sábado, 13 de junho de 2009

Bieżanko: Introdutor da soja no Brasil

Um recorte de jornal antigo comprova outra das contribuições e influências da imigração polaca para o Brasil. Embora haja nos meios acadêmicos, culturais e mediáticos do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife uma força tarefa encarregada de mostrar o Brasil mulato, o Sul com seus imigrantes de olhos azuis e pele clara, também exerceu e exerce um peso considerável neste Brasil de muitos Brasis. Pois como diria os versos consagrados pela voz da inigualável Elis Regina, "O Brazil não conhece o Brasil". O texto abaixo é a integra de uma coluna publicada num jornal do Rio Grande do Sul, na década de 60.
O Ministério da Agricultura vem de consagrar oficialmente o ilustre e desde longa data colaborador de C&Q, Czesław Bieżanko, como introdutor da soja no Estado do Rio Grande do Sul. Tal fato vem tendo grande repercussão nos meios agronômicos gaúchos, não só através da divulgação da imprensa sulina, como das referências fornecidas pelo “Anuário Brasileiro de Imigração e Colonização”, editado pelo referido ministério. Entre outras considerações, notícia autorizadamente aquela publicação:

“Vemos, aí, o Eng. Polaco Prof. Czesław Marian Bieżanko catedrático da Escola de Agronomia Eliseu Maciel, do Instituto Agronômico do Sul, da Universidade Rural do Sul (Pelotas), que foi o introdutor e orientador da cultura da soja, cujas primeiras sementes, trouxe da milenar Polônia civilizadora. O Prof. Czesław Marian Bieżanko em colaboração com um grupo de imigrantes polacos (alguns membros do Exército Imperial da Rússia), fizeram as primeiras plantações de soja em Santa Rosa das Missões, Guarani das Missões e diversos outros municípios do fabuloso Vale do Rio Uruguai, a Califórnia do Rio Grande, cuja cultura, uma vez tornando-se vitoriosa, está ganhando celeremente milhares de adeptos, transformando-se hoje numa das mais seguras e promissoras riquezas do Estado e do Sul do Brasil. Em verdade a soja marcha para se tornar a principal cultura agrícola do Rio Grande do Sul, dadas as suas fabulosas possibilidades.
Diz o Prof. Bieżanko: “A soja é conhecida no Extremo Oriente desde os tempos mui remotos. As pesquisas históricas demonstraram que, já há mais de 5.000 anos a soja encontrou enorme aplicação e consumo, por motivo do extraordinário valor nutritivo de suas sementes. Sem exagero algum, devemos dizer, que desde fins do século XVII, a soja é alimento básico na China, Coréia, Manchúria e Japão. Na parte Oriental da Rússia Asiática, o chamado leite de soja substitui, em muitíssimas localidades o leite de vaca. No comércio universal, a semente de soja cada vez mais ganha maior importância. Na Polônia, a soja foi conhecida no século XIX, mas somente depois da guerra russo-japonesa, os problemas (principalmente os oficiais serviram no Exército Russo e que voltaram), trouxeram consigo muitas sementes de diversas plantas do Oriente, entre elas várias dezenas de variedades de soja. Trabalhos sobre seleção da soja, observações e estudos sobre esta planta, executaram-se na Polônia, sob a direção dos professores J. Muszyński e Z. Strazewicz, no Jardim das Plantas Medicinais da Universidade de Stefan Batory, em Vilno. Dessa seleção provêm as sementes que trouxemos da Polônia, onde desde o ano de 1906, vários agricultores adiantados cultivam a soja, cognominada pelos orientais de Vaca vegetal. As sementes oriundas da Polônia, por nós distribuídas na zona missioneira do Rio Grande do Sul, já se alastram por Santa Catarina e Paraná, nas zonas coloniais destes Estados, principalmente entre os colonos polacos, alemães e italianos, entre os quais se pode encontrar maiores culturas dessa maravilhosa leguminosa. A soja é uma planta que, sob diversos pontos de vista, merece ser cultivada em maior escala possível. Possui utilidade fabulosa: este é um dos maiores fatores. O outro é ser uma planta de fácil cultivo. Acrescentaremos que é uma planta resistente aos insetos e também às doenças.”
Esta é uma das tantas e expressivas contribuições positivas e marcantes dos imigrantes polacos para o aceleramento do progresso do Rio Grande do Sul e almejada emancipação econômica e industrial do Brasil.
O Prof. Czesław Marian Bieżanko, pela sua projeção internacional, pela sua notabilidade e pelos seus relevados serviços prestados ao progresso do Brasil, de há muito tempo é merecedor do reconhecimento do governo da República, e a tal respeito bem andariam nossas autoridades diplomáticas se diligenciassem, sem mais tardança, a outorga da Ordem do Cruzeiro do Sul, a tão singular e ilustre amigo do Brasil.
(Transcrito do artigo de Inglez de Souza J. SEABRA, publicado na revista “Chácaras e Quintais, XVII (1) 39/40. São Paulo, 1963).

Cabe ressaltar ainda que Prof. Czesław Marian Bieżanko (nasceu em 22 de novembro de 1895, em Kielce, Polônia e e faleceu em 1986), é conhecido mais como pesquisador e entomólogo do que pela introdução da soja no Brasil. Seus trabalhos, bem como seus inúmeros periódicos publicados, são referência obrigatória para os entomólogos atuais.
Duas famílias de borboletas foram nominadas com seu nome. Em 1964, ele publicou uma lista de suas publicações (Biezanko C. M., 1964: Lista das publicacoes de C. M. Biezanko).
O acervo de Bieżanko se encontra tombado como um dos pontos mais importantes da coleção de invertebrados do Museu Carlos Ritter. Com a morte de Ritter em 1985, a coleção foi doada por sua esposa ao Museu Carlos Ritter. Antes de 1988, o Museu posuía seu acervo depositado no local onde atualmente se encontra a Biblioteca da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM). Em setembro de 1988, suas atuais instalações foram inauguradas no centro da cidade de Pelotas, à Rua Marechal Deodoro da Fonseca.
Atualmente, o Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter encontra-se inserido dentro do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas, com status de departamento.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Podlaska, rota de ilegais vietnamitas

Bosques de Szumów - Foto: Luna

Uma caminhonete Ford, modelo Transit, com uma longa antena de rádio CB chamou a atenção dos guardas de fronteira próximo a um posto de gasolina na localidade de Szumów, no município de Zambrowski.
Quando os guardas fizeram revista no veículo descobriram que dentro estavam 19 vietnamitas ilegais. Os estrangeiros tinham sido introduzidos no país por três cidadãos polacos. O motorista do Transit esperava pelos outros dois polacos que chegaram no posto conduzindo um automóvel Mercedes. 
Os dezenove estrangeiros estavam sentados em colchões. Alguns deles estavam descalços, outros tinham as pernas das calças molhadas. A promotoria regional de Hajnówce deteve os vietnamitas, que entraram na Polônia a partir da Bielorrússia.  O promotor Jan Andrzejczuk informou que os polacos que promoveram o transporte e a entrada dos ilegais serão indiciados e uma vez julgados e condenados podem pegar 8 anos de prisão.
Os vietnamitas são um dos principais grupos de estrangeiros ilegais na Polônia e segundo a Guarda de Froteira parece que encontraram uma rota de passagem através da região Podlaska, pois não distante dali existem duas fronteiras polacas, uma com a Bielorrússia e outra com a Ucrânia. As três fronteiras da Polônia nas regiões Norte e Leste, Rússia, Bielorrússia e Ucrânia são patrulhadas 24 horas por 10 mil guardas europeus. 
A região Podlaska como o próprio nome diz é conhecida pela quantidade de bosques naturais, o que facilita a imigração ilegal, principalmente de asiáticos. Diariamente são detidos dezenas de ucrânianos, que se valem da noite e dos campos de cultivo desprovidos de cercas entre os dois países. Na região é comum confundir a propriedade do cultivo, já que é uma área de planície e a fronteira está no meio da plantação de polacos e ucranianos.

Contrastando com outros países no mundo, os restaurantes asiáticos na Polônia, não são chineses, mas vietnamitas. Uma das explicações para a expressiva comunidade vietnamita na Polônia, é a de que tão logo, encerrou-se a Guerra do Vietnam, nos anos 70, as universidade polacas abriram suas portas para os estudantes daquele país asiático. Uma vez formados, aqueles estudantes preferiram permanecer no país e começaram a chamar seus familiares. O fluxo nunca mais parou. Só que já há alguns anos, o movimento que antes era legal se transformou em ilegal. São tantos os vietnamitas, em Varsóvia, que um imenso mercado de bugigangas, semelhante ao comércio de Ciudad del Leste, no Paraguai, floresce ao lado do estádio nacional. O local é um amontoado de barracas, semelhante aos mercados asiáticos e lembrando em muito as favelas brasileiras. Os comerciantes vietnamitas não moram nos barracos-lojas, mas a polícia varsoviana por várias vezes já encontrou ilegais, escondidos em meio a aparelhos eletrônicos, sapatos e outras quinquilharias. Na foto, a comunidade de vietnamitas legalizados, em um de seus festivais de verão, em Varsóvia.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Polaco na presidência do Parlamento Europeu?

Jerzy Buzek em campanha - Foto Sławomir Kamiński

Jerzy Buzek tem grandes chances de se tornar presidente do Parlamento Europeu. Pelo menos é o que pensa seu companheiro de partido, o primeiro-ministro Donald Tusk, após a expressiva votação de quase 400 mil votos obtidos nas eleições do último fim de semana para o Parlamento Europeu. Tusk já anunciou sua intenção de lutar pela nomeação do ex-Primeiro-Ministro polaco Jerzy Karol Buzek para o cargo de Presidente do Parlamento Europeu.
Na última terça-feira, o jornal italiano "La Repubblica" publicou que os resultados das eleições para o Parlamento Europeu aumentaram a vantagem do principal concorrente italiano ao posto, Mario Mauro. Mas chama atenção para o fato de que mais e mais sobem as cotações do polaco Jerzy Buzek, especialmente depois do excelente desempenho nas urnas do candidato do PO - Partido da Plataforma da Cidadania da Polônia. Buzek, segundo o "La Repubblica" contaria com o apoio da bancada alemã, que tem a maioria dos assentos em Bruxelas. 
Na Polônia, o gêmeo Jarosław Kaczyński anunciou logo na segunda-feira que seu partido PIS, embora opositor na Polônia do PO vai apoiar a candidatura do ex-Primeiro-Ministro Buzek. Kaczynski disse também que "Nós estamos convencidos de que votar no Professor Buzek é o melhor para a Polônia e nossos deputados votarão nele".
Para Wojciech Olejniczak, do SLD, "o professor Buzek tem todo nosso apoio". Ele explica que o forte concorrente italiano Mario Mauro ficou enfraquecido após os recentes escândalos aduaneiros do deputado envolvido com o Primeiro-Ministro Silvio Berlusconi.

Jerzy Karol Buzek é engenheiro e professor doutor habilitado em engenharia química (o mais alto grau, no sistema de ensino da Polônia). Tem 68 anos, tendo nascido em 3 de julho de 1940, em Śmiłowice, cidade polaca, então sob ocupação da Alemanha Nazista. Atualmente a cidade está em território da República Tcheca, fazendo parte da minoria polaca da região de Zaolzie. Filho do também engenheiro Paweł Buzek (1909–1953)  e de Bronisława Szczuka-Buzek (1913–2003). Esta, por sua vez, filha de Jan Szczuki, diretor da escola pública polaca de Śmiłowice. Depois do fim da segunda guerra mundial a família Buzek, com os dois filhos, Helena e Jerzy se transferiram para a cidade de Chorzów, na Silésia.
Buzek fez o curso primário da Szkole Podstawowej nr 24 e o Liceu Ogólnokształcącym im. Juliusza Słowackiego de Chorzów. Concluiu Engenharia Mecânica-Energética na Universidade Politécnica da Silésia, em Katowice, com especialização em engenharia química, em 1963. Desde 1997 é professor de ciências da tecnologia. Foi agraciado com os títulos de Doctor Honoris Causa da Universidade de Seul, na Coréia, da Universidade Dortmund, na Alemanha e da Universidade Politécnica da Silésia, na própria universidade onde se graduou na Polônia. Em 1998, ganhou o prêmio Grzegorz Palki e no mesmo ano, o título de "Europeu do Ano" concedido pelo Forum Econômico da União Europeia, além de "Homem do ano" pelo semanário "Wprost". Desde 1980, era um ativo membro do NSZZ "Solidarność", onde organizou a estrutura do sindicato na Silésia e em Zagłębia.
Deputado pelo PO, foi primeiro-ministro da Polônia, no período de 1997 a 2001. Em 2004 foi eleito pela primeira vez para o Parlamento Europeu pelo PO com 173.389 votos, ou 22,14% dos votos dados na Silésia e o melhor resultado do país, feito que repetiu agora, só que com mais do dobro da última conquista.
Preparado para a função ele é. No cenário europeu, poucos eurodeputados podem apresentar um currículo como o dele.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A quinta-feira santa em Cracóvia


Foto: Mateusz Skwarczek 

O dia de "Bożego Ciało", ou Corpus Christus vai ser comemorado, nesta quinta-feira, em Cracóvia, com a procissão tradicional, que finalmente volta ao antigo caminho real, saindo da colina de Wawel seguindo pela ulica (rua) Grodzka, até o Rynek Główny (praça do Mercado Central)
Antes da procissão, uma Missa será celebrada pelo cardeal metropolitano Stanisław Dziwis na Catedral Wawel, às 9 horas. A celebração deste ano, recorda a primeira peregrinação do Papa João Paulo trinta anos atrás pela Polônia. O Cardeal Dziwisz decidiu que a procissão deste ano é "um agradecimento aos peregrinos e seus frutos." 
A mensagem papal de 1979, será pronunciada em quatro altares, dispostos ao longo do trajeto da procissão do Corpus Christi. Os trechos mostrados nos altares foram retirados dos discursos e homilias de João Paulo II ("Seja forte na fé, seja forte na esperança, seja forte no amor, confirmação da história"). O último altar estará erguido diante da Basílica Mariacka (Santa Maria), onde o cardeal celebrará uma segunda missa.

Teatro no Museu Nacional




O Museu Nacional da Polônia, em Cracóvia, tem programado para esta sexta-feira, 12 de junho, a partir das 17 horas, uma noite teatral com o Teatru Proscenium.
Com produção e direção de Ziuta Zajacówna, os artistas apresentam "W kręgu życia i śmierci – romance hiszpańskie" (no círculo da vida e da morte - romance espanhol). O espetáculo é na Kamienica Szołayskich, ul. Szczepańska 11, em Cracóvia.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Polônia dividida entre Leste-Oeste


Os dois partidos mais votados nas eleições para o Europarlamento na Polônia, PO - Partido da Cidadania e o PiS - Partido do Direito e Justiça polarizaram o país e os eleitores.
Ainda não foi desta vez que o PO, do primeiro ministro Donald Tusk, venceu o PiS do presidente da república Lech kaczyński, ou seja no campo. Mas os resultados mostraram que o PO chegou bem próximo, pois enquanto o PiS fez mais de 33% o PO passou dos 30%. Mas nos centros urbanos a vitória dos colegas de Tusk foi mais do que expressiva, ou seja venceu fácil de 49,6% a 25,1%, ou seja praticamente o dobro.
Mas o que ficou claro nestas eleições que aqueles que moram à Oeste do rio Vístula (rio que divide o país ao meio de Sul a Norte) votam pela modernização do país, ou seja representado pelos centro-direita do PO. À leste do Vístula, ou seja na região que faz fronteira com países da antiga União Soviética a preferência é pelos extrema-direita do PiS e pelos esquerdistas do PSL. Segundo os sociólogos esta divisão se caracteriza por uma forte influência católica-patriótica daqueles que vivem no campo na região Leste do país.
o que nem mesmo os sociólogos polacos identificam é que a orientação de extrema-direita dos católicos do campo revela também uma aceitação dos esquerdistas, remanescentes do comunismo. Em outras palavras o conservadorismo dos camponeses caminha lado a lado com as práticas comunistas do passado.

Muita música no Błonia

Koncert Fischerspooner - Foto: Mateusz Skwarczek

No último fim de semana, enquanto uns iam às urnas votar para as eleições para o Parlamento Europeu, outros foram ao Parque Błonia, em Cracóvia agitar nos shows do Selector Festival.
Tocaram no maior parque da cidade, entre outros, Röyksopp, Franz Ferdinand, CSS e Orbital. Durante dois dias mais de 10 mil pessoas cantaram, dançaram e aplaudiram seus astros.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Resultados das eleições na Europa

Confira os eurodeputados eleitos nos 27 países membros para comporem o Parlamento Europeu da União Europeia, após as eleições gerais do último fim de semana. Começando pela Polônia









Conhecidos os primeiros eleitos

Foto: Cedric Joubert

Já são conhecidos os cinquenta eurodeputados polacos. Embora ainda possa haver alguma mudança, pois nem todos votos foram ainda contabilizados e a Comissão estatal eleitoral ainda não divulgou a lista final dos eleitos. O candidato mais votado foi Jerzy Buzek, representante da Silésia pelo PO, que atingiu o recorde de 393 mil votos. O ex-ministro do gabinete de Jarosław Kaczyński, o representante da Małoposka pelo PiS, Zbigniew Ziobro, afastado por escândalo, foi o segundo mais votado do país, com 335.933 mil.
Entre os partidos os PO, do primeiro-ministro Donald Tusk conseguiu até agora 41,24% e o PiS do Presidente Lech Kaczyński, 27,26%.

Eleitos do PO - Partido da Cidadania.
HÜBNER, Danuta Maria - PO
TRZASKOWSKI , Rafał Kazimierz - PO
ZALEWSKI , Paweł Ksawery - PO
BUZEK , Jerzy Karol - PO
OLBRYCHT , Jan Marian - PO
HANDZLIK , Małgorzata Maria - PO
MARCINKIEWICZ , Bogdan Kazimierz - PO
LEWANDOWSKI Janusz Antoni - PO
WAŁĘSA Jarosław Leszek - PO
PROTASIEWICZ , Jacek - PO
JAZŁOWIECKA , Danuta - PO
ZWIEFKA , Tadeusz Antoni - PO
LISEK, Krzysztof - PO
HIBNER , Jolanta Emilia - PO
SARYUSZ-WOLSKI, Jacek Emil - PO
GRÄFIN VON THUN UND HOHENSTEIN , Róża Maria - PO
KACZMAREK, Filip Andrzej - PO
JĘDRZEJEWSKA, Sidonia Elżbieta - PO
NITRAS , Sławomir Witold - PO
KOCHAN , Magdalena - PO
KOLARSKA-BOBIŃSKA, Lena - PO

Eleitos do PiS - Partido do Direito e Justiça
LEGUTKO , Ryszard Antoni - PiS
KURSKI , Jacek Olgierd - PiS
MIGALSKI , Marek Henryk - PiS
KLOC, Izabela - PiS
PIECHA , Bolesław Grzegorz - PiS
ZIOBRO , Zbigniew - PiS
KAMIŃSKI , Michał Tomasz - PiS
BIELAN , Adam Jerzy - PiS
WOJCIECHOWSKI, Janusz - PiS
MATUSZEWSKI, Marek - PiS
PIOTROWSKI, Mirosław Mariusz - PiS

Eleitos do SLD - UP - Coalizão do Partido da Social Democracia e 
SIWIEC, Marek - SLD
SENYSZYN , Joanna - SLD
GIEREK , Adam - SLD
GERINGER DE OEDENBERG , Lidia Joanna - SLD
OLEJNICZAK, Wojciech - SLD
LIBERADZKI , Bogusław Marian - SLD

Eleitos do PSL - Partido do Povo de Esquerda
KALINOWSKI , Jarosław - PSL
SIEKIERSKI, Czesław Adam - PSL

Candidatos ainda não confirmados mas com grandes chances de serem eleitos:
ŁUKACIJEWSKA , Elżbieta Katarzyna - PO
KRZAKLEWSKI, Marian - PO
KOZŁOWSKI Jan Andrzej - PO
LIPIŃSKI Dariusz - PO
SONIK , Bogusław Andrzej - PO
MIODOWICZ , Konstanty - PO
MACHALICA, Krzysztof Edward - PO
CYMAŃSKI Tadeusz - PiS
KOWAL , Paweł - PiS
PĘK, Marek Bogdan - PiS
GÓRSKI , Tomasz - PiS
CZARNECKI , Richard Henry - PiS
PORĘBA , Tomasz Piotr - PiS
KEMPA , Beata Agnieszka - PiS
KOWAL , Paweł Robert - PiS
RAFALSKA , Elżbieta - PiS
ZEMKE Janusz Władysław - SLD
WOJTAS , Edward - PSL

domingo, 7 de junho de 2009

Eleições europarlamentares na Polônia

A partir das 8,00 da manhã de ontem, sábado, todos os locais de votação na Polônia já estavam abertos. Os polacos votam para eleger seus representantes junto ao Parlamento Europeu. Segundo o vicepresidente da PKW, Stanisław Kosmala, "Houve alguns atrasos nas comissões eleitorais das seis seções de Olsztyń".
Os postos de votação funcionam também neste domingo para eleger 50 deputados de um total de 1301 candidatos. Entre estes, estão 306 mulheres e 995 homens, o mais novo candidato tem 21 anos e o mais idoso 81 anos. Estão aptos a votar cerca de 30 milhões de polacos, inclusive em urnas espalhadas pelos consulados de todo o mundo. No Brasil, existem seções em Brasília, São Paulo e Curitiba. Podem votar inclusive brasileiros, que receberam cidadania polaca e se inscreveram no consulado para tal e portarem no momento da votação o passaporte polaco.
Estas eleições não acontecem apenas na Polônia, mas também em todos os 27 países membros da União Europeia.

Antimísseis na Polônia

A manchete principal deste fim de semana do jornal Gazeta Wyborcza é:
PATRIOT NESTE ANO
A reportagem fala sobre a instalação na Polônia da base norteamericana antimíssil Patriot, no norte do país. Segundo o jornal, no entanto, tudo depende das negociações polaco-norteamericanas sobre o pagamento do imposto VAT (imposto de valor agregado) por parte de turistas dos Estados Unidos em passeio pela Polônia. Os norteamericanos não querem mais pagar o imposto comum em toda União Europeia, especialmente em território polaco.  

sábado, 6 de junho de 2009

Seis milhões de mortos são revistos

O número ícone de 6 milhões novamente é revisto na Polônia.

O jornal Rzeczpospolita divulgou esta semana o informe de 17 de dezembro de 1946, assinado pelo chefe do Gabinete de Compensações de Guerra, e Presidente do Conselho de Ministros, Jerzy Osiecki, onde este ordenava ao estatístico e demógrafo Jacob Berman que tentasse determinar o número real de cidadãos polacos mortos durante a II Guerra Mundial. Berman, embora tivesse tido muitas dificuldades em seu trabalho apresentou a cifra de 6 milhões e 28 mil polacos. 
Mateusz Gwiazdowski, que publicou a diretiva Berman comentava que o objetivo, era na verdade, encontrar quantos polacos foram mortos não só pelos alemães, mas também pelos soviéticos russos. Não houve preocupação em apresentar unicamente os judeus mortos, mas sim todos os cidadãos da Polônia, fossem eles católicos, protestantes, ciganos, ateus e judeus.
Passados mais de 50 anos do fim da guerra, contudo, ainda é impossível apresentar um número exato de mortos que possuíam a cidadania polaca. Para o Rzeczpospolita, este número tanto pode ter sido 4,5 milhões como 8 milhões.
O que, no entanto, não resta dúvida é que o ícone do Holocausto judeu de 6 milhões de mortos não é correto. A comunidade judaica mundial (viviam na Polônia, antes da segunda guerra mundial 3,5 milhões de cidadãos nascidos em território polaco de orientação judaica) toma para si os seis milhões como se este número representasse apenas os seus mortos. Estudos recentes, tanto na Polônia, como na Alemanha, demonstram que o número mais provável de judeus mortos foi de 2 milhões e 700 mil polacos de religião judaica durante a segunda guerra mundial.
Recentemente, em discussões em Bruxelas, o presidente da Polônia, Lech Kaczyński, solicitou que no escopo da Constituição Europeia se fizesse constar que durante a segunda guerra mundial morreram 6 milhões de polacos. Kaczyński não fez separação entre polacos católicos, ortodoxos, ciganos, protestantes, ateus e judeus...Apenas polacos.

Alemães agradecem a Polônia

Ilustração: Gazeta Wyborcza

"20 anos atrás, a coragem em busca da liberdade venceu na Polônia, e depois na Hungria e na então Tchecoslováquia. A liberdade polaca abriu o caminho para a reunificação alemã e da unificação da Europa. Nós, na Alemanha, nunca vamos nos esquecer disto".
Estas foram as palavras do Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, na abertura da exposição "20 anos de liberdade na Europa - A Alemanha agradece", na igreja da rua Krakowski Przedmieściu, em Varsóvia, neste sábado.
Por sua vez, John Reyels, adido Imprensa da Embaixada da Alemanha, em Varsóvia fez questão de "agradecer a nossos vizinhos. Em particular, a Polônia, onde tudo começou. Estamos conscientes de que sem um forte movimento civil neste país não haveria a queda do Muro de Berlim e a reunificação da Alemanha."
A exposição multimídia aberta, em Varsóvia, que teve ainda a presença da prefeita da cidade Hanna Gronkiewicz-Waltz e do prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, terá a apresentação de filmes documentários sobre o impacto da vitória do Solidariedade em 1989, a situação além do rio Odra, realizados em parceria entre os dois países nestes 20 anos de liberdade, através de organizações de cooperação juvenis polaco-alemã. Ainda fazendo parte da exposição estão programados debates, concertos musicais e perfomances artísticas.
Ainda neste sábado, apresentam-se Steffen Möller, o grupo juvenil berlinense Radiopilot junto com Łukasz Kobylański e o grupo Jazz Quartet da Polônia. Amanhã, domingo, será a vez da Orquestra Sinfônica Iuventus apresentar obras de Beethoven e Mendelssohn. Um simbólico muro construído com centenas de balões pelo artista de Wrocław, Sine Greinert será o ponto alto das perfomances do dia. 
A exposição "20 anos de liberdade na Europa - A Alemanha agradece" foi vista pela primeira vez há algumas semanas em Praga, na República Checa. Em Varsóvia, ela vai apenas até a próxima segunda-feira. Depois seguirá até Gdańsk, onde ficará uma semana. As autoridades de Berlim pretendem levar a exposição também para Bratislava, na Eslováquia, e Budapeste, na Hungria.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Airbus 330: Polônia também de luto


As famílias de Piotr e Robert de uma pequena cidade silesiana de Orzesze na Polônia estão vivendo momentos dramáticos. Um dos polacos desaparecidos deixou uma filha de cinco anos órfã. A mãe da menina morreu recentemente."A criança está sob cuidados. Estamos oferecemos apoio psicológico, e certamente não a deixaremos sozinha", assegurou o viceprefeito de Orzesze, Andrzej Bujok.
"Vamos tentar estar próximos, mas sei que é difícil escolher palavras. Preparamos a devoção com a esperança de que o pai ainda seja encontrado. Oramos para a falta, e não para os mortos", disse o Padre da paróquia local, Ambrose Siemianowski.
Além dos dois polacos da pequena Orzesze outros dois cidadãos polacos estavam no avião da Air France avião com 228 pessoas a bordo que desapareceu na segunda-feira.
Segundo informações do sitio polaco Alert24 outros dois polacos estariam no vôo. Seriam funcionários do setor de bagagens do aeroporto de Dublin, na Irlanda, que estariam de férias no Brasil. O Ministério das Relações Exteriores da Polônia, em contato permanente com as autoridades de Paris, no entanto, só confirmam Piotr e Robert da Silésia.
Igreja católica de São Adalberto em Orzesze

A pequena e milenar Orzesze tem cerca de 18 mil habitantes e fica próxima a Katowice, capital da Voivodia da Silésia

Dia da Liberdade em Wrocław

Signatários da Declaração da Liberdade - Foto: Mieczysław Michalak

"Aqui, em Wroclaw, teve um forte Solidariedade. Aqui tivemos um grande comitê de cidadania, graças a isso temos hoje liberdade", afirmou chorando Władysław Frasyniuk, legendário líder da oposição da Baixa Silésia, nas comemorações do 4 de junho, no Rynek (praça central) de Wrocław.
O pronunciamento de Frasyniuk foi dado pouco antes da leitura da Declaração da Cidade, lida pelo prefeito Rafał Dutkiewicz", onde os wrocławianki apelam ao Parlamento da República para que se crie o "4 junho - Dia da Liberdade".

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Moldávios contra comunismo

A recente revolução na Twitter na Moldávia é retratada no filme documentário "Tara Povestilor" (O País dos Contos de Fada). O filme conta a vida de três famílias do interior de três países bem diferentes, Dinamarca, Moldávia e Romênia. Uma das pessoas envolvidas na produção é Natalia Morar, reconhecida ativista anticomunista da Moldávia. O filme é originalmente em idioma romeno (uma das línguas da Moldávia) mas pode ser acessado em inglês. Abaixo o filme pode ser assistido.

Tara Povestilor (Страна Сказок) from Denis Bartenev on Vimeo.

P.S. Informação recolhida do blog Ucrânia em África, que pode ser acessado ao lado em "Recomendo"

Pinturas mais realistas que fotos

Quadro Czerwcowe Wybory de Dominika Rostworoswski

Entre tantas exposições abertas nesta semana em comemoração aos vinte anos da queda do comunismo soviético, nenhuma chama mais atenção que a dos quadros de Dominika Rostworowski.
Pois quem conscientemente viveu naqueles dias, encontra nas pinturas de Dominika Rostworowski importantes pedaços de sua própria biografia, como a determinação de lutar de Don Quixote contra as forças da escuridão e do desespero. O espírito de luta contra a inundação para o advento da primavera, o renascimento da esperança, da bondade e da verdade que todos necessitam ganhar, ou seja, a grande vitória final, que é a aurora da liberdade. 
A exposição comemorativa dos 20 anos de democracia polaca nas telas de Rostworowski relembram o período de 1980 a 1989, onde a Lei Marcial de dezembro de 1981, com toda sua escuridão só fez nascer do breu um horizonte de luz, transformados naquelas eleições de 4 de junho de 1989 por um mundo novo. A obra da artista certamente é mais realista do que tantas fotografias da época. Seus quadros definem os problemas contemporâneos em sua perspectiva correta.
A exposição tem vernissage de abertura nesta quinta-feira, às 18:30, na galeria da própria artista, na ulica (ulitssa - rua) św. Jana 20, em Cracóvia

O comunismo caiu na Polônia primeiro

Premier Donald Tusk  no monumento em Nowa Huta
Foto: Tomasz Wiech

As comemorações dos vinte anos de democracia e queda do comunismo tomam conta, nesta quinta-feira, 4 de junho de 2009, de toda Polônia. Mas ainda ontem, a cidade comunista (atualmente bairro de Cracóvia) de Nowa Huta recebeu os convidados do primeiro-ministro Donald Tusk para dar início aos festejos cracovianos. Entre tanta gente importante, destacavam-se o herói da queda do comunismo Lech Wałęsa, a alemã Angela Merkel, a ucraniana Julia Tymoszenko, o tcheco  Vaclaw Havel, além de anarquistas e moradores do bairro.
Os convidados abriram a exposição no Museu da História da Polônia com fotos de Erazm Ciołki, Stanisław Markowski, Jack Wcisło e Andrzej Stawiarski. As fotografias foram escolhidas por Krystyna Zachwatowicz e Piotr Chuchro.
Depois foram até a mina de Sal de Wielicka, onde jantaram a mais de 100 metros abaixo da superfície.
Mas a festa maior acontece no panteão nacional do Castelo de Wawel, no centro de Cracóvia no dia de hoje com os mesmos convidados estrangeiros que estão em Cracóvia desde ontem. Na catedral de Wawel, o cardeal metropolitano Stanisław Dziwisz faz um chamamento aos jovens de toda Europa para que persigam a cooperação e solidarieda internacional. Logo em seguida umcoral de 400 vozes coms estudantes de Liceus da cidade que cantam o "Te Deum". Preside a cerimônia Krzysztof Kolberger.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A menina Marta de 20 anos atrás

A menina Marta de ontem - Foto: Andrzej Stawiarski

Ela tinha 15 anos e não imaginava que poderia não sobreviver à queda do comunismo, na Polônia. Após 20 anos, o jornal Gazeta Wyborcza encontrou aquela menina com a imagem da campanha do sindicato Solidariedade de 1989. Seu nome MARTA CIEMNIEWSKA.
A fotografia símbolo daquele ano de mudanças foi feita pelo fotógrafo Andrzej Stawiarski, em 4 de Junho de 1989, na rua Sienna, junto à sede do Clube de Inteligência Católica, em Cracóvia. Naquele dia a estudante cracoviana do primeiro ano do I Liceum Ogólnokształcącego de Cracóvia recebeu de sua irmã mais velha, Dorota, o placar que carregou no corpo pelas ruas de Cracóvia chamando a população para votar numa nova Polônia Livre. A menina Marta distribuiu panfletos e acreditava que estava fazendo um trabalho de cidadania.
Hoje ela está casada, mora em Varsóvia e trabalha como gerente num grande banco. Sua família sempre esteve engajada em movimentos políticos. Sua avó, Izabella Alszer trabalhava como voluntária na KIK e seu pai Maciek Krakowski no Comitê Cracoviano de Cidadania. Seus avôs Mieczysław e Czesława Krakowski foram soldados da AK-Armia Krajowej durante a segunda guerra mundial.
"Naquele dia não preguei os olhos. Na tensão à espera dos resultados daquela votação informal e quando minha foto apareceu nos jornais a alegria aumentou ainda mais e fiquei sem dormir de novo. Evidentemente naquele momento não refletindo sobre as consequências da vitória do Solidariedade." diz Marta em meio a sorrisos de recordação.
Aquele carnaval eleitoral virou fascínio pela política. Já na escola, Marta começou a participar da Juventude Democrática da República. O estudo das atividades dos partidos legais tomou a maior parte do seu tempo. Manifestações com cartazes e participações em debates, reuniões com os ativistas não a impediram contudo de continuar estudando. Sua militâcia política culminou com o ingresso na política partidária nas eleições de 1997. Marta foi a candidata mais jovem de Cracóvia. Contudo, não foi eleita para o parlamento. Mas seus 1100 votos foram um dos melhores resultados entre os candidatos de Cracóvia. Ao entrar para a Universidade de Varsóvia, Marta começou a se afastar da política. Formou-se, casou e assumiu a educação de seus dois filhos.
"Aquela eleição de 4 de Junho de 1989 ficou para trás mais ainda remete a doces pensamentos. Claro, numa democracia você pode organizar tudo bem melhor, ainda mais quando vivemos em um belo país como o nossa", acredita Marta.

A mulher Marta de hoje na mesma rua de 20 anos atrás
Foto: Michal Lepecki

Vinte anos de democracia polaca

O herói da liberdade, Lech Wałęsa - Foto: Peter Andrews

A Polônia vem se preparando há meses para este 4 de junho de 2009. Há exatos 20 anos, no porto de Gdańsk, na costa do Báltico polaco, o eletricista Lech Wałęsa, seus companheiros de estaleiros e o mineiros de Katowice (sul da Polônia) davam um xeque-mate na União Soviética. O Império soviético russo que há tempos tinha deixado os dogmas Marx, Lenin e Trostki para abraçar o comunismo fascista de Stalin caiu... Mas foi na Polônia... Não no Muro de Berlim. Os alemães que já tinham se apropriado da cerveja polaca, do sonho (doce recheado com creme de petalas de rosas) também se apropriaram do ícone da queda do comunismo. Os alemães tentam fazer o mundo acreditar que foram eles que derrubaram o comunismo. Vendem os tijolos do muro de Berlim com ícones da luta de Wałęsa, Mazowiecki e muitos homens com sobrenomes terminados em nski.

A pop star do rock Kylie Minogue 
Foto: Remy de la Mauviniere



O comunismo soviético de Stalin caiu, mas foi na Polônia... Não foi no Muro de Berlim. O comunismo caiu foi em Gdańsk, que os alemães ainda teimam em chamar de Dantzig (em função de terem ocupado por 150 anos as terras polacas do costa do Mar Báltico...De terem ocupado de forma implacável e assassina a Pomerânia polaca.
A Polônia neste quatro de junho está em festa. A pop star Kylie Minogue e o grupo Scorpions vão cantar em Gdańsk... Perfect, Oddział Zamknięty, Kayah e T Love fazem o espetáculo de Varsóvia.
Os 20 anos da queda do comunismo tem shows, concertos, exposições, seminários, congressos, festas por todo o país.
Os clubes, bares e discotecas também promovem suas festas. Em algumas cidades, além de manifestações, as ruas e praças ganham espetáculos ao vivo com teatro, performances e música.
Os vinte anos de democracia na Polônia tem um sentido maior, pois só quem passou mais de cento e cinquenta anos de ocupação estrangeira - Primeiro foram os 127 anos de invasão e ocupação covarde de Rússia, Prússia-Alemanha e Império Austro-Húngaro, depois os 40 anos de comunismo soviético - sabe e avalia a Liberdade.
As festas acontecem em cidades grandes e pequenas, como:
- Kołobrzeg: festa "Passos para a Europa".
- Szczeciń: Concerto operístico Gryfa Zachodniopomorski
- Poznań: Congresso científico "De junho a junho" e o concerto com o grupo Bardowie.
- Odolanów: inauguração do monumento a Lecha Wałęsa.
- Wrocław: Exposição "Na Okrągło: 1989-2009". Presença do ex-presidente Vaclav Havel que receberá o troféu Jan Nowak-Jeziorański. E ainda o espetáculo de músicas folclóricas "Europa Na Widelcu w Rynku", no Rynek (praça central.
- Katowice: Placar eletrônico com a contagem dos dias de liberdade. Ônibus farão o percurso da estrada da liberdade até o Museu da Mineração com a inaguração do monumento ao "Wujek" que foi preso por defender idéias de liberdade. E serão soltos mais de 10 mil balões amarelos através da cápsula do tempo.
- Kielce: nas ruas Dużej e Sienkiewicza, no local onde estava a sede do Comitê de Cidadania "Solidarność", serão descerradas as placas em comemoração aos 20 anos de democracia.
- Lublin: Exposição de posters, fotografias e documentos. No teatro NN haverá uma apresentação lembrando os 20 anos e a noite na Filharmonia Lubelski ocorrerá o concerto "A liberdade está com a gente", além de um show de rock plaça Zamkowym com o grupo Coma.
- Radom: Seminário e apresentação do filme "Polska 1989-2009". Exposição de livros sobre tudo o que já foi escrito sobre o Solidariedade e os 20 anos de democracia.
- Białystok: Concerto "Entre nós a Liberdade" com os grupos Habakuk e Sandaless.
- Suwałki: Apresentação e deposição de flores no Monumento a Liberdade. No Arquivo público acontece a exposição "O futuro da Polônia está em suas mãos".
- Rzeszów: Palestra do IPN0 Instituto da Memória Nacional sobre a queda do sistema comunista e como a Polônia desenvolve sua democracia nestes 20 anos.
- Przemyśl: Apresentação teatral reconstituindo "A ruína do Muro" com mais de 500 atores e atrizes.
- Gorzów: Exposição "Liberdade Nacional. Eleição de 1989 em Gorzów Wielkopolski".
- Olsztyń: no teatro Jaracz seminário lembrando os 20 anos da queda do comunismo e na velha torre da cidade será aberta a exposição "Os moradores de Olsztyń em junho de 1989".