sábado, 3 de março de 2012

Construtor português assassinado em Cracóvia

Pedro Fernandes (ao centro)
O corpo de Pedro Fernandes foi encontrado na segunda-feira num descampado nos arredores de Cracóvia, ao lado de uma Toyota Land Cruiser em chamas. A identificação do corpo exigiu autópsia.
Um cidadão polaco de 44 anos detido na terça-feira foi acusado ontem do assassinato do administrador da Mota-Engil Central Europe.
Segundo os agentes da investigação criminal, Mirosław F. atingiu Pedro Fernandes com cinco disparos de arma de fogo que o feriram na cabeça, provocando a sua morte.
A Procuradoria de Cracóvia não emitiu ainda um comunicado oficial sobre o incidente e não confirmou a identidade da vítima, mas a imprensa cracoviana informou tratar-se de Pedro Fernandes, vice-presidente da Mota-Engil.
O automóvel encontrado junto do corpo pertencia a Pedro Fernandes, cujo desaparecimento tinha sido comunicado à polícia pela mulher, depois de este não ter aparecido para trabalhar na terça-feira.
Interrogado na Procuradoria de Cracóvia na quarta-feira, o cidadão polaco não questionou o incidente, mas negou que a sua intenção fosse assassinar Pedro Fernandes. Explicou que marcou encontro com o português quando leu os SMS da correspondência entre a mulher com quem está casado e Pedro Fernandes, pois queria exigir que deixasse de se encontrar com ela.
O homicídio aconteceu na segunda-feira. Os dois homens combinaram encontrar-se num posto de gasolina de Cracóvia, de onde seguiram no automóvel de Pedro Fernandes. Quando o polaco exigiu que o administrador da construtora interrompesse os contatos com a mulher, o português terá dito que “se continuasse a ser perseguido, arranjava quem tomasse conta dele”, relatou ontem Bogusława Marcinkowska, da Procuradoria de Cracóvia.
Segundo o marido polaco, tudo se precipitou quando Pedro Fernandes tentou agredi-lo, o que teria provocado o primeiro disparo. Os disparos seguintes foram resultado do descontrolo emocional, explicou o acusado, que adiantou ter levado consigo a arma para defesa pessoal.
Quando percebeu que tinha morto o português, Mirosław F. decidiu levar o corpo para o descampado, onde o deixou, dentro do automóvel em chamas. Jogou a arma ao rio Vístula e, regressado a casa, relatou o sucedido à família, que informou a polícia.
Em 2012, faz 15 anos do primeiro contrato da Mota-Engil na Polônia. Há quatro anos a construtora decidiu restruturar a presença do Grupo na Europa Central, criando a Mota-Engil Central Europe, com toda a atividade centralizada na Polônia.
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