sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Festival do Filme Mundial em Varsóvia

Começou em Varsóvia, a quinta edição do Festival "Filmy Świata Ale Kino!" (Filmes do mundo, mas cinema). Um Festival diferente dos outros, jamais visto no país, pois são filmes bastante raros para os espectadores. Após Varsóvia o evento também percorrerá as cidades de Poznań, Gdańsk e Cracóvia.
O organizador do Festival é Piotr Kobus, diretor da Agência Mañana. Em entrevista para o jornal Metro, ele falou sobre o festival.

Metro - Qual é a chave para selecionar os filmes para este festival?
Kobus - Ao invés de nos determos em números, verificamos a qualidade. Quase todos os vinte novos títulos foram apresentados nos festivais mais importantes do mundo, como Berlim, Cannes, Locarno, Roterdam, Veneza e Toronto. Assim como Samuel Huntington em "Choque de Civilizações", dividimos o mundo em quatro regiões: América Latina, Ásia, Oriente Médio e África Sub-Saariana. Não nos interessa filmes de homem branco. Nós procuramos representar o momento da produção, e em como o cinema está inserido naquela região. Por exemplo, temos apenas um filme africano, relacionado a crise na Europa, e financiado pelo cinema numa região que está em colapso profundo. Atualmente, as coisas mais interessantes surgem no Extremo Oriente.

Metro - Especialmente nas Filipinas. O Cinema deste país é a "estrela" na edição deste ano do festival.
Kobus - No mapa do cinema mundial tais fenómenos ocorrem de forma regular. Ele funciona como um vulcão. A energia acumulada de repente explode. Mais de uma dúzia de filmes por ano arrebentam nos festivais. Algo como Zanussi e Wajda da Polônia causaram nos anos 70, temos agora esta explosão do filme filipino. Dois anos atrás, um filme foi - sim - intrigante, mas pecava pela falta de maior primor técnico e de roteiro. Tendo a idéia daquele cinema diferente trespassado a resistência. o que se viu foi uma fase de co-produções com o Ocidente. Assim, surgiu a estrela de Brillante Mendoza. Na quarta edição do Festival Mundial ele apresentou seu "Serbis". Agora veio com mais dois. Seu "Kinatay" recebeu o prêmio de Cannes de melhor diretor, e "Vovó" foi exibido em competição em Veneza.

Metro - Você também é o diretor do Festival Latinoamericano e da Semana de Cinema Espanhol. Acaba de se encerrar o Sputnik, momentos antes do Varsóvia Film Festival. A capital polaca terá espectadores para mais este festival?
Kobus - Com certeza. Nossas edições são incomuns. Esta é a grande viagem para olhares em terras distantes. São diferentes horizontes culturais. Estiveram na Índia e no México, leram Kapuscinski, e assistem um filme que trata o Irã mais como uma oportunidade para se entender melhor o mundo.
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