sábado, 20 de março de 2010

Batalha pelo Hotel Forum de Cracóvia

Foto: Michał Łepecki


Os arquitetos estão procurando uma maneira de proteger o edifício do Hotel Forum de Cracóvia da demolição. Embora tenha sido um erro construí-lo do outro lado do rio Vístula e praticamente de frente para a colina de Wawel, onde estão o Castelo Real e a Catedral Metropolitana da cidade, o prédio do hotel é representante da arquitetura moderna da cidade. Membros da Comissão Municipal de Arquitetura Urbana estão decididos a respeitar a opinião dos arquitetos que não desejam a demolição do prédio condenado.
O Hotel Forum permanece como um resto modernista do comunismo russo no setor histórico de Cracóvia. Concluído em 1998, o hotel tem 280 quartos distribuídos por seis andares. As formas angulares parecem derivar da curva do rio Vístula, com janelas em ângulo para o sol. Cada andar possui um ângulo de inclinação que os afasta do rio, permitindo assim um sombreamento em relação ao Sul. O prédio passa por um processo de deterioração desde que foi fechado por problemas estruturais.


Este é o primeiro caso em Cracóvia, onde os planejadores, com base nos instrumentos de direito local, a fim de proteger a instalação, consideraram um exemplo magnífico da arquitetura contemporânea da cidade. Cidade esta tombada pelo patrimônio histórico mundial, pelo conjunto arquitetônico de seu centro medieval.
Segundo alguns especialistas é importante mudar a consciência dos moradores da região de Cracóvia, que em sua maioria desanconselham a construção de edificações modernistas, ou contemporâneas no entorno e dentro do patrimônio mundial. Ninguém na cidade quer que aconteça o que ocorre em Varsóvia, há alguns anos, com a construção de arranha-céus futuristas. O que significa dizer que, a capital polaca mais parece com Dubai, a nova Xangai, ou o Catar.
Mas a filial local da Associação dos Arquitetos Polacos está trabalhando na criação de uma arquitetura contemporânea na região da Małopolska e que também precisa ser protegida, pois não se vive permanentemente no passado.

Foto: Ulisses Iarochinski

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