quarta-feira, 20 de março de 2013

Papa Francisco vai canonizar João Paulo II


Fontes da agência italiana "Ansa" no Vaticano informaram que logo após a eleição, o novo Pontífice falou ao cardeal Stanisław Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, sobre sua determinação em levar adiante a conclusão do processo. 
Uma das principais expectativas do Vaticano, a canonização de João Paulo II, pode ser o primeiro feito do Papa Francisco - que teria presenciado um milagre atribuído a Karol Wojtyła quando ainda era cardeal. 
O antecessor de Francisco, Bento XVI, beatificou Wojtyła em tempo recorde, somente seis anos após sua morte, descontando cinco anos do processo normal. A beatificação é o primeiro passo no processo de canonização. 


Dziwisz, no entanto, não confirmou as informações, pois, segundo ele, "a questão é séria demais para ser discutida em um encontro breve". Mais cedo, o jornal argentino "Clarín", afirmou que o Papa deve iniciar as beatificações de seu pontificado com o padre Carlos de Dios Murias, argentino sequestrado, torturado e assassinado em 1976 junto com o também sacerdote francês Gabriel Longueville durante a ditadura. 
A canonização de João Paulo II é uma das principais expectativas da Santa Sé, mas "é preciso terminar algumas medidas formais que ainda não foram tomadas", explicou ao jornal "Vatican Insider" o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. "Antes de tudo, é necessário um decreto reconhecendo o milagre e, em seguida, um consistório para decidir a data da canonização. Há um desejo generalizado de canonização do Papa João Paulo II, mas não há data definida para isso", disse. 
 O próprio Bergoglio, quando ainda era cardeal, presenciou um milagre atribuído a João Paulo II, em Buenos Aires: uma mulher recuperou-se misteriosamente de um câncer do intestino que já estava em metástase após ter conhecido Wojtyła. A revista italiana "Chi" relembra a história. Josefa Natividad Zelaya, hoje com 70 anos, teria sido curada depois de um encontro com o Pontífice na Catedral de Nossa Senhora de Luja'n, em Buenos Aires. "Eu fui em direção ao Papa e caí de joelhos, chorando, enconstando na borda da batina branca. Em seguida, ele tocou minha cabeça com as mãos. Depois de um tempo as metástases desapareceram", lembra. 
 Muito impressionado com o acontecimento, Bergoglio chorou e deu à mulher uma imagem do Papa. "O que aconteceu é um milagre de João Paulo II, leve esta foto para sempre com você", disse Francisco na época. 
 Em janeiro, o cardeal italiano Giovanni Battista Re, confidente próximo de João Paulo II, disse que ele poderia ser nomeado santo ainda este ano. "Não tenho informações suficientes para dizer com certeza que ele vai se tornar santo até o final do ano, mas eu sei que, recentemente, três ou quatro de seus milagres estavam sendo examinados", disse o cardeal Re. "Se não for este ano, será em 2014."

Fontes: Ansa, Gazeta do Povo, O Estado de SPaulo.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Bispos ucranianos lembram a limpeza étnica polaca na Volínia

Catedral de São Jorge, em Lwów, sede da Igreja Greco-católica da Ucrânia
Em todas as igrejas do rito greco-católica na Ucrânia, neste domingo, foi lida uma mensagem sobre os 70 anos dos crimes de guerra ocorridos na antiga voivodia polaca da Volinia
A região foi território polaco desde o século XIV até 1945, em que pese a ocupação russa entre 1795 a 1918. Cidades importantes fundadas por polacos estão nesta região como Łuk, que era a capital da voivodia, Rowne (em 1931 pop. 42.000 hab.), Kowel (pop. 29.100 hab.), Włodzimierz Wolynski (pop. 26.000 hab.), Krzemieniec (pop. 22.000 hab.), Dubno (pop. 15.3000 hab.), Ostróg (pop. 13.400 hab.) e Zdolbunów (pop. 10.200 hab.). 
Nos anos de 1943 e 1944 foram mortos cerca de 100 mil polacos e e 20 mil ucranianos ali. Para relembrar os crimes cometidos ali os bispos ucranianos, neste domingo, escreveram que "Hostilidade mútua para derramar sangue fraterno não é desculpa". Pela primeira vez na história os bispos ucranianos do rito grego-católico se manifestam sobre a tragédia na Volínia e não mencionam de forma concreta sobre uma reconciliação polaco-ucraniana
Stepan Bandera
Como os fatos comprovam a história, na primavera de 1943, partidários da facção nacionalista ucraniana B (do nome do líder Stepan Andriyovych Bandera, que chefiava a OUN- Organização dos Nacionalistas Ucranianos) começou a limpeza étnica da população polaca na Volínia. 
 O objetivo era intimidar ou liquidar fisicamente os polacos, em face da derrota esperada diante da Alemanha nazista, e antes da chegada do Exército Soviético, e com isso formar ali um Estado ucraniano. A "Ação Antipolaca", como foi sacramentada nos documentos da OUN B e seu braço militar do Exército Insurgente Ucraniano, evoluiu para um sangrento massacre de polacos civis, mulheres e crianças. 
Foram queimadas aldeias inteiras, igrejas e escolas. Os guerrilheiros nacionalistas ucranianos foram apoiados por agricultores locais, que muitas vezes eram obrigados a assassinar os seus vizinhos polacos, se não o faziam espontaneamente. 


Os habitantes polacos da Volínia foram inicialmente surpreendidos, mas com o tempo, reagiram às represálias espontaneamente como forma de autodefesa, até que chegasse nestas áreas a 27ª. Divisão de Infantaria da Armia Krajowa. Segundo os historiadores, como resultado do conflito na Volínia, que também se espalhou para a Galícia, foram mortos em 1943 e 1944, aproximadamente 100 mil polacos e cerca de 20 mil Ucranianos. 
Não bastasse os polacos estarem sendo atacados por duas das Forças Armadas mais poderosas da época, Nazista e Soviética, também os guerrilheiros nacionalista ucranianos se aproveitaram da segunda guerra mundial para dizimar seus irmãos e vizinhos polacos. 
"No limiar da celebração do 70º aniversário do conflito ucraniano-polaco na Volínia, nós, os bispos da Igreja greco-católica ucraniana, gostaríamos de apresentar a proclamação que expressa nossa posição sobre estes trágicos acontecimentos - escreveram os bispos superiores - Uma coisa é indiscutível: diante de Deus não há nenhuma desculpa, nenhuma vida humana destruída ou nenhum dano esquecido". 
Swiatosław Szewczuk
 Os bispos manifestam que os polacos e os ucranianos devem ter uma memória coletiva diferente desses eventos, uma avaliação diferente do contexto histórico, e até mesmo dão-lhes nomes diferentes. Na Polônia, falam de "massacres", "limpeza étnica genocida", enquanto na Ucrânia de "Tragédia de Volínia" ou "guerra civil fratricida"
Eles relutantemente admitem que os crimes antipolacos cometidos pelos líderes do movimento nacional, no oeste da Ucrânia são considerados atos nacionais e os líderes são adorados como heróis. 
Os bispos sublinharam que merecem condenação tanto as políticas do B do OUN, que levou ao assassinato de civis e autoridades polacas, como também a política anti-ucraniana de antes da Segunda Guerra Mundial: "A nossa obrigação moral diante de Deus é informar que as razões políticas e ideológicas que pareciam convincente para nossos antepassados, levou ao assassinato de pessoas inocentes e vingança mútua. Isto que alguns parecia ser justo, embora não santificado por Deus, era um cruel pisoteamento de seus mandamentos e o grande eclipse do espírito humano". 
A carta lida nas igrejas era assinada por Swiatosław Szewczuk, arcebispo superior da Igreja Greco-católica da Ucrânia.
A manifestação sem precedentes foi lida em todas as igrejas greco-católica na Ucrânia, que é a religião mais popular no Oeste da Ucrânia, e está intimamente associada com o movimento nacional, embora a Volínia predominantemente ortodoxa. 
A alta hierarquia Greco-católica queria que sua mensagem fosse uma carta conjunta com o episcopado católico na Ucrânia. Mas seu presidente, o Arcebispo Mieczysław Mokrzycki de Lwów (Lviv para os ucranianos) discordou, argumentando que os ucranianos não batem o suficiente em seus próprios peitos. 
Mieczysław Mokrzycki
Sua resistência causou espanto no Episcopado polaco, que ao longo dos anos, envia sinais de reconciliação em cartas à no mesmo espírito manifestado neste domingo pela Igreja greco-católica da Ucrânia. 
O Arcebispo Mokrzycki, ex-secretário pessoal do Papa João Paulo II, é originário de Lwów e tem uma história de relação emocional entre as duas nações. Particularmente ele falou ao Papa João Paulo II sobre reconciliação polaco-ucraniana: "É hora de romper com o passado doloroso, vamos perdoar - dando e recebendo - pois só assim este ato irá se espalhar como um bálsamo de cura em cada coração. Que a purificação da memória histórica que nos une possa ser colocada acima do que o que nos divide, a fim de que possamos construir juntos um futuro baseado no respeito mútuo, cooperação e solidariedade fraterna genuína."

domingo, 17 de março de 2013

As melhores cidades da Polônia

Um estudo foi elaborado no âmbito da Organização das Nações Unidas para o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a pedido do Ministério do Desenvolvimento Regional, em várias cidades da Polônia.
O relatório final apresenta o nível local e regional de desenvolvimento humano. O indicador local usa o Índice de Desenvolvimento Humano Inovador (LHDI), que inclui dados de três categorias: saúde, educação e o nível de riqueza da população.
O índice de saúde é avaliado com base no número de anos que um recém-nascido consegue sobreviver até a fase de criança.
O segundo indicador é o número de mortes. Na Polônia, em 2010, a causa de 71%  das mortes foram doenças do coração e o câncer.
Em relação à educação é avaliado o percentual de crianças matriculadas no pré-primário e no ensino fundamental e as notas obtidas no exame ginasial (apenas matemática e ciências sociais).
A relação de riqueza é a soma dos contribuintes pré-imposto de renda, acrescido dos rendimentos da agricultura e da despesa total em assistência social. Abaixo estão os 10 melhores municípios do país segundo estes critérios.

1º. Varsóvia - área de 51.724 ha, quase 2 milhões de habitantes.
Índices:
Saúde 68,97;
Educação 97,75;
Nível de riqueza 99,83


2º. Piaseczno (região metropolitana de Varsóvia) - área de 62.104 ha, mais de 160 mil habitantes.
Índices:
Saúde 68,01;
Educação 83,74;
Nível de riqueza 92,44


3º. Pruszków (região metropolitana de Varsóvia) - área de 24.631 ha, mais de 150 mil habitantes.
Índices:
Saúde 59,95;
Educação 78,93;
Nível de riqueza 81,96


4º. Varsóvia Oeste (região metropolitana de Varsóvia com os distritos de Błonie, Łomianki, Ożarów Mazowiecki) - área de 53.299 ha, mais de 100 mil habitantes. Índices:
Saúde 67,39;
Educação 70,88;
Nível de riqueza 79,72


5º. Cracóvia - área de 32.680 ha, mais de 760 mil habitantes.
Índices:
Saúde 69,00;
Educação 88,47;
Nível de riqueza 61,27


6º. Poznań - área de 26.185 ha, mais de 550 mil habitantes.
Índices:
Saúde 62,35;
Educação 85,83;
Nível de riqueza 68,37


7º. Rzeszów - área de 11.632 ha, mais de 182 mil habitantes.
Índices: s
Saúde 85,90;
Educação 83,24;
Nível de riqueza 50,52


8º. Sopot - área de 1.731 ha, quase 38 mil habitantes.
Índices:
Saúde 52,86;
Educação 88,38;
Nível de riqueza 72,74


9º. Gdynia - área de 13.514 ha, quase 250 mil habitantes.
Índices: s
Saúde 75,60;
Educação 77,53;
Nível de riqueza 57,40


10º. Legionowo - área de 39.278 ha, mais de 100 mil habitantes.
Índices: s
Saúde 66,35;
Educação 73,76;
Nível de riqueza 67,37



segunda-feira, 11 de março de 2013

Cursos de extensão de idioma Polaco na UFPR


Estão abertas na Secretaria do Depertamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFPR, na rua Gen. Carneiro, 460 IX andar, Ed. D.Pedro I, as inscrições para os seguintes Cursos de Extensão de longo prazo na área de Letras Polaco para o ano de 2013: 

Pogadajmy po polsku 3 – A roda de conversação em polaco, 
e Piosenka jest dobra na wszystko – Encontros com a canção polaca. 

Cursos de Extensão – Polaco 2013 - 11 março 2012 

1) Pogadajmy po polsku - Roda de conversação em polaco. 

O curso consistirá em ampla prática de conversação dirigida, em língua polaco. 
Início: 18.03.2013 
Término: 25.11.2013 (recesso de 25.07.2012 a 31.08.2013) 
Horário: Segundas-feiras, das 17:30h às 18:30h; 
Local: sala a ser informada; 
Carga horária: 32h Número de vagas: 40 
Inscrições: por email: piasecka@yahoo.com até dia 18.03.2013; ou pessoalmente, entre os dias 11 e 18.03.2013, na Secretaria do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (DELEM) da UFPR, na R. Gen. Carneiro, 460; Ed. D.Pedro I, 9º andar. 
Pré-requisito: a habilidade mínima de conversar ou acompanhar a conversação em polaco. 
Local do curso: Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (DELEM) da UFPR, Rua General Carneiro, 460 (Prédio Dom Pedro I, 9º andar), Curitiba – PR. 
Coordenação: Profa. Aleksandra M. Piasecka-Till 
O curso será ministrado pelos/as docentes e discentes do curso de Letras-Polaco da UFPR: Aleksandra Piasecka-Till, Márcia Kovalczyk, Marcin Raiman; Agnieszka Baczewska, Everly Giller, Pedrita Setenareski e Sônia Eliane Niewiadomski. 

2) Piosenka jest dobra na wszystko – Encontros com a canção polonesa. 

O curso pretende apresentar as canções polonesas pertencentes a vários gêneros (música popular, de poesia cantada, de cabaré e folclóricas), o contexto da sua criação e a autoria, assim com criar a oportunidade de aprofundar o conhecimento cultural com ênfase no musical e no línguístico. 
Início: 21.03.2013 
Término: 28.11.2013 (recesso de 25.07.2012 a 31.08.2013) 
Carga horária 32h. 
 Número de vagas: 40 Horário: 
Quintas-feiras, das 17:30h às 18:30h. 
Inscrições: por email: piasecka@yahoo.com até dia 21.03.2013, ou pessoalmente entre os dias 11 e 21.03.2012,. na Secretaria do Depertamento de Letras Estrangeiras Modernas (DELEM) da UFPR, na R. Gen. Carneiro, 460; Ed. D.Pedro I, 9º andar 
Pré-requisito: capacidade básica de leitura em polaco e de tradução do polaco para o português. 
Local do curso: Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (DELEM) Rua General Carneiro, 460 (Prédio Dom Pedro I, 9º andar), Curitiba - PR. Coordenação: Profa. Aleksandra M. Piasecka-Till. 
O curso será ministrado pelos/as docentes e discentes do curso de Letras-Polonês da UFPR: Aleksandra Piasecka-Till, Márcia Kovalczyk, Marcin Raiman, Piotr Kilanowski; Ana Carina Novak, Everly Giller, Pedrita Setenareski e Sônia Eliane Niewiadomski.

Capriles descende de polacos


O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, e o líder da oposição Henrique Capriles Radonski se enfrentarão nas eleições do dia 14 de abril, que vão decidir quem terminará o mandato do falecido presidente Hugo Chávez em 2019. 
Capriles Radonski aceitou o desafio neste domingo, um dia após ter recebido a proposta da aliança partidária de oposição, a Mesa da Unidade Democrática (MUD). 
Capriles Radonski representou à MUD nas eleições vencidas por Chávez no dia 7 de outubro, nas quais perdeu com o apoio de 6,6 milhões de venezuelanos (44,31% dos votos), frente aos 8,2 milhões (55,07%) de votos do governante falecido. 

Quem é o oposicionista venezuelano

Henrique Capriles Radonski nasceu em 11 de julho de 1972, em Caracas. De origem russo-polaca-holandesa. 
 Seu bisavô por parte de mãe era um russo judeu askenazí que, após a Primeira Guerra Mundial se estabeleceu na Polônia. 
 O avô, já nasceu na Polônia e engenheiro formado, trabalhou durante o entre guerra na distribuição de filmes e exibições de filmes. 
 Durante a Segunda Guerra Mundial os bisavôs de Henrique foram assassinados no campo de extermínio de Treblinka, na Polônia e o avô Andrzej envolveu-se em ações da resistência polaca. A avó Lili, polaca da família dos Bochenek que ficou confinada por 20 meses no gueto de Varsóvia
Juntos conseguiram fugir do gueto. Depois da guerra, Andrzej e Lili mudaram-se para a Venezuela, onde em 1947, abriram sua primeira sala de cinema e que viria se tornar a base de uma rede de cinemas por todo país, chamada de "Circuito Radonski". 
 Na Venezuela, nasceu Monica Cristina Bochenek-Radonski, que se casou com Henrique Capriles García, venezuelano de ascendência holandesa. 
Os Capriles García são originários da Ilha de Curaçao, que por sua vez,  eram de ascendência judaica sefardi. O trisavô Elías Capriles, nascido em Curaçao, em 1850 se converteu ao catolicismo.
Henrique Capriles García já era um empresário bem sucedido quando se casou com Monica. Ele era proprietário do consórcio "Cadena Capriles", empresa na área de mídia e mercado imobiliário. Em 1950, ele ajudou a lançar a Kraft Foods na Venezuela. 
O candidato à presidência venezuelana, Henrique Capriles Radonski é formado em Direito, pela Universidad Católica Andrés Bello de Caracas, e tem especialização na Columbia University de Nova Iorque, na Academia Internacional IBFD de Amsterdam e no Centro Interamericano de Administradores Tributários, de Viterbo, Itália. 
Durante as eleições do ano passado, quando foi derrotado por Chaves, explicou que seu pai, Henrique Capriles García, era católico e que, por sua vez, havia herdado a fé de sua mãe, Laura, enquanto sua mãe era judia. 
Mas os pais "concordaram em educar seus filhos na fé católica até que eles tivessem idade suficiente para decidir por si mesmos, qual religião seguir.” E por isso, embora sua ascendência judia askenazí-sefardi, é um católico fervoroso. 
Ainda durante a campanha, partidários de Hugo Chaves, "vieram aqui e me chamaram de nazista. Como se minha avó ficou presa no Gueto de Varsóvia e meus bisavôs foram mortos em Treblinka?", disse Henrique Capriles Radonski, depois que as paredes da antiga casa colonial, sede do governo de Miranda, foram pichadas em vermelho com suásticas e os partidários de Chaves gritavam "fascista nazista!"diante do edifício.

Se vencer as eleições, Henrique Capriles Radonski será o segundo descendente de polaco, a chegar a presidência de um país latinoamericano. O primeiro foi o costariquenho Teodor Picado Michalski. No Brasil pelo menos dois governadores de Estado são descendentes de polacos-judeus Jaime Lerner no Paraná e Jacques Wagner (tem cidadania polaca inclusive), na Bahia.

sábado, 9 de março de 2013

Tusk ameaçado de morte

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, recebeu três cartas com ameaças de morte nos últimos meses. 
Duas dessas cartas foram enviadas para sua casa e a terceira, ao escritório do chefe de governo polaco. 
A polícia e serviços secretos da Polônia estão realizando investigações a respeito. 
 As ameaças estão relacionadas com um processo judicial contra um torcedor radical de futebol acusado de comércio de anfetaminas. 
Se sua culpa for provada, o homem poderá ser condenado a 10 anos de reclusão. Alguns torcedores consideram que, valendo-se do combate aos narcotraficantes, as autoridades reprimem torcedores radicais.
A informação é da Rádio Voz da Rússia.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Promotor militar polaco ainda não tem resultado algum

Embora o porta-voz do Comitê Investigativo Rússia-Polônia, Vladimir Markin da Federação Russa, tenha divulgado hoje, em Moscou, que "os especialistas dos dois países apresentaram como resultado dos testes e exames, que não houve explosão no avião Tupolev Tu-154M", que transportava a comitiva do Presidente Lech Kaczyński a Katyń, o promotor militar polaco Zbigniew Rzepa, disse logo depois em Varsóvia, que assim que possível comunicarão o resultado, na Polônia. 
Zbgniew Rzepa
Rzepa contradizendo a informação de Markin, disse que "Nossos especialistas não estiveram envolvidos em, território da Federação Russa, em nenhuma pesquisa, e também não estiveram em qualquer laboratório russo para investigar se houve explosão na queda do TU-154M, que vitimou o ex-presidente polaco"
Markin tinha informado hoje cedo que peritos dos dois países, coletaram mais de 300 amostras dos destroços e dois pedaços de bétula, árvores na qual o avião bateu. 
Rzepa apenas confirmou que investigadores polacos estiveram envolvidos na inspeção visual de dois fragmentos de bétula, os quais atingiram o Tu-154M. 
"Devido à natureza da prova, a sua indivisibilidade, o teste seria conduzido em conjunto por especialistas polacos e russos" - explicou o russo Vladimir Markin. 
O promotor militar polaco, por sua vez, disse que durante sua estada em Moscou e Smolenski, junto com grupo polaco apenas dimensionaram dois fragmentos de bétula. 

Pisanki & Cia.: símbolos polacos de Páscoa


São muitos os símbolos pascoalinos na tradição polaca, representadas em Pisanki, wycinanka ou bonecos. Muitas de suas simbologias, embora ligadas ao Cristianismo, possuem origens nas antigas tradições eslavas. Pisanka (do verbo pisać - escrever) é um costume eslavo de fazer pinturas em ovos (muito desenvolvida na Polônia), que simboliza a natureza do surgimento da vida. Com a cristianização, tornou-se também símbolo da Ressurreição de Cristo e da Páscoa.

Os símbolos tanto na Pisanka, quanto na wycinanka são:

Animais: simbolizam riqueza, prosperidade e boa saúde; são cavalos, ovelhas, renas.
Cordeiro: simboliza Cristo, o Cordeiro de Deus, que foi sacrificado por nós.
Flores: simbolizam o amor felicidade, caridade, delicadeza, humildade, a beleza feminina, o surgimento da vida e seu crescimento, e a fragilidade.
Galos: simboliza a fertilidade, coragem, ousadia, a masculinidade, a vitória da luz sobre as trevas, a anunciação da vinda do sol e condutor das almas em direção a luz.
Pintinhos/Patinhos: simbolizam o surgimento de uma nova vida, são representados por meio de bonequinhos de tecido.
Peixes: simbolizam Cristo, denotam a vida e a pureza. 
Árvores: simbolizam a juventude, vida eterna, o triunfo da vida sobre a morte, a ligação do homem à esfera celestial. Representa a Árvore da Sabedoria, o livre arbítrio.
Trigo: simboliza a fartura, boa colheita, prosperidade, a comunhão, o Pão, o casamento, bons frutos da vida Cristã.
Triângulo: representa a Santíssima Trindade (Pai, Filho, Espírito Santo), a Família (Pai, Mãe, Filhos). 
Círculo: o olho de Deus. 
Cruz: representa o sacrifício que Cristo fez pela humanidade, simboliza a vida eterna, a união do céu com a terra; a união da água, do fogo, do ar e da terra; os pontos cardinais.

  • Cruz Gamada simbolizava o mais poderoso Deus do panteão eslavo: o Deus do sol: Swaróg
Girrassol/Sol: simboliza a vida, riqueza, prosperidade, a luz, a sabedoria, a nobreza e a masculinidade.
Traços espirais, triangulares: simbolizam a eternidade.
Estrelas: pureza, luz, imortalidade, coragem, conhecimento, as almas no céu, a luz espiritual.
Rosas: simbolizam o ventre, a origem da vida, a mulher, a feminilidade.

Rússia e Polônia concluem investigação da catástrofe de Smolenski


Os investigadores russos e polacos concluíram a investigação da catástrofe do avião Tupolev-154 do ex-presidente da Polônia, Lech Kaczyński, ocorrida em 2010, comunicou hoje Vladimir Markin, porta-voz do Comitê russo de Investigação. 
Segundo Markin, os trabalhos realizados incluíram novos exames a árvores e a fragmentos da aeronave danificadas e recolhidas amostras de estrutura do avião para análises comparativas.

terça-feira, 5 de março de 2013

Violonista polaca premiada se apresenta em Curitiba


Patricia Piekutowska é uma das mais destacadas violinistas polacas da atualidade.
Há treze anos ela percorre a Polônia e os cinco continentes em turnê como solista. Em maio de 2003, em Varsóvia, recebeu o "Prêmio Belvedere Internacional" para jovens artistas polacos que alcançaram significativo sucesso internacional.
Em janeiro de 2008, a primeira violinista polaca, recebeu o Prêmio "MIDEM Cannes Classical". Em seguida, gravou um CD inteiramente dedicado à música de Krzysztof Penderecki, onde ressalta a composição "Capriccio" com solo do violino de Piekutowska junto a uma orquestra sinfônica.
O álbum acabou recebendo o "Prêmio Les Crescendo Joker", na Bélgica, e também os prêmios "Pizzicato Supersonic", em Luxemburgo e o "Exelentia Scherzo", na Espanha. 
 Em setembro de 2007, Patricia Piekutowska  concluiu seu doutorado em artes musicais na Academia de Música de Katowice. Também é diplomada pela Academia de Música Fryderyk Chopin de Varsóvia, com honras em 2000, na classe do prof. Tadeusz Gadzina, além do mestrado com "Grande Distinção" na classe do prof. Igor Oistrakh, do Conservatório Real de Bruxelas.
Desde 2002, é professora na Academia de Música Fryderyk Chopin, em Varsóvia.
Em suas apresentações mundais, esteve no Uruguai, onde se apresentou em um recital junto com Janusz Olejniczak e a Orquestra Filarmônica de Montevidéu. Em novembro de 2003, juntamente com Igor Oistrakh atuou no Concerto em D menor para dois violinos de Johann Sebastian Bach com Filarmônica Nacional de Varsóvia e outro com Filarmônica, em Katowice.
Em fevereiro de 2006, fez a estreia sua europeia no Concerto de Violinos Roxanna Panufnik acompanhada por NOSPR, sob regência de Gabriel Chmura no 25º. Festival de Música Contemporânia "Musica Polonica Nova", em Wrocław.
Há três anos, toca em duo com Beata Bilińska, com quem gravou dois CDs. Ambas as gravações receberam o "Prêmio Pizzicato Supersonic",  em Luxemburgo, e elogios em revistas de música como "Gramophone" e "The Strad".
Em novembro de 2008, ela se apresentou em dois recitais por ocasião do 75º. ano de nascimento do compositor Krzysztof Penderecki, em Washington, DC e Nova York, além do Festival dedicado a Penderecki, na Polônia.


No total, Piekutowska já se apresentou em 500 concertos em cinco cinco continentes e gravou 7 CDs. 

Os 7 discos
1998 – Lutosławski, Paderewski, Wieniawski, Maria Szwajger-Kułakowska – fortepian (KBK)
2000 – Sibelius, Wieniawski – koncerty skrzypcowe, Narodowa Orkiestra Symfoniczna Polskiego Radia, dyr. Antoni Wit (CD Accord)
2004 – Penderecki Violin & Piano Works, Beata Bilińska – fortepian (DUX)
2006 – Józef i Henryk Wieniawscy, Edward Wolanin – fortepian (DUX)
2006 – Bacewicz, Lutosławski, Szymanowski, Beata Bilińska – fortepian (DUX)
2007 – Penderecki, „Capriccio” – NOSPR, dyr. Krzysztof Penderecki (DUX)
2009 – „Power of emotion” – Miniatury na skrzypce i fortepian, Mariusz Rutkowski – fortepian (DUX)

Assista vídeo com Patrycja

segunda-feira, 4 de março de 2013

Wałęsa convoca imprensa para explicar


"Em caso algum, pedirei desculpas a alguém", disse hoje, Lech Wałęsa (pronuncia-se lérrrhh vaúensa), explicando seu discurso da última sexta-feira sobre os homossexuais e o lugar das minorias no parlamento e na vida pública. 
O ex-presidente da Polônia disse que seus pontos de vista são apoiados pela maioria da nação e contra apenas a opinião de "poucas pessoas influentes."
Em Gdańsk, onde mora, Wałęsa explicou que, "Eu apenas disse que as minorias, às quais dou toda a honra, não deviam anunciar-se como maioria e querer impor seus pontos de vista. Eu estou cansado desse surto de propaganda, dessa ladainha contínua, deveriam falar de outras coisas". Ele ressaltou, que apesar das repercussões negativas, respeito as minorias.
Lech Wałęsa disse que não os está ameaçando, "provei isso durante toda  minha vida de lutas. No entanto, agora, que essas minorias são perigosas, que as ameaças dessa minoria desfilem e queiram seus direitos à maioria, eu não posso concordar. Falo isso como um democrata", acrescentou.
Wałęsa insistiu que ele, "não teve a intenção de ofender ninguém e que suas palavras no muro são uma espécie de metáfora."
Para ele, em particular, o parlamento deve ser reflexo da sociedade. "Se eles têm, por exemplo, 5 por cento, e, provavelmente, não tem sequer isso, eles não podem querer ocupar a Vice-presidência da Câmara dos Deputados, porque para isso deve haver, pelo menos, 20 por cento de apoio. Eu disse a eles que não quero joga-los fora.", disse o ex-líder do Solidariedade.
E antes de finalizar a entrevista coletiva, afirmou que, "Quase toda a nação me apoia, e só algumas pessoas estão contra mim. Estas opiniões mostram como eles são perigosos e que eles são uma ameaça. E portanto, a maioria não é a perigosa. E Wałęsa não é uma ameaça - Eu admito, eu concordo, porque a liberdade é minha proposição de vida e eu lutei por ela. No entanto, para mim, eles estão tentando limitar a minha liberdade. Isso é errado e por isso é que eu vou lutar contra."

sexta-feira, 1 de março de 2013

Polaco é campeão mundial de salto de esqui


A grande montanha de Predazzo ainda fala polaco. 

Essa a manchete do principais jornais europeus nessa sexta-feira, após o saltador de esqui Kamil Stoch, transformar-se no segundo polaco campeão mundial de saltos em esqui. O primeiro tinha sido o já lendário Adam Małysz, duas vezes campeão da modalidade.
O polaco Kamil saltou 131,5 metros, em 19 segundos, na grande rampa de Val di Fiemme, na região de Treviso, na Itália, nesta quinta-feira, 28 de fevereiro.
Stoch repete a façanha de Małycz que venceu ali, naquela mesma rampa em 2003.

"Sim, ele é polaco. Sim, ele é um campeão mundial e, sim, ele pode saltar muito longe. Mas por favor, não o chamem de Małysz. Seu nome é Kamil Stoch e ele é o novo Campeão do Mundo na grande colina de Predazzo." 

Estas são as frases que iniciam o noticiário dos veículos de comunicação europeus. Os jornalistas esclarecem que não se trata do herói nacional polaco Małysz, mas sim de um novo polaco, que atende pelo sobrenome de Stoch.

Kamil Wiktor Stoch nasceu em 25 de Maio de 1987 em Zakopane, sul da Polônia. Tem 1,73 m de altura e 53 kg. Fez sua primeira aparição mundial em 2003, ano em que seu ídolo Małysz se tornava campeão do mundo
Kamil é filho de Kristyna e Bronisław Stoch. Ele tem duas irmãs, Anna (nascida em 1983) e Natalya (nascida em 1985). 

Kamil foi criado e educado na cidade de Ząb. Cursou na escola de campeões Zespół Szkół Mistrzostwa Sportowego, em Zakopane. 
Graduou-se na Academia de Educação Física de Cracóvia e em outubro de 2012 recebeu o título de Mestre de educação física, na mesma faculdade.
Em 7 de agosto 2010, casou-se na Igreja da Congregação dos Paulinos de Bachledówce, em Zakopane, com Ewa Bilan.


Stoch conquistou a sua medalha de ouro com um salto quase perfeito registrado ainda na primeira série de saltos. O polaco realizou uma verdadeira obra de arte na montanha italiana, e com uma assinatura do maior salto do dia (131,5 metros) com uma técnica que acabou por lhe conceder três notas 19,5 dos juízes, quase tocando a perfeição com um dedo. 
Na segunda rodada, Stoch não perder o foco e, apesar do grande desafio representado pelos seus concorrentes, ele manteve a primeira posição, com um salto que claramente dava a ele o merecido e tão esperado título mundial de campeão. 
Uma corrida perfeita, com o melhor total de pontos, tanto na primeira série quanto na segunda. Por trás da perfeição de Stoch, a medalha de prata foi para um dos principais protagonistas dos saltos de esqui destes dias de campeonato mundial, Petr Prevc, da Eslovênia, que em poucos dias passou da condição de  um quase desconhecido para um dos maiores saltadores do Mundo. 
E finalmente, um pequeno pedaço da Noruega (campeã geral do torneio com 6 medalhas de ouro) não poderia faltar no pódio de Val di Fiemme e, portanto, Anders Jacobsen assumiu o papel de "Norueguês do Dia" conquistando uma merecida bronze. 
O primeiro a saltar foi justamente Jacobsen. O norueguês parecia confortável com a situação e cravou 131 metros. Logo depois, o esloveno Prevc fez 130,5 metros, conseguindo fechar as duas séries de salto com 0,6 pontos à frente de Jacobsen
Por fim, foi a vez de Kamil Stoch. Muitos se perguntam como o polaco poderia reagir à pressão, mas no final o campeão polaco provou ter a força de vontade necessária para controlar seus nervos e mais uma vez fez o melhor salto das séries, com 130 metros. O que somado ao salto anterior de 131, 5 metros lhe garantiu duas notas 19 e uma 19,5 dos juízes em 20 possíveis.

O título de campeão mundial na categoria Individual para Homens - HS134 ficou com o polaco:

1 -  Kamil Stoch (POLÔNIA) 295,8 pontos
2 - Peter Prevc (SLO) 289,7 pontos
3 - Anders Jacobsen (NOR) 289,1 pontos
4 - Wolfgang Loitzl (AUS) 284,9 pontos
5 - Jan Matura (CZE) 281,4 pontos

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Festa da Colheita na Colônia Murici

A tradicional Festa da Colheita da Colônia Murici acontece no próximo domingo (03) na Paróquia Sagrado Coração de Jesus. 
A festa é organizada pela comunidade da Colônia Murici, conta com o apoio da Prefeitura de São José dos Pinhais, e tem como principal objetivo agradecer a boa safra que foi obtida durante o ano, além de resgatar aspectos da cultura dos imigrantes polacos. 
Também é uma forma de homenagear os agricultores são-joseenses que neste dia enfeitam carroças e caminhões para participarem do desfile. É um dia especial para o município, com muito lazer e diversão, as famílias aproveitam o domingo com comida típica polaca, muita música e atrações. 
A festa vai contar com missa de abertura, os tradicionais desfiles de carroças enfeitadas, cavalgada e também com a exposição de produtos e maquinário agropecuário. 

Programação: 
09h30 – Santa Missa; 
09h45 – Cavalgada com saída da Chácara do Catapan (em frente a igreja do Cupim – Costeira do Cupim); 
10h45 – Desfile encenando o agradecimento a colheita: Mensagens das Capelinhas, Grupos folclóricos: Wawel, Cuore D'Itália e Alma Fandangueira, cavaleiros, carroças, tratores e caminhões; 
11h30 – Almoço: risoto, churrasco e costela fogo de chão (trazer pratos e talheres), e show musical com o trio Só Três e Nhô do Rodo e Zé da Enxada;
12h00 – Roleta com rodadas especiais de 12 prêmios com um boi no 1º prêmio; 14h00 – Bingo beneficente (1º prêmio: R$ 1.000,00 e dezenas de outros prêmios); 
16h00 – Apresentações folclóricas grupos: Wawel e Alma Fandangueira; 17h30 – Show de prêmios (1 moto 0 km, netbook, TV´s e bicicletas); 
18h00 – Show musical com Gustavo e Gabriel. 

A colônia Murici Situa-se a 10 Km do centro de São José dos Pinhais, ela surgiu na terceira etapa da colonização polaca no Paraná. 
Após a bem sucedida experiência com a colonização polaca em Curitiba, o governo da Província decidiu estender o processo ao município vizinho de São José dos Pinhais. 
Foram adquiridos 2.891 hectares, pois houve dificuldades de desapropriação, já que quase todos os terrenos ao redor de Curitiba eram propriedades particulares. Os problemas na hora da compra eram enormes, pois os títulos de propriedades eram muitos confusos e quase sempre aparecia mais de um proprietário reivindicando a posse. 
Esta área adquirida foi dividida em 4 colônias: Zacarias, Murici, Inspetor Carvalho e Coronel Accioly. A Colônia Murici foi criada, em abril de 1878, e compreendia os lotes entre os rios Miringuava e Pequeno e nela foram assentadas 20 famílias.
No dia 6 de junho de 1878, segundo registros da Paróquia de Murici, chegaram 60 colonos procedentes da Galícia (região de Gorlice, Malopolska e Podkarpacie) e Prússia (Região da Silésia).
Os novos imigrantes chegaram com o navio inglês Paschoal, em Paranaguá. Foram transladados para outro barco, no qual atracaram no Porto de Antonina, de onde vieram em carroças até o planalto curitibano.
A data de fundação da nova colônia foi fixada em 21 de setembro de 1878. A colônia Murici recebeu este nome em homenagem ao médico José Cândido da Silva Murici.
O primeiro batizado de um filho de polones, ocorreu no dia 3 de janeiro, com Francisco, filho de Wojciech Gottfried e Maria Muszynska. Foram padrinhos Wojciech Mikos e Anna Ciulis. O documento paroquial assinala que todos, exceto o pequeno Francisco, procediam da região da Silésia polaca (na época sob o jugo invasor dos alemães).
A colônia Murici de 876 hectares foi dividida em 72 lotes. Segundo levantamento de Edmund Wos Saporski, em 1893, a população da Colônia era de 240 imigrantes polacos, 82 filhos nascidos no Brasil e outras 57 pessoas de outras nacionalidades (brasileiros, italianos, ucranianos).
Devido às dificuldades, as casas foram construídas em mutirão, as paredes eram feitas com troncos de seis a nove metros de comprimento e, aproximadamente, cinquenta centímetros de diâmetro, encaixados uns nos outros pelas extremidades entalhadas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Syberiada Polska", novo filme de Zaorski


Em uma das maiores produções históricas nos últimos anos no cinema polaco, Janusz Zaorski - autor de "Jogador de Poquer" - evoca a história dramática de polacos deportados nos anos 40 para a Sibéria. 
O público vai descobrir o destino dos expatriados a partir da perspectiva do jovem Staszek Dolina (Paweł Krucz), que vai para a Sibéria junto com seu pai (Adam Woronowicz), a mãe (Urszula Grabowska) e o irmão mais novo (Marcin Walewski). 
O diretor levou 7 anos para produzir "Syberiada Polska" (Polônia Siberiana), gravando em dois continentes e 4 países. "Stalin pensou: Por que matar os polacos? Quando se pode escravizá-los...". 
O filme tem roteiro de Michał Komar e Maciej Dutkiewicz e é estrelado por Adam Woronowicz, Sonia Bohosiewicz, Urszula Grabowska e Jan Peszek.

Trailler do filme:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Polaco, segunda lingua no Reino Unido

Esta saiu no jornal Folha de S.Paulo, na Ilustríssima.
 DIÁRIO DE LONDRES
 BERNARDO MELLO FRANCO

 EU POLACO, TU POLACAS
 "Dzień dobry" não é "good morning", mas a chance de ouvir as duas palavras como cumprimento é cada vez maior por aqui. Na dúvida, improvise um sorriso: você acabou de receber um bom-dia em polaco. 
 O idioma acaba de se tornar o mais falado na Inglaterra depois do inglês, segundo o Censo 2011, divulgado no final do mês passado. Deixou para trás o panjabi e o urdu, que lembram o colonialismo britânico na Ásia e ainda reinam absolutos nos mercadinhos 24 horas. 
 A imigração polaca viveu seu auge em 2004, quando o Reino Unido abriu as portas a novos integrantes da União Europeia. Com a crise econômica, muita gente voltou para casa nos últimos anos, e agora o país do Leste Europeu vive uma invasão cultural ao contrário. 
Os linguistas de lá batizaram o fenômeno de "ponglish", uma mistura de polaco e inglês que já criou palavras engraçadas como "tiszert" ("t-shirt", ou camiseta). 

BOLAS DA VEZ 
 O censo também investigou as línguas menos faladas na terra da rainha. Ganhou outro resquício colonial: o crioulo caribenho, com apenas dois falantes. Mais fácil ouvir o inglês jamaicano, cultivado por cantores que imitam Bob Marley no metrô. Quem estiver atrás de investimento seguro deve apostar em escolas de inglês para falantes de romeno e búlgaro. São as línguas dos novos migrantes, que poderão fincar bandeira na ilha.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Morreu Wojciech - dos cosméticos - Inglot

Foto:Mariusz Piotrowski
Ele foi o primeiro polaco a abrir sua própria loja na prestigiada Times Square em Nova York. Não ninguém até hoje que não se surpreenda com uma empresa de polaco com tão rápido crescimento. E ele conseguiu essa proeza sem gasto algum em estratégias de marketing e publicidade, pois segundo ele próprio seu gastos nessa área de promoção são iguais a zero. 
Wojciech Inglot abriu sua empresa de cosméticos, depois de uma pós-graduação em química na Universidade Iaguielônica de Cracóvia, em 1983. No começo não produziu cosméticos, mas apenas um líquido para limpeza das cabeças de vídeo. 
O primeiro produto na área de cosméticos foi o desodorante VIP. Ao qual se seguiram uma nova gama de produtos. Foi Inglot quem introduziu pela primeira vez os cosméticos coloridos mercado polaco...os esmaltes para unha logo fizeram sucesso. 
A empresa foi fundada na cidade de Przemyśl, fronteira Sudeste da Polônia com a Ucrânia, onde ainda produz cerca de 95 por cento de todos os cosméticos Inglot: como batons, sombras e esmalte para unhas. 
Em uma entrevista recente, Wojciech Inglot afirmou não ter intenção de transferir a produção para qualquer outro qualquer, pois na fábrica de Przemyśl, desde a concepção até o produto final o tempo de fabricação é cinco vezes menor se tivesse que produzir seus cosméticos na Ásia, por exemplo.
Inglot pode ser considerado um visionário no mundo dos negócios, como evidenciado pelo rápido crescimento de suas lojas. Em 2001, abriu sua primeira loja de fábrica na Polônia, cinco anos depois, já tinha expandido sua rede ao exterior - seu primeiro salão internacional foi inaugurado em 2006, em Montreal, Canadá.
 As empresas de Inglot possuem hoje 333 lojas em 46 países em 6 continentes (incluindo cerca de 160 na Polônia). Neste grupo estão os locais de maior prestígio, como a Macy, famoso shopping de departamento em Times Square em New York City. Loja na qual personalidades mundiais fazem diretamente suas compras como Avril Lavigne, Kim Kardashian e Britney Spears.
Nos próximos cinco anos a Inglot quer ter 1.000 lojas em todo o mundo. Este ano, as vendas está crescem a uma taxa de 50 por cento ao ano.
A Inglot já líder de mercado em muitos países, como por exemplo, na Malásia, no Azerbaijão e na Irlanda. E está procurando reforçar sua presença nos mercados gigantes da Índia e Brasil. "Nós ainda não estamos na China, mas estamos trabalhando duro para em breve poderá fazer nossa a estreia lá". disse Zbigniew Inglot, irmão do químico-empresário, falecido ontem, aos 57 anos de idade, num hospital na cidade de Przemyśl. Não foram informadas as causas da morte.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Curso de Idioma polaco em Cracóvia


Escola de idioma e cultura polaca da Universidade Iaguielônica, de Cracóvia, oferece cursos não intensivos semestrais cursos para estrangeiros ("Meu Polaco") em 60 horas-aula.
Os semestres começam em outubro (semestre I) e fevereiro (segundo semestre). Oferecem ainda certa flexibilidade nos estudos.
Os alunos têm a opção de participar do curso após o seu início oficial ou para completar o semestre antes de seu encerramento oficial.

 I Semestre 
Teste de avaliação e formação de grupos:
1 de outubro de 2012
 Prova Final: 31 de janeiro de 2013

Semestre II 
Teste de avaliação e formação de grupos:
25 de fevereiro de 2013
Teste final: 21 de junho de 2013 

Aulas: 90 minutos / duas vezes por semana

Descrição do curso: O curso é composto de 60 horas de aprendizado acadêmico do idioma polaco (1 hora aula = 45 minutos acadêmica).
As aulas são de natureza geral. Durante as sessões são apresentadas todas as competências linguísticas aos educandos (falar, ler, ouvir e escrever), além do conhecimento de gramática e vocabulário.
O programa é feito sob medida para os interesses e nível de linguagem dos participantes. A divisão em grupos será feita com base em teste de avaliação no primeiro dia.
Oferece: Professores qualificados graduados da Universidade Iaguielônica, formação de pequenos grupos, Oportunidade de obter quatro pontos de crédito ECTS para participantes do curso que forem aprovados no exame final. Diploma e certificado de conclusão de um curso na Universidade Iaguielônica.
Local: Centro da Cidade de Cracóvia,
ulica (rua) Garbarska, nr. 7
 Preço do curso: 1320 złotych (R$ 820,68 reais)

Formulário 1. semestre

Formulário 2. semestre

 Link para a escola de idioma e cultura

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Bartoszewski faz 91 anos

em breve video


Trechos do meu filme "Auschwitz Birkenau" produzido em 2005, por ocasião das comemorações de 60 anos de liberação do campo. Bartoszewski foi o único católico a discursar entre outros sobreviventes judeus, diante de mais de 40 mandatários mundiais, no monumento às vítimas do holocausto, em Birkenau, com 18 graus negativos de temperatura.

O sobrevivente católico do campo de Auschwitz, Władysław Bartoszewski (pronuncia-se vuádjissuáf bartochévsqui) está comemorando 91 anos de idade hoje.
Bartoszewski que nasceu em Varsóvia, em 19 de fevereiro de 1922, é um historiador e político. Foi membro da resistência polaca durante a Segunda Guerra Mundial, senador e ministro das Relações Exteriores e considerado pelos israelenses "Justo entre as Nações"
Em 19 de setembro de 1940, ele foi preso e enviado para Auschwitz (prisioneiro número 4427) e liberado por intercessão da Cruz Vermelha em 08 de abril de 1941. Libertado em plena andamento da guerra passou a operar na resistência polaca - Armia Krajowa.
Em setembro de 1942, assumiu o comando da Comissão de Assistência aos Judeus - Zegota, que ajudava os insurgentes do gueto de Varsóvia. Em abril de 1943 e depois do Levante de Varsóvia foi para Cracóvia. Depois da guerra, foi membro do PSL (União Popular da Polônia), única organização política de oposição ao Partido Comunista. 
Em 15 de novembro de 1946, ele foi detido pelos comunistas por espionagem e preso numa Prisão do Ministério de Segurança Interna. Tinha sido condenado a oito anos. 
Em 1954 foi solto por causa de sua saúde debilitada. A partir de 1955, dedicou-se ao jornalismo e em 1966 foi nomeado pelo Instituto Yad Vashem "Justo entre as Nações". Em 1969, ele foi eleito para o PEN Clube Polaco, presidindo-o de 1972 e 1983. 
Entre 1973 e 1985, ele ensinou história moderna na Universidade Católica de Lublin. Ele estava na oposição democrática na Polônia, e foi um dos fundadores da Sociedade de Cursos Científicos (TKK), uma universidade clandestina alternativa onde também foi professor. 
Em agosto de 1980, ao demonstrar apoio público para o Sindicato Solidariedade foi preso, durante o governo do general Jaruzelski. 
Com a queda do comunismo e restauração da III República da Polônia foi nomeado embaixador na Áustria (1990-1995), ministro das Relações Exteriores (1995 e 2000-2001), senador de 1997 a 2001, e presidente do Conselho Internacional do Museu de Auschwitz desde 1991.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Morreu padre Benedikt Rzymkowski


O Padre Benedykt Grzymkowski S.Chr, faleceu na tarde desta quarta-feira, na casa paroquial da Sociedade de Cristo, em Curitiba. 
Filho de Stanisław e Leokadia, nasceu em Chełmża, onde também concluiu a escola pública. 
A seguir estudou no Seminário da Sociedade de Cristo em Ziębice, tendo prestado o exame de madureza em Poznań. 
Logo em seguida iniciou os estudos de filosofia e teologia na Seminário Maior (Seminário Estrangeiro) da Sociedade de Cristo em Poznań. No dia 23 de maio de 1959 foi ordenado sacerdote na catedral de Poznań. 
Depois estudou romanística na Universidade Adam Mickiewicz em Poznań, obtendo o diploma de mestre em literatura em 1964. Até o momento da partida para o Brasil em 1966 foi professor no Seminário Estrangeiro em Poznań. 
A partir de janeiro de 1967 exerceu a função de capelão dos polacos no Rio de Janeiro. Graças aos seus empenhos, no dia 8 de novembro de 1970 foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Monte Claro. 
Nos anos 1970-1974 foi cura da paróquia pessoal polaca no Rio de Janeiro. Durante a estada nessa cidade nos anos 1968-73, foi assistente na Pontifícia Universidade Católica, e nos anos 1970-74 foi professor na Faculdade Notre Dame. Em 1975 foi nomeado provincial da Sociedade de Cristo no Brasil e fixou residência em Curitiba. 
Dentro das suas atividades como reitor, organizou encontros natalinos para as irmãs e os padres polacos que trabalhavam no Brasil, participou da comissão preparatória da visita do papa João Paulo II a Curitiba nos dias 4 e 5 de julho de 1980, preparou a visita do Primaz da Polônia, cardeal Józef Glemp, ao Brasil em 1984. Além disso esteve envolvido na organização da visita do arcebispo Szczepan Wesoły, delegado do Primaz da Polônia para assuntos de pastoral polônica, bem como de outros bispos polacos. 
O pe. Grzymkowski SChr. está envolvido na atividade da BRASPOL – organização de que é co-fundador. Participa das atividades da União das Associações e Organizações Polacas da América Latina – USOPAL, tendo sido escolhido seu vicepresidente em 1996. 
Além disso, tomou parte ativa nos congressos da comunidade polono-latinoamericana (Argentina - Uruguai - 1993, Brasil - 1996, Uruguai - 1998, Brasil - 2000). 
De 1988 até 2003 trabalhou como pároco em Balsa Nova (PR), continuando as funções de reitor da Missão Católica Polaca no Brasil
No dia 7 de maio de 1996, recebeu na Embaixada da Polônia em Brasília, das mãos da embaixadora Katarzyna Skórzyńska, a condecoração da cruz do Renascimento da Polônia. 
Desde 1998 é membro do Conselho do Programa Polonijne do Centro de Estudos Latino Americanos (CESLA) da Universidade de Varsóvia. O pe. Benedito Grzymkowski traduziu a monografia "A presença dos polacos e da comunidade polono no Rio de Janeiro," publicada pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (CESLA) da Universidade de Varsóvia em 1987.

Velório e sepultamento

Na próxima segunda-feira (18/05) às 20h00, será celebrada a Missa de Corpo Presente na Igreja São João Batista (R. Guilherme Ilhenfeldt, 1037 - bairro Tíngui), seguindo o velório até às 23h00.
Na terça-feira (19/05) às 09h00 será concelebrada a Santa Missa seguindo o corpo para sepultamento na localidade de Bateias, município de Balsa Nova - PR.
Maiores informações pelo fone: (41) 3528-3223

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ser polaco está na moda


Texto de: Paweł Różyński 

Quando pensam na Polônia, grande parte das pessoas pensam quase sempre num país de emigrantes. É só perguntar aos britânicos, aos irlandeses e aos alemães. No entanto, são cada vez mais os estrangeiros a requerer o status de cidadãos polacos. O diário de Varsóvia “Rzeczpospolita” explica porquê. 
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Quando quis comprar a maior companhia aérea portuguesa, TAP, o milionário sul-americano e proprietário da companhia Avianca, German Efromowicz, deparou com um obstáculo aparentemente insuperável: a legislação da UE não permite que um investidor não europeu compre mais de 49% das ações de uma companhia aérea europeia. 
Um obstáculo que o empresário transpôs rapidamente, anunciando aos atônitos jornalistas presentes numa coletiva de imprensa, em Lisboa: "Requeri a nacionalidade polaca, a que tenho direito porque os meus pais eram ambos polacos." 
De fato, Efromowicz recebeu o passaporte polaco pouco tempo depois, em 5 de dezembro de 2012. O empresário, natural da Bolívia, afirma ter orgulho nas suas origens polacas. Nasceu em La Paz, numa família de polacos-judeus que fugiram da Polônia ocupada logo em seguida ao fim da Segunda Guerra Mundial.
Até agora, a nacionalidade polaca não lhe serviu de muito, uma vez que o governo português cancelou a venda da TAP, afirmando que Efromowicz não apresentara garantias financeiras suficientes. 
O que não altera o fato de os polacos terem mais um compatriota, que já provocou mexidas na lista dos polacos mais ricos, na qual, com os seus 3, 5 mil milhões de złotych (perto de €900 milhões de euros), ocupa agora o quinto lugar. Com a águia ao peito o jogador de voleibol Yuri Gladir, que há quatro anos faz parte da Zaksy, a equipa de Kędzierzyn-Koźle, pode não ser tão rico como Efromowicz mas é sem dúvida mais forte que ele em matéria de desporto. Originário da região da Poltava, atualmente território da Ucrânia, Gladir vive na Polônia com a mulher, Marina, e a filha, Daria, nascida na Polônia. Só agora recebeu o passaporte polaco. 
O seu sonho é jogar na seleção nacional. "Jogar com a águia branca sobre o peito é o sonho de qualquer jogador de voleibol, porque a equipe polaca é uma das melhores classificadas do mundo", explica. 
 Mas é no futebol que os polacos por opção têm conquistado maior publicidade. Alguns nomes bem conhecidos abrilhantam os clubes do campeonato e salvam a equipa nacional. "Adoro a Polônia e os polacos. Gostei de me tornar cidadão deste país, onde vivi tantos belos momentos", declarou o jogador brasileiro do Legia Warszawa (clube da capital), Roger Guerreiro. O seu pedido de nacionalidade foi acelerado pelo fato da seleção ter precisar urgentemente de um jogador para o ataque. 
Desde o ano passado, a nacionalidade polaca pode ser obtida mais rápida e facilmente junto das representações regionais do governo daquele país. Também pode ser concedida por decisão discricionária do Presidente da República. Ano passado, o presidente Bronisław Komorowski concedeu a cidadania a 2500 estrangeiros.
Contudo, a maior parte dos pedidos continua a ser apresentada às administrações regionais. Nos anos anteriores a concessão da cidadania a estrangeiros descendentes ou não de polacos foi crescendo ano a ano. A voivodia da Mazóvia, responsável por analisar a maioria dos pedidos que vem do exterior, por exemplo, recebeu cerca de 500 pedidos em 2009, em comparação com apenas 107, em 2008. Antes da adesão da Polônia à UE, em 2004, tais pedidos eram raros. 
O consulado de Curitiba, no Brasil, por exemplo, viu o número de pedidos de informação e de solicitação de cidadania explodirem. A tal ponto que foram contratados novos funcionários apenas para atender essa demanda. O Consulado da Polônia em Curitiba é responsável pelos três estados do Sul do Brasil, onde se concentra a segunda maior concentração da etnia fora da Polônia. Calcula-se que a etnia esteja representada no Brasil, atualmente, por mais de 3 milhões e meio de Brasileiros, já que os cálculos de 1,5 milhão dos governos brasileiro e polaco estão defasados no tempo e na estatística.
Entretanto, o número de solicitações atendidas só não é maior, porque uma nova interpretação das 3 leis que regem a concessão da cidadania polaca, entende que todos os descendentes de imigrantes polacos que deixaram a Polônia, antes de 1918, não eram de fato cidadãos polacos, mas sim russos, austríacos, alemães (Estados ocupantes da nação polaca de 1793 a 1918).
Em maio de 2012, houve um movimento no Congresso Nacional da Polônia, para que essa interpretação que não é lei, fosse derrubada e todos os descendentes de imigrantes polacos ao redor do mundo possam finalmente serem reconhecidos como cidadãos do Estado polaco também... e não só os jogadores de futebol, de volei, maridos e esposas de polacos, sem nenhum vínculo de origem ou sangue polaco. 
O número ainda não é expressivo, mas a quantidade de brasileiros ilegais na Grã-Bretanha, que buscam uma polaca ou polaco para se casarem tem aumentado fortemente. Até aqui, o governo polaco, ainda não abriu as portas totalmente para estes cônjuges de ocasião, pois a cidadania não é dada automaticamente, inicialmente recebe-se um visto de residência válido por um ano. No caso do casamento continuar e os cônjuges comprovarem que residem oficialmente no território da Polônia, o visto de residência é renovado, por mais dois anos. Findo três anos, e comprovada a residência no país, o cônjuge estrangeiro recebe o visto permanente de residência e trabalho... Os filhos, entretanto, são automaticamente legitimados como cidadãos polacos. 

 Simpática e atrativa 
 Por que motivo há cada vez mais estrangeiros interessados em obter a nacionalidade polaca? Segundo, Henry Mmereole, natural da Nigéria e que gerência três farmácias em Varsóvia, os estrangeiros instalam-se na Polônia porque o país se encontra em franco desenvolvimento e as pessoas com talento e dinâmicas podem subir depressa na escala social. 
É possível ir mais longe ali do que nos países onde a hierarquia social se encontra estabelecida há muito tempo. O recente passado comunista como que igualou as difenrentes classes sociais encontradas nos países ocidentais. O clima continua a ser a principal desvantagem, mas as pessoas habituam-se, diz otimisticamente Mmereole. 
Com cada vez maior frequência, às razões econômicas ou familiares vem juntar-se um novo elemento: a Polônia é um país simpático, onde é agradável viver. 
"O ambiente é bom e as pessoas são amigáveis. Há pouco tempo, o meu tio e a minha tia, que vieram da Grécia, foram passear pela Traktat Krolewski (via real) de Varsóvia e ficaram maravilhados com o local. A Polônia devia promover mais a sua cultura. A produção teatral e o desporto são excepcionais. É sobretudo através destas áreas que os países se tornam conhecidos", explica o músico Milo Kurtis, cofundador do grupo musical Maanam, atualmente membro do Drum Freaks, que recentemente requereu a nacionalidade polaca. 
Nascido em 1951, em Zgorzeleć, na fronteira da Polônia com a Alemanha, filho de refugiados gregos (cerca de 15 mil fixaram-se na Polônia por volta de 1949), Kurtis decidiu que, já que pensava como polaco e tencionava passar o resto da sua vida na Polônia, mais valia requerer a nacionalidade polaca. Seria mais honesto e mais cômodo. 
De certo modo, Kurtis já é polaco e ama o país, mas, diz, continuará a ser sempre grego, porque os gregos são "como os judeus: é o sangue que decide e não o local de nascimento". Conta que, nos anos de 1980, lhe ofereceram a nacionalidade alemã, mas que recusou, depois de o sogro lhe ter dito: "Tu é que decides, mas fica sabendo que não queremos um alemão na família." 

O Vietnam da Europa 
Entretanto, sem o mínimo de propaganda, tem entrado na Polônia um número elevado de estrangeiros, em busca de uma boa formação ou de uma vida melhor. Mas só uma pequena porcentagem deseja pedir o passaporte polaco. Alguns milhares de pedidos por ano não é muito, tendo em conta o número de imigrantes – legais ou não – que vivem no país, e que foi estimado em entre 500 mil a um milhão. 
Mas a verdade é que o fluxo de entradas está só começando. Muitos vietnamitas escolheram a Polônia como destino. "Os pais de muitos de nós estudaram aqui nos anos de 1960 e 1970, falam polaco e transmitem uma imagem da Polônia de certo modo idealizada como a terra do leite e do mel", diz Karol Hoang, presidente de uma agencia imobiliária e proprietário de uma agência de modelos de Varsóvia. O seu avô foi diplomata na capital polaca. Os imigrantes vietnamitas na Polônia são muitos – entre os 40 e os 50 mil – mas não são eles e sim os ucranianos que constituem o maior grupo. Trabalham na agricultura e na horticultura, mas também se especializaram na construção e cuidados a crianças e idosos. Alguns trabalham em supermercados.
"Os ucranianos trabalham durante algum tempo, ganham dinheiro e voltam para o seu país. Os chineses, quando os negócios não correm bem ou quando há uma crise, fazem as malas e vão para outro lado. Mas os vietnamitas vieram para ficar. Estamos a criar raízes aqui, pensamos no que vamos fazer daqui a dez ou vinte anos, pensamos no futuro dos nossos filhos, se eles irão ter uma boa educação e arranjar um bom emprego num banco ou numa empresa", explica Hoang, cuja mulher é polaca e que se sente meio polaco. A sua relação de vinte anos com a Polônia acaba de ser selada com a nacionalidade polaca, recentemente adquirida. 
Os jovens vietnamitas integram-se rapidamente e, em muitos casos, veem-se como polacos. Na verdade, a primeira geração de imigrantes queixa-se de que o processo é demasiado rápido, de que os jovens descartam bastante rápido a relação com o país de origem. No entanto, o problema da identidade é mais profundo que isso. Os asiáticos não têm olhos azuis e cabelo loiro; gostariam de ser polacos mas nem sempre são aceites como tal.

O primeiro deputado polaco negro
Ainda assim, a Polônia percorreu um longo caminho desde finais dos anos de 1990, quando, nos jogos de futebol, os hooligans atiravam bananas no jogador Emmanuel Olisadebe, natural da Nigéria. 
Em 2010, John Abraham Godson, também nascido na Nigéria, tornou-se o primeiro deputado polaco negro. Para ele, tudo começou quando um missionário romeno lhe falou daquele país longínquo. Hoje, Godson diz ser de Łódź (pronuncia-se uúdji) - a terceira cidade polaca - situada na zona central do país e que é ali que quer viver e ser enterrado. 
Em que momento começa um imigrante a desenvolver uma identidade preponderantemente polaca? Não forçosamente quando recebe o passaporte polaco. Okil Khamidov, realizador da popular série televisiva Świat według Kiepskich (o mundo segundo a família dos ninguém), tajique de nascimento, comenta, com ironia, que no seu caso esse momento ocorreu quando começou a queixar-se sem razão de maneira muito contínua: "Ah, sou polaco", pensou.