sábado, 12 de julho de 2008

A César o de César, a Polônia...

Mapa do Principado da Rutenia no século XVII

Um número significativo de “entendidos” tem a tendência de analisar assuntos nitidamente históricos sob o ponto de vista da atualidade. Trazem para a discussão argumentos forjados para justificar uma nova realidade que não guarda absolutamente nada com o método conjuntural de análise e construção da história.
Assim, por exemplo, a Constituição do atual Estado monárquico-parlamentar da Espanha impede a manifestação, a reivindicação ou qualquer ação que o povo basco (Euskady) possa fazer para instituir um Estado Euskady (basco) para a nacionalidade basca. Ao tratar o assunto da independência de Euskady (nação basca neste idioma) como causa pétrea de sua Lei maior, o monarca e o povo espanhol denominam todos aqueles que não seguem esta instituição jurídica como terroristas.
Da mesma forma, desconhecer no presente, como era a situação de tribos, povos, nações, estados no passado é tergiversar. Tentar impor uma versão, seja ela, baseada em documentos, ou provas forjadas para explicar o presente "remodelado" é desmerecer o passado e mais do que isto, embusteiramente mentir sobre acontecimentos consagrados pela história. Sob a ótica da contemporaneidade, desvirtuam, conspurcam toda a manifestação que busca reparar, ou decididamente afrontar a versão “oficial” dos tiranos de plantão.
No caso da Polônia, então, conjugam para um mesmo propósito os atuais alemães (saxões, prussos, pomeranos do Oeste), russos, austríacos, suecos, húngaros, rutenos (denominados atualmente ucranianos) cossacos, bielo-russos, lituanos e até franceses, ingleses, espanhóis, Norte-americanos e pasmem-se, brasileiros.
Quando após a segunda grande guerra mundial, a reunião dos vencedores em Podstam (próximo a Berlim destruída) decidiu inventar um novo território para nacionalidade eslavo-polaca o fizeram retirando milenares terras a Leste e devolvendo outras a Oeste que haviam sido usurpadas pelos povos saxões.
Em seu livro “Quem é o Polonês”, publicado em 1971, para comemorar os cem anos do grupo de 32 famílias silesianas-polacas que chegaram a Curitiba, em 1871, o médico e deputado Edwino Donato Tempski, realizou um minucioso trabalho de pesquisa sobre as origens da etnia polaca, embora afirme em sua conclusão que fez “através dessa despretensiosa digressão, uma ligeira e superficial incursão sobre o mundo eslavo-polaco”.
Baseando-se numa rica bibliografia de estudiosos polacos das mais diversas áreas como a história, a paleontologia, a antropologia, a sociologia, a geografia e a política, Tempski, reproduz em certo trecho de sua obra, o que escreveram J. Czekanowski, Kostrzewski, W. Antoniewicz, W. Surowiecki, W. Hensel, Kepinski, Labuda, Rajewski, Trawkowski e até Wolfgang Schultz, professor alemão de arqueologia da Universidade de Munique.
“Ao término do neolítico, os indo-europeus, então dispersos nas vastas regiões da Eurásia, já estavam divididos em vários grupos lingüísticos”. [...] No início do mesolítico, em meio das mais antigas comunidades indo européias, destacavam-se os balto-eslavos, isto porque já então apresentavam peculiaridades culturais bem distintas e definidas. [...] Em termos arqueológicos... a comunidade balto-eslava subsistiu entre os anos 2.000 a 1.200 anos antes de Cristo. [...] Entre os anos 1.400 a 1.200 a.C. os achados arqueológicos registrados, nas últimas décadas em vastas regiões da Europa Central, especialmente entre as bacias hidrográficas dos rios Odra (Oder em alemão) e Dniepr (atualmente no território da criada Ucrânia) confirmaram o predomínio de incontáveis elementos, que ausentes em épocas mais remotas, pelo seu volume e ineditismo, se constituíram num respeitável argumento para afirmar, de modo consagrador, e quem sabe definitivo, sobre a existência da comunidade proto-eslavo-polaca. [...] Em sua obra “Altgermanische Kultur in Wort und Bild”, editada em 1937 em Munique, o professor W. Schultz, publicou um interessante mapa do continente europeu, no qual, conforme podemos constatar, que a comunidade proto-eslava, ao se deslocar para o Ocidente se estabeleceu por longos séculos, não somente nas terras banhadas pelo rio Odra, mas bem mais longe, além da bacia hidrográfica do rio Elba. [...] Witold Hensel assim se pronunciou – a situação geográfica do habitat dos proto-eslavos mostra que ele tinha por vizinhos ao Noroeste os germanos, a Sudoeste as tribos proto-célticas, ao Sul as tribos ilirianas e em parte os proto-tracianos, a Nordeste os proto-baltos, a Leste os ugro-fineses, a Sudeste as tribos proto-tracianas e mais tarde as iranianas.[...] Na região denominada Luzice entre os rios Elba e Odra, somente em torno da vila de Budziszyn foram assinaladas setenta posições arqueológicas dos representantes da cultura que, em face de multisecular toponímia regional, ainda vigente, são denominados Luziczanie, Luzacien para os franceses e para a nossa comodidade lingüística- Luzacianos. [...] Ao findar a época do bronze de 1.000 a 800 a.C. era total a preponderância da cultura luzaciana em todas as regiões polacas. [...] Finalmente entre os anos 350 a 500 depois de Cristo, portanto, no transcurso das grandes migrações dos povos europeus, acentuaram-se e até já predominaram as evidências da cultura luzaciana em todo território polaco, e isso, pouco a pouco, de modo decisivo e definitivo para todos os séculos vindouros, tal como se os seus invasores deles se houvessem retirado para sempre.”
Na verdade, os luzacianos são os ancestrais diretos dos atuais polacos. E ao contrário do que afirmou Tempski, desde a formação do reino Polaco, em 966 depois de Cristo, o Oeste polaco sofreria várias outras invasões dos povos saxões, algumas vezes denominados teutônicos, prussos, ou germânicos... e mais recentemente como alemães.
Segundo Michał Tymowski, professor da Universidade de Varsóvia e da Universidade de Paris-IV Sorbonne, “os polanos, tribo que povoava a bacia do rio Warta, mais tarde denominados Piast”, fundaram o reino da Polônia. Por todo o século 10, os polanos, liderados pelos Piast, unificaram outras tribos eslavas, ou luzacianas, que habitavam as terras entre os rios Oder (a Oeste) e o Bug (a leste), do Báltico ao Norte, aos Cárpatos ao Sul. Os Piast “conquistaram sucessivamente, a tribo dos kuiavianos, com seu principal burgo em Kruszwica; dos mazovianos, com o burgo de Płock, a tribo dos lendianos com o burgo de Sandomierz; as tribos dos pomeranos com os burgos de Gdańsk e Wolin; a tribo dos vistulanos de Cracóvia, os silesianos de Wrocła, Opole e Legnica.”
Tymowski diz que o primeiro príncipe polaco, Mieszko I, criador do reino da Polônia, antes de se casar com a princesa Dąbrowa, da Bohemia, encontrou um dilema político que iria acompanhar toda a história seguinte dos polacos. “Qual deveria ser o relacionamento do Estado criado pelos Piast face ao Império Germânico e ao Papado. A expansão militar aniquiladora do Estado alemão nas terras acima do rio Elba, “subjugação das tribos eslavo-polacas, que as habitavam, colocaram o Estado polaco face a este vizinho potente, perigoso, mas ao mesmo tempo atraente pela sua civilização.[...] o batismo com a introdução, assim, da Polônia no círculo da civilização cristã européia e, ao mesmo tempo, o acerto das relações com o Império Germânico com base no princípio do reconhecimento relativo da supremacia do mesmo. "
Manter o território do Estado polaco para a nacionalidade polaca é certamente uma das maiores aventuras de um povo em todo o mundo ao longo de mais de mil anos. De um lado os saxões, do outro os suecos, do outro os russos, do outro os tártaros, do outro os austríacos, do outro os húngaros, do outro os turcos, do outro os cossacos, do outro, os rutenos tentando dizimar os polacos e a sua Polônia. Nação única no meio deste mundo de protestantes e ortodoxos por todos os lados, os polacos convertidos ao catolicismo apostólico romano tiveram que ouvir muitas mentiras sobre a sua existência contadas pela versão “oficial” do inimigo.

Sobre a questão se os atuais ucranianos são rutenos ou não, há que se considerar, que da mesma forma como o estado monárquico-parlamentar da Espanha considera o basco como espanhol, também os iugoslavos consideravam os sérvios, os croatas, os bósnios, os macedônios como sendo nacionais iugoslavos.

Para evitar discussão desnecessária por falta se subsídios ponderados, é imperioso manifestar o que significa ruteno, rutênia, ucraniano, ucraíno, ucrânia, rusyns e outras denominações criadas pelas mudanças geopolíticas impostas por aqueles que se consideram os donos do mundo, os donos de tudo, que abdicando a si o poder da presunção e da sapiência que não adquiridas na leitura e nos estudos da história, mas apenas na conveniência do momento criado, inventam versões.
Rutênia ou (Ruténia como grafam os portugueses) é nome geográfico e étnico-cultural de partes da Europa Oriental povoada por eslavos orientais, bem como para antigos Estados russos que existiram nesses territórios.
Essencialmente, a palavra é uma grafia latinizada para o antigo local-nome Rus. Hoje, o território histórico da Rus, em sentido amplo, é formado com partes das terras da Ucrânia, Bielorrússia, Rússia, uma pequena parte do nordeste da Eslováquia e ainda uma pequena faixa no Leste do atual território da Polônia.

O termo "Rutênia" tem significa diverso, dependendo a quem o termo se aplica e a quando, por que e para qual período. Rutênia tem ligação com a palavra eslava Rus, ou Ros. Esta, por sua vez, tem várias versões para sua origem. Uma delas diz que ela teria origem normanda, mais precisamente dos Varegues, povos que se fundiram no século 9 com a população eslava. Rus seria derivado do finlandês, cuja origem etimológica estaria no norueguês antigo roðs, ou roths. Esta palavra se referia a remadores, ou melhor aos varegos suecos. Ela ainda existe no idioma finlandês e em algumas palavras estonianas Ruotsi e Rootsi para designar a o país Suécia. Alguns estudiosos modernos usam a grafia Rutênia quando se referem à Idade Média em textos ingleses. Contudo, os antigos Estados da Rus não possuíam um nome próprio além da frase zemlya ruskaya e, portanto havia diferentes grafias para línguas diferentes.

O termo Ruteni apareceu primeiro na forma rex Rutenorum nos anais de Augsburgo do século 12. Fazia parte da tradição de batizar os povos bárbaros pelos escritores latinos. Assim, os dinamarqueses eram chamados de dácios e os atuais alemães de teutões. Os Rus passaram a ser denominados por estes autores latinos como Rutenos.
Em um documento sobre geografia latina do século 12, produzido na França, que diz que a Rússia é também chamada de Rutênia, segundo a frase de Lucano, “Polonia in uno sui capite contingit Russiam, quae et Ruthenia, de qua Lucanus: Solvuntur flavi longa statione Rutheni. " Anteriormente, a Rus tinha sido mencionada como Rugi (uma das primeiras tribos dos godos) e Rutuli (uma tribo itálica mencionada por Virgílio em Eneida). No final do século 12, a palavra Rutênia foi usada, como uma grafia alternativa para Ruscia e Rússia, nos documentos papais em latim para indicar as terras anteriormente dominadas pelo Principado de Kiev. No século seguinte, o termo se tornou a palavra mais usada para se refirir a Rus nos documentos em latim. No século 14, a Rússia de Kiev se fragmentou em vários principados. O Principado de Vladimir-Súzdal e a República de Novgorod, no Norte, foram usurpados pelos mongóis. O principado de Vladimir-Súzdal veio a ser mais tarde o principado de Moscou, que acabaria por assumiu o controle da maioria dos principados do Norte da Rus. O Principado de Moscou, por sua vez se constituiu mais tarde no Reino da Rússia.

Aquelas tribos que habitavam aquela região usavam outras formas da palavra Rus para caracterizá-los e diferenciar de russos, polacos, eslovacos e cossacos e algumas dessas formas também foram latinizadas. Os territórios da Galícia austríaca, da Volínia, de Kiev e outros no Sul foram assaltados pelos mongóis em 1320 e terminaram por se inserir na guarda dos reinos católicos romanos da Lituânia e da Polônia e justamente por isso passaram a ser denominados apenas pela palavra em latim de Rutênia, porque o Papa preferia esta grafia. Ele a usava, por exemplo, quando proclamou um dos príncipes locais, Danilo, como o "Rei da Rutênia".

No idioma polaco estas regiões eram grafadas como, Ruś Halicko-Wołyńska ( Halych-Volínia); Ruś Halicka (Halych); Ruś Biała (Rutênia Branca, Rússia Branca ou Bielorrússia); Ruś Czarna (Rutênia Negra, parte da atual Bielorrússia); Ruś Podkarpacka (Rutênia Subcarpática); Ruś Czerwona (Rutênia Vermelha, pequena faixa da Polônia, na região da cidade de Przemyśl) e a parte ocidental da atual Ucrânia (ou seja a Galícia do Império Austro-Húngaro).

A Polônia monárquica denominada toda aquela região como Voivodia da Rutênia. Os bielorrussos, ou russos brancos sempre foram uma etnia a parte, quando ainda não tinham um Estado, eles se auto-intitulavam litvins, ou seja lituanos. Isto porque, viviam no Grã-Ducado da Lituânia e a palavra rutenos, portanto, não era sempre aplicados a eles.

Contudo, logo após a Segunda Guerra Mundial, os bielorrussos da região de Kresy, na Polônia, que se encontravam em acampamentos formados por refugiados das zonas ocidentais ocupadas da Alemanha pós-guerra, evitar confusão com o termo "russo" e a conseqüente repatriação para a União Soviética (que anexou a região de Kresy depois da guerra), os termos rutenos brancos, e crivianos foram largamente usados. O último desses termos deriva do nome de uma antiga tribo eslava oriental chamada de Krivichs, que foi usado pelos habitantes da Bielorrússia.
E chegamos finalmente ao tema que tem despertado polêmica, mais pelo desconhecimento do método de análise conjuntural da história, do que por posição contrária ao pensamento que norteia este blog, ou seja, o de dar a César o que é de César, mas principalmente, o de dar a Polônia o que é da Polônia, e o de dar aos polacos, o que é dos polacos. Pois da versão dos vencedores, dos usurpadores, dos invasores a literatura mundial já está cheia de inverdades... E o que é pior, confundindo e tornando mentiras em verdades.
No caso da atual Ucrânia é necessário repetir que esta palavra só passou a ser usada, com o fim da segunda guerra mundial e da decisão do georgiano Józef Stalin de manter uma República Socialista Soviética em terras polacas. Antes a única denominação que existia era Rutênia. Quando o Império Austro-húngaro criou fez a Galícia, em 1772, com terras que eram polacas, os Habsburgos quiseram distinguir o povo eslavo local dos polacos e dos russos que habitavam aquela região. A palavra usada pelos habitantes locais em seu idioma, Rusyny, soava como a palavra alemã para russos, Russen. Então, os austríacos adotaram a designação Ruthenen, ou seja, rutenos e continuaram a usá-la oficialmente até a queda do império por volta de 1918.

Mas então de onde vem estas palavras Ucrânia e ucraniano, ou ucraíno?

A resposta está mais uma vez na análise conjuntural da história e não na oficialidade contemporânea dos nomes. Desde 1840, os nacionalistas rutenos encorajaram às pessoas a substituírem o nome "Pequena Rus" pelo de Ukrayina. Que teria o sentido de “em nosso país”.

Entre 1880 e 1900, a campanha daqueles nacionalistas começou a ganhar mais adeptos e paulatinamente Ucrânia foi substituindo a quase milenar Rutênia entre aquele povo que embora eslavo não era polaco, não era eslovaco, não era russo, não era bielorrusso, não era cossaco. Com a reafirmação da república socialista soviética, no pós-guerra, muitos rutenos se recusaram a ter uma nova denominação, eles não aceitaram o termo ucraniano e/ou ucraíno para defini-los, preferiram manter-se fiéis ao antigo nome.

Assim, acabaram por se constituir numa minoria dentro no estado criado impulsionado por Stalin, aqueles que não emigraram para a Polônia, Estados Unidos e outros países ficaram restritos à região da atual Ucrânia Ocidental, ou seja, na fronteira com a Polônia e conseqüentemente nas terras que milenarmente sempre pertenceram a Polônia. Ainda no período entre guerras, os rutenos, ou “Rusyns”, habitaram preferencialmente a região ao Sul da cadeia de montanhas Cárpatos, no Reino da Hungria, denominada Rutênia Subcarpática (que abrangia as cidades de Mukacheve/Mukachovo/Munkács, Uzhhorod/Ungvár e Presov), povoadas pelos Cárpato-Rusyns, grupo de montanheses eslavos orientais. Nessa época, os rusyns da Galícia aceitaram quase que totalmente serem denominados ucranianos, de modos que os cárpato-rusyns foram os últimos eslavos orientais a manterem seu nome histórico. A Rutênia Subcarpática fez parte do reino da Hungria desde o final do século 11, onde ela era conhecida por Kárpátalja. Em 1918, foi incorporada à Tchecoslováquia, como uma entidade autônoma. Depois desse ano, os rusyns foram divididos basicamente em três orientações. A primeira, daqueles que pensavam que os rusyns faziam parte da nação russa; a segunda, daqueles que pensavam que os rusyns faziam parte da nação ucraniana; e, finalmente, daqueles que diziam que os cárpato-rusyns formavam uma nação separada e queriam desenvolver o idioma e a cultura rusyn.

Em 1939, o presidente da Rutênia Subcarpática, Avhustyn Voloshyn, defensor de uma maior aproximação com a Rússia, declarou sua independência como Cárpato-Ucrânia. Em 15 de março de 1939, as tropas do Exército regular húngaro cruzaram novamente a fronteira em direção à Tchecoslováquia, agora o Estado da Cárpato-Ucrânia. O regime de ocupação húngaro era contrário a essa aproximação. Em 1944, o Exército soviético ocupou a Rutênia Subcarpática e em 1946, a anexou à República Socialista Soviética da Ucrânia. Oficialmente, não havia rusyns na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, pois para apagar as marcas do passado, também era imperioso acabar com os termos ruteno e rutênia. Políticos soviéticos e alguns modernos políticos rutenos autodenominados ucranianos, bem como o governo da Ucrânia afirmam que os rusyns são parte da nação ucraniana e evidentemente dizem com isso serem eles um outro povo. Com isto montam estatísticas, onde aparecem diferenciados ucranianos de rutenos.
Embora a maioria da população da oblast Transcarpátia (Zakarpats'ka "Oblast" = "Província") da atual Ucrânia se denominem ucranianos, há ainda uma minoria, que insiste em tentar preservar o idioma e a cultura rutena (rusyn). Uma minoria rusyn também permaneceu depois da Segunda Guerra Mundial no nordeste da Tchecoslováquia (atual Eslováquia). As pessoas da região rapidamente se identificaram com a cultura eslovaca, porque o seu idioma é muito próximo ao da Eslováquia e porque se recusaram a ser chamados de ucranianos, como o governo comunista, depois de 1953, desejava que fossem. O termo rutenos (embora todos os ucranianos sejam rutenos) é atualmente usado apenas para designar a nacionalidade e o idioma de quatro grupos principais de rutenos ( rusyn) que vivem nos Cárpatos.
Após um período de independência, quando conseguiram formar um Estado ajudados pelos revolucionários bolcheviques, entre 1917 e 1921, foi criada a Ucrânia, em 1922, como uma das Repúblicas Soviéticas fundadoras da URSS. O território da República Socialista Soviética da Ucrânia foi ampliado na direção Oeste após a Segunda Guerra Mundial e, novamente, em 1954, com a transferência da Criméia. A Ucrânia ganhou sua independência após o colapso da União Soviética em 1991, tornando-se pela primeira vez na história do povo ruteno um Estado soberano, com o nome de Ucrânia e seu povo com o nome de ucranianos.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A tragédia da Volínia


Antigo cemitério católico em Porycku (atualmente Pawliwka) em homenagem aos mortos.
Foto: Piotr Kowalczyk

Está sendo comemorado, hoje, os 65 anos da tragédia ocorrida contra os polacos da Volínia e na Małopolska (Pequena Polônia) do Leste.

Em 11 de julho de 1943, um grupo de nacionalistas rutenos (hoje denominados ucranianos) assassinaram a maioria dos moradores daquelas regiões. Em algumas localizades, os enfurecidos rutenos dizimaram completamente a população polaca.

A Volínia, hoje no território da República da Ucrânia há mais de mil anos tinha sido terra polaca. Mas nos acordos pós-segunda guerra mundial, o poderoso da URSS, Stalin exigiu dos aliados ocidentais, que aquelas terras deveriam ficar sob seu controle, na República Socialista Soviética da Ucrânia, criada em 1922 por Lenin. Tanto o povo, como o novo Estado que nasceu sobre as terras polacas, há dezenas de séculos, eram denominados respectivamente como Rutenos e sua nação como Rutênia. De um poema do século 19 é que forjaram o nome da nova república: Ucrânia.

Aqueles guerrilheiros rutenos aproveitaram-se do enfraquecimento da Polônia, atacada de todos os fronts, por nazistas alemães e soviéticos russos para o ato mais sangrento nas relações históricas entre polacos e rutenos (ucranianos) e assassinaram cerca de 120 polacos, em sua maioria crianças, mulheres e idosos. Não encontraram reação, porque os soldados do exército polaco estavam se debatendo contra alemães e russos.

Para os organizadores deste dia da memória da tragédia, os atuais ucranianos não devem ser considerados culpados por aquela tragédia, pois inclusive muitos daqueles rutenos (ucranianos da época) ajudaram seus vizinhos polacos a se defenderem dos ataques perpetrados por aquele bando de guerrilheiros. Nesta defesa muitos acabaram morrendo também, assassinados que foram por seus próprios compatriotas.

A voivodia da Volínia foi uma unidade da divisão administrativa do período entre-guerras na Polônia, de 1921 a 1939, além do período da República das Duas Nações Polônia-Lituânia do século 14 a 1795. Sua capital foi Łuck enquanto ainda era a Volínia polaca. Hoje é Lutsk na atual Ucrânia.

Quando polaca, ela era constituída por 11 powiats (munícipios), 22 cidades e 103 distritos rurais (vilas). Em 1921, era habitada por 1.437.569 pessoas e sua densidade populacional era de 47,5 pessoas por km². Embora pouco mais da metade da população fosse de origem rutena, outro tanto era polaca católica, judia e cigana.

Precisamente, 10% eram polacos de origem judaica que viviam apenas nas cidades. Entre os camponeses também existiam algumas pessoas de origem saxônica (atual Alemanha). Os tchecos haviam chegado na região no século 19.

Havia evidentemente os católicos romanos e os ortodoxos do Rito Oriental, assim como haviam judeus e até tártaros de crença islâmica. Em 1939, a população chegou a 2.085.600 e a densidade a 58,4 pessoas por km².

Inicialmente, a área da voivodia era de 30 274 km² (até 1930).

Neste ano, o munícipio de Sarny da voivodia da Podláquia foi anexado à voivodia da Volínia. A área de Sarny era de 5.455 km² e devido a essa mudança, a região aumentou para 35.729 km² (tornando-a a segunda maior da Polônia).

A Volínia, localizava-se na parte sudeste da Polônia, na fronteira Leste com a União Soviética; a Oeste da voivodia de Lublin, a Norte com a voivodia da Podláquia e com as voivodias de Lwów e Tarnopol ao Sul.

A superfície de seu território era em grande parte plano com pequenas colinas. Ao Norte, havia uma faixa plana chamada de Voliana, que se estendia por cerca de 200 quilômetros a partir do rio Bug Ocidental até a fronteira com a União Soviética.

O Sul possuía mais colinas, principalmente no extremo Sudeste, próximo da cidade histórica de Krzemieniec, que está localizada nas montanhas Gologory. Os principais rios eram: o Rio Styr, o Rio Horyn, o Rio Slucz.

A capital Łuck tinha uma população de quase 35.600 habitantes (em 1931). Outras localidades importantes eram: Równe (em 1931 pop. 42.000 hab.), Koweł (pop. 29.100 hab.), Włodzimierz Wolyński (pop. 26.000 hab.), Krzemieniec (pop. 22.000 hab.), Dubno (pop. 15.3000 hab.), Ostróg (pop. 13.400 hab.) e Zdolbunów (pop. 10.200 hab.).

Destas localidades sairam muitos emigrantes que acabaram no Sul do Brasil e, portanto, muitos dos atuais brasileiros são descendentes de polacos e rutenos (atuais ucranianos) que viviam na Volínia polaca.

Mapa da Polônia em 1939 e em vermelho a voivodia polaca da Volínia.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Polônia na parede

Michał Boni, Foto: Sławomir Kamiński / AG

“Podemos ser um dos mais pobres países da União Européia, de onde os mais espertos emigram e onde maioria das empresas mundiais buscam expandir suas atividades ingressando no país com as mais baixas taxas”, alerta o primeiro-ministro Donald Tusk.
O jornal "Gazeta Wyborcza" divulga um avançado "Relatório sobre o capital intelectual Polaco", que será apresentado pelo primeiro-ministro no mercado financeiro de Varsóvia.
Os conselheiros de Tusk o pressionam para que implemente violentas reformas. “Com liberdade tudo irá ser feito, para que o funcionamento do Estado se racionalize. Deveriam todos ter isto na cabeça, que até o final do ano serão eliminadas as barreiras para os negócios.”, confessa Michał Boni, chefe dos conselheiros de Tusk.
Mas que não esperem por efeitos espetaculares, pois estes não poderão ser vistos tão claramente. Não existe lei que elimine os trastes legais., não há reforma financeira pública., reforma da administração, que descentralize o Estado e facilite a administração das grandes cidades, pois estas não virão ainda do governo. Elas deveriam ter chegado ao Congresso em meados de maio passado.
Os autores do relatório prevêem que se nos cinco próximos anos não for feita a reforma do sistema educacional, do ensino superior e da aposentadoria se perderá a chance de ver a Polônia se tornar um dos melhores países da Europa. Os conselheiros alarmam que se o governo não invistir no capital intelectual polaco, os especialistas do futuro não estarão preparados para as novidades da economia.
Atualmente os adolescentes polacos estão na traseira da Europa, no que diz respeito à educação primária. Apenas 41% das crianças vão à pré-escola. Na França, Espanha, Itália, Bélgica a pré-escola é obrigatória. Porque, segundo os consultores é justamente nesta faixa etária que 0 conhecimento intelectual e social se desenvolve. A pré-escola é a chance para as crianças de famílias pobres e excluídas. Esta, podem assim, receber um capital que nunca terão em suas casaa.
Outra área a ser investida é a da preparação e formação de professores, porque os resultados da firma de consultoria McKinsey, aponta que a chance para o desenvolvimento da criança,é mais importante que o aspecto financeiro e que professores na educação na pré-escolar é o fundamento mais importante a ser buscado.
“É muito bom que a Polônia possa apresentar seu primeiro relatório no tema capital intelectual”, reagiu o prof. Witold Orłowski, principal economista da agência de consultoria PricewaterhouseCoopers, ao saber do relatório.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Com um bom custo de vida, por que ir ao estrangeiro?


Os arranha-céus super modernos transformam o visual de Varsóvia
Em Varsóvia, o salário médio ainda é significativamente mais baixo do que em Paris, ou Londres. Porém, ao se observar melhor a relação entre salários e preços, Varsóvia apresenta melhor custo-benefício. Pelo menos é o que o jornalista Aleksander Kropiwnicki escreveu no jornal Dziennik.
Na capital polaca, um empregado pode comprar mais com seu dinheiro do que em Paris e pouco menos do que em Londres. Com a cotação do zloty polaco cada vez mais em alta, tanto a libra britânica como o euro estão ficando relativamente baratos para um comprador poloco. Mas se é assim, por que muitos polacos ainda vão trabalhar no estrangeiro?
O argumento financeiro certamente é o menos importante, assim só resta imaginar que os polacos estão procurando uma oportunidade para aprender idiomas, ganhar experiência e novas habilidades novas e finalmente poderem voltar com uma experiência internacional. Pelo é isto o que entende, Jeremi Mordasewicz, especialista em mercado de trabalho.

Universidade de Lwów (Lviv em idioma ucraniano)
Mais de 600 estudantes polacos já decidiram continuar sua educação em Lwów (Lviv, a principal cidade principal da Ucrânia Ocidental), como informa o jornal Rzeczpospolita. A razão é que se paga pouco para estudar e a reputação internacional da universidade local é alta, além do que a atmosfera de Lwów é especial. Os polacos não esquecem que Lwów foi uma das mais importantes cidades de polacas e também uma das mais amadas no passado. Muitos polacos ainda tratam Lwów como algo especial: ela é uma cidade que pode estar atualmente no exterior, mas de certo modo ainda pertence à herança polaca.

Voltar aqui - Santor

O sentimento de saudade do imigrante independe da etnia...todos sentem a mesma emoção quando voltam a pátria, à origem de sua existência. No Festival da Canção de Sopot de 2002, a veterena cantora Irena Santor voltou a cantar o maior de seus sucessos da década de 60: Powrócisz tu!



Gdy los cię rzuci gdzieś w daleki świat,
gdy zgubisz szcęście swe i poznasz życia smak,
zatęsknisz do rodzinnych stron i wrócisz tu,
wrócisz gdzie twój dom.
Powrócisz tu, gdzie nadwiślański brzeg.
Powrócisz tu zza siedmiu gór i rzek.
Powrócisz tu gdzie płonie słońcem wrzos i głóg,
gzdie cienie brzóz, jak mazowieckich dróg.
Powrócisz tu, gdzie wierzby pośród pól.
Powrócisz tu, gdzie klucze białych chmur.
Powrócisz tu, by szukać swoich dróg i gwiazd,
by słuchać znów jak wiosną śpiewa las...
Powrócisz tu...
Pod niebem wielkich miast swój zgubisz ślad,
osiągniesz to co chcesz za rok, za parę lat,
lecz gdy zdobędziesz wszystko już -
z dalekich stron kiedyś wrócisz tu...


Tradução livre (Ulisses Iarochisnki):

Quando o destino te leva ao fim do mundo,
quando perdes tua alegria e reconheces o sabor da vida,
sentes saudade da parte da família e voltas aqui,
voltarás onde está tua casa.
Voltarás aqui, onde estão as margens do rio Vistula.
Voltarás aqui por trás das sete montanhas e rios.
Voltarás aqui onde o sol quente esquenta e arde,
onde as sombras da bétula são estradas da Mazovia.
Voltarás aqui, onde salgueiro fica sempre no meio.
Voltarás aqui, onde estão as chaves das nuvens brancas.
Voltarás aqui, a procurar tua estrada e tuas estrelas,
a escutar novamente como canta a floresta na primavera...
Voltarás aqui...
Debaixo do céu das grandes cidades onde perdes teu rumo,
alcançarás isto o que queres a cada ano, durante vários anos,
cuide quando já tiveres tudo -
na outra parte distante do mundo quando voltares uma vez aqui...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Faszerowana kapusta


o repolho faz parte da culinária polaca, desde "priscas" eras. O repolho azedo então, nem se fale. Na Polônia, ele é produzido em imensos barris de madeira e não se chama chucrutes, não! Seu nome é kapusta kwaszona (pronuncia-se capusta kvachona). Um receita bastante apreciada é esta de repolho com almôndegas. Nesta receita, entretanto, o repolho utilizado é fresco.

Ingredientes

- 1,5 kg de folhas grandes de repolho

- Folhas de louro

- pitada de pimenta do reino (1 grama)

- pitada de sal (8 gramas)

- 650 gramas de pernil de porco

- 280 gramas de carne de vaca

- 25 gramas de banha

- 120 gramas de cebola

- 2 pães velhos

- 1 ovo

Modo de fazer

Depois do repolho estar bem limpo, colocá-lo em água fervendo. Das folhas da cabeça, recortar o talo. Molhar na água um dos pães e expremê-lo. Moer o pão com a carne acrescentando os temperos, o ovo com a cebola rapidamente frita. Jamais adicionar cebola crua. Misturar e colocar uma porção deste ingrediente na folha de repolho previamente preparada, enrolando-a nos dois lados de fora para dentro. colocar firme na panela com os demais temperos e água. Tapar a panela e cozinha. Sirva com molho de tomates.

Praia de sol na Polônia


Foto: Ulisses Iarochinski

Quem estiver pensando em curtir um verão polaco na Praia, pode optar pelas praias de Świnoujście, na Pomerânia polaca. este prédios são novissímos a cem metros de uma praia do Báltico, completamente virgem. Os apartamentos podem ser alugados via internet no site www.baltichome.pl   Świnoujście fica quase na fronteira com a Alemanha, a cerca de duas horas de viagem de Berlim.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Maior festival do mundo



Encerrou-se neste fim de semana com um grande concerto no mágico bairro do Kazimierz ,em Cracóvia, o “18 lat Festiwal Kultury Żydowskiej” (18 Festival da Kultura Judaica). Durante dez dias os melhores e mais importantes artistas judeus de todo o mundo fizeram da antiga capital real da Polônia um espaço de paz e concórdia. Foram mais de 200 eventos reunidos m vários locais da cidade. Os moradores e turistas puderam ouvir música klezmerska, chasydzka, popular, clássica e cantos de sinagoga, além de filmes, exposições, teatro, encontros de escritores. No sábado, o concerto „Szalom na Szerokiej” contou com a participação do astro da música iidich, Theodore Bikel. Durante mais de uma semana passaram por Cracóvia, Menashe's Dream, performance baseda no I.B com o cantor Adam Sroka; concerto com Itzchak Meir Helfgot (Israel), Azi Schwartz (Israel), Benzion Miller (USA), Daniel Gildar (USA), Neimah Cantors' Choir (UK), e Marc Temerlies (UK); Workshops sobre Dança Judaica com Steven Weintraub (USA), Jeff Warschauer, Deborah Strauss e Brotman (USA); Ceremonia de honra para os polacos que preservam a memória judaica; exibição dos filmes, “Song of David” dirigido por Oded Turgeman (20 min., 2007, USA)) e “Orthodox Stance” com direção de Jason Hutt (82 min., 2007, USA); e muitos outros.
P.S. O festival é a resposta para a manifestação despropositada do rabino de Tel Aviv sobre o anti-semitismo polaco.


Rabino ataca polacos


O jornalista Rafał Aleksander Ziemkiewicz, colunista político e econômico do jornal Rzeczpospolita, escreve hoje em sua coluna sobre as controversas posições do rabino de Tel Aviv, e o padre católico polaco Rydzyk.
Ziemkiewicz informa que o rabino israelense manifestou que todos os judeus que se encontram na Polônia deveriam imediatamente viajar a Israel, porque os polacos são anti-semitas. Segundo o jornalista não deixa de ser interessante a posição do rabino, já que de fato, existe um "pouco" de anti-semitismo na Polônia, mas não tanto quanto afirma o líder religioso judeu. Prova de que existe algo é a pregação constante do Padre Rydzyk, dono da rede de rádio Marija. Mas daí a afirmar que todos os polacos são... "é uma grande mentira". Fosse verdade o que diz o rabino, então todos os judeus do mundo inteiro teriam que correr imediatamente para Israel.
"O resultado deste empenho em afirmar que existe um anti-semitismo polaco é excepcionalmente malicioso, partindo de um santo rabino, e com diversas conseqüências. Talvez tivesse razão um outro rabino, mais esperto e de maior alcance mundial, mas este que do Monte Calvário frequëntemente repete a mesma idiota manifestação, fica difícil, pois este judeu estúpido é um verdadeiro desastre." afirma Ziemkiewicz.
Uma declaração diferente deste anti-semitismo polaco ficou caracterizada num relatório apresentado na União Européia que fala em invenção judia. O colunista do Rzeczpospolita em outro trecho escreve que, "O relatório do ministro Schetyn com base em estudos de peritos em xenofobia e anti-semitismo não detectou este ódio polaco preconizado por este estúpido rabino."
Para Ziemkiewicz, com este tom malicioso e mentiroso, o rabino de Tel Aviv, o que mais quer é atiçar os cães raivosos contra a Polônia. E assim influenciar de alguma forma a liberação de dinheiro da União Européia para investimentos em infra-estrutura no país.

P.S. Interessante é que este rabino, assim como alguns outros judeus, espalhados pelo mundo esquecem-se que os judeus viveram 800 anos na Polônia, depois que todos os reis católicos da Europa, os expulsaram de seus reinos na idade média. Quando a rainha espanhola, a católica Isabel expulsou os judeus da sua nova Espanha, foi a Polônia destino dos judeus sefardis. Quando os reis católicos portugueses os forçaram se converter ao cristianismo, foi a Polônia destino daqueles que não quiseram trocar seus sobrenomes para Silva, Carvalho, Pereira. E os judeus só acabaram na Polônia pela intervenção do monstro alemão nazista Hitler. Nestes oito séculos, a Polônia foi a Polin - pátria dos judeus. Fosse a Polônia anti-semita como explica este rabino, o fato de Cracóvia sediar há 18 anos o maior Festival da Cultura Judaica em todo o mundo?

domingo, 6 de julho de 2008

Toda a Euro 2012 na Polônia?

O Ambar Estádio ainda não começou a ser construído em Gdańsk. Foto: Renata Dabrowska / AG

UEFA está considerando fazer os jogos de três grupos, ao invés dos dois previstos, além das duas semifinais e a grande final da Euro2012, na Polônia. Como se sabe a abertura será em Varsóvia e a final prevista para Kiev.
Michel Platini visitou Varsóvia e Kiev (Kijów - kiiúf, em idioma polaco) nesta semana checando o andamento dos preparativos para a próxima Copa de Seleções Futebol da Europa 2012. Na quarta-feira, o presidente da UEFA conversou com o presidente da federação de futebol polaca Michał Listkiewicz, com o ministro dos esportes Mirosław Drzewiecki e com o primeiro-ministro Donald Tusk; e na quinta-feira, esteve com a primeira-ministra Julia Tymoszenko; com o vice-primeiro-ministro Iwan Wasiunyk; com o ministro dos esportes Jurij Pawłenko e finalmente com o presidente da Ucrânia Wiktor Juszczenko.
O relatório da inspeção será apresentado no Congresso da UEFA em setembro próximo, na cidade francesa de Bordeaux. Mas a imprensa dos dois países pode sentir que se a situação na Polônia está calma, na Ucrânia existem motivos de preocupação. Embora três estádios ucranianos estejam praticamente prontos, em Donieck, Dniepropietrowsk e Kharkov, um dos inspetores franceses deixou escapar que a Ucrânia ainda não tem hotéis, aeroportos, estradas em condições de sediar o campeonato. Os próximos três meses, portanto, serão decisivos para que os ucranianos possam efetivamente sediar o evento.
Não que a situação da Polônia seja melhor, pois apenas o estádio do Wisła Kraków, em Cracóvia, esteja quase pronto, a cidade é apenas reserva. As outras quatro cidades titulares, Varsóvia, Poznań, Gdańsk e Wrocław ainda nem começaram a construção de seus estádios. Mas Cracóvia, no item infra-estrutura (aeroporto, estação de trem e ônibus, estradas, hotéis e comunicações) estaria em condições de ser uma das sedes já no próximo ano.
Aos jornalistas, na Ucrânia, Platini, falou de forma enigmática, que os próximos três meses serão decisivos para os ucranianos provar que podem sediar a Euro2012, “eu acredito em vocês. Mas nós precisamos apenas de algumas garantias e tudo estará bem para vocês”.

Platini é recebido com pão e sal no aeroporto de Kiev. Foto: Andrey Lukatsky

O presidente Juszczenko por sua vez garantiu ao presidente da UEFA, que as finais do torneio em seu país serão “do mais alto nível. Nós não o desapontaremos!”
No caso da decisão do Congresso da UEFA for negativa para a Ucrânia, a Polônia, além do estádio em Chorzów (o maior da Polônia, onde a seleção mandou seus jogos nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006 e Euro2008), já estão prontos os estádios do Korona em Kielce e o do Lech em Poznań. Mas Chorzów, ao lado de Katowice (a maior área metropolitana da Polônia com mais de 3,5 milhões de habitantes) por ora é apenas sede reserva e a cidade de Kielce não está prevista nem como reserva.
Apesar dos rumores, o ministro dos esportes da Polônia, Mirosław Drzewiecki, não acredita na possibilidade de seu país sediar todo o evento sozinha. Mas parece ser voz solitária, pois todos no momento se perguntam se o problema é o número de seis estádios, necessários , para sediar toda a Euro2012, este não existe, pois os dois estádios reservas são os únicos que já estão praticamente prontos. O estádio nacional, em Chorzów só precisa de reformas e o de Cracóvia, falta apenas uma tribuna para estar concluído.

Astros polacos em Curitiba


Um jovem curitibano, descendente de polacos, de forma espontãnea e solitária faz campanha via e-mail, orkut e nas ruas de seu bairro em prol da música popular da Polônia em Curitiba. Atuante em grupo folclórico polaco, Carlos (Lexinovski) Surek dos Prazeres, já distribuiu mais de 15.000 panfletos no bairro Santa Cândida, (ex-colônia de imigrantes polacos de Santa Cãndida). Surek pessoalmente distribuiu estes panfletos divulgando alguns dos nomes mais freqüentes nas paradas de sucesso da Polônia em portas de colégios, parques e até em casas de shows noturnas.
"Escolhi Santa Cândida pois é meu bairro, onde vivo há 17 anos. Sou de poucos meios mas acredito que o amor é protetor. Amo a Polônia e protejo a verdadeira idéia que devemos ter da pátria de nossos “avós”, explica o jovem curitibano, para quem a música da nação polaca é feita não só de grandes nomes do passado, mas também dos grandes ídolos da atualidade, que são praticamente desconhecidos pela comunidade de descendentes de imigrantes polacos do Sul do Brasil.
Entre as gerações mais velhas é muito comum o cantarolar de músicas como "Hej Sokoło", "Szła dziewieczka do laseczka", "Góralu czy Ci nie żal", mas nunca ouviram falar de Monika Brodka, Kaya, Grechuta, Kazik e Edyta Geppert.
Esta ação de Carlos Surek dos Prazeres é individual e voluntária e ele busca conhecer o panorama musical da atualidade polaca através da Internet, nos sites do youtube, rádios e TVs polacas e outros.

sábado, 5 de julho de 2008

Missa e almoço polaco em São Paulo

Com certeza terá bigos, o tradicional prato de repolho com carnes

Amanhã, domingo, dia 06, após a tradicional Missa da Comunidade Polaca (celebrada no idioma polaco pelo Capelão Pe. Andrzej Wojteczek SChr), e a participação do Coral Polaco de São Paulo, será realizado almoço com comida típica da Polônia. Este encontro cultural pretende se tornar habitual todo primeiro domingo do mês. Hora: 11:00 horas,
Local: Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. Pça. Cel. Fernando Prestes, 233, bairro Bom Retiro, São Paulo - SP, Tel. (11) 3227-6023 / 3326-7729. Fica próximo do metrô Tiradentes.

Hitler no Tussauds de Berlin


Adolf Hitler, com a aparência mal-humorada, voltou a Berlin. Não, ele não ressuscitou, pelo menos não voltou a vida, mas sua figura em cera foi introduzida está semana no novo museu de cera de Berlim.
A polêmica imediatamente girou o mundo lançando a incógnita sobre se a nova filial do museu de cera Madame Tussauds, realmente abra suas portas ao público neste sábado. Os que não admitem tal ícone já se manifestaram dizendo que é inapropriado expor o ditador nazista, responsável pela maior tragédia da humanidade em um museu junto com estátuas de celebridades, popstars, estadistas mundiais e heróis.
Para Meike Schulze, diretora na Alemanha da Midway Attractions, responsável pelo museu Madame Tussauds de Berlim, "Seria uma pena se Hitler dominasse tudo." Mas foi justamente o que acontceu na pré-inauguração na última quinta-feira, mais de 200 repórteres e cinegrafistas ignoraram as réplicas de George W. Bush, de Angela Merkel, de Beethoven, de Albert Einstein, de Madonna e de Brad Pitt. Empurraram-se para disparar os obturadores de suas câmaras para um canto ocupado pela figura inconfundível de Hitler. Vestindo terno cinza, o "monstro" olha para baixo com pessimismo. Diante dele uma grande mesa de madeira, e ao fundo um mapa da Europa cobre a parede do bunker escuro.
Aproximadamente 25 artistas levaram quatro meses produzindo a figura do líder nazista. Para tanto se utilizaram de 2.000 fotos e tendo com base o modelo do "Fuehrer" exposto no Madame Tussauds de Londres. Na Alemanha, é proibido expor símbolos nazistas ou obras de arte que glorifiquem Hitler. Quem o fizer é condenado pela justiça.

Pai Nosso

Para aqueles da religião católica apostólica romana aqui está o Pai Nosso escrito em idioma polaco:
MODLITWA PAŃSKA
Ojcze nasz,
Któryś jest w niebie,
Święć się imię Twoje.
Przyjdź królestwo Twoja.
Bądź wola Twoja
Jako w niebie tak i na ziemi.
Chleba naszego powszedniego
Daj nam dzisiaj.
I odpuść nam nasze winy,
Jako i my odpuszczamy
Naszym winowajcom.
I nie wódź nas na pokuszenie,
Ale nas zbaw ode złego.
Amen.

pronúncia: Ójtché nách, kturich iést f niébié, chvientch chien imien tvóié, pjiidji cruléstvo tvóia, bondji vola tvóia, iaco f niébié ták i na jiemi. Rrrrhhhléba nachégo pofchédniégo, dai nam djichiái, i odpuchtch nam náché vini, iako i mi odpuchtchami, nachim vinovaitssón, i nié vódji nas na pocuchénié, alé nas zbáf óde zuégó, ámen.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Editorial do Blog

Parafraseando o espaço nobre de veículos de comunicação, como jornais, revistas, rádios, TVs, sites de internet e outros, o presente texto tem a pretensão, neste momento, de ser o Editorial deste Blog JAROSINSKI do Brasil.
Assim como é ensinado nas escolas de comunicação, um editorial exclusivamente expressa a opinião do editor, ou do proprietário do meio de comunicação social, em espaço nobre e definido da publicação, ou emissão. Ele é seguido pelo expediente, ou seja, por lei é necessário que se publique, ou se dê a informar, quem é o responsável pela publicação, e no caso, também por lei, esta pessoa deve ser um jornalista profissional, de preferência com formação universitária específica na função jornalística e seu registro profissional junto ao Ministério do Trabalho.
Apesar de ser algo de cunho essencialmente técnico na área da comunicação social, em vista de alguns comentários postados no blog, nos últimos dias, vejo-me na contingência de deixar claro quais são as divisões de um jornal, revista ou outro veículo. Este se apresenta através de editorias diversificadas, ou mais comumente, dos chamados cadernos. Estes, por sua vez, são definidos por assuntos ou temas, ou ainda por modalidades de textos. Assim que, além do editorial já mencionado, existem as editorias de esportes, política, polícia, economia, cultura, programações artísticas, colunas de opinião de jornalistas, ou pessoas de notório saber em suas áreas que escrevem crônicas, poesias, opiniões pessoais, ou simples ataques, ou elogios a qualquer coisa ou pessoa. Escrito isto e tendo em vista que com o advento da Internet e do uso cada vez mais crescente deste meio de comunicação social cibernético pela chamada grande imprensa, surgiu um novo canal de comunicação para os jornalistas, ou pessoas de qualquer profissão, ou não, que não necessariamente são assalariados de algum veículo de comunicação.
Este canal se chama blog, ou seja, um “caderno” de apontamentos que permite ampla liberdade de comunicação e que exclusivamente tem na informalidade do texto, na criatividade da apresentação sua maior e talvez, única característica.
Segundo o criador do canal e termo blog, Jorn Barger, editor do blog original robotwisdom http://www.robotwisdom.com/ e que concebeu o termo - "weblog" - em 1997, este é uma página da Web onde um diarista (da Web) relata todas as outras páginas interessantes que encontra. O termo foi alterado por Peter Merholz, que decidiu pronunciar "wee-blog", que tornou inevitável o encurtamento para o termo definitivo "blog". Rebecca Blood, pioneira no uso de blogs, relatou suas experiências, explicando que em 1999, os blogs eram distintos tanto em forma como conteúdo das publicações periódicas que os precederam (ezines e journals). Eles eram rudimentares em design e conteúdo, mas aqueles que os produziam achavam que estavam realizando algo interessante e decidiram ir adiante. Os blogueiros referenciavam entradas interessantes em outros blogs,normalmente adicionando suas opiniões. Créditos eram concedidos a um blogueiro individual quando outros reproduziam os links que este havia encontrado. E assim a comunidade cresceu. Os blogueiros pioneiros trabalharam para se tornar fontes de links para material de qualidade, aprendendo a escrever concisamente, utilizando os elementos que induziam os leitores a visitar outros sites.
O panorama mudou quando, em 1999, diversas empresas lançaram softwares desenvolvidos para automatizar a publicação em blogs. Um destes softwares, chamado Blogger, apresentava enorme facilidade para publicação de conteúdo, e com a sua interface privilegiando a escrita espontânea, foi adotado por centenas de pessoas.
Mas a mensagem passou a modelar o meio. A blogosfera, termo que representa o mundo dos blogs, ou os blogs como uma comunidade ou rede social, cresceu em ritmo espantoso. Em 1999 o número de blogs era estimado em menos de cinqüenta; no final de 2000, a estimativa era de poucos milhares. Menos de três anos depois, os números saltaram para algo em torno de 2,5 a 4 milhões. Atualmente existem cerca de 70 milhões de blogs e cerca de 120 mil são criados diariamente, de acordo com o estudo State of Blogosphere. O estudo revela que a blogosfera aumentou em 100 vezes nos três últimos anos e que atualmente ela tende a dobrar a cada seis meses. Esse aumento significativo no número de blogs ao longo dos anos, fez com que a grande mídia desse maior importância ao fenômeno: entre 1995 e 1999 apenas onze artigos jornalísticos sobre blogs foram publicados. No ano de 2003, estima-se que 647 artigos foram publicados.
Portanto, um weblog é uma página da Web cujas atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). Estes posts podem ou não pertencer ao mesmo gênero de escrita, referir-se ao mesmo assunto ou ter sido escritos pela mesma pessoa.
Isto posto e com todo o respeito e consideração que tenho por todos aqueles que acessam meu blog JAROSINSKI do Brasil, creio, ser necessário dizer, que faço uso deste espaço para expressar basicamente minhas impressões e experiências num país, numa nação que diz muito de minhas, origens étnicas, ou seja, a Polônia e seus polacos. Prestes a completar um ano de existência este blog não é necessariamente um jornal impresso, ou uma revista, ou uma versão on-line de um jornal, revista, TV ou rádio... Muito pelo contrário, ele é o que ele realmente é: um espaço livre de censura, de imposições técnicas jornalísticas, ou direcionamento comercial, mesmo porque o trabalho de pautar, pesquisar, traduzir, escrever, editar este blog é totalmente não remunerado.
Nos últimos dias, pelo menos três leitores anônimos, enviaram comentários, em parte elogiando meu trabalho de informar sobre as coisas da Polônia e de seus polacos, e por outro lado, criticando minhas opiniões, rotulando minhas convicções políticas e sociais e pretendo transformar meu blog num autêntico veículo de comunicação.
A proposta primeira deste blog é divulgar minhas impressões, portanto, não existe autocensura nem proselitismo. Não é um blog apenas noticioso, não é um blog apenas de imagens, não é um blog feito apenas para registrar comentários de leitores. Não! Este é o meu blog. Ele é resultado do que eu sinto quando me deparo com informações que me remetem às minhas leituras, meus estudos, minhas reflexões, minhas opiniões, sejam estas concordes ou não com a dos leitores que eventualmente as lêem.
Alguns destes comentários foram jocosos, como o daquele anônimo que ofensivamente sugere que me candidate ao cargo de prefeito de Cracóvia, ou de Curitiba. E que chega ao cúmulo de afirmar que eu estaria em campanha para separar o Sul do Brasil com o intuito de fazer uma República Separatista dos polacos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ou aquele outro, ou seria o mesmo, que diz se apresentar anonimamente para não estragar uma amizade. Ou aquele que insistindo afirma, que todo o texto colocado no blog necessariamente expressa minha concordância com os autores dos textos que traduzo. Ou ainda, aquele que deixa entrever, que talvez eu não seja jornalista, justamente porque, na coluna ao lado, apresento-me como tal. Ou seja, ironicamente quer desacreditar minha profissão, pois diz, “o jornalista que você alega ser”.
Em função destes comentários equivocados sobre meu blog, minha pessoa, minhas convicções, tenho que deixar claro que:
1 - Sou jornalista profissional diplomado e registrado no Ministério do Trabalho, portanto, não alego, mas posso comprovar com os diplomas de bacharel da Universidade Federal do Paraná e especialista em rádio e televisão pelo Instituto Oficial de Rádio e Televisión da España. Além do registro no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná.
2 - jornalista também escreve os editoriais dos jornais e outros veículos de informação, e, portanto, é também um profissional que emite sua opinião pessoal.
3 - Um blog não é um jornal e, dessa forma, é um espaço não só de notícias, mas principalmente é um local cibernético, de impressões pessoais de quem escreve, independente de ser jornalista, ou não.
4 – não sou fascista, não professo as idéias de Hitler, Mussolini, Salazar, Vargas, Franco, Stalin, Garrastazu e Pinochet.
5 – sou (e confesso que não é fácil ser) progressista, de esquerda e, portanto, ao contrário dos citados no item anterior, defendo a mais ampla liberdade do pensamento.
6 – que sou brasileiro, descendente de polacos e não de poloneses.
7 – Que me ufano da história da Polônia e sinto orgulho por isto... da Polônia, dos polacos e dos descendentes de todas as etnias.
8 – Que alemães, russos, saxões, tártaros, suecos, prussos, austríacos são inimigos milenares da Polônia e dos Polacos. Que tais etnias procuraram ao longo da história dizimar os polacos e não pagaram ainda por estes crimes contra a humanidade, aqui, representada pelos polacos.
9 – Que vou continuar a ser eclético na eleição dos assuntos, temas, notícias, informações, curiosidades e etc. Que não serão elogios capciosos tentando moldar meus textos, que me censurarão.
10 – Que sendo meu, este blog, reservar-me-ei ao direito de apenas publicar comentários que me apeteça. Aqueles que discordarem dos meus textos ofereço duas opções, enviar diretamente ao e-mail iarochinski@gmail.com suas opiniões divergentes, e aí se identificando, ou criar um blog para escreverem o que bem entenderem.
E finalmente agradecer a todos aqueles que entendem o espírito de meu blog, o lêem e sugerem temas e assuntos e principalmente me respeitam e se identificam. Sinto ter que escrever isto, mas não tenho interesse algum em ter amigos anônimos. Se o temor de perder minha amizade impede que se identifique, então que procure outros amigos... Não a mim.
E por favor... Se não concordam, estejam livres, para bater à porta de outra freguesia.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ingleses não apostam em Kubica

Foto: Benoit Tessier - Reuters

O polaco Robert Kubica, apesar da ótima performance no campeonato e o segundo posto na classificação geral, ainda não encantou os apostadores ingleses. Para estes, o favorito para vencer o Grande Prêmio da Grã-Bretanha são os pilotos da Ferrari e Lewis Hamilton.
Kubica perde até para Heikki Kovalain da McLaren. O polaco, apesar das patriotadas inglesas, italianas e brasileiras tem demonstrado a maior regularidade entre todos os pilotos, mesmo não pilotando uma máquina de ponta.
Entre os maiores favoritos a vencer Sylverstone, neste domingo, estão Raikkonen com (6/4) e Massa com (3/1). Quanto a "pole position" os apostadores elegem Raikkonen, Massa ambos com (9/4) e Hamilton com (5/2). A chance de Kubica é de 12/1.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Alemã quer a Polônia fora da UE


A Eurodeputada alemã do Partido FDP Silvana Koch-Mehrin sugeriu, que se a Polônia não quiser ratificar o Tratado de Lisboa, deverá ser afastada da União Européia. "Chegou a hora dos populistas: o presidente polaco novamente causa stress nos assuntos europeus", afirmou a eurodeputada liberal na entrevista com o jornal "Passauer Neue Presse".
"Alerto, que a UE não deve permitir, ou se assegurar para deter, mas dizer claramente: Ou o país é membro da UE, na questão Tratado de Lisboa, ou não", acrescentou Koch-Mehrin. Segundo a alemã, se a Polônia decide ir por outro caminho, pode buscar outra forma de cooperação com a União Européia. O presidente Lech Kaczyński, em entrevista ao jornal "Dziennik" ontem, afirmou que sua assinatura no Tratado de Lisboa, após o fiasco do referendo na Irlanda, seria infundada.

P.S. Interessante é que a alemã não sugeriu a mesma coisa para a Irlanda que votou contra. Depois ainda existem pessoas que na questão alemã-polaca, chamam os vizinhos de "pobres alemães" e que ao lerem notícias como essa, equiparam os autores polacos das notícias e este blogista-tradutor de preconceituoso, fascita e discriminador. Ou seja, não se pode escrever que os alemães são preconceituosos e fascitas, pois este ato, no entender de alguns equipara o autor do texto ao objeto da notícia.

Menos fábricas, mais serviços

Cracóvia foi a cidade que recebeu o maior número de novas empresas

Cerca de 13 milhões de euros foram trazidos do exterior para serem investidos este ano na Polônia. São dois milhões a menos do que se previa. Cada vez mais o dinheiro trazido é investido em serviços e pesquisas.
Ano passado, os investimentos estrangeiros foram empregados em projetos que alcançaram 13,5 milhões de euros. Os prognósticos da PAIiIZ - Agência Polaca de Informações e Investimentos Estrangeiros apontava que para 2008 poderiam chegar a 15 milhões de euros, igualando o recorde de 2006. Para Paweł Wojciechowski, presidente da PAIiIZ, ao se olhar para os resultados do primeiro semestre de 2008, não resta a menor dúvida de que eles são bastante otimistas, “pois até o final de abril, de acordo com o Narodowe Bank Polski, haviam entrado 4,8 milhões de euros”. A PAIiIZ mantém conversações com 40 empresas, as quais vão oferecer aproximadamente 11 mil novos postos de trabalho.
“A maioria destes projetos de implantação são de empresas dos Estados Unidos, Índia e alguns países da União Européia, como Irlanda, Holanda e Grã-Bretanha”, informa Wojciechowski. No ano passado, dos 38 investidores estrangeiros que conversaram com a PAIiIZ, 11 decidiram-se por se instalar no centro do país. Abriram seis mil empregos e investiram cerca de 30 milhões de złotych.
Para o economista Mariusz Jan Radło do SGH-Instytut Gospodarki Światowej, a área de serviços passa por uma onda mundial sem precedentes e a Polônia é coberta por este movimento, com mais de 150 centros de serviços, sendo 53 institutos de pesquisa, 36 agências financeiras, e pelo menos 24 “Call center”. Os Norte-americanos lideram este tipo de investimento na Polônia com 55 empresas dos Estados Unidos. Já funcionam no país centros de pesquisa da Motorola, da IBM, da SAS Institut, além da Hewitt e da Philip Morris. Também se instalaram 16 empresas alemãs como a Bayer, AZSoft e a Lufthansa.
Para mais de 770 firmas alemãs, que buscam se instalar nesta região da Europa, a Polônia é o quinto melhor lugar para se investir depois da Tcheca, Eslováquia, Eslovênia e Alemanha. Em 2007, a Polônia encontrava-se na décima posição. Na área de serviços já se instalaram também oito empresas suecas, sete francesas, sete britânicas, sete da Índia e algumas da Coréia do Sul.

Palácio Branicki aberto aos turistas

Foto: Uniwersytet Białystok

O Palácio Branicki – jóia da arquitetura polaca do século 18, considerado o mais valioso edifício histórico da cidade de Białystok, e que no momento cedia a Faculdade de Medicina da Universidade daquela cidade do Nordeste Polaco, foi oficialmente aberto para o turismo.
De acordo com o assessor de imprensa da Uniwersytet Białystok, prof. Lech Chyczewski, era difícil atender aos pedidos de visitas dos moradores e turistas, pois interferia no funcionamento da Faculdade. Mas por decisão do conselho universitário, foram contratados funcionários e seguranças para poder atender a demanda de visitas e estipulado horários nos fins de semana e feriados.
Os visitantes terão acesso a Aula Magna (salão nobre da Faculdade), corredores, escadaria, três salas com uma coleção de objetos dos antigos donos Jan Krzysztof Klemens Branicki e Izabela Poniatowski Branicki e a capela com o trono papal utilizado por João Paulo II durante sua visita à cidade em 1991.
O palácio em estilo barroco foi construído entre 1691 e 1697 pelo magnata polaco Jan Krzysztof Klemens Branicki e serviu como residência de férias. Nele receberam personalidades importantes da época como os poetas Francis Karpiński e Elżbieta Drużbacka, o rei polaco August Stanisław II e também o imperador austríaco Joseph Habsburg II. Da primeira partilha da Polônia até 1807, o palácio ficou sob domínio prusso quando então passou para o domínio do Império Russo. Os alemães nazistas não o perdoaram e colocaram-no abaixo durante a Segunda Guerra Mundial. Mas o governo polaco o reconstruiu entre os anos de 1946 a 1960, e finalmente foi entregue à Universidade.
O palácio Branicki se rivaliza com o palácio Wilanów de Varsóvia. A polêmica é sobre qual dos dois é realmente o "Versalhes” polaco. Os Branicki, embora possuindo um palácio dos mais bonitos da Polônia, viviam mesmo em Choroszcz e não em Białystok.

Platini realiza inspeção

Michel Platini e o ministro dos esportes Mirosław Drzewiecki, Foto: AFP

"Tudo bem, e ficar ainda melhor", assim se manifestou o vice-diretor da comissão parlamentar de cultura física e esportes Ireneusz Raś, sobre a conversa que manteve com o presidente da UEFA, Michel Platini, e os diretores do Ministério dos Esportes e Turismo encarregados da organização da Euro2012.
A conversa de meia hora de Platini com o ministro dos esportes e turismo polaco Mirosław Drzewiecki, contou com as participações do presidente da PZPN (Federação Polaca de Futebol) Michał Listkiewicz, com o presidente do Narodowe Centrum Sport, Michał Borowski e do chefe da comissão PL2012 Marcin Herra.
Ao sair do Centro Olímpico de Varsóvia, o francês Michel Platini conversou por alguns minutos com os jornalistas. Questionado sobre o resultado da conversa, disse que, o dia estava quente e ensolarado, tal qual foram as conversações. Às 15:30 horas, o presidente da UEFA se encontrou com o primeiro ministro Donald Tusk, e às 17:45 horas estava prevista audiência com o Presidente da República Lech Kaczyński. Durante toda a visita, Platini esteve acompanhado de uma delegação da UEFA, que avaliará as condições da Polônia sediar junto com a Ucrânia a Copa de Seleções Européias de Futebol EURO-2012. Amanhã, quinta-feira a delegação da UEFA visitará a Ucrânia.