quinta-feira, 9 de junho de 2011

Empresa japonesa investirá na Polônia, no gás de xisto


A empresa japonesa Mitsui & Co. acaba de comprar a participação na exploração de 10 campos de xisto, na Polônia da Marathon Oil.
Uma subsidiária da Mitsui vai cobrir nove por cento de participação no empreendimento, enquanto a parte da norte-americana da Marathon Oil terá reduzida sua cota para 51 por cento. Os restantes 40 por cento permanecerão nas mãos da empresa Nexen.
O acordo na operação ainda precisa da aprovação do governo polaco. Nos termos do contrato, a empresa japonesa terá uma parte da exploração de jazidas em 10 localidades do nordeste e sudeste do país, próximas a Kwidzyń, Brodnica, Rypin, Lidzbark, Płońsk, Ciechanów, Sokołów, Siedlec, Parczew e Orzechów.
Análise das jazidas e a possibilidade de exploração deve demorar 5 anos. A Mitsui é a primeira empresa japonesa a decidir investir na Europa. A empresa já tem a sua quota de extração de gás de xisto nos Estados Unidos.

P.S. A Polônia que estava condenada a perecer devido à sua base energética, com a descoberta da imensa jazida de xisto no seu subsolo reacende as esperanças de ocupar uma posição importante na economia da UE. Pois, como a Polônia não tem usina nuclear, seus rios de planície não permitem hidroelétricas, os ventos são fracos para usinas eólicas e o carvão com suas usinas termoelétricas (atual base energética do país) está condenado a ser proibido de extrair e o gás russo é negado... o xisto é a salvação dos polacos

terça-feira, 7 de junho de 2011

As fronteiras da Polônia no milênio



Animação mostrando de 990 a 2008 as mudanças nas fronteiras da Polônia. Fronteiras muitas vezes conquistadas e outras tantas impostas por nações vizinhas e até de além mar. Os atuais 312 mil km² são um pequena parcela do território que a Polônia teve ao longo da sua história.
A atual divisão administrativa da Polônia, embora em alguns níveis seja semelhante a algumas históricas, é bem diferente de outras. As divisões administrativas históricas da Polônia podem ser divididas nos seguintes períodos:

antes de 1569: Divisão administrativa do Reino da Polônia
1569-1795: Divisão administrativa da República das Duas Nações
1795-1807: Divisão administrativa dos territórios polacos após as partilhas
1807-1815: Divisão administrativa do Ducado de Varsóvia
1815-1914: Divisão administrativa da Polônia do Congresso
1914-1918: Divisão administrativa dos territórios polacos durante a Primeira Guerra Mundial
1918-1939: Divisão administrativa da Segunda República da Polônia
1939-1945: Divisão administrativa dos territórios polacos durante a Segunda Guerra Mundial
1918-1989: Divisão administrativa da República Popular da Polônia
1999-2008: Divisão administrativa da Terceira República da Polônia

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Doutorado será desvalorizado

Foto: Tymon Markowski 
Num país onde o índice de analfabetismo tende a zero e a grande maioria dos universitários que se formam saem com o canudo de mestre, o diploma de mestrado na Polônia já não é suficiente para garantir um emprego. Segundo o GUS, um em cada quatro mestres com a idade de 25 anos está desempregado, ou seja 40 por cento deles. O grau de mestre se tornou tão comum que os empregadores os qualificam como candidatos à vaga sem experiência profissional.
O reverso da moeda é que muitos procuram melhorar suas chances de emprego, indo em busca de um doutorado. Em função disso, o número de estudantes de doutorado na Polônia vem crescendo nos últimos anos. De acordo com o GUS, no ano letivo de 2009/10 houve quase 36 mil novos ingressos. Mas curiosamente apenas 7 mil doutorandos conseguiram o título no mesmo período.
Contudo, o número de doutorados polacos quando comparados com outros países da UE ainda está baixo. De acordo com o Eurostat, em 2008, era esse o número de matriculados em cursos de doutoramento:
- Reino Unido - 80.900
- França - 70.000
- Espanha - 67.000
- Itália - 39.300.
- Polônia - 31.800

domingo, 5 de junho de 2011

Sangue do Beato João Paulo II em Varsóvia


Fotos: Wojciech Olkuśnik

Relicário contendo gotas de sangue do Beato João Paulo II foi depositado no Panteão dos Polacos no Grande Templo da Divina Providência, em Wilanów, em Varsóvia Wilanow. A procissão com o relicário reuniu milhares de pessoas neste domingo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Desemprego real é menor na Polônia

Enquanto a Espanha com seus 40 milhões de habitantes se debate numa de suas piores crises, desde a queda da ditadura franquista, a Polônia se pergunta se realmente quem se diz sem trabalho, está realmente desempregado.
Segundo estatísticas oficiais são mais de 2 milhões de desempregados, entre um população de quase 40 milhões de habitantes. Ou seja, seja 5% de desempregados. O que as autoridades polacas estão se perguntando é: Quantas pessoas realmente estão à procura de um emprego? Para verificar isso, o Główny Urząd Statystyczny (Escritório Central de Estatísticas), apresenta a cada três meses uma pesquisa sobre pessoas ativas economicamente, a BAEL - Badanie Aktywności Ekonomicznej Ludności. O último resultado, diz que quase 60 mil pessoas entre de 15 e 74 anos de idade têm um emprego (é considerado aqui alguém que ganhou salário pelo menos uma hora por semana).
Mas existe um grave problema que deve ser considerado: jovens sem experiência que querem trabalhar, mas não conseguem encontrar trabalho. Atualmente, a taxa de desemprego real (BAEL), aponta que entre aqueles que não terminaram os estudos e estão ao redor dos 25 anos de idade, um índice de 26,7% e que durante este ano, este mesmo índice aumentou 2 pontos percentuais.
Estudiosos do assunto estão convictos que melhor do que as estatísticas oficiais é buscar os números diretamente em cada região polaca. Assim, puderam encontrar a maior surpresa nos dados da Vármia-Masúria, onde a taxa de desemprego real é agora 10%, contrariando registros de Varsóvia que apontam mais do que o dobro!
No mapa abaixo estes números podem ser comparados. Nas cores rosa estão os dados oficiais do BAEL e em vermelho os índices reais de desemprego registrados em cada Voivodia (Estado). 
"Mapa polaco do desemprego:
 é melhor do que diz o escritório do trabalho"
rosa: índice oficial de desemprego registrado
vermelho: índice de desemprego segundo o BAEL

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Reflexos da visita de Barak a Polônia

Foto: Alik Keplicz
Nesta sua primeira visita a Polônia, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que pouca atenção é dada para a Europa Central e Oriental.
Suas avaliações, a princípio, foram coerentes: em grande parte a pouca atenção existe sim. Mesmo com o governo Donald Tusk se mostrando relutante, Anna Fotyga sublinhou que a visita do presidente foi importante, pois confirma o envolvimento dos EUA nesta parte do mundo e o quão importante é o papel da Polônia na região.
O presidente Obama veio para apresentar a nova filosofia do atual governo dos EUA e o fez dizendo que "os países de fora não pode impor uma mudança mas podem promovê-las". Diferindo das ideias de seu antecessor, George W. Bush, o modelo de mudança democrática na Europa Central, especialmente o polaco, teria um caráter universal. Com relação a Bielorrússia e o Norte da África, Obama insistiu em que a Polônia pode desempenhar processo um papel especial neste processo de aproximação a democracia.
No encontro com o presidente Komorowski, Barack Obama se solidarizou condenando a repressão contra a oposição na Bielorrússia. Obama declarou que quer trabalhar em estreita colaboração com Varsóvia na criação de uma sociedade civil.
Obama disse que os dois países irão agir no mesmo sentido, pois o "povo da Bielorrússia não pode pagar muito tempo e a um preço alto demais" para o Estado de Lukashenko.
Ao mesmo tempo, Obama elogiou a melhoraria das relações polacas com a Rússia. Ele lembrou que as políticas propostas pela redefinição das relações com a Rússia resulta em efeitos positivos para a segurança global.
Sobre a suspensão da exigência de vistos para cidadãos polacos, Obama disse que projeto neste sentido encontra-se no Congresso Americano. Na Câmara dos Deputados, o deputado Mike Quigley de Chicago e a senadora de Maryland, Barbara Mikulski, de origem polaca estão tratando do assunto. No sábado, durante a sua estada em Varsóvia, Obama enviou uma carta de apoio para o projeto daqueles parlamentares Norte-americanos.
O projeto prevê que o Programa sem visto nos EUA, permite a entrada de qualquer país, que tenha um máximo de 3 por cento de cidadãos ilegais em solo americano, após o vencimento de seus vistos.
A Polônia junto com a Bulgária e Romênia são os únicos países da UE que ainda precisa de visto para entrar os EUA. Isso é porque, grande parte dos polacos que solicitam vistos no consulado dos EUA, o fazem na condição de turistas, mas não são capaz de especificar seus planos de férias e não terem dinheiro suficiente para se divertirem nos EUA. Segundo informações extra-oficiais, os americanos se recusam a dar aproximadamente dez por cento dos pedidos de visto, na Polônia.
Uma colaboração mais estreita dos polacos na política antiterrorista poderia ajudar a quebrar a exigência de vistos para cidadãos da Polônia. Apesar da atitude de Barak em Varsóvia, tudo depende do Congresso.
No melhor cenário, a rapidez na abolição dos vistos demoraria aproximadamente seis meses, supondo que a lei seja aprovada, que o presidente coloque sua assinatura e que o Department of Homeland Security prepare o documento sobre o cumprimento das novas exigências para os cidadãos da Polônia.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Wałęsa não verá Obama

O ex-presidente Lech Wałęsa não se encontrará com Barack Obama, porque segundo o próprio "não se ajusta".
Em uma entrevista Wałęsa sugeriu a TVN24 (televisão) que não há tempo para conhecer o americano. Questionado sobre se a data designada pelo gabinete presidencial conflita com sua agenda, ex-presidente polaco respondeu: "Não, não me ajusto e este senhor não me ouve. Adeus, obrigado.".
Wałęsa com essa recusa e essa desculpa deixa todos especulando sobre o motivo de não se reunir com o político mais poderoso do mundo. Será que é só porque ele não se ajusta aos protocolos estabelecidos na visita Norte-americana.

Barak Obama na Polônia


Presidente Barak Obama dos Estados Unidos da América do Norte chegou a Polônia. Seu primeiro compromisso, como demonstra a foto colhida da tela da TVP Info (Telewizja Polska Info), foi na tumba do soldado desconhecido, no centro de capital polaca. Eram 18:09 horas, horário de Varsóvia e chovia no momento da visita. As várias ruas e avenidas bloqueadas para o deslocamento da comitiva Norte-americana provocou o caos no trânsito da cidade. 


Barak cumprimenta remanescentes da Armia Krajowej
Barak já no Palácio Presidencial com Komorowski
Para a imprensa mundial, que acompanha a visita de Barack Obama, ele surpreendeu nesta sexta-feira, ao quebrar o protocolo, já nos primeiros minutos de sua visita oficial ao pais do Beato João Paulo II. Ele começou levando flores ao túmulo do soldado desconhecido e ao monumento ao Levante do Gueto de Varsóvia.
O presidente americano deixou o protocolo de lado por alguns instantes para dedicar alguns minutos ao grupo de veteranos da Segunda Guerra Mundial e a militares que presenciavam o ato no túmulo do soldado desconhecido.
"Apreciamos que sua primeira parada em Varsóvia tenha sido precisamente aqui", opinaram alguns dos combatentes veteranos, que foram surpreendidos pelas palavras de Obama, algo que não estava previsto.
O presidente dos Estados Unidos também assinou o livro de honra do túmulo, que homenageia os mortos nas diferentes batalhas das quais o Exército polaco participou na história.
Em seguida, Obama levou flores ao monumento ao Levante do Gueto de Varsóvia, momento que também aproveitou para interagir com os representantes da pequena comunidade judaica polaca, com quem tirou várias fotos, e conheceu em primeira mão os planos de construção do futuro museu de história do povo judeu da Polônia.
O avião presidencial dos Estados Unidos aterrissou nesta sexta-feira em Varsóvia por volta das 17h30 do horário local (12h30 de Brasília), após uma forte tempestade na capital polaca.
Obama iniciou assim sua primeira visita oficial à Polônia, onde permanecerá até sábado, e prevê participar da 17ª Cúpula de Países da Europa Central, que começou nesta sexta-feira, em Varsóvia. A reunião está sendo boicotada pela Sérvia e pela Bulgária, devido à participação do Kosovo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Armagedon Barak em Varsóvia

Barreiras colocadas na imediações do Hotel da comitiva americana
Barak, o Obama chega amanhã a Polônia para sua primeira visita oficial. Serão apenas dois dias. Mas o alvoroço toma conta da capital polaca já há algum tempo. A mesma operação vista no Brasil está mudando os hábitos de Varsóvia. Empresas, cinemas, escolas, restaurantes - tudo ao longo dos trajetos a serem percorridos pelo o presidente dos Estados Unidos está sendo fechado. Parece preparação para enfrentar o Armagedon. Muitas pessoas reclamam do caos e da falta de informação. Nem todos podem encerrar suas atividades tão cedo.
Os clientes mais ilustres de restaurantes estarão impedidos de usar seus helicópteros. "É uma piada, certamente!", diz Marek Molenda, gerente do Restaurante Giovanni Rubino, próximo a Av. Krakowska Przedmieście. Tudo porque, o restaurante está localizado perto do Palácio Presidencial, onde amanhã à tarde, o presidente polaco, Bronisław Komorowski recepcionará Barack Obama.
Contudo, o clima de festa, pelo menos entre aqueles que realizam negócios na área, não existe."Aparentemente a área em torno do restaurante e o calcadão estará fechado. Isso nos deixa muito preocupados, pois praticamente estaremos impedidos de trabalhar. Não teremos clientes", reafirma o gerente do Giovanni Rubino.
Outras áreas da cidade também estão alvoroçadas, pois a segurança da comitiva Norte-americana é exagerada. Não é pra menos! Afinal quem se institula dono do mundo tem dessas coisas.
No hotel onde Barak vai dormir, o Marriot muito próximo a estação de trem Central de Varsóvia, está com seu guichê aberto para hóspedes. Mas todos já estão sendo avisados que passarão por revistas rigorosas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

João Paulo II: "eu já conhecia o Paraná"

 


Em Missa celebrada no Centro Cívico de Curitiba, no dia 6 de julho de 1980 o Papa João Paulo II disse:

“Cidade de Curitiba, onde me encontro, retrata bem a Jerusalém da manhã de Pentecostes pela imensa variedade de raças daqueles que ouvem anunciar a boa nova de Jesus Cristo. Ali segundo a fascinante enumeração dos Atos dos Apóstolos – partos, medos, elamitas, habitantes da Mezopotamia, da Judéia, da Capadöcia, do Ponto e da Ásia, da Frígia, da Pamfília, do Egito. Aqui caldeados pela terra que os acolheu mas presentes e reconhecíveis de algum modo nos rostos de seus filhos, netos e bisnetos – portugueses, italianos, ucranianos, alemães, japoneses, libaneses – para não falar daqueles, numerosos, que trazem nas veias um sangue igual ao meu, sangue polonês. Inúmeras vezes, bem antes que eu imaginasse vir até aqui e previsse esse encontro, eu já conhecia este aspecto de Paraná, ponto de chegada de inúmeras correntes migratórias, ponto de encontro de irmãos vindos dos mais longínquos quadrantes”.

Conciliação de "poloneses"

Cartun: Raczkowski

O balão do cartun diz: "Finalmente foi apresentado a logo, que concilia todos os polacos... todos ficarão contra!