domingo, 10 de novembro de 2013

Manifestação antifascista em Varsóvia lembrando Noite dos Cristais

Foto: PAP / Leszek Szymański
Mil pessoas marcharam este sábado pelas ruas de Varsóvia com motivo do 75º aniversário da "Noite dos Cristais" (Reichskristallnacht em alemão e Noc kryształowa em polaco), um ataque contra os alemães-judeus organizado na Alemanha pelo regime de Hitler. Os participantes do ato, organizado sob o lema "Juntos contra o nacionalismo", marcharam da Universidade de Varsóvia até Umschlagplatz, de onde foram deportados os judeus do gueto de Varsóvia até o campo de concentração de Treblinka.
Um ano depois de invadir a Polônia, em 1º de setembro de 1939, o ocupante alemão criou no coração da Varsóvia, em outubro de 1940, um bairro especial para encerrar cerca de meio milhão de polacos-judeus, tornando-se o gueto mais importante durante a Segunda Guerra Mundial.


Os manifestantes gritavam neste sábado "Não ao fascismo e ao nacionalismo!", "Nunca mais um Holocausto!", e "Varsóvia sem fascismo!". A marcha ocorreu dois dias antes de outras manifestações convocadas por ocasião da festa da independência, em 11 de novembro, às quais se prevê que assistam várias dezenas de milhares de nacionalistas radicais.
"Queremos mostrar à sociedade os perigos que representam o nazismo e o nacionalismo. Hoje lembramos a Noite dos Cristais de 75 anos atrás na Alemanha, que abriu o caminho para a chegada de Hitler ao poder, já que havia um apoio da sociedade", declarou Andrzej Radzikowski, vice-presidente do sindicato OPZZ (ex-comunista)."Na Polônia, estão renascendo os movimentos nacionalistas. Não podemos concordar com isto", acrescentou.
Na madrugada de 9 a 10 de novembro de 1938 e durante toda o dia seguinte, foram saqueadas lojas gerenciadas por alemães-judeus em toda a Alemanha, incendiadas sinagogas e 30 mil pessoas foram detidas e posteriormente deportadas. Os atos de violência deixaram 90 mortos na população judaica alemã.
Polacos-judeus deportados para Nuremberg
Para o regime foi a resposta ao assassinato de Ernst von Rath, um diplomata alemão em Paris, por Herschel Grynszpan, um polaco-judeu, condenado múltiplas vezes a deportação da França.
A pedido de Adolf Hitler, Goebbels instigou os dirigentes do NSDAP e os SA a atacarem os judeus. Heydrich organizou as violências que deviam visar as lojas de judeus e as sinagogas

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