sábado, 28 de julho de 2007

Devem ser vistas

Na Igreja de São Francisco de Assis, no centro de Cracóvia, três coisas valem a visita, uma é o vitral de Deus, a maior expressão da arte vitrinista da Polônia, a outra, uma placa de prata num dos bancos traseiros da igreja e a terceira, a réplica do Santo Sudário de Cristo, que está guardado a sete chaves, numa capela de Turin (Itália).

Foto Ulisses Iarochinski
O vitral é autoria de Stanislaw Wyspianski, artista polaco que pode sem favor algum ser colocado na categoria de gênio do século XX, pois não fica nada a dever aos espanhóis Picasso, Dali e Miró. Ouso dizer que por suas extensas habilidades artísticas como pintor (óleo, aquarela, afresco), projetista de ambientes, escultor em mármore, artesão de móveis em madeira, vitral, ilustrador, cenógrafo, figurinista, dramaturgo e poeta... só não é famoso por que viveu numa Cracóvia sob ocupação austro-húngara. É dele também o texto da mais importante peça do teatro polaco: "Wesele".
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Foto Ulisses Iarochinski

Em se tratando da placa com a inscrição "Aqui rezava o Santo Padre João Paulo II", conta a lenda que o cardeal metropolitano de Cracóvia, Karol Wojtyla, todas as manhãs atravessava a rua que separa a Cúria da Igreja às 7 horas para rezar neste banco. Atenção, os manuais turísticos não mencionam a placa e tampouco os guias de excurssão.

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Foto Ulisses Iarochinski

Já a réplica é feita no mesmo tecido e nas mesmas dimensões do original, que está guardado em Turin. Segundo a Igreja Católica este é o manto que recobriu Jesus Cristo após a Cruxificação e também o envolveu enquanto esteve sepultado da gruta de Jerusalém.
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