quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Frankfurt: uma cidade esquisofrênica

FERRARI ÚLTIMO MODELO
Foto: Ulisses Iarochinski

O 62° Salão Mundial do Automóvel de Frankfurt abriu seus estandes nesta terça-feira. Talvez, ao lado de Detroit, seja o mais importante evento da indústria automobilística mundial. Quase todos os últimos laçamentos mundiais aconteceram em Frankfurt. Junto com quase 40 jornalistas brasileiros estou participando. Fui contratado por dois dias para filmar o evento para programas de TV de Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador. Mas foi de última hora. Assim, não houve tempo para fazer reserva de hotel na cidade. Procurei por hotéis na faixa de 50 euros a diária. Mas talvez, pela proximidade da reserva online estavam já todos ocupados. Mas como tinha que vir...vim! Depois de passar o dia inteiro nos pavilhões de exposição busquei acomodação entre os vários hotéis existentes nas proximidades da estação central de trens. A surpresa não foi encontrar todos lotados, ao contrário, todas as recepções tinham o mesmo discurso. "Ah, este é o preço! Por causa do salão do automóvel"... Era a resposta mais comum, ao improprério dito ao ouvir o preço. Um relés hotel duas estrelas, na zona do meretrício de Frankfurt não saia por menos de 180 euros. Busquei outros 3 estrelas, mais afastados do centro da cidade. Até ao lado do Zoológico. Mas nada! Resultado? Apesar do cansaço não houve outra alternativa senão viajar uma hora e meia de trem até Colônia para passar a noite. E se a pergunta é: "Mas quanto era então a diária em hotéis 4 e 5 estrelas?" A resposta é: estavam todos lotados com dois anos de antecedência, já que o salão é bienal. Um dos poucos que possuia um quarto disponível tinha majorado dos 180 euros normais para 500 Euros. Ou seja, os hotéis não estavam lotados. É pura exploração... E olha que o evento ainda não abriu suas portas para o público em geral. Estes dois primeiros dias estão fechados para jornalistas do mundo inteiro.

P.S. E talvez esteja explicado aí, o porquê da pujança da economia alemã. Esta majoração de preços deveria ser caso de polícia.
Postar um comentário