figura da águia é o símbolo mais antigo, contudo não heráldico da Polônia. Ela é visível na moeda do rei Bolesław - o Bravo (ao redor do ano 1000). A representação da figura da águia, em forma heráldica, só aparece pela primeira vez no escudo do rei Kazimierz II - o Justo (por volta do ano 1177). Entretanto, não é possível saber se foi criado por ele ou herdado. Entretanto, reconhece-se, como a primeira águia heráldica, a que estava presente no selo real de Henryk - o Piedoso (por volta do ano de 1224). Pinturas mais antigas trazem a águia coroada no brasão das armas do reino Polaco. Coroada ela pode ser vista no selo do rei Przemysław II (de 1295) e em vários pratos dos primeiros anos de Henryk IV - o Honesto.

orzeł Chrobrego

orzeł Kazimierza Sprawiedliwego

orzeł Kazimierza opolskiego

Águia da moeda de Bolesław, o Bravo
( ano 1000)
Águia no escudo de Kazimierz, o Justo (ano 1177)Águia no selo real de Kazimierz, opolsko-raciborskiego
(ano 1222)
orzeł Henryka Pobożnego

orzeł Henryka IV

Águia no selo real de Henryk, o Piedoso (ano 1238)Águia no escudo de Henryk IV, o Honesto (ano 1288)

O Brasão do Estado polaco, como tal, apareceu depois da coroação do rei Przemysław II, em 1295. A águia branca coroada sobre um escudo vermelho se tornou o brasão real da Polônia seguindo as regras da Dinastia Piast.

orzeł Przemysła IIorzel Lokietkaorzeł Kazimierza Wielkiego
Águia no selo real de Przemysław II
(1291)
Águia no selo real de Władysław Łokietka (1312)Águia no selo real de Kazimierz, o Grande (1336)

WACŁAW II
1290/1300-1305

ANDEGAWENOWIE
1370-1399
orzeł Wacława IIorzeł Ludwika Węgierskiego
Águia no selo real de
Wacław II
Águia no escudo e no anel de Ludwik - o Húngaro
(ano de 1370)

IAGUIELÔNICA
1386-1572

Com a dinastia Iaguielônica começou uma nova era. O Reino Polaco e o Grande Principado Lituano formaram um novo estado - a República das Duas Nações. A águia branca permaneceu no brasão do Reino Polaco com sua coroa, mas já não era um brasão dinástico, pois o rei Iaguielo passou a usar o seu próprio brasão. Porém nos tempos do rei Zygmunt - o Velho, a águia voltou a ser parte integrante do brasão dinástico. Junto dela foi inscrito o monograma com as letras de: S - Zygmunt (Sigismundus), SA - (Augustus) e A de Anna Jagiellonkiej.

orzeł Jagiellończykaorzeł Zygmunta Starego
Águia de Władysław Jagiełło (De acordo com a tumba do rei no Castelo de Wawel )Águia de Kazimierz Jagiellończyka (De acordo com o cinzel da lápide de Wita Stwosza)Águia de Zygmunt, o Velho - De acordo com a xilogravura de Hieronim Wietor (1521)
orzeł Zygmunta Augustaorzeł Anny Jagiellonki
Águia de Zygmunt Augusto (1553)Águia na tumba de Anna Jagiellonika

Nos tempos dos reis eleitos a águia branca permaneceu como brasão do Reino Polaco. Contudo diversas mudanças ocorreram com seu desenho e modo de representação. Muitas vezes sobre seu centro era colocado o brasão pessoal do rei.

orzeł Batoregoorzeł Wazóworzeł Sobieskiego
Águia de Stefan Batory (de acordo a Pintura de Paprocki - 1582)Dinastia WasaÁguia de Jan III Sobieski (de acordo com Pintura da Igreja Mariacki de Cracóvia)
orzeł Augusta Mocnego orzeł Poniatowskiego
Águia dos tempos Augusto II o Forte (de acordo coma pintura de Niesiecki - 1728)Águia de Stanisław Augusto Poniatowski

Século XIX

Depois da terceira partilha da Polônia em 1795, a águia branca ficou encoberta ou ostentada apenas pelos emigrantes. Ela só voltou a aparecer nos estandartes dos exércitos napoleônicos - em bandeiras, sinais do exército e no brasão do Principado de Varsóvia (em segundo plano atrás do brasão da Saxônia).

orzeł z 1815orzeł z 1848orzeł z 1863
Estandarte do Reino Polaco (1815-183)Estandarte de 1848Estandarte de janeiro de 1863

Século XX

Depois da explosão da I Guerra, em 1914, a águia apareceu na França nos estandartes dos soldados polaco, (Bajończyków, Hallerczyków ...). A Alemanha e a Áustria permitiram o uso do sinal da águia nas terras invadidas por elas, fundamentadas no Congresso dos Reinos. Em 1916, os imperadores da Áustria e da Alemanha criaram o Reino Polaco. Em 1917, foi emitida uma nota bancária, onde se colocou a águia, a qual foi também reconhecida como emblema para usos oficiais. Depois da recuperação da independência, em 1918, foi introduzida a águia sem a coroa. Em fins de 1919, ao lado da águia foi introduzida duas peças. Em 1927, um novo projeto do brasão do Estado é apresentado seguindo o exemplo de Zygmunt Kamiński.

orzeł 1917orzeł 1918orzeł 1919
Águia no papel moeda de 1917Águia no Estandarte do outono de 1918Águia da Constituição de 1918-1919
orzeł 1919orzeł 1927
Brasão das Armas 1919-1927Brasão das Armas de 1927

No período comunista a águia apareceu sem a coroa. Este brasão foi projetado por Janina Broniewska para a Divisão de Infantaria Tadeusz Kościuszki. Era então uma águia imaginária do período Piast, supostamente copiada da tumba de Władysław - o Marechal. Ao final, a República Popular da Polônia melhorou o desenho da águia de Zygmunt Kaminski - mas sempre sem coroa.

orzeł Broniewskiejorzeł 1945orzeł 1955
Águia de Janina Broniewski da Divisão de Infantaria Tadeusz KościuszkiBrasão das Armas do pós-guerraBrasão das Armas Polônia Comunista - pós 1955

O Governo da República Polaca, no Exílio, em todos os seus movimentos de independência sempre usou o brasão com águia coroada. Somente, em 1989, foi restabelecido no brasão da Polônia, a águia branca coroada de acordo como era antes da II grande guerra mundial.

orzeł orzeł 1990
Brasão das Armas instituído pelo Governo Polaco no exílio em 1956Brasão das Armas a partir de 1990

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Concurso Krakowianka gaúcha


Mauro César Noskowski, do Hotel Zamek, de Bento Gonçalves informa sobre o concurso da concurso Krakowianka gaúcha, que acontece naquele Estado do Sul do Brasil, inicialmente em caráter municipal. As vencedoras de cada cidade deste ano, concorrem ao título estadual ano que vem. Ainda segundo Koskowski, o concurso que acontece desde 2003, elegeu naquele ano Fabiane Knispel como a 1ª Krakowianka representante do município de Nova Prata. Em 2005 Janine Klucnik representante de Bento Gonçalves foi eleita a 2ª Krakowianka. E, em 2007 Daiana Kriger do município de Áurea se elegeu a 3ª Krakowianka.
Em sua quarta edição, o certame reuniu dez candidatas. Representadas pelos municípios de: Áurea, Bento Gonçalves, Carlos Gomes, Casca, Caxias do Sul, Cotiporã, Dom Feliciano, Erechim, Nova Prata e Santo Antônio do Palma.
As candidatas foram avaliadas por quatro quesitos. Sendo: conhecimentos gerais, conhecimento da cultura polaca, desembaraço e beleza. Além da entrevista com os jurados, as candidatas têm uma programação especial. Em anos anteriores participaram de uma carreata pelas principais ruas de Bento Gonçalves, almoço, o jantar festivo e baile. O baile reuniu mais de 1.200 pessoas no ginásio de esportes. Local onde foi proclamada a nova corte para o biênio 2009/2011. O município de Erechim elegeu Ana Marta Popoaski como Krakowianka, Áurea elegeu Daniele Vanessa Klosinski como 1ª Królewna e Nova Prata ficou com o titulo de 2ª Królewna elegendo Andrea Caroline Grzelak.
Ana Marta Popoaski, a Krakowianka 2009/2011, com 23 anos, representa o grupo folclórico Jupen. Está cursando o 6º semestre em música na UPF. É filha de Catarina Irene Popoaski e, é admiradora do músico Frederic Chopin. Em suas palavras afirmou; "Farei valer o empenho de meus antepassados, cumprindo com o dever, como forma de agradecimento a tudo que semearam no passado, e que estão representados nos bons frutos colhidos a cada geração que passa".
Erechim terá dois anos para se preparar para o próximo concurso a ser realizado em 2011, e pelas palavras da Presidente do Grupo Jupen, Sra. Maria Vanda krepinski Groch o concurso será um evento entre outros a serem realizados, pois queremos realizar um encontro para marcar Erechim, com palestras, mostras, danças, gastronomia e outros itens que compõem a rica cultura polaca.
"Como promotor do evento fiquei muito satisfeito com o resultado, pois conseguimos integrar 15 cidades entre candidatas, jurados e demais participantes. Reunimos pessoas da terceira idade, adultos, jovens e crianças num evento que faz e fará a integração dos municípios com descendentes de polacos e as candidatas cada vez mais terão que se preparar e conhecer sua cultura, pois para o evento ser realizado em seu município, primeiramente a candidata terá que vencer o concurso e isso realmente não é fácil. Beleza é só um quesito entre os quatro avaliados. Além disso, este tipo de evento agrega para economia da cidade, gerando recursos para as empresas locais, como: hotéis, pousadas, restaurantes, transportes, floricultura, promotores de eventos entre outros.", conclui Noskowski.

O regulamento para as interessadas em participar é o seguinte:

CONCURSO À “KRAKOWIANKA” E “KRÓLEWNAS” - Rio Grande do Sul
iniciativa da BRASPOL- REPRESENTAÇÃO CENTRAL DA COMUNIDADE BRASILEIRO-POLACA NO BRASIL
RIO GRANDE DO SUL de Bento Gonçalves.

KRAKOWIANKA
Concurso municipal, nos anos pares

1 – As inscrições devem ter critérios que a entidade municipal criar, sempre com o sentimento brasileiro-polaco.
2 – As candidatas devem ter no mínimo 16 anos completos até o dia 1º de junho de ano par e no máximo 24 anos até o dia 1º de junho do ano par.
3 – As candidatas devem ser descendentes de polacos por parte de pai e/ou de mãe, comprovado com certidão de nascimento.
4 - Os quesitos a serem observados nas candidatas serão: beleza, conhecimento da cultura brasileiro-polaca de seu município e do RS.
5 – As candidatas devem estar cientes que, ao vencer o concurso municipal, poderão representar o seu município no Concurso Estadual.
6 – As 2ª e 3ª colocadas serão, respectivamente, as 1ª e 2ª Królewnas do município.
7 – A organização do concurso será por conta da entidade municipal ligada à BRASPOL ou a outra de sentimento brasileiro-polaco. Parceria com município poderá ajudar.

KRAKOWIANKA - RS
Concurso estadual, nos anos ímpares

1 – As candidatas para o concurso devem ser apresentadas por suas entidades municipais ligadas à BRASPOL ou a outra de sentimento brasileiro-polaco. Parceria com município poderá ajudar.
2 – As candidatas deverão ter no mínimo 17 anos completos até o dia 1º de junho do ano ímpar e no máximo 25 anos até 1º de junho do ano ímpar.
3 – As candidatas devem ser descendentes de polacos de pai e/ou de mãe, comprovado com certidão de nascimento.
4 – Os quesitos a serem observados serão: beleza, conhecimento da cultura brasileiro-polaca, conhecimento de seu município e, principalmente, do RS.
5 – Haverá entrevista com os jurados e prova escrita, cujas questões serão baseadas nos livros: “Nos Peraus do Rio das Antas” e “Primórdios da Imigração Polonesa no RS”.
6 - As candidatas deverão estar vestidas com trajes típicos à caráter de região polacaescolhida.
6 – As despesas de transporte, serão por conta das entidades que apresentarem as candidatas.
7 – A organização do concurso está a cargo de Mauro César Noskowski, idealizador do concurso estadual.
8 – A cidade que eleger a Krakowianka levará o concurso para sua cidade, porém a decisão final estará a cargo do organizador, que verifica se a mesma tem condições para a realização do concurso.
9 – O próximo concurso estadual será realizado em Erechim, em 2011, em data a ser confirmada.
10 – Os municípios que querem apresentar a candidata ao certame estadual podem inscrevê-la pelo e-mail: Diretoria@zamekhotelboutique.com.br – 54 8135 0660
Divulguem aos seus amigos relacionados com a cultura polonesa, para que tenhamos um bom número de candidatas. Assim estaremos valorizando ainda mais a beleza da mulher brasileira com descendência polaca.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Limanowa contra os ciganos

O Padre Opocki durante uma visita aos ciganos para tentar um acordo.
Foto: Bartłomiej Kuraś

As autoridades de Limanowa querem comprar container social para a família de ciganos que resta no condomínio da Ulica Witosa.
Na noite de sexta-feira para sábado, mais de uma centenas de pessoas queriam invadir as casas das famílias ciganas no condomínio residencial junto a ulica (ulitssa - rua) da Witosa, em Limanowa. O incidente começou, porque a mulher do condomínio ficou com medo de um cão sem focinheira. Quando alertou o proprietário cigano que estava na janela de uma casa ouviu dele só insultos. O cão tentou saltar sobre ela.
Ontem, reuniram-se os habitantes com as autoridades da cidade. O Prefeito Marek Czeczótka argumenta que não há nenhum problema polaco-cigano: "Entre as famílias de Limanowa, os ciganos são apenas 20 e não há nenhum problema com eles. Somente foi feito um anúncio de que a cidade está adquirindo um conteiner social para que a família que vive na ulica Witosa possa viver com mais dignidade. Por outro lado existem motivos para o despejo, pois a família está em atraso com o aluguel. A dívida é de mais de 30 mil złotych", diz o prefeitol.
Não haverá, segundo ele, cerco no centro dos assentamentos. "A situação é tensa, estamos com medo que se desencadeie um conflito."
O padre Opocki compareceu ao local do incidente e disse: "Seus filhos bricam com as crianças polacas, aprendem desde pequenos nossa língua. E aqui, de repente, encontram-se com a relutância das autoridades locais em permitir-lhes uma convivência saudável".

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Bomba no estádio de Varsóvia

Esta é a maquete do estádio nacional em Varsóvia, que está sendo construído para abrir a Euro2012. O primeiro jogo, portanto, será somente daqui a dois anos. Mas neste fim de semana, a polícia foi acionada para procurar uma bomba no local. Será alucinação? Do terrorista, ou da polícia.

domingo, 25 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

O belo estádio do Wisła Kraków

Foto: Jakub Ociepa

Embora não tenha ainda sido liberado, o estádio do Wisła Kraków, ele já pode ser comtemplado pela beleza e aconchego de acomodações. No outro lado do Parque Błonia, as obras do estádio de seu rival, o Cracovia segue em ritmo acelerado.
Com dois belos estádios e dentro das normas da UEFA e da FIFA, a cidade de Cracóvia, embora todo seu potencial turístico ficará fora da Eurocopa 2012. As outras quatro cidades da Polônia escolhidas - Varsóvia, Wrocław, Poznań e Gdańsk - correm contra o tempo para terminarem seus estádios e se adequarem enquanto cidades a sedes do campeonato europeu de seleções 2012.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Em cartaz: Semo polaco non semo fraco


Isidorio Duppa, polaco, agricultor, ingênuo e atrapalhado, após uma aventura amorosa com uma prostituta foge de casa e sai pelo mundo contando sua história. Com malícia e ingenuidade, tira gargalhadas do público e satiriza através do sotaque polaco e de músicas inspiradas na cultura polaca, a simplicidade do povo da roça.


CIARTE – Companhia Araucária de Teatro
Autor do Texto: Glaucio Karas
Diretor: Jester Furtado
Iluminação: Fabia
Sonoplastia: Glaucio Karas
Elenco: Cida Rolim, Glaucio Karas, Marcia Cris, Rick de Souza e Gustavo Souza
Duração: 50 min
Data: sextas, sábados e domingos – 21 horas – de 16 de julho a 08 de agosto
Ingressos: R$30,00 inteira e R$15,00 meia entrada
Gênero: Comédia adulta
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Estádio de Cracóvia interditado

Foto: Jakub Ociepa

O atual vicecampeão polaco, Wisła Kraków (pronuncia-se víssua crácuf) não poderá jogar na terceira rodada das eliminatórias da Liga Europeia, em seu modernizado estádio na ulica Reymont.
Nesta quinta-feira, às 12 horas, vence o prazo para o envio de documentos para a UEFA. "Apesar dos esforços do investidor, o estádio ainda não está pronto para entrar no sistema de controle e acompanhamento de espectadores. A tribuna Leste, não pode cumprir ainda as exigências da lei sobre a segurança em eventos de massa. Além disso, existe ainda uma total falta de iluminação no estádio. Portanto, em função desta situação o jogo não pode ser realizado." Este é o comunicado oficial no site do Clube.
Isto significa que se o povo de Cracóvia, quiser assistir o jogo, nesta quinta-feira, terá que se deslocar até o estádio Hutnika. O mais rico time de futebol da Polônia, pode eliminar o FC Szawle com um empate, pois no jogo de ida venceu jogando na Lituânia por 2 a 0. Se o time passar, na rodada seguinte, os torcedores terão que ir na próxima eliminatória ao estádio de Nowa Huta para ver sua equipe enfrentar o clube azeri Karabakh Agdam, ou o time irlandês Portadown FC.
A construção do estádio estava programada para terminar em junho deste ano.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lato processa torcedores

Na faixa: Na África do Sul mundial, com a gente LATO
Foto: Sławomir Kamiński

Não existe nenhuma outra instituição na Polônia, que tenha uma conotação tão negativa quanto a PZPN - Associação Nacional Polaca de Futebol. A afirmação é de Anna Szczepaniak, representante dos torcedores ante a PZPN.
Ontem, a representante da associação - S.O.S. dla Polskiej Piłki (S.O.S para o futebol polaco),sentou-se no banco dos réus no Tribunal Distrital de Lódz (pronuncia-se úudji) durante a primeira audiência do processo que move a PZPN contra a associação de torcedores SOS.
A Associação Nacional, presidida pelo craque do passado, Grzegorz Lato considerou que o site fundado pelos torcedores - www.koniecpzpn.pl tem usado ilegalmente logotipo e marca com opiniões que prejudicam a imagem e reputação da entidade nacional do futebol polaco.
O site entrou no ar logo após o fracasso da seleção nacional nas eliminatórias da última Copa do Mundo de futebol, na África do Sul. A Polônia foi derrotada por 3 a 0 para a Eslováquia.
Primeiro a Associação Nacional de Futebol tentou, sem sucesso, bloquear a página, em seguida, convocou ao Tribunal três fundadores da SOS para que o domínio Koniecpzpn.pl fosse retirado do ar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Santa Edwiges furtada em Santos

Santa Edwiges Silesiana

A polícia de Santos, no litoral de São Paulo, vai usar as imagens de câmeras de segurança para tentar identificar o homem que furtou a relíquia de Santa Edwiges de uma igreja na cidade. O crime aconteceu no fim da tarde de domingo (18).
As imagens foram gravadas por duas câmeras. Com um paralelepípedo nas mãos, o homem entrou na igreja e foi direto até o altar. Foram três tentativas, até conseguir quebrar o vidro que envolvia a peça. Depois, colocou o relicário na cintura e saiu correndo.
Uma pessoa, que não quis se identificar e que saia do elevador e passou pelo corredor escutou o barulho. Ela se aproximou do vidro e viu o ladrão. “Ele só me olhou, enfiou embaixo da roupa e saiu correndo”.
A imagem estava na igreja desde fevereiro de 2008. Ela veio da Polônia e tem um significado importante para a Igreja Católica. “Representa uma riqueza espiritual, na fé e na tradição”, explicou o pároco da igreja, padre Samuel Fonseca.
“É uma peca grande, dourada, mas que não tem valor, não é ouro. O que tem valor é o valor sentimental. Levaram um pedacinho da santa”, disse a auxiliar administrativa Maria Regina Tanaka. Essa foi a quinta vez em sete meses que a igreja foi roubada.

São duas as santas de nome Edwiges, ambas polacas. Em idioma polaco, Jadwiga (pronuncia-se iádviga).
A primeira Jadwiga foi esposa do príncipe Henrique (Piast), quando da divisão da Polônia em principados, ainda na idade média. Reinou com o esposo em Wroclaw, capital da Baixa Silésia. Ela, no entanto, nasceu no Reino da Baviera, como princesa Edwiges de Andechs - em 1174 e morreu em Trzebnica, Polônia, a 14 de outubro de 1243 - mas é mais conhecida na Polônia pelo nome de Jadwiga Śląska (Edviges silesiana). Foi proclamada santa pela Igreja Católica em 1267. O dia 16 de outubro é dedicado a Santa Edwiges, popularmente conhecida como protetora dos pobres e endividados.
O jornalista curitibano, radicado no Rio de Janeiro, há muitos anos, Toninho Vaz, escreveu o livro "Edwiges, a santa libertária", pela Editora Objetiva, em 2005. (P.S. ...Tive o privilégio de colaborar)


Santa Edwiges rainha - Padroeira da Europa

A segunda Santa Edwiges de canonização mais recente foi a Św. Jadwiga Królowa - Santa Edwiges Rainha.
Filha do Rei Luis da Hungria e da princesa polaca Elzbieta, nasceu na Hungria em fevereiro 1374. Depois da morte do pai, a pedido da nobreza polaca, Jadwiga subiu ao trono da Polônia, em 16 outubro de 1384, coroada pelo arcebispo de Gniezno Bodzankę, como Rei e não de rainha com o título de "Hedvigis Dei Gracia Regina Poloniae, necnon terrarum Cracoviae, Sandomiriae, Syradiae, Lanciciae, Cuyaviae, Pomeraniaeque domina et heres". Tinha então dez anos de idade. Dois anos mais tarde, pelo bem da nação e da Igreja a Rei, casou-se com o Grão-duque da Lituânia, Jagiello, que correu para a mão de Jadwiga, após prometer batizar-se católico apostólico romano, juntamente com seu povo, a Lituânia, para aderir à Coroa das duas nações.
Em 1397, recebeu o consentimento do Papa Bonifácio IX para a abertura da Faculdade de Teologia da Universidade de Cracóvia. Através de sua disposição, a Rei contribuiu para a renovação da mesma universidade, que desde a morte de seu esposo é denominada Iaguielônica. É considerada a fundadora desta universidade, a mais antiga da Polônia e segunda da Europa Central e uma das mais antigas do mundo. Em suas cátedras, Mikolaj Koperniko e Karol Wojtyla receberam os títulos de doutores.
Com 25 anos, Jadwiga logo após o nascimento de sua filha, morreu em 17 de julho de 1399. Santa Edwiges Rainha é chamada de a mãe de seu povo e da Mãe das Nações.
Em 08 de junho de 1979, o Papa João Paulo II celebrou missa em honra da Rainha Edwiges, em seu túmulo, na Catedral de Wawel, em Cracóvia, confirmando sua beatificação de 08 de agosto de 1986.
Uma missa campal para quase 4 milhões de pessoas, em 2002, no Parque Blonia, em Cracóvia, o Papa João Paulo II, polaco como a Rei, a canonizou Santa Edwiges Rainha. Recentemente, a União Europeia a elevou a Santa Padroeira da Europa. Seus restos mortais estão numa capela dentro da Catedral de Wawel, em Cracóvia.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Primeira entrevista de Polanski liberto

Foto Martial Trezzini

"Um grande presente a amizade Suíça", disse Roman Polański em sua primeira entrevista após sua libertação da prisão domiciliar, segunda-feira passada, quando as autoridades suíças se recusaram a extraditá-lo para os Estados Unidos.
Quando recebeu a noticia da libertação, Polański caiu no chão. No sábado, inesperadamente ele apareceu no "resort" suíço de Montreux, onde, no festival de jazz local, estava sua esposa Emmanuelle Seigneuer. "Estou feliz de finalmente ele poder ver o meu show. Anteriormente, ele não teve ocasião", falou Seigneuer antes do espetáculo.
Polański foi entrevistado pela televisão suíça TSR. O diretor disse na entrevista que não tem nada contra e não fará nenhuma demanda contra a justiça suíça, que o prendeu 10 meses atrás, a pedido do Ministério Público dos Estados Americanos, por causa dele ter feito sexo com uma menor, 33 anos atrás. Pelo contrário, afirmou que tem uma grande amizade com a Suíça. Agradeceu ao povo de Gstaad, a estância alpina, onde permaneceu por vários meses sob prisão domiciliar na sua residência. "Eles me apoiaram. Trouxeram vinho, flores, bijuterias diversas. Ser mantido em prisão preventiva foi terrível. Mas eu nunca exigi tratamento especial, porque eu conheço muito bem sobre o futuro." Disse que quer ficar com a família e lidar com o trabalho, coisas que não conseguiu enquanto estava sob custódia. "Estou feliz!"
O diretor salientou também que ele era capaz de escapar sem problemas de Gstaad para a França. "Nunca pensei nisso a sério." Confessou.

sábado, 17 de julho de 2010

Duppa e Iarochinski na rádio AM 630

Duppa, Zélia e Iarochinski - Foto: Paulo Chaves


Vai ao ar, neste sábado, pela rádio Paraná Educativa, AM 630, das 18:00 às 19:00 horas, com reapresentação, no domingo, às 13:30, o programa "Nossa história" de lia Sell, com participação de Ulisses Iarochinski (este que vos escreve) e Isidório Duppa - o personagem do artista Gláucio Karas. O programa foi gravado, na última quarta-feira, a apresentadora iniciou a entrevista com a seguinte introdução:

Quando a imigração polaca iniciou no Brasil, não havia mais o estado polaco na Europa, somente existia a nação polaca. É que a Polônia, um dos maiores países europeus nos séculos XVI e XVII, passou a ser invadida, no século XVIII ,por seus vizinhos Rússia, Áustria e Prússia.
Pelos maus tratos sofridos e a falta de terras para cultivar, os polacos passaram, então, a emigrar inicialmente da Pomerânia e Silésia, tomadas pela Prússia, depois do centro e leste ocupados pela Rússia, no sul e sudeste pela império austro-húngara, o restante do território foi invadido pela Prússia (atual Alemanha).
Na Segunda Guerra, quando o país foi dividido ao meio e foi criado o famoso "corredor polonês", morreram seis milhões de polacos.
Pelas questões de guerra e tantas dominações, até hoje muitos emigrantes polacos pensam que são alemães, pois foram obrigados até a trocarem seus nomes.
No passado, enquanto na Polônia faltavam terras, no Brasil elas abundavam, e estavam perigosamente desocupadas. Após a abolição da escravatura, havia falta de mão de obra e acredita-se que 800 mil emigrantes foram lançados ao mercado como mão-de-obra assalariada, em busca da terra "onde corriam o leite e o mel", misticamente orientados pela Virgem de Częstochova (pronuncia-se chenstorróva).

"Nossa história" - a história contada por quem sabe" tem produção e apresentação de Zélia Sell e Guilherme Nascimento, e também pode ser ouvido pela internet acessando:


http://www.rtve.pr.gov.br/, clicando em "rádio am 630 ao vivo".