segunda-feira, 17 de março de 2008

De repente Majdanek

Foto: Ulisses Iarochinski
Passei o fim de semana na bela cidade de Lublin. Como quase todas as grandes cidades polacas é difícil encontrar alojamento barato e confortável de última hora. É preciso fazer reserva com antecendência, pois senão corre-se o risco de ter que dormir na própria estação de trem. Foi assim que acabei me alojando numa casa de estudante da Faculdade de Agronomia e portanto longe do centro da cidade. Mas não tão longe assim. Como cheguei na cidade à noite, não deu muito para ver por onde estava indo o táxi. A surpresa seria no dia seguinte ao acordar, levantar-se e perguntar pelo ponto de ônibus mais próximo. O interno da escola de agronomia que atendia na recepção reagiu como se eu estivesse fazendo a pergunta mais idiota possível. Mas mesmo assim disse: ao sair vire a direita, vá até o final da rua e vire a esquerda. daí siga em frente até esta rua terminar, ali estará o ponto dos ônibus para o centro. Qual não foi o espanto quando ao chegar à parada de ônibus vi à frente a cerca de arame farpado e o grande monumento às vítimas do nazismo. Apesar de ter estado várias vezes em Lublin era a primeira vez que estava diante do campo de Concentração de Majdanek. E curioso porque o campo de concentração alemão nazista está praticamente no centro da cidade, a apenas 4 km do Castelo Real na cidade velha de Lublin.
Foto: Ulisses Iarochinski

Majdanek foi criado em outubro de 1941 por ordem do comandante da SS Heinrich Himmler, quando este visitou Lublin. Inicialmente, era um campo destinado apenas a receber prisioneiros de guerra, sob a guarda da SS e comandado por Karl Otto Koch, até ser transformado em campo de concentração geral em fevereiro de 1943. Ao contrário de outros campos nazistas, este não era escondido em nenhum lugar remoto no meio de florestas, nem era cercado por zonas de exclusão, ficando às vistas da população civil comum de Lublin. Seu nome deriva de um bairro da cidade chamado Majdan Tatarski e foi dado pelos habitantes locais. O nome alemão inicial era Konzentrationslager Lublin (Campo de concentração de Lublin). No começo das operações, Majdanek teve 50 mil prisioneiros, elevando-se depois para 250 mil, usados principalmente em trabalho escravo para produção de munição e fábricação de armas. Entre abril daquele ano até seu fechamento em julho de 1944, o local foi transformado em campo de extermínio, com a introdução de câmaras de gás e crematórios. Foi junto com Aschwitz, os únicos campos nazistas a usar o Zyklon-B como gás exterminador, apesar do monóxido de carbono também ser usado nas execuções. Com a chegada do Exército Vermelho em 1944, o campo foi fechado, sendo que o crematório foi o único local que os nazistas conseguiram destruir antes da fuga, graças à rapidez do avanço das tropas libertadoras, o que transformou Majdanek num dos mais bem preservados campos da II Guerra Mundial. Cerca de mil detentos foram evacuados, mas os soviéticos ainda encontraram milhares deles, a maioria prisioneiros de guerra, mostrando a evidência dos crimes ali cometidos pelos nazistas.
Foto: Ulisses Iarochinski
Ironicamente, assim que os soviéticos tomaram posse do campo, libertaram os prisioneiros dos nazistas e o transformaram num campo da NKVD, o serviço secreto soviético, onde prenderam milhares de integrantes da resistência subterrânea polaca da guerra. A contagem de mortos em Majdaneck nunca foi feita com precisão devido à falta de registros. Ainda em julho de 1944, os soviéticos inicialmente superestimaram o número, anunciando a morte de 400 mil judeus, além de 1,5 milhão de prisioneiros de outros tipos. Estudiosos se baseiam no período total de funcionamento e capacidade dos crematórios para estimar quantos teriam morrido. As últimas pesquisas do departamento científico do Museu Majdanek, citam que houve cerca de 78 mil vítimas, sendo que 54 mil delas eram judeus.

domingo, 16 de março de 2008

Torcedores destróem TV

Ilustração: Janusz Stanny
A partida transcorria em verdadeira atmosfera esportiva, quando de repente nos 20 minutos do segundo tempo, apareceu na tela um grupo de torcedores de uma equipe que começaram a destruir meu televisor. Perdedores são conhecidos. Esta é a historinha do cartum do desenhista polaco Janusz Stanny sobre futebol.

Doda agora para chupar

A superstar Doda Rabczewska agora em sorvete. Sim! Agora os fãs poderão "chupar" Doda em vários sabores. Uma empresa de sorvetes está lançando os gelados com os sabores que a cantora mais gosta. O video abaixo do site do jornal Gazeta Wyborcza fala sobre esta novidade que está sendo lançada nesta segunda-feira em todos os estabelecimentos da Polônia, mostrando a cantora saboreando o seu sorvete Lody Dody:

Missa para Henrique de Curitiba

A Comunidade Polaca da Paróquia Santo Estanislau juntamente com o Coral João Paulo II convidam para a missa do 30º dia de falecimento do compositor ZBIGNIEW HENRIQUE MOROZOWICZ - Henrique de Curitiba, no dia 18/03/2008, às 19:00 horas - Rua Emiliano Perneta, 463, Centro, Curitiba/PR.


Henrique de Curitiba como ficou conhecido nacionalmente morreu em decorrência de problemas cardíacos, quando tinha 73 anos. Nasceu em 29 de agosto de 1934, em Curitiba e morreu em 16 fevereiro de 2008. A história da família Morozowicz se confunde com a do Estado do Paraná. O patriarca Tadeu Morozowicz foi dançarino e coreógrafo na Polônia, e se apresentou regularmente no Teatro Scala, em Milão. Casado com uma pianista, o casal imigrou para o Brasil em 1926. Tiveram três filhos Milena, Norton e Zbigniew Henrique. O regente e flautista Norton Morozowicz, irmão mais novo de Henrique é membro da Academia Brasileira de Música. Henrique de Curitiba deixou um casal de filhos, Karina (casada com Gonzaga) e Alexis (casado com Graziela), além de dois netos, Thales e Luísa. O compositor, que iniciou seus estudos de piano com a mãe, Wanda Lachowski Morozowicz, manteve sempre estreito convívio com seus irmãos, Milena e Norton, ambos também artistas. Os três prosseguiram a tradição familiar iniciada com a avó, Natália Morozowicz, atriz renomada de grande carreira na Polônia, depois com o pai, Tadeuz Morozowicz, bailarino e coreógrafo formado no Teatro Nacional de Varsóvia e na Escola Imperial de Ballet de Saint Petersburg, fundador, em Curitiba, da primeira escola de dança clássica do país. Parceiros, tanto na vida familiar como também na musical, Norton e Henrique formaram o Duo Morozowicz, de flauta e piano, que gravou vários discos e apresentou-se em recitais e concertos por todo o Brasil.O compositor e professor Hnerique Morozowicz tinha mestrado na Universidade Cornell, nos EUA e teve aulas com o maestro Hans-Joachim Koellreuter (1915-2005) nos anos 50. Ele participou da Escola Livre de Música de São Paulo e depois de competir no Festival Chopin na Polônia ele estudou no Conservatório de Varsóvia. Retornou ao Brasil em 1964, onde começou sua carreira da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Paraná. Aposentou em 1994 como professor da UFPR - Universidade Federal do Paraná e também foi professor da UFG - Universidade Federal de Goiás. Em seus últimos anos de vida, destacou-se nas composições para coral e voz, tendo escrito mais de 150 obras, principalmente instrumentais, música de câmara, piano e coral.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Março de 68 em Cracóvia

Foto: Arquivo do IPN - Instituto da Memória Nacional
Exposição em Cracóvia, promovida pelo Arquivo da Universidade Jagielloński e pelo Departamento do Instituto da Memória Nacional, mostra o que foi o Março de 1968 na cidade. São mostrados documentos, recortes de jornais da época, além de muitas fotos, no edificio da reitoria no Collegium Novum na ulica Gołębia (rua das Pombas), na galeria do Café "Pęcherz" no subsolo do Collegium Maius - Museu da Universidade (Edíficio da universidade de 1400).
A abertura (vernisaje) acontece nesta quinta-feira, no salão Aula do Collegium Novum com a presença do Reitor prof. dr hab. Karol Musioł e dos professores Adam Bielański, Tomasz Gąsowski, Michał Pułaski e Andrzej Zoll. O prof. Stanisław Waltoś, diretor do Muzeum Uniwersytetu Jagiellońskiego da início ao simpósio sobre Março 68 com a projeção do filme de Bogusław Sławiński e Adam Cieślak „Uniwersytecki marzec 1968”.

Varsóvia: cidade chata

Primeiro Bruxelas, depois Varsóvia. Estas cidades são conhecidas pelos turistas como as mais chatas e aborriecidas da Europa. Pelo menos é o que aponta o portal TripAdvisor. O jornal polaco "Życie Warszawy" saiu as bancas esta semana perguntando: Isto é tão ruim assim?
O mesmo portal da Internet, por exemplo, aponta Londres como a mais suja e cara cidade européia. Mas também é a cidade da noite mais exuberante. Em Paris se pode fazer as melhores compras e onde melhor se pode comer. Em Dublin se encontram os locais mais amistosos para se encontrar com amigos. Praga é a cidade mais barata para os viajantes (Globe-Trotter). E Paris e Veneza são os destinos das viagens mais românticas.
E a capital polaca não se encontra em nenhum destes critérios que fazem a alegria dos turistas. Varsóvia depois de Bruxelas e antes de Oslo, Zurick e Zagreb está da categoria das mais chatas capitais européias.
O "promoter" Olivier Janiak, ouvido pelo jornal, polemiza o resultado do site de viagens: "Chata? Não é verdade! Em Varsóvia, vive-se fantásticas coisas, da mesma forma que se vive em outras cidades européias. São muitos os bons restaurantes, discotecas legais, lugares interessantes como a Fabryka Trzciny e outros".
O jornal "Życia Warszawy" não concorda, nem discorda do resultado da enquete dos organiuzadores da pesquisa do TripAdvisor, mas deixa claro que algo é preciso fazer para que esta imagem não cole na cidade.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Cartum sobre holocausto

Chega as bancas da Polônia revista em quadrinhos holandesa sobre o holocausto em versão polaca.

O inverno vai chegando ao fim

Castelo do Przegorzały, em Cracóvia, em tempo de final de inverno. Sem o branco da neve e sem o verde das folhas ainda. A temperatura já anda ao redor dos 10 graus positivos, mas estranhamente têm ocorrido fortes rajadas de vento para esta estação.

terça-feira, 11 de março de 2008

Tesco tem origem polaca

Um dos mais movimentados supermercados da Polônia, o britânicoTesco, além dos baixos preços e uma das maiores redes do país, tem de certa forma origem polaca. Seu fundador Jacob Edward Kohen, apesar do sobrenome, nasceu em 1898, em Londres, no seio de uma família de origem polaca. Jacob foi o primeiro filho do judeu polaco, o alfaiate de Łódż, Avram Kohen. Começou a trabalhar com o próprio pai na alfaiataria, mas veio a primeira guerra mundial e ele teve que se alistar nas Forças Armadas. Voltando dos campos de batalha, comprou um barraca em Hackney, Londres. No primeiro dia ganhou 4 libras esterlinas, mas perdeu 1 libra. Trabalhou de sol a sol e logo comprou mais barracas onde podia vender muito mais produtos. Em 1924, criou a marca Tesco, formada pelas primeiras letras de sua firma T. E. Stockwell e as duas primeiras de seu sobrenome Cohen. Apenas em 1931, conseguiu abrir suas duas primeiras lojas de varejo. O trabalho duro e o sucesso de seus empreendimentos resultou em 100 lojas oito anos após. Em 1956, aquilo que em seu início tinha sido um conjunto de barracas de feira e mais tarde pequenas mercearias, transformou-se no primeiro grande supermecado da Grã-Bretalha. No final dos anos 60 já eram 800, as lojas de sua rede. O sucesso de seus empreendimentos, fez com que em 1969, Cohen fosse condecorado pela rainha Elizabeth II com o título de Sir. O novo cavaleiro do reino tinha como paixão além dos negócios, a filatelia e sua esposa Sarah Fox (de origem russa e também filha de alfaiate). Tiveram duas filhas. Uma delas, Shirley, socióloga e política, também recebeu da rainha o título nobiliário. Em 1973, Cohen renunciou a presidência de suas empresas e sem ele no comando o Tesco passou por sérias dificuldades. Conseguiu se reerguer em com a venda de ações na bolsa. Em 1979, Sir John Edward Cohen morreu. Seu Tesco foi vendido por 1 bilhão de libras esterlinas e alcançou a liderança do mercado britânico em 1995. Nesse mesmo ano, o Tesco começou seus investimentos na Polônia comprando a rede de supercados Savia. Porém só em 1998, apareceria seu logo em cima de um supermcado em Wrocław. Em julho de 2002 comprou as 13 lojas do hipermercado alemão "HIT" e se tornou a maior rede da Polônia. Sua última aquisição foi em 2005, quando comprou 9 lojas da firma austríaca Julius Mainl. O grupo Tesco possui 3.260 lojas em 12 países, tem quase 400 mil empregados, cerca de 30 milhões de clientes acorrem diariamente a um Tesco, deixando em suas caixas registradoras 46,6 bilhões de libras esterlinas. Na Polônia, a rede conta com 257 supermercados, 21 postos de gasolina e 3 centros de distribuição, além de 31 supermercados com a marca Savia. Possui 25 mil empregados e em 2006 ultrapassou os 6 bilhões de złotych (sem o imposto IVA) em vendas.

Tusk na Casa Branca

Manchete do jornal Rzeczpospolita, desta terça-feira, 11 de março: Primeiro-ministro Donald Tusk: três declarações de Bush.
Em sua visita a Casa Branca, o primeiro-ministro polaco ouviu de George W. Bush que não estava desgostoso com as negociações sobre a base anti-mísseis a ser instaladas na Polônia e Tcheca.
Ouvido pelo jornal, Paweł Zalewski, ex-chefe da Comissão de Assuntos Exteriores do Sejm (Câmara de deputados) disse que os negociadores polacos podem conseguir muito com a Administração Bush, "pois a Polônia não deveria esperar pelas eleições que mudarão a Casa Branca".

segunda-feira, 10 de março de 2008

Wisła mais líder, mas...

Jean Paulista. Foto: PAP

A pergunta mais comum ao fim da rodada deste fim de semana foi: Wisła tem problema primaveril? E a resposta: e daí? Mesmo jogando mal, ganhou do GKS Bełchatów por 2X0 e ainda viu o arquirival Legia perder para o lanterna. Não fosse isso lidera com 13 pontos de vantagem para o segundo colocado.
No jogo deste domingo, até parecia que era o Bełchatów que jogava em casa. Com mais de 60% de posse de bola, os visitantes impuseram o ritmo de jogo. Ao Wisła Kraków coube apenas fazer 2 gols com Marek Zieńczuk e Paweł Brożek. O treinador Maciej Skorża que prefere manter o brasileiro Jean Paulista no banco e colocá-lo apenas no segundo tempo, parece meio perdido com tantas contratações de peso que lhe foram dadas. Como virtual campeão já tem assegurada presença na próxima Copa dos Campeões da Europa e por isso precisa encontrar um jeito para compor uma equipe que terá pela frente Milan, Liverpool, Real Madrid e Porto. Enquanto isso não ocorre, ele não sabe que Paulista é meia-esquerda e não volante ou ponta-direita.
A tabela do campeonato é clara e o time de Cracóvia, mesmo não cantando de galo na véspera é o campeão da temporada. Pois só um desastre pode tirar o título e este pode ser justamente seu treinador.

* Strzelcy = Artilheiros

Alarme falso de bomba no avião de Tusk


Antes de aterrisar em Nova Iorque, um americano telefonou para dizer que no avião do primeiro ministro polaco Donald Tusk encontrava-se uma bomba. O alarme falso imediatamente produziu a evacuação do aeroporto e os passageiros que esperavam para embarcar ficaram horas esperando pelo seu vôo. Finalmente as 17.30 horas, horário local, o avião da LOT aterrissou na cidade sede das Nações Unidas, para sua primeira visita como primeiro-ministro aos Estados Unidos. Seu primeiro compromisso foi com a comunidade polaca de Nova Iorque. Mais tarde voltou a voar, agora com destino a Washington.
Na Casa Branca ele terá encontro com o presidente George W. Bushem sobre o sistema de defesa anti-misseis que os Estados Unidos querem instalar em território Polaco e Tcheco. Também fará parte da conversa a presença das Forças Armadas polacas no Iraque e Afeganistão, além da independência do Kosovo.
Antes, porém, da visita à Casa Branca, Tusk se encontrará com o secretário de defesa do ex-presidente Jimmy Carter,o americano de origem polaca Zbigniew Brzeziński. Consta ainda da agenda, um encontro com jovens descendentes de polacos e a colocação de coroa de flores do túmulo do soldado desconhecido do Cemitério Nacional de Arlington.
Tusk retorna a Nova Iorque para encontro com o secretário geral da ONU Ban Ki Munem e um encontro com uma organização judaica norte-americana, antes de retornar a Polônia.

domingo, 9 de março de 2008

Festival Beethoven na Polônia


Desde este domingo, dia 9 até 22 março acontece a 12°. edição Festival de Páscoa Ludwig van Beethoven na Polônia. Com o tema de "Beethoven e sua Viena", o festival terá concertos em Varsóvia, Cracóvia, Łódż, Gdańsk e Białymstok. Segundo a diretora geral do festival, Elżbieta Penderecka, na programação, além das obras do compositor, também estarão composições de Brahms, Haydn, Mozart e Schubert. O início é neste domingo com a Filarmonia Nacional em Varsóvia, que estará acompanhada do Coral da Filarmonia e da Sinfonietta Cracovia sob a direção de Kazimierz Kord, e a participação dos solistas Amanda Mace (soprano) e Rene Pape. Este ano, pela primeira vez na Polônia, estará se apresentando a escandinava Lahti Symphony Orchestra, que segundo Penderecka é "uma das mais importantes orquestras de câmera de todo o mundo."
No dia 15 de março será a vez do concerto "Gurrelieder" de Arnold Schoenberg, no Teatr Wielki - Opera Nacional em Varsóvia. E completando seus 80 anos de vida estará a mezzosoprano alemã Christa Ludwig, que em "Gurrelieder" fará o papel da narradora. Ludwig receberá dia 17 março o título de doutor honoris causa da Akademia Muzyczna em Varsóvia.
Deverão se apresentar no festival os seguintes artistas e grupos:
Kurt Azesberger, Rafał Bartmiński

Rolf Beck

Sharon Bezaly

Kirsten Blaise

Łukasz Borowicz

Lioba Braun

Justin Brown

Rudolf Buchbinder

Thomas Carroll

Michael Collins

Annette Dasch

Paul-Émile Deiber

Giedre Dirvanauskaite

Łukasz Długosz

Rafał Bartmiński

Markus Eiche

Till Fellner

Sol Gabetta

Wojtek Gierlach

Viviane Hagner

Richard Hyungh-Ki Joo

Iwona Hossa

Marek Janowski

Yi-Wen Jiang

Jacek Kaspszyk

Sharon Kam

Marek Kluza

Patricia Kopatchinskaja

Kazimierz Kord

Gidon Kremer

Alexander Kröner

Pekka Kuusisto

Michel Lethiec

Lionel Lhôte

Honggang Li

Weigang Li

Alexander Liebreich

Christa Ludwig

Remigiusz Łukomski

Amanda Mace

Jacek Mentel

Vladimir Mischouk

Yvonne Naef

René Pape

Małgorzata Pańko

Trevor Pinnock

Gustav Rivinius

Paul Rivinius

Sergei Roldugin

Ragna Schirmer

Wolfgang Schöne

Ella Susmanek

Włodzimierz Siedlik

Henri Sigfridsson

Naseer Shamma

Jorma Silvasti

Baiba Skride

Lauma Skride

Sofia Soloviy

Tadeusz Szlenkier

Anna Szostak

Nicholas Tzavaras

John Treleaven

Osmo Vänskä

Tatjana Vassilieva

Anke Vondung

Linda Watson

Henryk Wojnarowski

Hugh Wolff

Rafal Zambrzycki-Payne

Grigori Zhyslin

Grupos

Berlińska Radiowa Orkiestra Symfoniczna

Camerata Silesia

Chór Filharmonii Narodowej

Chór Filharmonii im. Karola Szymanowskiego w Krakowie

Chór Kaunas

Chór Polskiego Radia w Krakowie

Chór „Psalmodia” Papieskiej Akademii Teologicznej w Krakowie

Chór der Bamberger Symphoniker

Deutsche Kammerphilharmonie Bremen

Dimension Trio

Krakowski Chór Akademicki Uniwersytetu Jagiellońskiego

Kremerata Baltica

Lahti Symphony Orchestra

Leipziger Streichquartett

Münchner Philharmoniker

Monachijska Orkiestra Kameralna

Narodowa Orkiestra Symfoniczna Polskiego Radia w Katowicach

Orkiestra Akademii Beethovenowskiej

Oyoun

Polska Orkiestra Radiowa

Shanghai Quartet

Sinfonietta Cracovia

Sinfonia Varsovia

Ukraiński Narodowy Chór Akademicki Dumka

35 mil vietnamitas na Polônia

Restaurante Vietnamita em Varsóvia

Um relatório divulgado esta semana aponta que entre 16 a 17 mil vietnamitas possuem visto de trabalho e residência permanente na Polônia. O relatório do Międzykulturowego Centrum Adaptacji Zawodowej przy Instytucie Profilaktyki i Resocjalizacji da Uniwersytet Warszawa que outro tanto estão ilegais, totalizando mais de 35 vietnamitas em território polaco. Muito provavelmente seja o segundo maior grupo de estrangeiros no país, sendo superados apenas pelos vizinhos ucranianos. Estes, por sua vez, na maioria dos casos possuem origem polaca, o que não ocorre com os asiáticos. Na Polônia, os vietnamitas se dedicam em sua maioria ao comércio, sendo proprietários do grande número de restaurantes chineses. Por uma estratégia de marketing - talvez estes restaurantes muitas vezes são chamados de Orientais com cozinha chino-vietnamita. A presença destes asiáticos remonta os anos 70, quando após o fim da guerra do Vietnã, o regime comunista polaco abriu as portas das universidades para para estudantes daquele país. Porém com a queda da União Soviética o número de ilegais foi aumentando gradativamente, culminando com a entrada na União Européia.
Semana passada, a polícia deteve em Varsóvia dezenas dos vietnamitas ilegais.

sábado, 8 de março de 2008

Legia perde para lanterna

O brasileiro Edson deu início a jogada que culminou no gol contra para seu Legia
O Legia Warszawa dos brasileiros Edson e Roger perderam nesta sexta-feira para o lanterna do campeonato polaco, o Zagłębia de Sosnowiec por 2 X 1. Até o fim do primeiros tempo, a equipe de Varsóvia, que jogava no campo do adversário chutou 13 vezes ao gol. Piotr Giza podia ter feito em 3 das pontadas, mas parou nas mãos do goleiro Adam Bensz. Aos 37 min. os legionistas conseguiram seu gol, mas através de Takesure Chinyama, que fez contra. Aos 8 min. do segundo tempo foi a vez dos donos da casa empatar com Bałecki fazendo de cabeça. A vitória veio aos 90 min. com Folc.
O Wisła Kraków segue mais líder do que nunca com 51 pontos contra 40 do legia e pode aumentar a diferença nessa rodada para 54, pois joga em casa contra o Belchatów, 7° colocado.

Mulheres polacas protestam nas ruas

Cartão postal em comemoração ao Dia da Mulher
Saúde das mulheres, defesa ante a violência familiar, questões de aposentadoria, política família e defesa ante a discriminação são os temas preparados pelas polacas para manifestações nas ruas das principais cidades da Polônia, nesse 8 de março – dia internacional da Mulher.
A manifestação "Manify" que acontece desde o ano 2000, organizada por movimentos feminista ganhou este ano a companhia do Parlamento Europeu, que também organiza um “happening” propondo uma reflexão sobre a violência familiar contra a mulher.
Durante o "Happening” no Teatr Polonia a atriz Krystyna Janda faz uma apresentação de teatro de rua intitulada "Lament". Durante todo o dia, ainda em Varsóvia, na Plaça da Constituição haverá ação de coleta de assinaturas para um abaixo-assinado pedindo ao Parlamento Europeu medidas mais severas contra a violência contra a mulher. Já as feminista farão seu "Manify” além de Varsóvia e Cracóvia, Gdańsk, Toruń, Szczecin, Łódż, Poznań e Katowice.
O dia internacional da Mulher Em 8 de março lembra a greve de 15 mil mulheres trabalhadoras numa fábrica de confecção em Nova Iorque, em 1910, que exigiam o cumprimento da Lei sobre melhores condições de trabalho e eleições de 8 de março de 1908. O proprietário trancou as grevistas dentro de sua fábrica e do conflito resultaram 129 mulheres mortas.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Brasileiros barrados no "baile" europeu

A União Européia endurece seus controles de fronteira e a Polônia, como último bastião do Leste, é um dos países com maior rigor no controle terrestre de entrada de estrangeiros. No caso, da Espanha, que na noite de quarta-feira, reteve 30 brasileiros no Aeroporto de Barajas, e hoje repatriou 8 deles, o controle tem sido muito severo também. Principalmente em suas costas mediterrâneas onde o grande fluxo de africanos da região subssahariana é cada vez maior. Em 2005, cerca de 7.000 brasileiros regressaram ao Brasil porque foram deportados ou não admitidos no exterior. Em 2006, esse número cresceu para 13.583 - mais da metade oriunda de países da América do Norte e boa parte da Europa (Fonte: Departamento de Polícia Federal). Estima-se que esse número tenha aumentado ainda mais em 2007. O Itamarati com o intuito de ajudar os cidadãos brasileiros que viajam ao exterior publica em seu site esta série de conselhos, que reproduzimos aqui.

CONSELHOS PARA QUEM VIAJA À EUROPA

Os Estados são soberanos para estabelecer políticas de admissão de estrangeiros em seus territórios. As normas internacionais garantem a todos o direito de partir do próprio país e a ele regressar sem constrangimentos, mas não de ingressar livremente em outros. Há limites, portanto, para a atuação do Ministério das Relações Exteriores quanto à entrada de brasileiros em outros países. Mesmo os vistos não constituem uma garantia, mas sim uma expectativa de direito. As autoridades migratórias possuem a prerrogativa, caso julguem pertinente, de impedir o ingresso de terceiros em seu território.

2. O Governo brasileiro tem mantido contatos sistemáticos com as autoridades européias no sentido de sensibilizá-las sobre a necessidade da adoção de critérios claros na política de controle migratório, de maneira a serem evitados comportamentos que possam ser interpretados como discriminatórios ou que atentem contra a dignidade e a moralidade dos indivíduos.

3. A seguir, problemas que podem ocorrer nos aeroportos ou postos de fronteira:

- Alguns países que não exigem "visto de turista" têm impedido o ingresso de brasileiros por suspeitarem que se trate de migração irregular, ou seja, de pessoas que buscam residir ou trabalhar no país sem visto apropriado.
- A pessoa não-admitida poderá ter de aguardar horas, às vezes dias, em salas especiais dos aeroportos ou em centros de detenção provisória, antes de embarcar de volta para o Brasil. Nesses casos, o interessado deve procurar contatar o Consulado ou Embaixada do Brasil, que poderão transmitir informações a seus familiares e zelar para que tenha um tratamento digno. No entanto as representações autoridades brasileiras não poderão intervir no sentido de modificar a decisão das autoridades migratórias locais sobre a denegação de entrada no país.
- Para reduzir os riscos de inadmissão, é conveniente que o turista tenha consigo vouchers de hotel, dinheiro (57 euros por dia por pessoa, mínimo de 550 euros por qualquer tempo de permanência, passagem de volta e cartão de crédito internacional. Pode ser exigida carta-convite da pessoa ou família que hospedará o viajante ou da instituição organizadora do evento de que participará. Alguns países podem exigir a comprovação do porte de valores determinados como uma das condições para autorizar a entrada. É muito importante consultar a Embaixada ou o Consulado do país de destino antes de viajar, para receber informações completas e atualizadas.
- Ao chegar ao destino final, as autoridades sanitárias poderão também exigir informações sobre o itinerário da viagem e examinar os documentos de saúde do viajante. Poderão ainda colocá-lo em observação, isolamento ou quarentena e até mesmo negar sua entrada por considerá-lo suspeito de portar doenças com potencial de disseminação internacional ou por não apresentar prova documental de vacinação requerida pelo país.
- É aconselhável que o viajante esteja vestido de acordo com os padrões locais e a época do ano em que a viagem ocorrerá: roupas leves ou muito sumárias em períodos de inverno intenso poderão, por exemplo, chamar a atenção das autoridades migratórias estrangeiras.
- No caso de não ser admitido, o turista corre sério risco de perder o investimento que realizou com passagens e outras despesas de viagem.

Morreu Gustaw Holoubek

Gustaw Holoubek - Foto: Marcin Łobaczewski /Fotorzepa

Os jornais da Polônia trazem em primeira página a notícia de Gustaw Holoubek, como o "Rzeczpospolita". O ator e diretor do Teatr Ateneum, que nasceu em 1923, deveria completar 85 anos agora em abril. Holoubek participou em mais de 300 peças teatrais e filmes ao longo de sua carreira. Lendário no papel de Konrad na obra "Dziadów” de Kazimierz Dejmka é considerado o maior ator da história do teatro polaco. Em uma de sua últimas entrevistas para o jornal Rzeczpospolita disse que "Poderia fazer isto, não me mover da minha poltrona. Assim como me apetece. Penso, que sei algo em metéria de palavra." Ficou famosa uma advertência ao longo da carreira do ator e diretor para expressar que naquele espetáculo estaria ninguém menos que Holoubek: "Atentos, que atua o intelectual”. Com isto queria se evidenciar que aquele que estaria no palco possuia o distanciamento muito próprio daquele que é considerado o maior entre os maiores atores da Polônia. Bastante reservado em sua vida privada soube se situar na intelectual e conservadora Cracóvia. Além da lendária "Dziadów" particpou com muito êxito em "Pętli”, "Sanatorium Pod Klepsydrą”, "Gangsterów i filantropów”.


Holoubek e sua esposa Magdalena Zawadzka no Teatr Ateneum - Foto: Marcin Łobaczewski /Fotorzepa

Holoubek em "Dziadów” de Kazimierz Dejmka - Foto: Fotorzepa

Kult em Stodole

Nesta sexta-feira, 7 de março, acontece o show musical com o grupo KULT liderado pelo famoso Kazyk. O grupo é talvez um dos mais interessantes do panorama musical polaco. Mistura críticas políticas com muitos picardia e em outros momentos bastante romantismo. O Kult talvez seja um dos poucos, se não o único grupo de rock que se apresentou no Brasil. A turnê aconteceu nos anos 80 com Shows em Curitiba, Ponta Grossa e Florianópolis. Os portões do ginário serão abertos às 17.30, e o concerto às 19.00 horas, no Stodole de Varsóvia. Os bilhetes custam 37 zł (comprados com antecedência), e antes do espetáculo a 43 zł.

Comemorações por Osiecka


A Fundação Okularnicy im. Agnieszki Osieckiej lembra que neste 7 de março se comemora 11 anos da morte de sua patrona. Como parte da lembrança será oficialmente denominada a Biblioteca Municipal de Darłów como o nome da escritora Anieszka Osiescka. Ainda como parte das comemorações, às 12:45 nesta localidade próxima ao Mar Báltico haverá um espetáculo com o grupo Szkół representando o musical "Osiecka, do tablicy". Às 14:00 um recital de poemas de Osiecka. Após os espetáculos o prefeito da cidade Arkadiusz Klimowicz declarará oficialmente que a biblioteca passa a ter o nome da poetisa. Com a presença da filha, Agata Passent será descerrada a placa comemorativa.
Ainda estão abertas as inscrições para o 11° Concurso de Canções com letras de Agnieszka Osiecka "Pamiętajmy o Osieckiej". Mais informações sobre a poetisa podem ser encontradas em www.okularnicy.org.pl , ou ainda no Darłowski Ośrodek Kultury, Tel 048 94 314 26 29, além da própria www.biblioteka.darlowo.pl