segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Deixa ela novelar


Parece que a depressão é da própria "atriz", já que ela nunca é encontrada em seu posto de trabalho. Os alunos da escola de cinema de Pinhais que o digam. A causa da depressão deles deve ser justamente falta de aulas. E depressão por depressão, parece que ela é que vivia deprimida no Rio. Era uma incompreendida. Um passado de "feitos extraordinários" e nada de trabalho, apenas umas figurações. Aí, conseguiu emprego de diretora de escola em Pinhais e passou a ser lembrada novamente. Ela, ao que parece foi contratada por ter um currículo, que consta ter sido, no passado longíncuo, uma "bela" figurante em filmes de Glauber Rocha e peças no Teatro Oficina. De atriz à diretora de escola de cinema, esta senhora, deve estar pensando, que virou antropóloga. Ledo engano! O que ela precisa mesmo é de quem a compreenda. E talvez seja melhor deixá-la fazer figuração em novelas cariocas. Ela, pelo que sugere suas estúpidas opiniões, não aprendeu nada com Eugênio Kusnet e José Celso Martinez Côrrea. Será que a velha atriz velha está gagá? Que pena, ela poderia pelo menos ter aprendido o que é respeito!
Por outro lado, parece que a publicação das declarações da atriz gaúcha teria fins políticos. Reportagem da Rádio CBN Curitiba alerta que alguns alunos da "escola de cinema" estão reclamando que não foram ouvidos pela "Gazeta do Povo" (jornal que publicou as polêmicas declarações da atriz). Estes estariam se posicionando ao lado da declarações da diretora. Eles próprios concordam que os alunos são depressivos. Afirmam que um estudante ouvido pelo jornal não estuda lá já faz dois anos (Mas se a escola inaugurou justo em 2005!). Mas não dizem porque são depressivos, nem relacionam com seres descendentes das etnias ofendidas pela professora deles. Com uma situação dessas é de se pensar se realmente a atriz disse aquelas frases ao jornal? Ao se acreditar que a matéria foi forjada, ela teria objetivos nitidamente políticos, ou não? Será que estariam a "forasteira" como bode espiatório? Prefiro, acreditar como jornalista, que o repórter da Gazeta do Povo realmente ouviu as bobagens da atriz. Seja como for, outros estudantes da escola de cinema de Pinhais criaram uma comunidade no sitio "Orkut". Nela, denunciam irregularidades na escola dirigida pela atriz, que também é professora. Ela, assim como outros "especialistas" em cinema não estariam habilitados para a função acadêmica. Ainda segundo estes alunos, ninguém está disposto a se manifestar para a imprensa com medo de represálias da diretora Nandi, pois está pode prejudicá-los não só como estudantes, mas também no futuro quando eles forem profissionais.
Longe dos objetivos políticos que possam existir, a questão aqui se resume apenas ao desrespeito, preconceito e discriminação contidos nas frases da atriz e publicadas no jornal. Pois, em aceitando como verdadeiras as declarações não se pode aceitar, que uma diretora de uma unidade de ensino superior confunda cracoviano com etnia e que ignore por completo a importância dos imigrantes para o desenvolvimento cultural, educacional e sócio-econômico de Curitiba, do Paraná, do Sul do país e de todo Brasil. Se a "atriz" não sabe, ela deveria ter a informação, por exemplo, de que foram os alemães de Curitiba que trouxeram a árvore para comemorar o Natal em 25 de dezembro (quando a tradição portuguesa-espanhola, que havia antes, comemorava somente o "Dia de Santos-Reis, em 6 de janeiro); que foram os polacos a ensinar brasileiros a transportar erva-mate em carroções com cavalos e não em lombo de jumentos, ou carros de bois (como era antes); que foram Zaco do Paraná (polaco - escultor), Groff (alemão - cineasta), João Turin, Poty Lazarotto, Theodoro de Bona (italianos - artistas plásticos) Morozowicz (polaco - diretor de teatro, música e dança) e tantos outros que com cultura, alegria e felicidade, tornaram-se mestres de muitos artistas do Trópico de Capricórnio para cima. Vai ver que de tanto morar no Rio de Janeiro e São Paulo, a gaúcha acabou por não saber a importância que tem o Rio Grande do Sul para o cinema e as artes do Brasil.
P.S. se ela não disse nada disso, que sirva para outros que pensem assim, mas se foi já passou da hora dela ser demitida...e mais: ser impedida de voltar a morar no Rio e obrigada a passar o resto da vida dela em Curitiba, ou Pinhais...já que ali bem pertinho fica a casa grande de Piraquara.
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