![]() |
| O policial Kamil Kosiń foi quem conseguiu finalmente abater o agressor |
O Ataque provocou a morte de
seis pessoas e 15 feridos na praça central de Cracóvia.
As primeiras informações confirmadas pelas autoridades polacas e veículos de imprensa sobre o ataque ocorrido neste sábado (7 de novembro de 2026) na Praça do Mercado (Rynek Główny), no centro de Cracóvia contam 6 (4 mulheres e 2 homens) pessoas mortas e mais de 15 feridos. Dois cavalos de carruagens foram feridos e logo socorridos por veterinário.
O ataque cometido por um jovem de 24 anos ocorreu em meio aos pedestres no coração histórico da cidade. Um helicóptero do Serviço de Emergência Médica (LPR) aterrissou na praça, e as equipes de resgate prestaram os primeiros atendimentos às vítimas nas imediações da Basílica de Santa Maria (Bazylika Mariacka).
O suspeito foi desarmado e detido pela polícia polaca, sendo posteriormente encaminhado sob custódia para atendimento médico.
As autoridades policiais isolaram a área central para coletar depoimentos de testemunhas no local.
Pelo menos duas moças e um rapaz brasileiros de Natal-RN conseguiram escapar dos disparos e se abrigar dentro da Basilica de Santa Maria (a menos de 80 metros onde pessoas morreram).
Detalhes apurados pela Polícia da Polônia, segundo informou a porta-voz da polícia da Voivodia da Małoposka (Pequena Polônia) Katarzyna Cisło o agressor foi um cidadão polaco de 24 anos. Ele não portava documentos no momento do ataque, mas a identidade foi confirmada por meio de investigações operacionais.
A polícia identificou o atirador como sendo Michał O. da cidade de Ostrowiec Świętokrzyski. O carro Subaru preto com placas do condado de Ostrowiec está registrado em nome do pai, foi o que permitiu a identificação.
Interrogado no hospital confessou ser fascinado pela ideologia de extrema-direita e afirmou depois de uma hora de interrogatório que agiu sozinho.
O atirador estava vestido com traje tático/militar e utilizou uma arma longa automática de padrão militar para realizar os disparos aleatórios a partir de um carro preto. No interior do veículo, as forças de segurança apreenderam uma grande quantidade de munições adicionais e outras armas de fogo.
Após o ataque, ele fugiu em direção ao cruzamento das ruas Dietla e Stradomska, onde colidiu com outro veículo.
Houve troca de tiros com as equipes policiais, nas quais o atirador foi atingido e detido.
Ele foi encaminhado sob custódia para um hospital da região para ser submetido a cirurgia.
Até o momento, os serviços de inteligência e o Ministério da Justiça (Waldemar Żurek) não divulgaram publicamente a motivação formal ou se o indivíduo possuía manifestos e ligações formais a grupos extremistas.
A polícia informou que o agressor atuou de forma solitária (sem cúmplices confirmados até o momento) e abriu fogo indiscriminadamente contra pedestres aleatórios que circulavam pela praça.
Os dois policiais que conseguiram parar o atirador na praça foram Jakub Kulik e Artur Morański.
O primeiro-ministro Donald Tusk se pronunciou dizendo que os dois evitaram a morte de muitas outras pessoas.
OS HERÓIS
Kamil Kosiń, Jakub Kulik e Artur Morański foram os policiais aclamados como heróis nacionais após a intervenção dramática durante o ataque a tiros em massa na Praça Central (Rynek Główny) de Cracóvia, ocorrido neste 7 novembro de 2026 após às 15 horas.
Jakub Kulik e Artur Morański (cabos) foram os primeiros a chegar à praça, apenas três minutos após o chamado.
Eles iniciaram uma perseguição direta e confrontaram o atirador de 24 anos, que disparava de dentro de um carro contra pedestres.
Após o veículo do agressor colidir com outro veículo, houve uma troca intensa de tiros na qual ambos os policiais foram gravemente feridos, mas conseguiram neutralizar e prender o terrorista, evitando uma tragédia ainda maior.
Kamil Kosiń foi o outro policial que interveio diretamente durante o atentado e também sofreu ferimentos gravíssimos no confronto armado contra o criminoso.
Todos os três policiais passaram por cirurgias complexas e foram internados em estado grave. A situação mais crítica é a de Jakub Kulik (ex-militar da 6ª Brigada Paraquedista da Polônia), que foi baleado três vezes e teve um pulmão perfurado.
Uma grande campanha nacional foi lançada por forças de segurança, bombeiros e portais de resgate pedindo doações urgentes de sangue do tipo AB Rh+ para o seu tratamento.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, e o Comandante-Geral da Polícia emitiram agradecimentos públicos oficiais pela coragem extrema e pelo sacrifício dos agentes.
Texto: Ulisses iarochinski




