terça-feira, 21 de junho de 2016

China assina contratos com a Polônia

Andrzej Duda e Xi Jinping
O Presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da Polônia, Andrzej Duda, saudaram nesta segunda-feira (20/06/2016) a chegada a Varsóvia de um trem de mercadorias chinesas, simbolizando o reforço da cooperação econômica entre os dois países.

Os dois estadistas assistiram lado a lado a chegada do trem depois de 13 dias de viagem do China Railway Express, que partiu de Chengdu, capital da província de Sichuan, no sudoeste da China.

Cerca de 20 trens de mercadorias fazem semanalmente a viagem entre a China e a Polônia, transportado produtos eletrônicos, alimentos, bebidas alcoólicas e peças para automóveis.

Lançada em 2013, a viagem demora entre 11 e 14 dias, uma fração do tempo despendido pelo transporte marítimo, que é feito entre 40 e 50 dias.

Trata-se de uma das mais extensas ligações ferroviárias do mundo e faz parte da iniciativa chinesa "nova Rota da Seda".

Trata-se de um gigante plano de infraestruturas que pretende reativar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e sudeste asiático.

Especialistas consideram que Varsóvia quer utilizar a ligação para corrigir um crônico desequilibro na balança comercial, reforçando as exportações de produtos agrícolas, como leite, carne e maçãs. A Polônia é o maior parceiro comercial da China no leste da Europa e, em 2015, as trocas comerciais somaram 15,2 mil milhões de euros, segundo dados oficiais chineses.

Xi e Duda mastigavam também uma rosada maçã polaca, à medida que o trem chegava. A Polônia, o maior produtor de maçãs do mundo, tem sido gravemente afetada pela decisão da Rússia de proibir a importação de frutas do país, como retaliação às sanções impostas pela União Europeia a Moscou, em 2014, devido à crise na Ucrânia.

Os acordos assinados durante a visita de Xi permitem ao país começar a exportar maçãs para a China. Xi Jinping urgiu ainda a Polônia a "tirar máximo proveito da sua posição como membro fundador do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas"(BAAI).

Visto inicialmente em Washington como um concorrente ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), duas instituições sediadas nos EUA e habitualmente lideradas por norte-americanos e europeus, o BAAI acabou por suscitar a adesão de mais de vinte países fora da Ásia, incluindo Portugal. Das grandes economias mundiais, apenas os EUA e o Japão ficaram de fora.

Referindo-se ao BAAI como o "maior fundo de investimentos do mundo", o vice primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, disse aos jornalistas que Varsóvia está discutindo "investimentos enormes" com Pequim. "É ainda cedo para dizer que chegamos a algum tipo de conclusão", afirmou, revelando apenas que estão envolvidos "bilhões".
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