sábado, 31 de dezembro de 2011

Sylwester no Rynek Cracoviano


Neste sábado, 31 Dezembro a partir das 23:45, o povo se reunirá no Rynek Główny ( praça do mercado central), ao lado do monumento ao poeta Adam Mickiewicz, para se congratularem com dance music, e vislumbrarem a queima de fogos à meia-noite.
Todo o show será complementado por música de fundo, em perfeita harmonia com a parte visual. Além disso, nas fachadas dos mais do que tetracentenários edifícios, serão projetados os desejos de Ano Novo para os moradores de Cracóvia. O patrocinador do Réveillon de fogos de artifício cracoviano é a KBF Kraków grupo do ED.
A previsão do tempo é que à meia-noite a temperatura esteja agradável em torno dos 2 graus negativos e com pouca neve.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Teló em idioma polaco, "ai se eu te pego"


A música do sertanejo paranaense Michel Teló, "Ai Se Eu Te Pego", ganhou versão em idioma polaco.
A dupla "Drossel" canta "Slodka" (pronuncia-se suódca), ou "doce", que substitui o refrão "delícia".
Teló é paranaense de Medianeira, cidade no Norte do Paraná, onde nasceu em 1981. Seu single "Ai Se Eu Te Pego" chegou a primeira posição em Portugal, Espanha e Itália deixando para trás grandes nomes da música mundial como Adele, Rihanna, Lady Gaga, David Guetta e Usher. Também bateu o record de canção brasileira com maior número de visualizações do Youtube, com quase 80 milhões acessos. Ainda em 2011, foi a décima pessoa mais acessada da Google Brasil. O cachê de Michel está em cerca de 150 mil por show e ao lado de Jorge & Mateus, Luan Santana e Paula Fernandes, Gusttavo Lima foram os maiores cachês do país.
Ouça a versão polaca:






A dupla Drossel foi formada, em 2002, pelos irmãos Tomasz e Krzysztof (pronuncia-se kjistóf) e desde então vem fazendo shows em discotecas e festas de casamento, além de shows por toda Polônia. Assim como o brasileiro Teló, os irmãos Drossel são de uma pequena cidade da região da Pomerânia polaca, chamada Pelplin, de menos de 10 mil habitantes. O negócio dos irmãos Drossel é músicas Disc e Polo e talvez nem saibam sobre o sertanejo universitário do paranaense Teló.


A lenda Grechuta ainda persiste


Świat w obłokach (o Mundo ao redor)

Świat wokół ciebie się zmienia, zmieniają się
pory roku.
Stopy twe więzi ziemia, a oczy magia obłoków.
Obłoków wiedza tajemna, obłoków fantasmagoria,
obłoków cudze spojrzenia, obłoków pewność ulotna.
Jak obłok wiedza tajemna, jak obłok
fantasmagoria,
jak obłok cudze spojrzenia, jak obłok pewność
ulotna.
Jak obłok, jak obłok
jak obłok, jak obłok
Jak obłok, jak obłok
jak obłok, jak obłok
Jesteś mieszkańcem ziemi, a uczysz się od obłoków.
Swojej niepewnej nadzieji, ulotnej jak pory roku.
Obłoków wiedza tajemna, obłoków fantasmagoria,
obłoków cudze spojrzenia, obłoków pewność ulotna.
Jak obłok wiedza tajemna, jak obłok
fantasmagoria,
jak obłok cudze spojrzenia, jak obłok pewność
ulotna.
Jak obłok, jak obłok
jak obłok, jak obłok
Jak obłok, jak obłok
jak obłok, jak obłok
Świat wokół ciebie się zmienia, przez ciebie
płynie niepokój.
Płyną chmury po niebie, pod białą flagą obłoków.
Obłoków wiedza tajemna, obłoków fantasmagoria,
obłoków cudze spojrzenia, obłoków pewność ulotna.
Jak obłok wiedza tajemna, jak obłok
fantasmagoria,
jak obłok cudze spojrzenia, jak obłok pewność
ulotna.
Jak obłok, jak obłok
jak obłok, jak obłok
Jak obłok, jak obłok
jak obłok, jak obłok

O grande compositor e cantor Marek Grechuta morreu há cinco anos em Cracóvia, no dia 09 de outubro de 2006. Natural de Zamość (nasceu em (10 de dezembro de 1945), ele estudou arquitetura na Universidade Politécnica de Cracóvia. Ali conheceu o compositor Jan Kanty Pawluśkiewicz, com quem fundou o cabaré estudantil ANAWA em 1967.
Naquele mesmo ano, Grechuta foi premiado com o segundo lugar no VI Concurso Nacional de cantores estudantis (VI Ogólnopolski Konkurs Piosenkarzy Studenckich). Em 1968, o jovem cantor-compositor ganhou vários prêmios no Festival de Música Polaca de Opole.
Em 1969, fez uma participação como ator no filme de Andrzej Wajda "Polowanie nad Muchy". Em 1971, Grechuta deixou o cabaré ANAWA e fundou a banda WIEM (W Innej Epoce Muzycznej).
Em 1976, ele começou a trabalhar no famoso bar de Cracócia, Piwnica pod Baranami, cuja cooperação artística com o local durou quase 10 anos.
Em 1984, juntamente com a atriz Krystyna Janda gravou o álbum " "W malinowym chruśniaku"".
Grechuta marcou um grande número de sucessos populares, com suas canções, muitas vezes caracterizada pela utilização de elementos poéticos e literários.
Em 2003, ele colaborou com o grupo Myslovitz regravando velhos sucessos. Sua canção Dni, których nie znamy (Os Dias que não sabemos ainda) é o hino do clube de futebol Korona Kielce.
Marek Grechuta está enterrado no Cemitério Rakowicki, em Cracóvia.

Discografia
1970 Marek Grechuta & Anawa (eng. Marek Grechuta & Anawa)
1971 Korowód (eng. Procession)
1972 Droga za widnokres (eng. Road Beyond the Horizon)
1974 Magia obłoków (eng. Magic of the Clouds)
1977 Szalona lokomotywa (eng. Crazy Locomotive)
1979 Pieśni M. Grechuty do słów Tadeusza Nowaka (eng. Grechuta's Songs to Tadeusz Nowak's Lyrics)
1981 Śpiewające obrazy (eng. Singing Pictures)
1984 W malinowym chruśniaku (eng. In the Raspberry Brushwood)
1987 Wiosna – ach, to ty! (eng. Spring – Oh, It's You!)
1989 Krajobraz pełen nadziei (eng. Landscape Full of Hope)
1993 Jeszcze pożyjemy (eng. We Will Live)
1994 Dziesięć ważnych słów (eng. Ten Important Words)
1998 Serce (eng. Heart)
2003 Niezwykłe miejsca (eng. Unusual Places)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Um natal polaco com certeza


Na primeira página do jornal Gazeta Wyborcza deste natal de 2011, a foto principal com a seguinte manchete:
“COMPRE MENOS, DESACELERE, VIVA”


E esta uma farta mesa polaca do campo, com os tradicionais 12 pratos natalinos, com pierogi, makowiec, sopa de carpa, truta frita, e claro um excelente e geladíssimo piwo... com este caneco aí de baixo....


Estes são os meus mais sentidos desejos de um 
feliz natal 
e um ótimo ano novo de 2012,
Wesołych Święt 
i szczęśliwego nowego roku 2012

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Kartowicz é a nova assistente de Radowicz


A loira na foto de 24 anos é Anna Kartowicz, que há dois meses é a nova assistente da cantora Maryla Rodowicz.
Para conseguir o emprego bastou a beleza, o bom-humor, o sorriso e vencer outras 600 concorrentes ao posto.
"Fui para a seleção muito espontânea, totalmente despreparada", disse Kartowicz em uma entrevista ao site de fofocas plotek.pl. "Imediatamente estava a gosto a Sra. Maryla a gosto, porque estamos na mesma sintonia".
Primeiramente ela enviou seu currículo à Maryla. Assim como outras 600 moças. Na primeira fase da seleção foram escolhidas 140. Estas passaram por uma entrevista. Para a etapa seguinte sobraram apenas cinco moças.
Anna Kartowicz terá agora entre outras incumbências profissionais, organizar entrevistas e sessões de fotos, ensaios e assuntos relacionados aos shows da maior cantora polaca há décadas.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Um feliz natal em idioma polaco!

A gdy już nadejdzie ten wieczòr
Świecami choinki zdobiony
Niech biały opłatek jak okład
Wsze rany Twej duszy uleczy
Niech serce Twe radość wypełni
Z nadziei co żłobek zwiastuje
Niech błogiej kolędy śpiewanie
Wyciszy Twe troski, zmartwienia
Niech słowa Twych życzeń serdecznych
Jak gwiazda zaświecą bliźniemu.
I gdy to wszystko się spełni
Odczujesz Wigilii przesłanie.


com carinho
Ulisses
Iarochinski
Jarosiński

E para finalizar o lendário Grechuta (pronuncia-se grerrúta) em uma de suas últimas aparições na TV traz uma mensagem sobre o mundo ao nosso redor:


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Polaca sobrevive a choque elétrico de 300 mil volts

Um homem foi considerado culpado nesta segunda-feira (19) de tentativa de homicídio depois de enterrar sua noiva em uma caixa de computador em um bosque próximo a Huddersfield, na Inglaterra.
O polaco Marcin Kasprzak, de 25 anos, alegou à corte que estava entediado e que só queria assustar a companheira e mãe de seu filho, de 3 anos. A pena de Kasprzak será divulgada em uma sessão posterior do julgamento.
Michalina Lewandowska, de 27 anos e também polaca, foi enterrada em uma cova rasa em um bosque perto da cidade de Huddersfield, em maio, após ser imobilizada com uma arma de choque (taser), mas conseguiu escapar "com grande dificuldade", de acordo com a promotoria.
Lewandowska, quando eles ainda estavam juntos, que ela não era tão bonita como as meninas que ele via na academia de ginástica.
A acusação também afirmou que ele saía com amigos e, às vezes, passava a noite toda fora, em vez de ficar com a família.
Além disso, ele estaria pensando em começar um relacionamento com outra mulher e havia trocado seu status no Facebook para 'solteiro'.
Crime
O promotor disse que, em maio, Kasprzak usou um taser de 300 mil volts na vítima e chamou um amigo, Patryk Borys, para ajudá-lo. 'É verdade que a arma de choque não teve o efeito prometido. Michalina não ficou paralisada', disse Jonathan Sharp.
Ela foi então colocada em uma caixa de computador, que foi lacrada. Dois buracos permitiam que o ar entrasse.
"Eles carregaram Michalina, fechada dentro da caixa, montanha acima, a colocaram no buraco e a cobriram com terra. Eles encontraram um tronco grande, pesando cerca de 40 quilos, e colocaram em cima da caixa", disse Sharp.
Michalina disse no tribunal que só conseguiu escapar por causa de seu anel de noivado, cujos brilhantes permitiram rasgar a caixa e, mesmo coberta de terra, chegar à superfície. Após andar até a estrada, conseguiu pedir ajuda a um motorista.
O ajudante de Kasprzak, Patryk Borys, de 18 anos, foi liberado da acusação de tentativa de homicídio

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Polaco recebe homenagem póstuma em Israel



O jornal The Jerusalem Post, publicado em Israel, noticia em sua edição de hoje, que um polaco, vai receber homenagem póstuma do Museu do Holocausto. A filha de Wojciech Wołoszczuk deve receber uma medalha e o título de Yad Vashem, ou justo entre as nações.
Wojciech durante a II Guerra Mundial salvou polacos-judeus dos nazistas, escondendo-os no sotão de sua casa na Polônia ocupada. Frances Schaff e Feiga Bader (nome de solteira) Schaff, além de seu irmão e dois outros judeus ficaram escondidos secretamente na casa do católico Wołoszczuk. Naqueles dias terríveis a comida era escassa e um dos irmãos de Schaff foi morto a tiros durante a tentativa de recolher alimentos para sua família fora da casa. Sua esposa e filhos sobreviveram à guerra, mas foram mortos por camponeses ucranianos quando findou a guerra.
Frances Schaff, a único sobrevivente de sua família, cresceu em um orfanato em Israel. Mais tarde, ela emigrou para os EUA, e em 2009, apresentou pedido para honrar Wojciech Wołoszczuk, polaco que morreu em 1963.
Janina Wołoszczuk, filha de Wojciech (na foto atrás do pai) aceitou a honraria e irá da Polônia para Israel unicamente para receber a medalha e o certificado de honra em nome de seu pai.
Ethan Schaff, um advogado de Massachusetts, Estados Unidos, foi que começou a procurar o homem que havia salvo sua mãe Feige durante a segunda guerra mundial. Depois de três anos e meio de buscas, ele encontrou a filha de Wojciech, Janina, a única sobrevivente daquela família. Pois Wojciech, infelizmente, morreu em 1963.
Ethan estará com sua mãe e seu filho agora em dezembro, em Israel, para a cerimônia oficial em Yad Vashem postumamente reconhecendo Voitek Woloszczuk, como "Justo entre as Nações", título atribuído pelo Yad Vashem a não-judeus que arriscaram suas vidas para salvar judeus durante o Holocausto.
A mãe de Ethan nasceu Bader Feige, na cidade de Kosów, famosa por ser o lar do Baal Shem Tov durante sete anos. .Caçula de dez filhos, ela foi a única da família a sobreviver ao Holocausto, depois de passar três anos de sua infância, entre seus 6 a 9 anos de idade, escondida em um sótão estreito da casa dos Wołoszczuk.

Juntamente com Feige, Wołoszczuk também escondeu o irmão mais velho, a esposa, e seus dois filhos. O polaco católico fez isso colocando em grande perigo a sua vida e de sua família, num momento da guerra em que era comum ucranianos ortodoxos e polacos católicos da região entregar mais polacos e ucranianos judeus à Gestapo nazista.

A comida era escassa durante aqueles anos devastados pela guerra, e Wołoszczk, também, estava tendo problemas para manter os "seus" judeus livres da fome. Uma noite em 1944, quase no fim da ocupação alemã na área, o irmão de Feige, Nissan saiu da casa para vasculhar em latas de lixo alimento para sua família. Conforme detalhado no jornal nazista do dia seguinte, Nissan foi encontrado e entregue à Gestapo, que o torturou para obter informações sobre o esconderijo de sua família. Ele não divulgou nada, e os alemães  o espancaram até a morte.Meses mais tarde, após os alemães fugirem e os russos chegando, Feige e os seus deixaram o esconderijo, mas ao contrário da liberdade foram levados à morte por ucranianos."Minha mãe estava com eles", relata Ethan, mas depois de tanto tempo no esconderijo suas perninhas estavam atrofiadas, "ela não podia andar mais, e acabou caindo em uma vala, o que provavelmente salvou sua vida." Um outro polaco-católico, pegou-a e a levou para um hospital. Sem que ela soubesse, outros polacos-judeus sobreviventes reconheceram-na como da família de Nissan Bader. 

Ethan Schaff em sua missão de mostrar gratidão ao homem a quem deve sua existência, em 2009, viajou para a Polônia com sua mãe Feige, agora Frances Bader Schaff. Eles começaram a busca por Cracóvia, onde Feige-Frances passou alguns anos em um orfanato depois da guerra. Os dois, então, viajaram para o Leste, para a cidade natal de Kosów. Frances lembrou de vários lugares. A casa em que ela havia sido escondida, no entanto, não existe mais. Mas encontraram a casa de seu irmão Chaim. Nela hoje, vive uma família ucraniana. Ethan bateu na porta, apontou para o nicho de mezuzá, e os moradores imediatamente entenderam o que queriam e deixou-os entrar. "Assim que entramos", disse Ethan, "minha mãe reconheceu imediatamente a casa" Feige disse, 'Será que não tem a máquina de costura Singer, no canto na sala ao lado?". "E não é que a mesma máquina estava lá quando entramos.", relembra o advogado de Massachussets.

Depois de meses mais de pesquisa, Ethan encontrou Joseph West da Austrália, autor de uma monografia sobre Kosów, no qual ele descreve que um não-judeu chamado Woloszczuk que estava chorando em seu quintal, quando judeus foram levados para o centro de Kosów para ser mortos.
O quebra-cabeça ainda não estava completo. Mas com a ajuda de outras pessoas chegou a conclusão de que o homem que salvou sua mãe Feige-Frances era realmente Wojciech Wołoszczuk. Ethan então escreveu a Yad Vashem, contando os acontecimentos envolvendo Wojciech e sua mãe e que ele era digno de ser homenageado pelo Estado de Israel. O comitê aceitou as ponderações e neste 21 de dezembro, o nome de Wojciech Wołoszczuk, vai juntar-se a cerca de 24 mil outros heróis que arriscaram as suas vidas para salvar judeus durante o Holocausto.
Ethan e Frances/Feige Schaff estará acompanhado pela esposa de Ethan, Beth, e seu filho Shimon na cerimônia de Dezembro. Só podemos imaginar que os seus pensamentos sejam capazes de permanecer em solo judaico e expressar toda a gratidão a um homem e sua família cuja humanidade e coragem lhes deu vida.E pode-se entender muito bem a admiração de seus entes queridos "para Ethan, cujo tenaz desejo de expressar sua gratidão é o que levou as duas famílias a estarem juntas mais uma vez.

A Sala dos Nomes, contendo as "Páginas de Testemunho"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Tribunal interrompe processo contra simpatizantes de Kobylański

Foto de Adam Urbanek
Tribunal de Varsóvia interrompeu o processo interposto contra diplomatas e jornalistas que se envolveram com o polaco Jan Kobylański, presidente da USOPAL-União das Sociedades e Associações Polonesas na América Latina.
A razão para esta decisão foi a limitação de todos os atos de criminalidade colocados através dos dezesseis réus simpatizantes de Kobylański. O tribunal enfatizou que as provas reunidas até agora não permitem a sua absolvição, e também se posicionou contra a limitação solicitada pela defesa para se realizar atividades que não são mais possíveis.
O advogado ausente de Kobylański, Andrzej Lew-Mirski pediu "uma sentença justa". Os defensores, entre outros de Adam Michniki, Jerzy Baczyński, Daniel Passenty, Tomasz Wróblewski, Grzegorz Gaudeni, Jarosław Gugała propuseram a suspensão do caso por causa da limitação. Apenas o advogado do ex-embaixador polaco no Uruguai, Ryszard Schnepfi e sua esposa, jornalista Dorota Wysocka pediu absolvição. Após o veredito, o deputado Dariusz Turek não descartou um apelo, porque em sua opinião, eles podem ser absolvidos. O resto dos advogados preferem dizer que não cabe recurso.
O julgamento durava desde março de 2009, ante o Tribunal de Mokotów na comarca de Varsóvia. Kobylański, de 88 anos, sentindo-se prejudicado por textos publicados nos jornais "Gazeta Wyborcza" e "Rzeczpospolita", além das revistas semanais "Newsweek Polska" e "Polityka", enviou privadamente ata de acusação. Se tratava, entre outros textos sobre Kobylański, que mencionava, suas declarações anti-semitas e o IPN-Instituto da Memória Nacional suspeita de que durante a segunda guerra mundial Kobylański poderia ter recebido dinheiro para entregar judeus para a Alemanha (em 2007, o IPN interrompeu a investigação sobre o assunto por razões formais). Acusados ​​não admitem a acusação, para o qual ele foi ameaçado com um ano de prisão. Invocou em sua defesa, por exemplo, que "um terço dos bispos polacos são judeus", "Os judeus sempre odiarão os polacos", porque eles têm um "genes podre".

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Polaquinha ginasta é orgulho do Paraná

Marcelo Elias / Gazeta do Povo
Dona de quatro medalhas conquistadas na ginástica rítmica nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara – três de bronze e uma de prata –, Angélica Kwieczyński (descendente de imigrantes polacos), de Toledo, no Oeste do estado, ganhou a votação popular no Prêmio Orgulho Paranaense, pelo qual competiram os destaques do estado no esporte em 2011 – no total, foram 6.100 votos contabilizados pela internet. A cerimônia de premiação foi na noite desta quarta-feira no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O prêmio é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Esportes, com o apoio da RPC TV.
A polaquinha Angélica superou nomes como Emanuel (vôlei de praia), Giba (vôlei) e Henrique Rodrigues (natação). Ela também ganhou a categoria rendimento esportivo entre as mulheres – votação feira por um júri técnico. Entre os homens o vencedor foi Emanuel.

O sobrenome Kwiaczyński tem sua origem em Kwiat=flor, numa livre interpretação o significado do sobrenome de Angélica seria florense, ou floriana.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Olga, a mais bela do "Top Model 2" da Polônia


Na final da segunda edição do "Top Model" Polônia, realizado neste fim de semana, em Varsóvia, a modelo vencedora foi Olga Kaczyńska, de 19 anos, e natural da cidade de Wrocław
A bela menina-moça tem tudo para seguir uma carreira internacional, pois está com inglês afiado na ponta da língua, além de possuir presença e carisma. Desde os 15 anos ela é contratada da agência de modelos ALL. Olga já desfilou em Milão e Barcelona. Gravou cenas no videoclip "Ostatnia noc" da banda "Farba". A imprensa polaca não informou se a modelo é da família dos gêmeos da política Lech e Jarosław, por ter o mesmo sobrenome.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

30 anos da Lei Marcial de Jaruzelski


Há 30 anos, deste 13 de dezembro, a Polônia comunista confinava o movimento Solidariedade ao silêncio. Movimento que desafiava pacificamente o bloco soviético por inteiro. Mas o gesto de força do general Wojciech Jaruzelski seria o último na Europa central e não impediria a queda do império oito anos mais tarde.
Era 13 de dezembro, noite de sábado para domingo, quando o general Jaruzelski, decretava uma lei marcial com o objetivo de pôr fim às atividades de um sindicato que tinha quase 10 milhões de membros, 16 meses depois de sua criação. Fato ocorrido durante a greve dos estaleiros navais em Gdańsk, em meados de 1980.
Como ação imediata da imposição da Lei, várias dezenas de milhares militantes sindicais foram detidos, começando por seu chefe carismático, o eletricista Wałęsa (pronuncia-se vauensa).
Durante quase 500 dias de liberdade, o Solidariedade esperava introduzir reformas econômicas num Estado comunista totalmente ineficaz. "Sempre tínhamos a sensação de estar na linha vermelha", recordou Bronisław Geremek, historiador que na época era conselheiro do sindicalista polaco.
Desde a primavera de 1981, Geremek havia sido informado de planos para deter a direção do Solidariedade. Apesar de tudo, o golpe "foi uma amarga surpresa", afirmou anos mais tarde.
Naquele dia 13 de dezembro não houve derramamento de sangue. Mas três dias depois, durante um ataque das forças de segurança, nove grevistas morreram na mina de Wujek, na Silésia.
O general Jaruzelski sempre afirmou que havia tentado proteger a Polônia de uma invasão dos soviéticos, inquietos com o ambiente de liberdade existente em suas fronteiras. Hoje, o general responde a processos num tribunal de Varsóvia, aos excessos que ele teria cometido no comando do governo da Polônia comunista. Considerado culpado, já em março de 2006, de "crime comunista" pela instauração da lei marcial, o ex-chefe de Estado, de 89 anos, vive em Varsóvia.
As alegações de Jaruzelski foram contestadas por Geremek ainda naquele ano de 2006. "No fim de 1981, no momento da instauração da lei marcial, não havia nenhuma preparação militar para intervir do lado soviético".
A lei marcial foi "suspensa" ao fim de 12 meses e anulada em 22 de julho de 1983.
Apesar das autoridades, o Solidaridade sobreviveu na clandestinidade. No início de 1989, quando a URSS de Michail Gorbachov preconizava uma mudança, o general Jaruzelski convidou o movimento anticomunista a discutir as reformas que terminariam por derrubar o regime, no que ficou conhecido como "Mesa Redonda".
Na edição de hoje do jornal Gazeta Wyborcza, o ex-líder, ex-presidente e prêmio nobel da Paz, Lech Wałęsa, diz que ele também se recorda de um outro dezembro. Sendo mais específico fala das greves de 1970. A entrevista foi concedida ao jornalista Jarosław Kurski.

Kurski - Eu estou lhe chamando porque temos 30º aniversário da lei marcial.
Wałęsa - Eu não comemoro desastres, e essa foi uma derrota.

Kurski - Mas depois veio a vitória.
Wałęsa - - Lembro-me de dois dezembros. Aquele, do ano 70, que foi um protesto desesperado. Mas o de 81 é outra questão. Houve organização, houve entusiasmo, houve fervor. As pessoas queriam a reforma. Esta deveria ser resolvida em dezembro. Mas para mim, não me atenho a prisão nem mesmo vingança. Com o "solidariedade" tinha que falar sobre paz, enquanto nas ruas chegavam os tanques.

Kurski - No caso de dezembro de 1970, o senhor apelou por uma anistia. Isto não é uma isentar de responsabilidade, mas renunciar à punição. O senhor acredita que a anistia deva ser estendida a Kiszczaki e Jaruzelski?
Wałęsa - É preciso verificar se era possível a intervenção soviética. Porque se eles acreditavam e estavam com medo, então também é preciso avaliar de forma diferente. Não se trata de julgar alguém. Isto deve ser contabilizado em termos históricos e nos danos causados à nação pelos generais. Milhares de pessoas se foram! Muita gente sofreu. Há a necessidade de se conceder indenizações a eles. Precisa-se colocar em ordem as coisas más que este dia arrastou. Deve-se, finalmente, tirar conclusões daquele momento para o futuro.

Kurski - Como líder daquele "Solidariedade", o que o senhor gostaria de dizer aos polacos no 30º aniversário da lei marcial?
Wałęsa - Que nós lutamos muito bem! Quero agradecer a luta pacífica. E entre tantos, agradecer ao Sr. Bronisław Geremek, termos derrotado o poder de forma pacífica. Estou orgulhoso de que ele não aceitamos métodos de luta, que tentaram nos impor o inimigo. Pois então teríamos muito mais vítimas. A não utilização de força foi a nossa força. Gloriosa Sociedade! Infelizmente, o poder, que não podia se dar bem, se não conversasse com o primaz Glemp, nem com Wałęsa, este merece uma avaliação negativa.

Kurski - E o que o senhor diria hoje, aos generais do Conselho Militar de Salvação Nacional? Ainda há alguns poucos deles ainda vivos.
Wałęsa - Eu tenho conversado com eles. Eles estavam convencidos de que eramos alvos de mísseis em cidades polacas. Eles viram mapas de ataque à Polônia. Ninguém no mundo poderia acreditar que houvesse uma chance de escapar dos soviéticos, porque eles tinham que acreditar. Ninguém teria acenado com um dedo para nos defender. Para não mencionar: declarar uma guerra. Era apenas um pesadelo, ou os soviéticos estavam dispostos a pressionar aqueles botões? Os generais acreditavam que a intervenção queimaria dois terços dos polacos. Bem, como ser um juiz agora? Havia um poucos vilões, mas havia alguns que pensavam que eu era bom, era só preciso domá-lo, porque o "Solidariedade" não tinha conhecimento de tudo que ameaçava. Afinal, ninguém acreditava no fim do comunismo naquele momento de nossas vidas. Köhl e Genscher, mesmo quando eles estavam na Polônia, em 1989, e eles disseram que o Muro de Berlim caiu, eu não acredito nisso. Isto é só o que todos nós eramos em 1981!

Kurski - Qual foi a pior do estado marcial?
Wałęsa - Divisões. Antes de 13 dezembro estávamos juntos. E, em seguida, foram cavadas divisões que ainda existem. Foi um crime à nacionalidade.

Kurski - E essas divisões ainda são mantidas?
Wałęsa - - Não, não. Divisões políticas devem existir, porque este é o pluralismo. Digo apenas para não destruir-se mutuamente e não destruir o futuro polaco.