sexta-feira, 30 de maio de 2008

kazik indignado com o governo

Foto: Rafał Nowakowski
O líder do grupo de rock, Kazik Staszewski, em entrevista na Rádio Wrocław, esta semana, deixou de lado a música e a poesia de suas canções para falar de política. E foi com essa cara que desandou a falar mal do atual governo.
Reconhecido por suas letras inteligentes (algumas delas feitas em parceria com seu pai o poeta Staszwski) Kazik disse que "este é meu ninho, esta é minha pátria. E de acordo comigo, aquele porteiro do meu país é um cretino, ou um ignorante imcompetente. Lentamente começo a desejar o pior para a Plataforma".
Atacou então, a coalizão de governo do primeiro-ministro Donald Tusk do PO - Partido da Plataforma do Cidadania com o PSL - Partido do Povo Polaco, do vice-primeiro ministro Waldemar Pawlak afirmando que "O PSL é o partido mais prejudicial da cena política polaca. Eu me lembro deles do passado." E Staszewski acrescentou que não esconde se sentir desapontado também com os governos posteriores ao do PSL nos anos 90. "Agora prometeram milagres como dentes de elefante em varas. Então, eu senti um fedor, quando foi formada a coalizão PO-PSL." Criticou ainda a demora do atual governo em cumprir o que prometeu tal como terminar rapidamente a construção das Auto-Estradas Européias que devem cortar a Polônia.
O PSL é um dos poucos agrupamentos partidários considerados efetivamente de esquerda na cena política polaca atual. Tem a companhia do Partido da Social Democracia do ex-presidente Aleksander Kwaśnieswski. O restante, incluido o PO, que é centro-direita, quase todos os políticos no país estão na direita. O que não causa boa imagem na União Européia. A opinião pública na Espanha, França e Holanda já detecta frases entre o povo daqueles países como: "Ah! Aqueles fascistas polacas tomaram de assalto o governo da Polônia".
A justificativa para este posicionamento mais à direita na ideologia dos partidos seria a de que os polacos desejam afastar para sempre o passado comunista recente, que todos consideravam de esquerda. Mas a cada dia mais me convenço que o comunismo stalinista na Polônia foi de direita e não de esquerda. As portas abertas da Igreja Católica Apostólica Romana durante a maior parte do período ateu-comunista o confirma.
E este espectro político acaba de ganhar um forte aliado, o direitista presidente francês Nicolas Sarkozi, que esteve esta semana visitando Varsóvia. Mais do que assinar acordos de cooperação Sarkozi veio buscar apoio e parceria para seus projetos pessoas dentro da União Européia. No que corresponde a rotatividade do cargo de Presidente da União Européia, será o próximo a ocupar o posto. E uma vez nele, precisa de aliados e ... Por que não a Polônia de Kaczyński-Tusk?
Por sua vez, Kazik culpa a coligação com os esquerditas e critica o centro direita Tusk. É de se perguntar: e Kazik, está de que lado? De lado nenhum? É anarquista? Ou apenas um inconseqüente roqueiro?

Confirmados professores de polaco para UFPR


Na última quarta-feira, 28 de maio, o reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Moreira Júnior, acompanhado do Embaixador da Polônia, no Brasil, Jacek Junosza Kisielewski e da Cônsul da Polônia, em Curitiba, Dorota Joanna Barys, ouviu do Ministro da Educação Fernando Haddad, a confirmação das vagas adicionais necessárias para que a UFPR possa incluir no vestibular de 2009 o curso de Licenciatura em Idioma Polaco. Também participarão da reunião no ministério em Brasilia, o assessor de Relações Internacionais da UFPR, prof. Antonio Carlos Gondim e pelo MEC, o secretário da SESU Ronaldo Mota, a diretora de Desenvolvimento da Rede de IFES Maria Ieda Costa Diniz e o assessor Internacional do Ministério Leonardo Barchini Rosa.
As vagas para concurso de professores, nesta área, estarão vinculadas ao projeto de ampliação do programa REUNI da UFPR, garantido para início de 2009.
Para o embaixador da Polônia, Jacek Kisielewski, a importância da Federal do Paraná criar o primeiro curso de licenciatura em Língua Polaca na América Latina deve ser ressaltada. E a cônsul Darys disse que se houver interesse o Governo Polaco poderá enviar professor para participar do programa. O tal professor viria na qualidade de wykładowca, termo usado na Polônia, para aqueles que conduzem uma aula, já que o termo Profesor é um título e não uma função. Para ser Profesor (com um S) é preciso ser nomeado pelo presidente da República.
O prof. Gondim completou que estes "ensinadores" têm dado uma contribuição muito importante às atividades acadêmicas da Universidade Federal do Paraná e claro, a oferta do consulado será levada em consideração, pois, "já temos esta experiência na área de alemão e em breve teremos também na de espanhol."

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ponto de encontro cracoviano

Foto: Ulisses Iarochinski

A escultura "Eros Vendado", de Igor Mitoraj, visto de outro ângulo, no Rynek (praça do mercado), em Cracóvia. A "cabeça" do Rynek parece estar tomando o lugar do monumento a Adam Mickiewicz como ponto de encontro dos cracovianos. É cada vez mais comum se ouvir: "Nos encontramos, então, lá na cabeça? Depois vemos onde tomar um piwo (cerveja)"

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Matejko em Munique


A obra Stańczyk do maior pintor polaco e mestre das artes, Jan Matejko, do acervo do Museu Nacional de Varsóvia, viaja a Munique na Alemanha, para ser exposto na "Próba sił” , mostra de comemoração de 200 anos da primeira exposição da Academia de Belas Artes polaca na Baviera, que abre nesta quinta-feira.
Stańczyk será acompanhado do restaurado "Potop" de Karl Schorn (592 x 827 cm) e de „Aleksander Wielki na łożu śmierci” de Carl von Piloty.

Sarkozi sonha com uma Polônia forte

Foto: Forum
O presidente francês Nicolas Sarkozi, que faz hoje visita oficial de chefe de Estado a Polônia concedeu entrevista ao jornal Dziennik Polski, antes do embarque. Sarkozi disse sonhar com uma Polônia forte na União Européia. "Importante é que tendo a Polônia encontrado seu lugar, o qual a ela corresponde, sua missão será de fortalecimento dela e da União Européia. Vemos a Polônia, desde nosso país, como um importante parceiro. França e Polônia deverão trabalhar juntas na defesa de quatro critérios. Estou certo de que esta parceria polaca-francesa é importante também nas relações euroatlânticas". Parabenizou a Polônia pelas ações no Chade e no Afeganistão e pensa que está reservado a Polônia um lugar de liderança na UE e por isso quer assinar hoje em Varsóvia com o presidente Lech Kaczyński acordos estratégicos para ambos os países e ficar sempre muito próximo dos polacos.
Outra ação de Sarkozi é a abertura do mercado de trabalho francês aos polacos, situação sobre a qual Irlanda e Inglaterra se mostram bastante satisfeitas de terem feito. Assim tanto aquele famoso encanador polaco dos "out-door" terá emprego regular, assim como profissionais de outras 17 atividades funcionais.

Roger estréia na seleção polaca

Foto: AG
Roger Guerreiro, o brasileiro de passaporte polaco, finalmente estreou com a camisa branco vermelha da Polônia. Foi na vitória da Polônia sobre a Albânia por 1 X 0, no Stadion Kreuzeiche de Reutlingen, na Alemanha, onde a seleção se encontra concentrada. O gol foi do centroavante Żurawski aos 3 min do primeiro tempo. Roger jogou apenas 45 min sendo substituído pelo ídolo do momento Euzebiusz Smolarek. Segundo a imprensa polaca, Roger não foi mal. Chutou até a gol. Foi ele que fez boa jogada no gol da Polônia, atrapalhando a defensiva albanesa. Andou até fazendo um gol aos 40 min. mas anulado pelo juiz alemão Knut Kircher. Quem levou a pior foi Łobodziński que se contundiu e pode ficar de fora da lista dos que vão a Euro2008. O último jogo da seleção polaca, antes de embarcar para a Áustria, será domingo contra a Dinamarca no mesmo estádio alemão.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Tarnowski - o último mazuriano


A família Tarnowski, no Brasil, é uma das tantas que embora possuindo sobrenome aristocrático, faz parte daquela imensa maioria que descende de imigrantes camponeses da Polônia. Com exceção de alguns sobrenomes mais famosos como Czartoryski (família da esposa do último rei da Polônia, August Poniatowski) poucos são os que foram motivo de um livro. Os Tarnowski do Brasil podem ter acesso nas versões em inglês e polaco de um livro que ao traçar a história particular de um membro deste clã familiar polaco fornece muitas informações.
Este livro “Último Mazuriano” foi lançado recentemente na Polônia, pela editora Wydawnictwo W.A.B. A obra é de autoria do jornalista Andrew Tarnowski, nascido em 1940, em Genebra, mas cidadão britânico. O livro foi lançado originalmente em língua inglesa, em 2006, pela Aurum Press, na Inglaterra.
“O Último Mazuriano: Um Conto de Guerra, Paixão e Perda” oferece um retrato de uma família aristocrata pertencente a um dos clãs mais antigos da Polônia. Embora o título evoque romance, não é nada cor-de-rosa. Longe disto. Fora alguns esboços nevados de uma floresta e de uma passagem divertida sobre um javali selvagem, a franqueza do livro é tal aquela que se possa imaginar de um autor, que antes de mais nada é um jornalista e para quem o compromisso com a verdade vai além das relações familiares. A maior parte do livro é drama em sua mais alta voltagem. O autor parte da história de vida de seu pai, Stanisław Tarnowski, nascido em 1918, na Polônia. Era um homem quando jovem muito enérgico e indomável, tendo sido distinguido com medalhas de honra. Como tantos de sua geração lutou contra os alemães nazistas. Mas em sua vida pessoal passou por situações onde seu temperamento se exacerbou. Vivendo o pós-guerra na Grã-Bretanha foi esquecido pelo Governo Polaco no Exílio. Herói de guerra teve que lavar louça e passar dias de obscuridade e penúria. Stanisław Tarnowski, voltou à Polônia em 1957 para visitar. O livro traça um perfil bastante agudo da Polônia no século 20 com o reaparecimento do Estado Polaco no mapa da Europa, a destruição da Segunda Guerra e o difícil período comunista. A natureza nua e crua dos relatos de Andrew está envolvida por uma fascinante perspicácia.

Soldados alemães derrubam a cancela na fronteira polaca em setembro de 1939

Os pais de Andrew figuram entre aqueles que em 1939 lutara, contra as invasões nazista e soviética na Polônia. Stanisław Tarnowski com a esposa conseguiram escapar pelas montanhas da Suíça depois da rendição da França. Três anos depois, já com o filho Andrew, foram para a Inglaterra como refugiados, após de perambularem durante a guerra por Belgrado, Istambul, Palestina e Egito. Naquele país africano, moraram em uma vila emprestada a eles por um tio do Rei Farouk. A ida para a Inglaterra foi para que Stanisław treinasse no comando de pára-quedistas da Forças Armadas Polacas no exílio.
Andrew, depois de se graduar em História na Universidade de Oxford e ter trabalhado por breve período como contador, acabou jornalista da Agência de Notícias Reuters por 29 anos. Foi correspondente da agência noticiosa na Polônia, Espanha, Itália, Cuba, Estados Unidos, Argentina, Índia e Líbano. Na Polônia, foi correspondente da Reuters entre 1988 a 1992, quando teve oportunidade de entrevistar as principais personagens daquele período de mudanças na Polônia, como Lech Wałęsa, Jacek Kuron, Adam Michnik, Jerzy Urban e Aleksander Kwaśniewski.
O “Último Mazuriano” é o primeiro livro dele. Uma obra, onde Andrew Tarnowski se volta para o mundo antes da guerra para falar da aristocracia polaca e das origens da sua família. Ele diz que começou as pesquisas para escrever o livro em 1991, quando procurava saber sobre as origens do seu sobrenome aristocrático. Em entrevista para o site polishcultura da Inglaterra, Andrew disse que “após ter visitado a propriedade que foi de meu avô Hieronim antes da segunda guerra mundial e ter falado com um ex-empregado dele, viajei para o Canadá, os Estados Unidos e o Reino Unido para entrevistar familiares espalhados pelo mundo. Embora tendo crescido na Inglaterra e na Escócia como um menino britânico, eu sempre quis saber da minha família e da minha herança polaca, e estando na Polônia tive a inspiração para começar a descobrir sobre a família e o país de onde eu vim”.
O livro provocou a ira da Tarnowski Family Association, sediada em, 16 Glebe Road, Homsey – London N8 7DB, Tel: +43 208 340 9785, na Inglaterra, que o expulsou da organização e o processou na justiça. Dos 8 membros da associação, segundo Andrew, apenas 4 haviam lido seu livro. Para estes membros, o livro é injurioso e consideram que humilha vários membros da família. A Associação por sua vez cuida para que a imagem Tarnowski seja preservada e costuma fazer reuniões rotativas ao redor do mundo. A próxima será de 15 a 18 de agosto, no Hotel Konstancja, em Konstancin – Jeziorna, próximo a Varsóvia. Maiores informações podem ser obtidas com Paul Tarnowski pelo email, zrtarnows@hotmail.com , ou reservas diretamente com o hotel no nr. + 48 22 754 4500. Além do site http://www.rodtarnowski.com

A família Tarnowski teve início com Spytek, senhor feudal de Melsztyn e dono do castelo de Biecz. Filho de Jan de Melsztyn e Elizabeth Lackovic nasceu em 1398 e faleceu em 1439. Casado com Beatricza Szamotulska, foi quem deu a seus filhos Jan, Dorota e Spytek, o sobrenome de Tarnowski. Pois Spytek tinha fundado a cidade de Tarnów, em 1330, e construiu dois grandes castelos, um ali e outro em Melsztyn. Dois dos maiores atos de Spytek foi interromper a coroação do rei Władysław III e trabalhar pela coroação de Jadwiga, sobrinha do Rei Casimiro - o Grande (o último da dinastia Piast), a então princesa do Reino da Hungria e o conseqüente casamento desta com o duque Jagiello da Lituânia. Jadwiga (em português Edwirges) foi coroada Rei e não rainha (este título era privativo da esposa de um rei). Jadwiga foi a fundadora da Universidade Jagielloński de Cracóvia e proclamada Santa Edwirges da Polônia pelo Papa João Paulo II, em 1997. Ela é padroeira da Polônia e da União Européia, pois com seu casamento deu origem a união pessoal da maior nação da idade média, o Grande Reino Polônia-Lituânia e a segunda dinastia da história do reino da Polônia, a Jagiellońska

Spytek também deu suporte financeiro para a expedição militar do rei Segismund Korybut contra o Reino da Boêmia nos anos de 1422 a 1427. Foi ele que em 1429, organizou a Confederação de Korczyn contra Zbigniew Olełnicki, bispo de Cracóvia, sendo derrotado pelas tropas do rei, acabou morrendo na Batalha de Grotniki. Seu bisneto Jan Tarnowski foi designado Marechal da Rutênia (atualmente Ucrânia) e governante do Castelo Real de Wawel. E o neto de Jan, chamado Jan Amor Tarnowski fundou a cidade de Tarnopol (hoje na Ucrânia) em 1540.

P.S. Este "post" foi uma homenagem pessoal aos meus amigos, os irmãos Júlio e Rogério Tarnowski de Curitiba.


Polônia empata com Macedônia

Foto: Michaela Rehle/REUTERS

A seleção polaca de Futebol, do treinador holandês Leo Beenhakker empatou nesta segunda-feira, em 1 X 1 com a seleção da Macedônia. O gol, de penalti, foi marcado por Matusiak aos 39 min. do segundo tempo. A Polônia jogou com uma equipe considerada reserva, o que dá a entender que o "cidadão polaco" Roger Guerreiro é titular, pois não deu as caras no gramado. O jogo foi no Stadion Kreuzeiche, em Reutlingen, na Alemanha e faz parte da série de amistosos antes da estréia na EuroCopa 2008, que acontece agora em junho na Áustria-Suíça. A Macedônia saiu na frente com gol de Maznov aos 45 min. do primeiro tempo.
Ficaram de fora Krzynówek, Smolarek, Bąk, Żewłakow, Boruc, Błaszczykowski, Łobodziński, Żurawski e o brasileiro Roger. E segundo a imprensa polaca a equipe jogou sem vontade, sem idéia e sem um esquema tático definido. Embora o fosse um jogo treino e na Alemanha 2.500 polacos entusiasmados compareceram para torcer.

Foto: Thomas Kienzle /AP
A imprensa alemã pede atenção para o brasileiro-polaco Roger. Pelo menos é o que escreveu o jornalista do Bild Super Express, que chega a comparar o paulista com Michael Ballack, "Jogi, atenção com este brasileiro-polaco". Jogi é o apelido do técnico alemão, Joachim Löw. A Alemanha deverá enfrentar a Polônia, na primeira fase da Euro2008.

Professores polacos em greve

Foto: Agencja SE/East News
Bandeiras preta, nacional e do sindicato, além de cartazes. Isto é o que se vê, hoje, em muitas escolas e pré-escolas na Polônia. Porta-voz da ZNP - Associação dos Professores Polacos afirma que 30 mil escolas e 20 mil centros educaionais estão com as aulas canceladas devido a greve geral.
A greve atinge maior percentual de professores paralisados na Voivoda Lubulski com 90% e apenas 45% nas voivodas warmińsko-mazurski e opolska.
Os professores exigem aumento no orçamento da educação, aumento de 50% nos salários até 2010 e aposentadoria após 30 anos de trabalho, independente de idade.
De acordo com a ZNP, um professor com 15 anos de trabalho recebe no máximo 1.800 złotych bruto. Com tanto desconto este valor cai quase pela metade.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Proposto boicote ao festival Eurovisão

Maryla Rodowicza - Foto: Krzysztof Jarosz

Uma das maiores intérpretes da música popular da Polônia propõe um boicote ao Festival Eurovisão encerrado no sábado em Belgrado na Sérvia com a vitória do russo Dima Bilan e a última colocação da representante da Polônia, a estadunidense Isis Gee.
"A Polônia nunca ganha este concurso. Por que? Porque não se escolhe para ele ninguém com válida artisticidade, aquilo é somente um arranjo entre vizinhos". Foi o que afirmou Maryla Rodowicza ao jornal "Fakt", apelando que se boicote o Festival mais importante da televisão Européia.
"Eu retiraria os artistas deste festival", afirma a indignada artista depois da derrota da representante da Polônia, Isis Gee. A cantora polaca está cansada das humilhações que experimentam os artistas polacos nesta competição. "Nós não temos chances, porque este é um festival político. Não tem substância artística, porque todos os países votam em seus vizinhos. Até mesmo a fraca canção espanhola teve a maioria dos pontos da vizinha Andorra" - explicou Rodowicz.
Embora as apresentações dos representantes da Polônia e Grã Bretanha terem sido boas do ponto de vista artístico, elas ficaram na duas últimas posições entre 25 países concorrentes. Só votaram na Polônia, os emigrantes polacos que trabalham na Inglaterra e Irlanda. Em nenhum outro país, a representante conseguiu votos. Por sua vez, a quase totalidade das ex-repúblicas soviéticas participantes no concurso votaram em favor do cantor russo. Não porque ele fosse o melhor, mas porque era o vizinho mais importante.
Maryla não está sozinha em sua opinião, também a cantora Irena Santor está indignada "Eu assisti, e vi o quanto nossa cantora foi prejudicada. Como prova, mostrou no Eurovisão que tem voz boa e musicalidade, o que não impediu a derrota", declarou Irena. "Aquilo conta só o circo. Este nem mesmo o grupo Abba ganharia, como fez anos atrás. Agora o que vale são as cambalhotas e não a música".
Também a crítica espanhola está contra a forma como são escolhidos os ganhadores. Não existe um júri especializado, mas apenas telespectadores que enviam seus votos via SMS ou telefone. "Isto não é um festival de música. San Remo, por exemplo, apesar de seus defeitos é muito mais um festival de música", disse um produtor musical, no debate que se seguiu à transmissão desde Belgrado, na TVE Internacional. Para os debatedores, a prova maior de que o festival é decidido pelos vizinhos é que o representante espanhol no Festival Eurovisão (o ator argentino, Rodolfo Chic Chic, que faz sucesso na Espanha como comediante) recebeu 12 pontos (máxima pontuação por país) da vizinha Andorra e acabou ficando na décima sexta posição. Rodolfo não é cantor e a canção não era música, mas uma pantomima com ritmo de reggaeton.
Mas outra questão que ficou sem resposta, em vista dos votos da Polônia serem apenas da Irlanda e Inglaterra, é quem realmente vota. Seriam telespectadores do próprio país que gostam dos vizinhos, ou imigrantes do país votado? Seja como for o Festival Eurovisão terá como sede ano que vem Moscou em sua edição de número 54. Festival Eurovisão da Canção, criado em 1956, é um concurso anual de canções transmitido pela televisão com participantes de diversos países cuja televisão nacional transmissora é membro do EBU - European Broadcasting Union. O concurso é transmitido pela televisão e pelo rádio e mais recentemente também pela Internet. O nome do concurso deriva da palavra Eurovision que é a primeira palavra da rede de televisões européias: a European Broadcasting Union (EBU). Qualquer membro da EBU pode participar no concurso, mesmo que não seja um país europeu. Isto inclui países africanos e asiáticos tais como Israel, Marrocos, ou Armênia. O Líbano pensou em participar em 2005, mas desistiu, pois não queria transmitir a atuação de Israel.

Carro com seguro mais barato

A principal manchete do jornal Rzeczpospolita desta segunda-feira, 26 de maio de 2008 é Auto taniej ubezpieczę - Asseguro mais barato um carro. E a foto do sorridente piloto de Fórmula 1, o cracoviano Robert Kubica levantando o troféu de segundo colocado no grande Prêmio de Mônaco. Curiosamente, o polaco que chegou na frente de Felipe Massa está apenas dois pontos do brasileiro na classificação geral.
Mas os portais dos principais jornais do Brasil, nesta segunda-feira, mencionam apenas que o polaco chegou em segundo e mais nada. Não se dignam a escrever pelo menos três frases sobre o desempenho de Kubica na prova. Naturalmente que os espaços da imprensa brasileira devam ser para os três brasileiros e para o vencedor. Mas parece haver um deliberado descaso com o piloto mais regular da temporada. Mesmo sem ter vencido ainda um Grande Prêmio, Kubica é o quarto melhor classificado com 32 pontos. Lewis tem 38, Raikkonen 35 e Massa 34. O jornal "O Globo" na seção pilotos escreve que Kubica nasceu em Krakau, quando poderia escrever em português Cracóvia, ou em polaco Kraków. Por que será que está escrito em alemão? Por que copiou do site da BMW?
Kubica (pronuncia-se cubitssa) já tem dois segundos lugares e alguns terceiros. Daqui a pouco ele ganha um Grande Prêmio e aí a imprensa brasileira (atrasadinha) vai fazer a mesma coisa que fez quando Guga Kuerten venceu a primeira vez Roland Garros: surpreender-se!

domingo, 25 de maio de 2008

Os três irmãos eslavos

Lech e a Águia Branca - quadro de Walery Eljasz-Radzikowski

A lenda conta que viveram em priscas eras três irmãos eslavos nas terras banhadas pelo rio Vístula: Lech, Čech e Rus. Esses três aventureiros empreenderam uma longa viagem. Após exaustiva caminhada, resolveram descansar. Foi quando Lech avistou nas proximidades, um ninho com aguiotos brancos. Exclamou, instintivamente: “Isso aí é sinal de que devo estabelecer-me por aqui com a minha família”.
Seus dois irmãos prosseguiram a caminhada. Čech tornou-se pai dos Tchecos; e Rus, o pai dos Rutenos (Russos, Bielorussos e ucranianos).
Lech, porém com a sua comitiva preferiu se fixar, definitivamente, à pequena distância do ninho das águias brancas, fundando a cidade de Gniezno. A palavra Gniezno deriva de gniazdo que quer dizer ninho. Lech escolheu para brasão de sua família a Águia Branca e passou a ser considerado o pai da Nação Polaca.

Na região da Wielkoposki (Grande Polônia), no Parque Rogalin, existem três árvores de mais de 700 anos denominadas justamente Lech, Čech and Rus.

Os eslavos estão distribuídos geograficamente assim:
  • Sul - Sérvios, Croatas, Eslovenos, e Búlgaros
  • Leste - Russos, Bielorussos, Rutenos (atuais Ucranianos)
  • Oeste - Tchecos, Eslovacos, Polacos
Uma lenda semelhante, com os mesmos personagens existe na Croácia, porém com uma pequena mudança em relação aos nomes.

Dez meses de blog

Neste 25 de maio, o blog JAROSINSKI do Brasil está comemorando dez meses de existência contínua e diária. O número de acessos foi aumentando gradativamente. De um início com 20 visitantes em média por dia, alcançou 150 visitantes dia e 200 "pagewiews" (páginas vistas) nas últimas semanas. Com picos de até 500 visitantes num único dia. No total, o blog já recebeu mais de 50 mil visitas e 60 mil páginas vistas, no arquivo.
Nada mal para um blog, que não está ancorado em nenhum portal de grande jornal, revista ou televisão e fala apenas de Polônia, Cracóvia, Sul do Brasil, polacos e polacas.
Tem como norma o uso apenas das palavras polaco, polacos, polaca, polacas, por considerar a palavra "polonês" um galicismo que esconde um preconceito criado pelo mal uso da palavra polaco, por cariocas, na segunda metade do século XIX e início do XX.
O primeiro texto postado neste blog foi o artigo preparado para meu doutorado em história na Universidade de Cracóvia, em 25 de julho de 2007 (ver no arquivo ao lado), que acabou se transformando numa dissertação de mestrado em cultura internacional pela mesma universidade de Cracóvia: "Porque Polaco!".
O uso do termo, pois, é uma forma, como já escreveu o prof. Hugo Mengarelli, no prefácio do livro "Saga dos Polacos - A Polônia e seus emigrantes no Brasil", de homenagem aos primeiros imigrantes. "Ulisses, preocupa-se em recuperar o termo polaco ao invés de polonês, pois que este surge do preconceito com os “polacos”, do preconceito do sofrimento desta gente. Assim como os jovens da aristocracia paranaense usurpavam o corpo de uma polaquinha, também usurpavam a indígena, a negra, a italiana, a ucraniana, etc. [...] O termo “polonês” de alguma maneira surrupia o que de mais sacrificado, doloroso e glorioso este povo encerra. "

Na primeira chancela do blog procurava ligar as minhas origens pelas cidades onde vivo

Entendo que ao evitar a palavra "polonês" acabo perdendo muitos visitantes que no Google buscam apenas as palavras polonês, polonesas. Mas o pior não é isso, o que faz mal mesmo é a pressão, a censura e a intimidação para que eu não use o termo polaco. Os adeptos, por convicção, do termo "polonês" escudam-se no sentido pejorativo (para eles) do termo, justificando que a palavra ofende e que por isso já foi eliminada do dicionário. Resta saber de que dicionário, pois continua a existir no Houaiss, Aurélio e nos existentes de outros 7 países de língua portuguesa, que desconhecem o galicismo "polonês". O patrulhamento destes "convictos" chega ao cúmulo de telefonarem, mandarem emails, cartas, aos jornais e TVs que eventualmente divulgam meu trabalho, para que mudem o termo original polaco para "polonês".
É de se perguntar, quem está discriminando quem. Eu, que não proibo ninguém de usar o termo polonês (como uma variante deste rico idioma português falado no Brasil), ou aqueles que querem a todo custo me silenciar e impor suas vontades? Talvez se não ficassem apenas no "é pejorativo" e procurassem saber a origem deste galicismo, seriam mais abertos, democráticos e não professariam tanto o prefixo "anti-", tal como em, anti-polaco, anti-semita, ou ainda afro-descendente.

sábado, 24 de maio de 2008

Ulica Pietrkowska em Łódż

Foto: Ulisses Iarochinski
Rua central da cidade de Łódż (pronuncia-se uudji), a Ulica Pietrkowska é uma das mais compridas da Europa. Além de edificios pintados com sugestivas obras de arte, esculturas de equilibristas suspensas possui a sua calçada da fama como Hollywood. Durante a segunda guerra mundial, os alemães com sua mania incorrigível de mudar os nomes das cidades polacas a chamavam de Litzmannstadt.
A cidade de 770 mil habitantes é a terceira da Polônia com mais população depois de Varsóvia e Cracóvia. Łódż foi fundada em 1423 e a tradução literal de seu nome em português é barco. A cidade tem também um dos maiores cemitérios judaicos da Europa. Foi e continua a ser um importante centro industrial e comercial textil e de confecções da Polônia. Também em Łódż está a Universidade do Cinema, considerada a melhor do mundo. Onde se formaram os cineastas mais importantes do cinema polaco como Andrzej Wajda, Krzysztof Zanussi, Krzysztof Kieślowski e Roman Polański. Foi também aqui que nasceram duas personalidades mundiais, o pianista Artur Rubinstein, que aliás nasceu nesta mesma rua, a Pietrkowska. E Max Factor Senior, produtor, inventor e criados da empresa Max Factor nasceu aqui em 1877.

Estátua do pianista Rubinstein na Pietrkowska

A outra Rubinstein famosa, a Helena, dos cosméticos também nasceu na Polônia, mas no bairro Kazimierz, em Cracóvia.

Pasolini nas ruas de Łódź

Foto: Ulisses Iarochinski
Poster de espetáculo teatral nas ruas de Łódź (uudji). A peça com direção de Ewa Wycichowska, baseada no texto do italiano Pier Paolo Pasolini, intitulado em polaco "Wygnani" foi estrelada por Marek Kasprzyk, Luiza Łuszcz-Kujawiak, Monika Tomczyk, Marek Targowski.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Ponte jornalística Polônia-Brasil

Placa, em Cracóvia, de Curitiba cidade gêmea a 11.500 km
Foto: Ulisses Iarochinski

O blog JAROSINSKI do Brasil está completando neste domingo dez meses de existência. Sua criação deve muito a um jornalista de Curitiba, Dante Mendonça. Explico: Embora já possuísse o site Saga dos Polacos há dez anos (foi criado em outubro de 2008) e a webradio Zalas há mais de dois anos, não havia de minha parte um trabalho diário da atualidade polaca.
Apesar de conhecer o cartunista e jornalista Dante Mendonça através de sua trajetória profissional na imprensa do Paraná nunca tivemos um contato maior. Certo dia, por indicação de um amigo comum - jornalista Júlio Tarnowski Jr. - recebi um pedido para traduzir expressões para o idioma polaco. Mendonça preparava seu livro "Botecário", um manual de expressões mais usadas nos bares. A obra foi lançada com 19 capítulos, cada um em idioma diferente, um deles com a minha tradução em polaco.
O tempo passou e no dia em que experimentei a mais baixa temperatura em Cracóvia, fiz uma foto de minha barba coberta por uma camada de gelo formada pela respiração (bafo do nariz). O frio estava tão forte que não podia abrir a boca para conversar ao telefone. Embora o céu estivesse azul e o sol brilhasse, tudo estava coberto por um manto branco de neve e a temperatura naquela quarta-feira, 9 horas da manhã, há três fevereiros, estava em 30 graus negativos.
A foto, feita com a câmera do celular, enviei por email para Dante. Este imediatamente repassou para o cartunista Luiz Solda, que além de seus cartuns famosos, fazia (e faz) sucesso com seu blog Solda Cáustico. O cartunista por sua vez, publicou a foto e esta teve grande repercussão.
Quando na seqüência, Júlio Tarnowski Jr. publicou um artigo de minha autoria no jornal Tribuna do Paraná, sobre a conquista do sexto título mundial da seleção de volei brasileira em Katowice, uma vez mais Dante repassou para Solda alguma coisa minha e este o publicou também em seu blog. A repercussão desta vez foi maior ainda, pois um leitor de Solda, repassou meu artigo para o blog de Juca Kfoury do jornal Folha de São Paulo, que também o publicou. No artigo, tentava explicar o porquê de Ricardinho tinha sido desconvocado da seleção de volei que disputaria o Panamericano.
Foi então, que desta parceria incidental com Dante e Luiz Solda, resolvi enfim criar o JAROSINSKI do Brasil. Assim, que os três são em grande parte responsáveis por ter iniciado um trabalho diário sem nenhuma compensação financeira, seja de salário ou publicidade, no espaço cibernético.
A "parceria" com Dante Mendonça rendeu outro importante trabalho. O jornalista, que vinha acalentando planos para uma obra sui-generis na área do humor, ao ler meu livro "Saga dos Polacos" e ter tido conversas com alguns "polacos" de Curitiba como os Jaime - Lerner e Lechinski (entre outros) - decidiu-se por publicar o livro "Banda Polaca - o humor do Brasil Meridional". Mais um vez a "parceria" funcionou. Dante, solicitou-me ajuda na busca de anetodas envolvendo polacos, história da Polônia e da emigração dos polacos para o Brasil, e um prefácio.
Conto isto para dizer que a parceria permanece estreita. Prova disso são as duas colunas que Mendonça publicou no jornal "O Estado do Paraná" esta semana sobre o guarapuavano, que com sua generosidade ajudou na reconstrução do Castelo de Wawel em Cracóvia, e na criação da Colônia Amola Faca, hoje munícipio de Virmond, Władysław Kamiński. Informações que publiquei inicialmente aqui neste blog e que Dante achou muito interessantes. Tanto que procurou mais informações no Paraná e publicou duas colunas a respeito. Colunas estas que reproduzi aqui no JAROSINSKI do Brasil e que Luiz Solda também repercutiu em seu Solda Cáustico.
A repercussão dos meus textos aqui no blog, na coluna do Dante e no blog de Solda tem sido intensa nestes dias. Alguns familiares de Władysław Kamiński têm entrado em contato não só comigo, mas também com Dante. Uma neta de Władysław Kamiński acaba de enviar-me email informando que no mês de junho estará chegando em Cracóvia para pessoalmente ver a placa com o nome de seu avô na muralha do Castelo de Wawel. Seu esposo, por sua, depois destas publicações, entrou em contato com o museu de Wawel e dali já informaram que possuem pelo menos 15 cartas de doadores recebidas do Brasil com contribuição. São mais informações que podem render mais textos aqui e mais colunas de Dante e Solda. No ínicio da semana visitarei a responsável no museu de Wawel para saber mais detalhes. De antemão adianto que outra placa de contribuintes na muralha do Castelo é do jornal LUD, publicação bilíngue (português-polaco) que existiu durante muitas décadas em Curitiba.
De certa forma foi estabelecida uma ponte Brasil-Polônia através desta parceria
Iarochinski-Mendonça-Tarnowski-Solda, que de minha parte espero que continue. Pois a divulgação das coisas polacas que andavam meio esquecidas voltam a se reavivar. Aquilo que não se recorda, não se repete é facilmente esquecido, principalmente pelas novas gerações. Jovens que quando se deparam com algo interessante pensam ter descoberto o ovo de Colombo, não percebem que informação é pratrimônio a ser preservado e repetido.

O polaco da Pedra

Nossa foto da placa do Brasil na muralha do Castelo de Wawel continua repercutindo na imprensa paranaense. O colunista Dante Mendonça foi atrás de maiores informações e publicou mais uma texto sobre Władysław Kamiński de Guarapuava:

Saga de polaco (2)

Dante Mendonça [23/05/2008]

A velha casa de Wladyslaw Kaminski, restaurada, hoje recebe turistas em Guarapuava.


O município de Virmond tem esse nome em homenagem ao médico Guilherme Frederico Virmond, o primeiro pintor a se radicar no Paraná. Surgiu da fazenda Amola Faca, comprada para assentar imigrantes polacos. Os 10 mil réis vieram da generosidade de Władysław Kamiński, o pioneiro de Guarapuva que tem o nome gravado na pedra de Cracóvia.

Na região de Guarapuava, o município de Virmond comemorou neste 17 de maio mais um aniversário de fundação com a inauguração a Casa da Memória, uma réplica de residência pioneira que preserva a história das 70 famílias de descendentes de polacos que formaram a Colônia Amola Faca, cepa do município emancipado em 1990.

Há quem diga que a denominação Amola Faca seria mais pitoresca para uma região agrícola, apesar da origem francesa do nome Virmond. Por certo, registrou no “Diccionário Histórico e Geográfico do Paraná” (1926) o historiador Ermelino de Leão: “A família Virmond, provem do casal de Frederico Guilherme Virmond, natural de Colonia, Allemanha, f. do Dr. João Maurício Virmond, médico, que immigrou para o Brasil em 1818, casando-se com Isabel Maria de Andrade, f. de Manoel Ferreira de Andrade e de sua mulher Edeltrudes de Andrade. A família Virmond é de origem francesa, mas, em virtude das perseguições religiosas devido ao Edito de Nantes, teve que imigrar para a Allemanha. Frederico Guilherme Virmond estabeleceu-se na Lapa, depois de sua permanência no Rio de Janeiro, onde teve uma casa de ferragem”.

Um dos ilustres descendentes dos Virmond é o advogado Eduardo Rocha Virmond, ex-secretário de Cultura no governo de Jaime Lerner, que por certo tem muito a contar sobre o pintor que estudou medicina em Berlim e que comprou a fazenda Amola Faca em 1852, embora residindo na Lapa.

Os 24 mil hectares adquiridos por Frederico Guilherme Virmond (1791 / 1876), foram mais tarde vendidos ao guarapuavano Ernesto Queiroz.

Em 1921, o primeiro cônsul da Polônia no Sul do Brasil formou uma sociedade de colonização para formar uma colônia com famílias de imigrantes polacos espalhados pelo Brasil.

Em 1923, a sociedade colonizadora achou o paraíso na fazenda Amola Faca, de Ernesto Queiroz. 10 mil réis, pediu o guarapuavano pelos 24 mil hectares no Terceiro Planalto paranaense. Naqueles tempos miseráveis, quem teria 10 mil réis para acomodar tantas famílias originárias de Curitiba, São Mateus do Sul, Prudentópolis e do Rio Grande do Sul?

Foi então que entrou na história o generoso homem de Guarapuava: Władysław Kamiński emprestou 10 mil réis à colonizadora e a semente do futuro município de Virmond foi assim lançada nos caminhos dos tropeiros.

Władysław Kamiński nasceu 1868 em Bielystok, Polônia. Chegou a Guarapuava por volta de 1888, onde faleceu em 1947. Foi dono de serraria e do Hotel dos Viajantes (Também conhecido como Hotel Kaminski, que pegou fogo em 1952, quando não mais pertencia à família.)

É o mesmo homem que em 1922 contribuiu com a restauração do Castelo de Wawel, na Cracóvia, e hoje tem o nome gravado na pedra.

Kamiński (segundo o jornalista e historiador Ulisses Iarochinski) tem origem na palavra polaca “kamien”, pedra. A terminação “nski” pode ser traduzida como “ense”, no português). Ou seja: Władysław Kamiński, o homem de pedra.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Ola tem novo emprego

Foto: Cezary Piwowarski

A filha do ex-presidente Aleksander Kwaśniewski, Aleksandra, ou simplesmente Ola depois de tentar a carreira de atriz, participar do programa "Taniec z Gwiadami" (Dança com as estrelas), tentou investir no telejornalismo, mas não deu certo, foram apenas testes no programa jornalístico Dzień Dobry TVN (Bom dia TVN), mas nem por isso ficou desemprega, já arrumou emprego de locutora numa rádio FM. As más linguás dizem que ela consegue estes empregos só porque é filha de quem é... Aliás, filha de peixe, peixinha é... Ainda mais com o mesmo nome.

Ola Kwaśniewska dança no "Taniec z Gwiadami"

Polônia na final EuroVisão

Isis Gee, a representante da Polônia

No próximo sábado acontece em Belgrado, na Sérvia, o 53° Festival EuroVisão, um dos mais tradicionais concursos de música da Europa e talvez o mais importante, pois reúne representantes de quase todos os países da Europa, incluindo Turquia e Israel. E desde 1994, quando Edyta Górniak, ficou em segundo lugar, que a Polônia não chegava com chances a final. A cantora Norte-americana Isis Gee, de 35 anos vai representar a música polaca. Há quatro anos a Polônia não passa das semifinais do concurso e Isis Gee conseguiu a proeza na última terça-feira.
A representante da Polônia, que cantará em inglês, terá pela frente artistas da Grã-Bretanha, França, Espanha, Grécia, Romêmia, Bośnia e Herzegowina, Finlândia, Rússia, Israel, Azerbaijão, Armênia, Noruega, a anfitriã Sérvia e outros. Serão 25, os participantes entre cantores, cantoras e grupos.
Os vencedores são eleitos pelos votos dos telespectadores dos países participantes. Cada país pode votar em qualquer participante de outros países, menos no seu representante. A votação é acompanha ao vivo no intervalo de cada apresentação. De uns anos para cá é permitido o voto também por SMS (mensagem escrita por celular chamada no Brasil de torpedo).
Mas o que acaba acontecendo na maioria das vezes é que polacos morando em outros países votam na representante da Polônia. Nos últimos anos, por exemplo, Portugal tem recebido muitos votos da Suíça, França, Bélgica, Alemanha e Holanda, onde é forte a comunidade portuguesa. Portugal, inclusive já ganhou algumas vezes o concurso, conquista que a Polônia nunca teve.

Isis Gee, na verdade chama-se Tamara Gołębiowska, e nasceu em Seattle, Estados Unidos, em 1972. Começou sua carreira artística aos 5 anos de idade. Compositora e poeta já fez parceria com Tony Bennete, com pianista McCoy Tyner e Steven Dorff. Em 2004, veio morar na Polônia onde se casou com o polaco, Adam Gołębiowski. Em 2007, lançou na Polônia seu CD "Hidden Treasure".

Belgrado, capital de 1,6 milhão de habitantes, está em festa pelo EuroVisão

Dorn: Intelectuais bobos

Foto: Michal Rozbicki

"Não entendo de onde esta histeria e bobeira, que envolveu os intelectuais"
, comentou Ludwik Stanisław Dorn, deputado do PiS - Partido Direito e Justiça (o mesmo do presidente Kaczyński) e ex-vice-primeiro ministro sobre a lista de intelectuais, políticos e artistas em defesa de Lech Wałęsa, desde que foi anunciado que uma pesquisa do Instituto da Memória Nacional escontrou provas de que o ex-presidente da República e lider do Solidariedade foi agente do SB- Serviço Secreto do regime comunista polaco. "É uma tal elite intelectual, que protesta sem que o livro tampouco tenha sido publicado ainda. Isto é Polônia!", exclamou Dorn. Para o deputado da direita polaca, se Wałęsa foi realmente o agente "Bolka" (codinome de espião), ou não isto não muda em nada seu importante papel na derrocada do comunismo na Europa. O balanço que se pode fazer da vida de Wałęsa, no que se refere ao fim do comunismo é positivo.
Dorn criticou a lista que foi aberta para que o mundo político, cultural, mediático e econômico proteste e defenda a honra do Prêmio Nobel da Paz polaco. Porque segundo ele, o resultado das pesquisas, que será a publicação do livro dos historiadores, Sławomir Cenckiewicz e Piotr Gontarczyki, do Instituto da Memória Nacional, ainda nem foi publicado. "Ninguém ainda leu e vai que realmente exista algum documento. E daí? Vão passar por bobos?", repetiu Dorn.